Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
50

501Assim diz o Senhor:

“Onde está a carta de divórcio

que eu entreguei à mãe de vocês

e com a qual eu a repudiei?

Ou quem é o meu credor,

a quem eu os vendi?

Eis que vocês foram vendidos

por causa das suas iniquidades,

e a mãe de vocês foi repudiada

por causa das transgressões

de vocês.

2Por que razão, quando eu vim,

ninguém apareceu?

Quando chamei,

ninguém respondeu?

Será que a minha mão

se encolheu tanto,

que já não pode remir?

Ou será que já não há

força em mim para livrar?

Eis que pela minha repreensão

eu seco o mar

e transformo os rios em deserto,

até que os seus peixes

cheirem mal;

pois, não havendo água,

morrem de sede.

3Posso vestir os céus de escuridão

e cobri-los com pano de saco.”

O sofrimento e a fidelidade do Servo do Senhor

4O Senhor Deus me deu

uma língua erudita,

para que eu saiba dizer

boa palavra ao cansado.

Ele me desperta todas as manhãs;

desperta o meu ouvido

para que eu ouça

como aqueles que aprendem.

5O Senhor Deus

me abriu os ouvidos,

e eu não fui rebelde nem me retraí.

6Ofereci as costas

aos que me batiam

e o rosto aos que me arrancavam

a barba;

não escondi o rosto

dos que me afrontavam

e cuspiam em mim.

7Porque o Senhor Deus me ajuda.

Por isso, não serei humilhado;

por isso, fiz o meu rosto

como uma pedra

e sei que não serei envergonhado.

8Perto está o que me justifica.

Quem ousará entrar

em litígio comigo?

Compareçamos juntos

diante do juiz!

Quem é o meu adversário?

Que se aproxime de mim!

9Eis que o Senhor Deus me ajuda.

Quem poderá me condenar?

Eis que todos eles

envelhecerão como a roupa;

a traça os comerá.

10Quem de vocês teme o Senhor

e ouve a voz do seu Servo?

Aquele que anda em trevas,

sem nenhuma luz,

confie no nome do Senhor

e se firme sobre o seu Deus.

11Todos vocês que acendem fogo

e se armam

com flechas incendiárias,

andem entre as labaredas

do fogo de vocês

e entre as flechas

que vocês acenderam!

De mim lhes sobrevirá isto:

vocês se deitarão em tormentos.

51

Palavra de conforto para Sião

511“Escutem, vocês que procuram

a justiça,

vocês que buscam o Senhor:

olhem para a rocha

da qual vocês foram cortados

e para a pedreira

de onde foram tirados.

2Olhem para Abraão, seu pai,

e para Sara, que os deu à luz.

Porque Abraão era um só,

quando eu o chamei,

o abençoei e o multipliquei.

3Porque o Senhor terá piedade

de Sião;

terá piedade de todos

os seus lugares desolados.

Fará o seu deserto como o Éden,

e os seus lugares áridos,

como o jardim do Senhor.

Ali haverá júbilo e alegria,

ações de graças e som de música.”

4“Preste atenção, meu povo,

e escute, minha nação!

Porque de mim sairá a lei,

e estabelecerei o meu direito

como luz dos povos.

5Perto está a minha justiça,

a minha salvação já aparece,

e os meus braços

dominarão os povos.

As terras do mar me aguardam

e no meu braço esperam.

6Levantem os olhos para os céus

e olhem para a terra,

aqui embaixo!

Porque os céus desaparecerão

como a fumaça,

e a terra envelhecerá

como a roupa;

os seus moradores morrerão

como mosquitos,

mas a minha salvação

durará para sempre,

e a minha justiça

não será anulada.”

7“Escutem, vocês que conhecem

a justiça,

vocês, povo em cujo coração

está a minha lei:

não temam os insultos

dos homens,

nem fiquem assustados

por causa das suas zombarias.

8Porque as traças os roerão

como fazem com a roupa,

e os bichos os comerão

como fazem com a lã.

Mas a minha justiça

durará para sempre,

e a minha salvação,

de geração em geração.

9Desperta! Desperta,

braço do Senhor,

e arma-te de força!

Desperta como nos dias passados,

como nas gerações antigas!

Não és tu aquele que cortou

Raabe em pedaços

e feriu o monstro marinho?

10Não és tu aquele

que secou o mar,

as águas do grande abismo?

Não abriste um caminho no fundo do mar,

para que passassem os remidos?

11Os resgatados do Senhor

voltarão

e entrarão em Sião

com cânticos de júbilo.

Alegria eterna coroará

a sua cabeça.

Ficarão tomados

de júbilo e alegria,

e deles fugirão

a tristeza e o gemido.”

