Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
25

Cântico de louvor pela misericórdia divina

251Ó Senhor, tu és o meu Deus;

eu te exaltarei

e louvarei o teu nome,

porque tens feito maravilhas

e tens executado

os teus conselhos antigos,

fiéis e verdadeiros.

2Porque da cidade fizeste

um montão de pedras

e da cidade fortificada, uma ruína;

a fortaleza dos estrangeiros

já não é cidade

e jamais será reconstruída.

3Por isso, um povo forte

te glorificará,

e a cidade das nações opressoras

te temerá.

4Porque foste a fortaleza do pobre

e a fortaleza do necessitado

na sua angústia;

refúgio contra a tempestade

e sombra contra o calor.

Porque a fúria dos tiranos é como

a tempestade contra o muro,

5como o calor em lugar seco.

Tu farás cessar o tumulto

dos estrangeiros.

Como o calor se abranda

com a sombra de uma nuvem,

assim o hino triunfal dos tiranos

será silenciado.

Um banquete para todos os povos

6O Senhor dos Exércitos

dará neste monte

um banquete para todos os povos.

Será um banquete

de carnes suculentas

e vinhos envelhecidos:

carnes suculentas com tutanos

e vinhos envelhecidos

bem-clarificados.

7Neste monte ele acabará

com o pano que cobre

todos os povos

e com o véu que está posto

sobre todas as nações.

8Tragará a morte para sempre,

25.8
1Co 15.54

e, assim,

o Senhor Deus enxugará as lágrimas

25.8
Ap 7.17
21.4

de todos os rostos,

e tirará de toda a terra

o vexame do seu povo,

porque o Senhor falou.

9Naquele dia, se dirá:

“Eis que este é o nosso Deus,

em quem esperávamos,

e ele nos salvará;

este é o Senhor,

a quem aguardávamos;

na sua salvação exultaremos

e nos alegraremos.”

Deus castigará Moabe

10Porque a mão do Senhor

repousará neste monte;

mas Moabe será pisoteado

no seu lugar,

como se pisa a palha na esterqueira.

11No meio disto

Moabe estenderá os braços,

como o nadador os estende

para nadar;

mas o Senhor lhe abaterá o orgulho,

apesar da perícia dos seus braços.

12Ele derrubará as altas fortalezas

das muralhas de Moabe;

irá abatê-las e derrubá-las

até o chão, até o pó.

25.10-12
Is 15.1—16.14
Jr 48.1-47
Ez 25.8-11
Am 2.1-3
Sf 2.8-11

26

Cântico de confiança na proteção divina

261Naquele dia, se entoará este cântico na terra de Judá:

“Temos uma cidade forte,

na qual Deus põe a salvação

como muralha e defesa.

2Abram os portões,

para que entre a nação justa,

que guarda a fidelidade.

26.2
Sl 118.19-20

3Tu, Senhor, conservarás

em perfeita paz

aquele cujo propósito é firme,

porque ele confia em ti.

4Confiem sempre no Senhor,

26.4
Sl 62.8

porque o Senhor Deus

é uma rocha eterna.

5Ele derruba os que habitam

no alto, na cidade elevada;

derruba e humilha

até o chão, até o pó.

6O pé a pisará; os pés dos aflitos,

e os passos dos pobres.”

7A vereda do justo é plana;

tu, que és justo,

aplanas a vereda do justo.

8Também através dos teus juízos,

Senhor, te esperamos;

no teu nome e na tua memória

está o desejo da nossa alma.

9Com minha alma suspiro

de noite por ti

e, com o meu espírito

dentro de mim,

eu te busco ansiosamente.

26.9
Sl 63.1

Porque, quando os teus juízos

reinam na terra,

os moradores do mundo

aprendem a justiça.

10Ainda que se mostre favor

ao ímpio,

nem por isso ele aprende a justiça;

até na terra da retidão

ele comete a iniquidade

e não vê a majestade do Senhor.

11Senhor, a tua mão está levantada,

mas eles não a veem!

Porém eles verão

o teu zelo pelo povo

e ficarão envergonhados.

Que o teu furor, por causa

dos teus adversários,

os consuma.

26.11
Hb 10.27

12Senhor, concede-nos a paz,

porque todas as nossas obras

tu as fazes por nós.

