Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
9

Abimeleque se declara rei

91Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos parentes de sua mãe, e falou com eles e com toda a geração da casa de seu avô materno, dizendo:

2— Peço-lhes que perguntem a todos os cidadãos de Siquém: “O que é melhor para vocês: que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vocês ou que vocês sejam dominados por apenas um?” Lembrem-se também de que eu sou osso e carne de vocês.

3Então os parentes de sua mãe falaram a todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras, e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: “É nosso irmão.” 4E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite, com as quais Abimeleque contratou uns homens levianos e atrevidos, que o seguiram. 5Foi à casa de seu pai, em Ofra, e matou os seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, o filho mais moço de Jerubaal, escapou, porque havia se escondido. 6Então se reuniram todos os cidadãos de Siquém e toda Bete-Milo, foram e proclamaram Abimeleque rei, junto ao carvalho memorial que está perto de Siquém.

A alegoria de Jotão

7Quando soube disto, Jotão foi e se pôs no alto do monte Gerizim. E, em alta voz, gritou, dizendo:

— Cidadãos de Siquém, escutem o que vou dizer, e Deus escutará vocês! 8Certa vez as árvores foram ungir para si um rei. Disseram à oliveira: “Reine sobre nós.” 9Porém a oliveira lhes respondeu: “Deixaria eu o meu óleo, apreciado por Deus e pelos homens, para dominar sobre as árvores?” 10Então as árvores disseram à figueira: “Venha você e reine sobre nós.” 11Porém a figueira lhes respondeu: “Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para dominar sobre as árvores?” 12Então as árvores disseram à videira: “Venha você e reine sobre nós.” 13Porém a videira lhes respondeu: “Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, para dominar sobre as árvores?” 14Então todas as árvores disseram ao espinheiro: “Venha você e reine sobre nós.” 15E o espinheiro respondeu às árvores: “Se é verdade que querem me ungir rei sobre vocês, venham e se refugiem debaixo de minha sombra. Mas, se não, que do espinheiro saia fogo que consuma os cedros do Líbano.”

16Jotão continuou:

— E agora, se vocês agiram de boa fé e com sinceridade, proclamando Abimeleque como rei; se vocês fizeram o que é correto em relação a Jerubaal e à sua casa, e se o trataram segundo ele merecia pelo que fez 17— porque o meu pai lutou por vocês, arriscou a vida e os livrou das mãos dos midianitas; 18mas hoje vocês se levantaram contra a casa de meu pai e mataram os filhos dele, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho da escrava dele, vocês puseram como rei sobre os cidadãos de Siquém, porque é irmão de vocês —, 19se vocês agiram de boa fé e com sinceridade para com Jerubaal e a sua casa, então alegrem-se com Abimeleque, e que ele também se alegre com vocês. 20Mas, se este não for o caso, que saia fogo de Abimeleque e consuma os cidadãos de Siquém e Bete-Milo! E que saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, que consuma Abimeleque.

21Depois disso Jotão fugiu e foi para Beer, onde ficou morando, porque estava com medo de seu irmão Abimeleque.

A conspiração de Gaal

22Abimeleque havia dominado sobre Israel durante três anos, 23quando Deus suscitou um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém, que foram desleais com Abimeleque. 24Isto aconteceu para que fosse vingada a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, e para que fossem castigados tanto Abimeleque, que era irmão deles e os havia matado, como os cidadãos de Siquém, que contribuíram para que ele matasse os seus próprios irmãos. 25Os cidadãos de Siquém puseram sobre os altos dos montes homens de emboscada contra Abimeleque, e eles assaltavam todos os que passavam pelo caminho perto deles. E Abimeleque foi informado disso.

26Gaal, filho de Ebede, veio com os seus irmãos, e se estabeleceram em Siquém. E os cidadãos de Siquém confiaram nele, 27foram ao campo, cortaram os cachos das vinhas, pisaram as uvas, fizeram festas, foram à casa de seu deus, comeram, beberam e amaldiçoaram Abimeleque.

28E Gaal, filho de Ebede, disse:

— Quem é Abimeleque, e quem somos nós de Siquém, para que o sirvamos? Não é ele filho de Jerubaal? E não é Zebul o seu oficial? Seria melhor servir os homens de Hamor, pai de Siquém. Mas nós, por que serviremos a ele? 29Quem dera estivesse este povo na minha mão! Eu expulsaria Abimeleque. Eu diria a Abimeleque: “Multiplique o seu exército e venha lutar.”

