Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
1

Prefácio e saudação

11Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Diáspora.

Saudações.

Os benefícios das provações

2Meus irmãos, tenham por motivo de grande alegria o fato de passarem por várias provações, 3sabendo que a provação da fé que vocês têm produz perseverança. 4Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, sem que lhes falte nada.

Como obter a sabedoria

5Se, porém, algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá com generosidade e sem reprovações, e ela lhe será concedida. 6Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Que uma pessoa dessas não pense que alcançará do Senhor alguma coisa, 8sendo indecisa e inconstante em todos os seus caminhos.

Pobreza e riqueza

9O irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação, 10e o rico, na sua humilhação, porque ele passará como a flor do campo. 11Porque o sol se levanta com seu calor ardente, a planta seca, a sua flor cai e a formosura do seu aspecto desaparece. Assim também o rico murchará em seus caminhos.

Provação e tentação

12Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação. Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. 13Ninguém, ao ser tentado, diga: “Sou tentado por Deus.” Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém. 14Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

16Não se enganem, meus amados irmãos. 17Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. 18Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.

A prática da palavra de Deus

19Vocês sabem estas coisas, meus amados irmãos. Cada um esteja pronto para ouvir, mas seja tardio para falar e tardio para ficar irado. 20Porque a ira humana não produz a justiça de Deus. 21Portanto, deixando toda impureza e acúmulo de maldade, acolham com mansidão a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los.

22Sejam praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos. 23Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; 24pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. 25Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

26Se alguém supõe ser religioso, mas não refreia a sua língua, está enganando a si mesmo; a sua religião é vã. 27A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo.

2

Não deve haver parcialidade

21Meus irmãos, vocês não podem ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória, e ao mesmo tempo tratar as pessoas com parcialidade. 2Porque, se entrar na sinagoga de vocês um homem com anéis de ouro nos dedos, vestindo roupa luxuosa, e entrar também um pobre muito malvestido, 3e vocês derem um tratamento especial ao que está vestido com a roupa luxuosa, dizendo: “Você, sente-se aqui no lugar de honra”, e disserem ao pobre: “Você, fique em pé” ou “Sente-se ali, abaixo do estrado dos meus pés”, 4será que vocês não estarão fazendo distinção entre vocês mesmos e julgando as pessoas com critérios errados?

5Escutem, meus amados irmãos. Por acaso Deus não escolheu os que para o mundo são pobres para serem ricos em fé e herdeiros do Reino que ele prometeu aos que o amam? 6No entanto, vocês desprezam os pobres. Por acaso não são os ricos que oprimem vocês e não são eles que os arrastam para os tribunais? 7Não são eles os que blasfemam o bom nome que foi invocado sobre vocês?

8Se vocês, de fato, observam a lei do Reino, conforme está na Escritura: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, fazem bem. 9Se, no entanto, vocês tratam as pessoas com parcialidade, cometem pecado, sendo condenados pela lei como transgressores. 10Pois quem guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. 11Porque, aquele que disse: “Não cometa adultério”, também ordenou: “Não mate.” Ora, se você não comete adultério, porém mata, acaba sendo transgressor da lei. 12Assim, falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei da liberdade. 13Porque o juízo é sem misericórdia sobre quem não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.

A fé sem obras é morta

14Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Será que essa fé pode salvá-lo? 15Se um irmão ou uma irmã estiverem com falta de roupa e necessitando do alimento diário, 16e um de vocês lhes disser: “Vão em paz! Tratem de se aquecer e de se alimentar bem”, mas não lhes dão o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? 17Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.

18Mas alguém dirá: “Você tem fé, e eu tenho obras.” Mostre-me essa sua fé sem as obras, e eu, com as obras, lhe mostrarei a minha fé. 19Você crê que Deus é um só? Faz muito bem! Até os demônios creem e tremem. 20Seu tolo, você quer ter certeza de que a fé sem as obras é inútil? 21Por acaso não foi pelas obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu o seu filho Isaque sobre o altar? 22Você percebe que a fé operava juntamente com as suas obras e que foi pelas obras que a fé se consumou. 23E se cumpriu a Escritura, que diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus. 24Assim, vocês percebem que uma pessoa é justificada pelas obras e não somente pela fé.

25De igual modo, será que não foi também pelas obras que a prostituta Raabe foi justificada, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? 26Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

3

Dominar a língua

31Meus irmãos, não sejam, muitos de vocês, mestres, sabendo que seremos julgados com mais rigor. 2Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é um indivíduo perfeito, capaz de refrear também todo o corpo. 3Ora, se colocamos um freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 4Observem, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um pequeníssimo leme, e levados para onde o piloto quer. 5Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vejam como uma fagulha incendeia uma grande floresta! 6Ora, a língua é um fogo; é um mundo de maldade. A língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também ela mesma é posta em chamas pelo inferno. 7Pois toda espécie de animais, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano, 8mas a língua ninguém é capaz de domar; é mal incontido, cheio de veneno mortal. 9Com ela, bendizemos o Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos as pessoas, criadas à semelhança de Deus. 10De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, isso não deveria ser assim. 11Por acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga? 12Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.

A sabedoria lá do alto

13Quem entre vocês é sábio e inteligente? Mostre as suas obras em mansidão de sabedoria, mediante a sua boa conduta. 14Se, pelo contrário, vocês têm em seu coração inveja amargurada e sentimento de rivalidade, não se gloriem disso, nem mintam contra a verdade. 15Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; pelo contrário, é terrena, animal e demoníaca. 16Pois, onde há inveja e rivalidade, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. 17Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. 18Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.