13Ó Senhor, nosso Deus,

outros senhores têm tido domínio

sobre nós,

mas nós louvamos unicamente

o teu nome.

14Eles estão mortos,

não voltarão a viver;

são apenas sombras,

não ressuscitarão.

Porque tu os castigaste e destruíste,

e apagaste completamente

a lembrança deles.

15Tu, Senhor, aumentaste o povo,

26.15
Is 9.3

aumentaste o povo

e tens sido glorificado;

alargaste todas as fronteiras do país.

16Senhor, na angústia te buscaram;

vindo sobre eles a tua correção,

derramaram as suas orações.

17Como a mulher grávida

que vai dar à luz

se contorce e grita de dor,

assim estávamos nós

na tua presença,

ó Senhor!

18Concebemos e nos contorcemos

em dores de parto,

mas o que demos à luz foi vento;

não trouxemos à terra

livramento algum,

e não nasceram

moradores do mundo.

19Os teus mortos

e também o meu cadáver

viverão e ressuscitarão.

26.19
Dn 12.2

Despertem e cantem de alegria,

vocês que habitam no pó,

porque o teu orvalho, ó Deus,

será como o orvalho de vida,

e a terra dará à luz os seus mortos.

Castigo e salvação

20Meu povo,

entrem nos seus quartos

e tranquem as portas;

escondam-se por um momento,

até que passe a ira.

21Pois eis que o Senhor

sai do seu lugar,

para castigar a iniquidade

dos moradores da terra.

A terra deixará aparecer

o sangue que embebeu

e não encobrirá mais

aqueles que foram mortos.

26.21
Jó 16.18

27

Deus ama o seu povo e o salva

271Naquele dia,

com a sua espada terrível,

grande e forte,

o Senhor castigará

o Leviatã,27.1 Para os povos antigos, o monstro Leviatã representava as forças do mal serpente veloz,

o Leviatã, serpente sinuosa;

ele matará o monstro

que está no mar.

27.1
Jó 41.1
Sl 74.14
104.26

2Naquele dia, o Senhor dirá:

“Cantem a respeito

da vinha deliciosa!

27.2
Is 5.1

3Eu, o Senhor, a vigio

e a rego constantemente.

De dia e de noite eu cuido dela,

para que ninguém lhe faça dano.

4Não estou irado com ela.

Quem me dera ter espinheiros

e ervas daninhas diante de mim!

Em guerra, eu iria contra eles

e os queimaria ao mesmo tempo.

27.4
Is 10.17

5Ou que se ponham

sob a minha proteção

e façam as pazes comigo;

sim, que façam as pazes comigo.”

6Virão dias em que Jacó lançará raízes

e Israel florescerá e brotará;

e encherão o mundo de frutos.

7Será mesmo que o Senhor

castigou Israel

como fez com aqueles

que castigaram o seu povo?

Ou o matou, assim como fez

com aqueles que mataram

o seu povo?

8Com “xô!”, “xô!” e exílio o trataste;

com forte sopro o expulsaste

no dia do vento leste.

9Portanto, com isto será expiada

a culpa de Jacó.

E este será todo o fruto do perdão

do seu pecado:

quando ele fizer com que

todas as pedras

dos altares pagãos

sejam esmigalhadas,

como se fossem pedras de cal,

27.9
Is 17.8

os postes da deusa Aserá

e os altares do incenso

não ficarão em pé.

10Porque a cidade fortificada

está solitária;

é habitação desamparada

e abandonada

como um deserto.

Ali pastam os bezerros;

ali eles se deitam e comem

os ramos das árvores.

11Quando os ramos secam,

são quebrados.

Então vêm as mulheres

e os apanham para fazer fogo.

Porque este é um povo

que não tem entendimento;

27.11
Is 1.3

por isso, aquele que o fez

não terá compaixão dele,

e aquele que o formou

não será gracioso para com ele.

12Naquele dia, em que o Senhor debulhará o seu cereal desde o Eufrates até o ribeiro do Egito, vocês, filhos de Israel, serão colhidos um a um.

13Naquele dia, se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que foram desterrados para a terra do Egito virão e adorarão o Senhor no monte santo em Jerusalém.