30Quando Zebul, governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, ficou furioso. 31E enviou, secretamente, mensageiros a Abimeleque, dizendo:

— Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém e estão alvoroçando a cidade contra você. 32Levante-se de noite, você e o povo que estiver com você, e ponham-se de emboscada no campo. 33Levante-se pela manhã, ao sair o sol, e ataque a cidade. Quando Gaal com a sua gente sair para atacar, faça com ele o que estiver ao seu alcance.

Abimeleque vence Gaal e os siquemitas

34Assim, Abimeleque se levantou, de noite, e todo o povo que estava com ele, e se puseram de emboscada contra Siquém, em quatro grupos. 35Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se à entrada do portão da cidade. Com isto Abimeleque e todo o povo que estava com ele se levantaram das emboscadas. 36Gaal viu aquele povo e disse a Zebul:

— Veja! Vem gente descendo do alto dos montes.

Mas Zebul respondeu:

— Você está vendo as sombras dos montes. Elas se parecem com homens.

37Porém Gaal tornou ainda a falar e disse:

— Veja! Vem gente descendo bem na nossa frente, e uma tropa vem vindo do caminho do carvalho dos Adivinhos.

38Então Zebul disse a Gaal:

— Onde ficaram, agora, as suas ameaças? Não foi você quem dizia: “Quem é Abimeleque, para que o sirvamos?” Não é este o povo que você desprezou? Pois saia agora e vá lutar contra ele.

39Gaal saiu à frente dos cidadãos de Siquém e lutou contra Abimeleque. 40Abimeleque perseguiu Gaal, que fugiu dele. E muitos feridos caíram até a entrada do portão da cidade. 41Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou Gaal e seus irmãos, para que não ficassem morando em Siquém.

42No dia seguinte, o povo de Siquém saiu ao campo, e Abimeleque foi avisado disto. 43Então ele reuniu os seus homens, e os dividiu em três grupos, e os pôs de emboscada no campo. Quando Abimeleque viu que o povo saía da cidade, levantou-se contra eles e os atacou. 44Abimeleque e o grupo que estava com ele correram e tomaram posição junto à entrada da cidade, enquanto os dois outros grupos atacaram todos os que estavam no campo e os destroçaram. 45Abimeleque lutou contra a cidade durante todo aquele dia. Tomou a cidade e matou o povo que nela havia. Arrasou a cidade e espalhou sal sobre ela.

46Todos os cidadãos da Torre de Siquém souberam disso e entraram na fortaleza, no templo de El-Berite. 47Mas Abimeleque soube que todos os cidadãos da Torre de Siquém se haviam reunido. 48Então ele subiu o monte Salmom, ele e todo o seu povo. Abimeleque pegou um machado e cortou o galho de uma árvore. Ele o levantou, pôs no ombro e disse ao povo que estava com ele:

— O que vocês me viram fazer, façam também vocês, depressa.

49Assim, cada um deles cortou um galho e seguiu Abimeleque. Puseram os galhos ao redor da fortaleza, e os incendiaram. Assim, morreram todos os que estavam na Torre de Siquém, mais ou menos mil pessoas, homens e mulheres.

A morte de Abimeleque

50Então Abimeleque foi a Tebes, sitiou a cidade e a tomou. 51Havia, porém, no meio da cidade, uma torre forte, e todos os homens e mulheres, todos os moradores da cidade, fugiram para lá. Fecharam as portas da torre e subiram ao terraço. 52Abimeleque veio até a torre, lutou contra ela e se aproximou da porta para a incendiar. 53Mas uma mulher jogou uma pedra superior de moinho sobre a cabeça de Abimeleque e lhe quebrou o crânio. 54Então Abimeleque chamou depressa o moço, seu escudeiro, e lhe disse:

— Tire a sua espada e me mate, para que não se diga que uma mulher me matou.

O moço o atravessou com a espada, e ele morreu. 55Quando os homens de Israel viram que Abimeleque já estava morto, foram embora, cada um para a sua casa. 56Assim, Deus fez cair sobre Abimeleque o mal que ele havia feito a seu pai, ao matar os seus setenta irmãos. 57De igual modo, Deus fez cair sobre a cabeça dos homens de Siquém todo o mal que haviam praticado. Assim, veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.