12“Eu, eu sou aquele

que os consola;

quem, então, é você,

para que tenha medo

do homem, que é mortal,

ou do filho do homem,

que não passa de erva?

13Por que você se esquece

do Senhor, que o criou,

que estendeu os céus

e fundou a terra,

e todo o dia, sem cessar,

teme a fúria do opressor,

que se prepara para destruir?

Onde está a fúria do opressor?

14O exilado cativo depressa

será libertado,

lá não morrerá,

lá não descerá à sepultura;

o seu pão não lhe faltará.”

15“Pois eu sou o Senhor, seu Deus,

que agito o mar,

de modo que bramem

as suas ondas.

O meu nome é

Senhor dos Exércitos.

16Confio a você as minhas palavras

e o protejo com a sombra

da minha mão,

para que eu estenda os céus,

firme a terra e diga a Sião:

‘Você é o meu povo.’”

17Acorde! Acorde e levante-se,

ó Jerusalém,

você que bebeu da mão do Senhor

o cálice da sua ira,

você que esgotou

o cálice de atordoamento.

18De todos os filhos que ela teve

nenhum a guiou;

de todos os filhos que criou

nenhum a tomou pela mão.

19Estas duas coisas

lhe sobrevieram,

mas quem teve

compaixão de você?

Houve destruição e ruína,

fome e espada,

mas quem veio consolar você?

20Os seus filhos desmaiaram,

jazem nas esquinas

de todas as ruas,

como o antílope na rede.

Estão cheios da ira do Senhor

e da repreensão do seu Deus.

21Por isso, agora escute isto,

você que está aflita e embriagada,

mas não de vinho.

22Assim diz o seu Senhor,

o Senhor, seu Deus,

que defenderá a causa

do seu povo:

“Eis que eu tiro da sua mão

o cálice de atordoamento,

o cálice da minha ira.

Você nunca mais beberá dele.

23Eu o porei nas mãos

dos que a atormentaram,

dos que lhe disseram:

‘Abaixe-se, para que passemos

por cima de você!’

E você pôs as suas costas

como chão

e como rua para os que passavam.”

52

Deus salvará Jerusalém

521Acorde! Acorde, ó Sião,

e revista-se de força!

Vista as suas roupas finas,

ó Jerusalém, cidade santa,

porque os incircuncisos e imundos

nunca mais entrarão em você.

2Levante e sacuda a poeira,

ó Jerusalém cativa;

livre-se das correntes

de seu pescoço,

ó cativa filha de Sião.

3Porque assim diz o Senhor:

— Por nada vocês foram vendidos, e sem dinheiro serão resgatados.

4Porque assim diz o Senhor Deus:

— O meu povo no princípio desceu ao Egito, para nele habitar, e a Assíria sem razão o oprimiu. 5Agora, que farei eu aqui, diz o Senhor, pois o meu povo foi levado por nada? Os seus opressores dão uivos, diz o Senhor, e o meu nome é blasfemado todo o dia, sem cessar. 6Por isso, o meu povo saberá o meu nome; por isso, naquele dia, saberá que sou eu quem diz: “Eis-me aqui.”

7Quão formosos são

sobre os montes

os pés do que anuncia boas-novas,

que faz ouvir a paz,

que anuncia coisas boas,

que faz ouvir a salvação,

que diz a Sião:

“O seu Deus reina!”

8Eis o grito dos seus atalaias!

Eles erguem a voz

e juntos gritam de alegria,

porque com os seus próprios olhos

veem o retorno do Senhor a Sião.

9Gritem de alegria

e juntas exultem,

ó ruínas de Jerusalém,

porque o Senhor consolou

o seu povo;

ele remiu Jerusalém.

10O Senhor desnudou

o seu santo braço

à vista de todas as nações,

e todos os confins da terra

verão a salvação do nosso Deus.

11Fora! Fora! Saiam de lá!

Não toquem em coisa impura!

Saiam do meio dela, purifiquem-se,

vocês que levam

os utensílios do Senhor.

12Porque vocês não sairão

às pressas,

nem partirão como quem foge.

Porque o Senhor irá

adiante de vocês,

e o Deus de Israel

será a sua retaguarda.

O sofrimento e a vitória do Servo do Senhor

13“Eis que o meu Servo

procederá com prudência;

será exaltado e elevado,

e será mui sublime.

14Como muitos pasmaram

à vista dele —

pois o seu aspecto

estava tão desfigurado,

mais do que o de outro qualquer,

e a sua aparência,

mais do que a dos outros

filhos dos homens —,

15assim causará

admiração às nações,

e os reis fecharão a sua boca

por causa dele.

Porque verão aquilo

que não lhes foi anunciado,

e entenderão aquilo

que não tinham ouvido.”