Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
31

Os egípcios são homens e não deuses

311Ai dos que descem ao Egito

em busca de socorro

e se estribam em cavalos!

31.1
Is 30.2

Eles confiam em carros de guerra,

porque são muitos,

e em cavaleiros, porque são fortes,

31.1
Sl 20.7

mas não olham

para o Santo de Israel,

nem buscam o Senhor.

2Porém o Senhor também é sábio

e faz vir a desgraça;

31.2
Is 45.7

ele não volta atrás

naquilo que falou.

31.2
Nm 23.19

Ele se levantará

contra a casa dos malfeitores

e contra os que ajudam

os que praticam o mal.

3Pois os egípcios são homens

e não deuses;

31.3
Is 30.7

os seus cavalos são carne,

e não espírito.

Quando o Senhor estender a mão,

tropeçará aquele que ajuda

e cairá quem é ajudado;

e juntos todos perecerão.

4Porque assim me disse o Senhor:

“Como o leão e o filhote do leão

rugem sobre a sua presa

e, ainda que se convoque

contra eles

grande número de pastores,

não se espantam com o barulho

nem se apavoram

com os gritos desses pastores,

assim o Senhor dos Exércitos

descerá para lutar

sobre o monte Sião

e sobre a sua colina.

5Como uma ave paira

sobre o seu ninho,

31.5
Dt 32.11-12
Sl 91.4

assim o Senhor dos Exércitos

defenderá Jerusalém;

31.5
Is 37.35

ele a defenderá e salvará,

poupará e livrará.”

6Ó filhos de Israel, voltem-se para aquele contra quem vocês se rebelaram tão profundamente.

31.6
Is 1.5
7Pois, naquele dia, cada um de vocês jogará fora os ídolos de prata e os ídolos de ouro
31.7
Is 2.20
30.22
que as suas mãos pecaminosas fabricaram.

8“A Assíria cairá pela espada,

não de homem;

a espada, não de um ser humano,

a destruirá.

A Assíria fugirá diante da espada,

e os seus jovens serão sujeitos

a trabalhos forçados.

9De medo não enxergará

a sua rocha de refúgio;

os seus príncipes, apavorados,

desertarão a bandeira”,

diz o Senhor, cujo fogo está em Sião

e cuja fornalha está em Jerusalém.

32

Um reinado de justiça

321Eis aí um rei que irá reinar

com justiça,

32.1
Is 9.6-7
Jr 23.5

e príncipes que irão governar

com retidão.

2Cada um deles servirá

de esconderijo contra o vento,

de refúgio contra a tempestade,

de torrentes de água

em lugares secos

e de sombra de uma grande rocha

em terra sedenta.

32.2
Is 4.6
25.4

3Os olhos dos que veem

não se fecharão,

e os ouvidos dos que ouvem

estarão atentos.

4O coração dos apressados

saberá compreender,

e a língua dos gagos

falará com rapidez e clareza.

5O tolo nunca mais

será chamado de nobre,

e do fraudulento nunca mais

se dirá que é generoso.

6Porque o tolo fala tolices,

e o seu coração só pensa

em fazer o mal,

para praticar a iniquidade

e para proferir mentiras

contra o Senhor,

para deixar o faminto sem comida

e o sedento sem ter o que beber.

32.6
Is 9.17

7Quanto ao fraudulento,

os seus projetos são maus.

Ele planeja intrigas para,

com palavras mentirosas,

arruinar os necessitados,

mesmo quando a causa dos pobres

é justa.

8Mas o nobre projeta coisas nobres

e pela sua nobreza

se mantém em pé.

Advertências contra as mulheres de Jerusalém

9Vocês, mulheres

que vivem tranquilas,

levantem-se e ouçam a minha voz;

e vocês, filhas que estão confiantes,

escutem o que vou dizer.

32.9
Is 3.16

10Daqui a pouco mais de um ano,

vocês, que estão confiantes,

vão tremer de medo,

porque a vindima se acabará,

e não haverá colheita.

11Vocês, mulheres

que vivem tranquilas,

comecem a sentir pavor;

e vocês, que estão confiantes,

tremam de medo.

Tirem as suas roupas, fiquem nuas,

e vistam-se de pano de saco.

32.11
Is 3.24

12Batam no peito e chorem

por causa dos campos aprazíveis

e por causa das vinhas frutíferas.

13Sobre a terra do meu povo

virão espinheiros

e ervas daninhas.

Chorem também por causa

de todas as casas

onde há júbilo,

na cidade cheia de alegria.

32.13
Is 22.2

14O palácio será abandonado,

a cidade populosa ficará deserta.

32.14
Is 24.10

Ofel e a torre da guarda

servirão de cavernas

para sempre,

para alegria dos jumentos selvagens

e pastagem dos rebanhos.