10

Tola e Jair

101Depois de Abimeleque, Tola, filho de Puá, filho de Dodô, homem de Issacar, se levantou para livrar Israel. Ele morava em Samir, na região montanhosa de Efraim. 2Julgou Israel durante vinte e três anos. Depois morreu e foi sepultado em Samir.

3Depois dele se levantou Jair, gileadita, que julgou Israel durante vinte e dois anos. 4Ele tinha trinta filhos, que cavalgavam trinta jumentos. E eles tinham trinta cidades, a que chamavam Havote-Jair, até o dia de hoje, as quais estão na terra de Gileade. 5Jair morreu e foi sepultado em Camom.

Servidão sob os filisteus e os amonitas

6Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor e adoraram os baalins, Astarote, os deuses da Síria e os de Sidom, de Moabe, dos filhos de Amom e dos filisteus. Eles abandonaram o Senhor e deixaram de adorá-lo. 7Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos dos filisteus e nas mãos dos filhos de Amom, 8os quais, nesse mesmo ano, esmagaram e oprimiram os filhos de Israel. Durante dezoito anos, oprimiram todos os filhos de Israel que estavam do outro lado do Jordão, na terra dos amorreus, que está em Gileade. 9Os filhos de Amom passaram o Jordão para lutar também contra Judá, contra Benjamim e contra a casa de Efraim, de maneira que Israel se viu muito angustiado.

10Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, dizendo:

— Pecamos contra ti, porque deixamos o nosso Deus e adoramos os baalins.

11E o Senhor respondeu aos filhos de Israel:

— Quando os egípcios, os amorreus, os filhos de Amom, os filisteus, 12os sidônios, os amalequitas e os maonitas oprimiam vocês, e vocês clamavam a mim, não é verdade que eu os livrei das mãos deles? 13Mas vocês me abandonaram e serviram outros deuses. Por isso não os livrarei mais. 14Vão e clamem aos deuses que vocês escolheram. Que eles os livrem no tempo do aperto.

10.14
Dt 32.37

15Mas os filhos de Israel disseram ao Senhor:

— Nós pecamos. Faze-nos tudo o que te parecer bem, mas, por favor, livra-nos ainda esta vez.

16E tiraram os deuses estranhos do meio de si e adoraram o Senhor. E ele já não pôde reter a sua compaixão diante da desgraça de Israel.

10.16
Dt 32.36

17Os filhos de Amom foram convocados e acamparam em Gileade. Os filhos de Israel, por sua vez, se reuniram e acamparam em Mispa. 18Então o povo, aliás, os chefes de Gileade, disseram uns aos outros:

— Quem será o homem que começará a lutar contra os filhos de Amom? Quem fizer isso será o chefe de todos os moradores de Gileade.

11

Jefté

111Jefté, o gileadita, era homem valente, porém filho de uma prostituta. O pai dele se chamava Gileade. 2Gileade também teve filhos da sua esposa. Esses filhos cresceram e expulsaram Jefté, dizendo:

— Você não herdará nada na casa de nosso pai, porque é filho de outra mulher.

3Então Jefté fugiu da presença de seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Ali alguns homens sem valor se juntaram a ele e o seguiam.

4Passado algum tempo, os filhos de Amom entraram em guerra contra Israel. 5Quando os filhos de Amom atacaram, os anciãos de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe. 6E disseram a Jefté:

— Venha ser o nosso chefe, para podermos lutar contra os filhos de Amom.

7Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade:

— Vocês não são aqueles que me odiaram e me expulsaram da casa de meu pai? Por que vêm a mim agora, quando estão em aperto?

8Os anciãos de Gileade responderam a Jefté:

— É por isso que agora estamos voltando a você. Venha conosco e lute contra os filhos de Amom. Seja o nosso chefe sobre todos os moradores de Gileade.

9Então Jefté perguntou aos anciãos de Gileade:

— Se vocês me fizerem voltar para combater os filhos de Amom, e o Senhor os entregar nas minhas mãos, então eu serei o chefe de vocês?

10Os anciãos de Gileade responderam:

— O Senhor é nossa testemunha de que faremos como você diz.

11Então Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si. E Jefté proferiu todas as suas palavras diante do Senhor, em Mispa.

12Jefté enviou mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo:

— O que você tem contra mim, para vir e atacar a minha terra?

13O rei dos filhos de Amom respondeu aos mensageiros de Jefté:

— É porque, quando Israel saiu do Egito, tomou a minha terra desde o Arnom até o Jaboque e até o Jordão.

11.13
Nm 21.24
Devolva-me agora essa terra, pacificamente.

14Porém Jefté tornou a enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, 15dizendo:

— Assim diz Jefté: “Israel não tomou nem a terra dos moabitas nem a terra dos filhos de Amom. 16Porque, quando Israel saiu do Egito, andou pelo deserto até o mar Vermelho e chegou a Cades. 17Então Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas,

11.17
Nm 20.14-21
dizendo: ‘Peço que você me deixe passar pela sua terra.’ Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos. Israel mandou pedir a mesma coisa ao rei dos moabitas, mas ele também não quis atender. E, assim, Israel ficou em Cades. 18Depois, andou pelo deserto, e rodeou a terra dos edomitas
11.18
Nm 21.4
e a terra dos moabitas, e chegou a leste da terra destes, e acampou do outro lado do Arnom. Não entrou no território dos moabitas, porque o Arnom é a fronteira deles. 19Então Israel enviou mensageiros a Seom,
11.19
Nm 21.21-24
rei dos amorreus, rei de Hesbom. Israel lhe disse: ‘Por favor, deixe-nos passar pela sua terra até o nosso destino.’ 20Porém Seom, não confiando em Israel, recusou deixá-lo passar pelo seu território; pelo contrário, reuniu todo o seu povo, acampou em Jaza, e lutou contra Israel. 21O Senhor, Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo nas mãos de Israel, que os derrotou. E Israel tomou posse das terras dos amorreus, que moravam naquele lugar. 22Os israelitas tomaram posse de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até o Jaboque e desde o deserto até o Jordão. 23Assim, o Senhor, Deus de Israel, expulsou os amorreus de diante do seu povo de Israel. E você pretende ser dono desta terra? 24Não é fato que você considera como sua propriedade aquilo que Quemos, seu deus, lhe dá? Assim nós possuiremos o território de todos os que o Senhor, nosso Deus, expulsou de diante de nós. 25Você pensa que é melhor do que Balaque,
11.25
Nm 22.1-6
filho de Zipor, rei dos moabitas? Será que alguma vez ele entrou em conflito com Israel ou lutou contra ele? 26Enquanto Israel morou durante trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, e em todas as cidades que ficam às margens do Arnom, por que vocês, amonitas, não as recuperaram durante esse tempo? 27Portanto, não sou eu quem pecou contra você! Porém você faz mal em lutar contra mim. O Senhor, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom.”

28Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe havia mandado.

O voto de Jefté

29Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté. Ele atravessou Gileade e Manassés e, passando por Mispa de Gileade, foi até os filhos de Amom. 30Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo:

— Se, de fato, entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, 31quem primeiro sair da porta da minha casa para se encontrar comigo, quando eu voltar vitorioso sobre os filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto.

32Assim, Jefté foi de encontro aos filhos de Amom, para lutar contra eles, e o Senhor os entregou nas mãos de Jefté. 33Ele os derrotou desde Aroer até as proximidades de Minite — vinte cidades ao todo — e até Abel-Queramim. Foi uma grande derrota para os filhos de Amom, que, assim, foram subjugados pelos filhos de Israel.

34Quando Jefté voltou para a sua casa, em Mispa, a filha saiu ao seu encontro, tocando o tamborim e dançando. E ela era filha única; ele não tinha outro filho nem filha. 35Quando Jefté a viu, rasgou as suas roupas e disse:

— Ah! Minha filha! Você me prostra por completo! Você passou a ser a causa da minha ruína, porque fiz um voto

11.35
Nm 30.2
ao Senhor e não posso voltar atrás.

36E ela lhe disse:

— Meu pai, você fez um voto ao Senhor. Faça comigo segundo o voto que fez, agora que o Senhor o vingou dos seus inimigos, os filhos de Amom.

37E ela disse mais ao seu pai:

— Que me seja concedido isto: deixa-me por dois meses, para que eu vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras.

38E o pai consentiu, dizendo:

— Vá.

Deixou-a ir por dois meses. Então ela se foi com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. 39Ao fim dos dois meses, ela voltou para seu pai, que lhe fez segundo o voto que tinha feito. Assim, ela nunca teve relações com homem algum. Daqui veio o costume em Israel 40de as filhas de Israel saírem por quatro dias, todos os anos, a chorar pela filha de Jefté, o gileadita.

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