15Isso será assim

até que se derrame

sobre nós o Espírito lá do alto.

Então o deserto

se tornará em pomar,

e o pomar será tido por bosque;

32.15
Is 29.17

16a retidão habitará no deserto,

e a justiça morará no pomar.

17O efeito da justiça será paz,

e o fruto da justiça será repouso

e segurança, para sempre.

18O meu povo habitará

em moradas de paz,

em moradas bem seguras

e em lugares quietos e tranquilos,

19mesmo que haja granizo,

caia o bosque

e a cidade seja

inteiramente arrasada.

20Bem-aventurados são vocês,

que semeiam junto a todas as águas

e deixam os bois e jumentos

pastar em liberdade.

33

A aflição e o livramento de Jerusalém

331Ai de você, destruidor

que nunca foi destruído!

Ai de você, traidor

que nunca foi traído!

Quando você acabar de destruir,

será destruído;

quando acabar de trair,

será traído.

2Senhor, tem misericórdia de nós!

Em ti temos esperado.

33.2
Is 25.9

Sê tu o nosso braço

manhã após manhã

e a nossa salvação

no tempo da angústia.

3Ao ruído do tumulto,

os povos fogem;

quando tu te ergues,

as nações se dispersam.

33.3
Is 17.13

4Então o despojo

que vocês ajuntaram

será recolhido

como se devorado por uma nuvem de gafanhotos;

como os gafanhotos saltam,

assim os homens

saltarão sobre ele.

5O Senhor é sublime,

pois habita nas alturas;

encheu Sião de retidão e de justiça.

6Ó Sião, no seu tempo

haverá estabilidade,

abundância de salvação,

sabedoria e conhecimento.

O temor do Senhor

será o seu tesouro.

7Eis que os heróis

pranteiam nas ruas,

e os mensageiros de paz

estão chorando amargamente.

8As estradas estão desoladas,

ninguém passa por elas.

Rompem-se as alianças,

as cidades são desprezadas,

não há respeito pelas pessoas.

9A terra geme e desfalece;

o Líbano se envergonha e murcha;

33.9
Is 24.4

Sarom se torna como um deserto,

Basã e Carmelo são despidos

de suas folhas.

10“Agora me levantarei”,

diz o Senhor;

“agora me erguerei;

33.10
Is 2.21

agora serei exaltado.

11Vocês conceberam palha

e darão à luz restolho;

33.11
Is 26.18

o sopro que sai da boca de vocês

é um fogo que os há de devorar.

12Os povos serão queimados

como se queima a cal;

como espinhos cortados,

serão jogados no fogo.

13Vocês que estão longe,

escutem o que eu fiz;

e vocês que estão perto,

reconheçam o meu poder.”

14Em Sião, os pecadores

estão atemorizados;

o tremor se apodera dos ímpios.

Eles perguntam:

“Quem de nós habitará

com o fogo devorador?

33.14
Is 30.27

Quem de nós habitará

com chamas eternas?”

15Aquele que anda em justiça

e fala o que é reto;

33.15
Sl 15.2
24.4

que despreza o ganho de opressão;

que, com um gesto de mãos,

recusa aceitar suborno;

que tapa os ouvidos,

para não ouvir falar

de homicídios,

e fecha os olhos, para não ver o mal.

16Este habitará nas alturas;

as fortalezas das rochas

serão o seu alto refúgio,

o seu pão lhe será dado,

e água nunca lhe faltará.

17Os olhos de vocês verão

o rei na sua formosura,

verão a terra que se estende

até longe.

18O seu coração se lembrará

dos terrores, dizendo:

“Onde está o escrivão?

Onde está aquele

que recolheu o tributo?

E onde está aquele

que contou as torres?”

19Você já não verá

aquele povo atrevido,

povo de fala obscura,

de uma língua estranha,

que não se pode entender.

33.19
Is 28.11

20Olhe para Sião,

a cidade das nossas festas.

Os seus olhos verão Jerusalém,

habitação tranquila,

33.20
Is 32.18

tenda que não será removida,

cujas estacas

nunca serão arrancadas,

nem rebentada

nenhuma de suas cordas.

21Mas o Senhor ali

nos será grandioso,

fará as vezes de largos rios e canais.

Nenhum barco a remo

passará por eles,

navio grande por eles não navegará.

22Porque o Senhor é o nosso juiz,

o Senhor é o nosso legislador,

o Senhor é o nosso Rei;

ele nos salvará.

23Agora as suas cordas

estão frouxas;

não permitem firmar o mastro,

nem estender a vela.

Então se repartirá

a presa de muitos despojos;

até os coxos participarão dela.

24Nenhum morador de Jerusalém

dirá: “Estou doente”;

o povo que habita nela

terá o seu pecado perdoado.