Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
23

Profecia contra Tiro

231Sentença contra Tiro.

Lamentem, navios de Társis,

porque Tiro foi destruída,

a ponto de não haver nela

casa nenhuma,

nem ancoradouro.

Da terra de Chipre

lhes foi revelado isto.

2Calem-se, moradores do litoral,

vocês que foram enriquecidos

pelos mercadores de Sidom,

navegando pelo mar.

3Através das vastas águas,

você recebeu

o cereal dos canais do Egito

e a colheita do Nilo,

e você, ó Tiro, se tornou

a feira das nações.

4Fique envergonhada, ó Sidom,

porque o mar, a fortaleza do mar,

fala, dizendo:

“Não tive dores de parto,

não dei à luz,

não criei rapazes,

nem eduquei moças.”

5Quando a notícia a respeito de Tiro

chegar ao Egito,

eles ficarão angustiados.

6Fujam para Társis!

Lamentem, moradores do litoral.

7É esta a cidade de vocês

que andava exultante,

cuja origem é de tempos antigos,

cujos pés a levaram até longe

para se estabelecer?

8Quem decretou isso contra Tiro,

a cidade distribuidora de coroas,

cujos mercadores são príncipes

e cujos negociantes

são os mais nobres da terra?

9O Senhor dos Exércitos

decretou isso,

para abater o orgulho de toda beleza

e humilhar os mais nobres da terra.

23.9
Is 2.11
13.11

10Percorra livremente

como o rio Nilo a sua terra,

ó filha de Társis;

já não há quem a restrinja.

11O Senhor estendeu a mão

sobre o mar

e abalou os reinos;

23.11
Is 14.26

deu ordens contra Canaã,

para que as suas fortalezas

fossem destruídas.

12Ele disse: “Nunca mais

você irá se alegrar,

ó oprimida virgem filha de Sidom!

Levante-se, vá até Chipre,

mas nem ali você terá descanso.”

13Eis a terra dos caldeus, povo que não existe mais e que a Assíria havia destinado para os animais do deserto. Eles levantaram suas torres, arrasaram os palácios de Tiro e a deixaram em ruínas.

14Lamentem, navios de Társis,

porque aquela que era

a fortaleza de vocês

foi destruída!

15Naquele dia, Tiro ficará no esquecimento por setenta anos, o tempo de vida de um rei. Mas no fim dos setenta anos acontecerá com Tiro o que diz a canção da prostituta:

16“Pegue a harpa, rodeie a cidade,

ó prostituta esquecida;

toque bem, cante muitas canções,

para que se lembrem de você.”

17Passados os setenta anos, o Senhor se lembrará de Tiro, e ela voltará ao seu ofício e se prostituirá com todos os reinos da terra. 18O ganho e o salário de sua impureza serão dedicados ao Senhor. Não serão armazenados, nem guardados, mas o seu ganho será para os que habitam diante do Senhor, para que tenham comida em abundância e roupas finas.

23.1-18
Ez 26.1—29.19
Jl 3.4-8
Am 1.9-10
Zc 9.3-4
Mt 11.21-22
Lc 10.13-14

24

O Senhor vai castigar o mundo

241Eis que o Senhor vai devastar

e desolar a terra,

vai transtornar a sua superfície

e dispersar os seus moradores.

24.1
Is 2.19

2O mesmo vai acontecer com todos:

com o povo e com o sacerdote;

com o servo e com o seu senhor;

com a serva e com a sua dona;

com o comprador

e com o vendedor;

com o que empresta

e com o que toma emprestado;

com o credor e com o devedor.

3A terra será completamente

devastada

e totalmente saqueada,

porque o Senhor

é quem proferiu esta palavra.

4A terra pranteia e murcha;

o mundo enfraquece e murcha;

enfraquecem os mais nobres

do povo da terra.

5A terra está contaminada

por causa dos seus moradores,

porque transgridem as leis,

violam os estatutos

e quebram a aliança eterna.

6Por isso, a maldição

consome a terra,

e os que habitam nela

se tornam culpados.

Por isso, os moradores da terra

serão queimados,

e poucas pessoas restarão.

7O vinho pranteia,

a videira murcha,

e gemem todos os que estavam

de coração alegre.

24.7
Jl 1.10,12

8Cessou o som alegre

dos tamborins,

acabou o ruído dos que exultam,

cessou o som alegre da harpa.

24.8
Ez 26.13

9Já não se bebe vinho

entre canções;

a bebida forte é amarga

para os que a bebem.

10A cidade caótica está demolida;

todas as casas estão fechadas,

e ninguém consegue entrar.

11Gritam por vinho nas ruas;

todo o riso desapareceu;

a alegria foi banida da terra.

24.11
Is 16.10

12Na cidade, só restou a desolação,

e o portão está em pedaços.

13O que acontecerá na terra,

no meio dos povos,

é como o sacudir da oliveira

no tempo da colheita

e o rebuscar das parreiras

depois de acabada a vindima.

24.13
Is 17.6

A alegria dos justos e a ruína dos transgressores

14Eles levantam a voz

e cantam com alegria;

por causa da glória do Senhor,

exultam desde o mar.

15Por isso, no Oriente

deem glória ao Senhor

e, nas terras do mar,

glorifiquem o nome do Senhor,

o Deus de Israel.

16Dos confins da terra

ouvimos cantar:

“Glória ao Justo!”

Mas eu digo: “Estou definhando!

Estou definhando! Ai de mim!

Os traidores estão traindo;

sim, os traidores

só tramam traições.”

24.16
Is 21.2

17Terror, buracos e armadilhas

esperam por vocês,

moradores da terra.

24.17
Jr 48.43

18Aquele que fugir da voz do terror

cairá no buraco,

e, se sair do buraco,

será apanhado na armadilha.

24.18
Am 5.19

Porque as represas do alto

se abrem,

24.18
Gn 7.11

e tremem os fundamentos da terra.

24.18
Is 13.13

19A terra será totalmente quebrada,

a terra ficará completamente

despedaçada,

a terra será violentamente sacudida.

20A terra vai cambalear

como um bêbado

e balançar como uma cabana;

a sua transgressão pesa sobre ela,

ela cairá e nunca mais se levantará.

21Naquele dia, o Senhor castigará,

nas alturas, os exércitos celestiais,

e, na terra, castigará os reis da terra.

22Serão ajuntados

como presos em masmorra

e encerrados num cárcere;

e, depois de muitos dias,

serão castigados.

23A lua ficará corada de vergonha

e o sol se envergonhará

quando o Senhor dos Exércitos

reinar no monte Sião

e em Jerusalém;

e diante dos seus anciãos

haverá glória.

25

Cântico de louvor pela misericórdia divina

251Ó Senhor, tu és o meu Deus;

eu te exaltarei

e louvarei o teu nome,

porque tens feito maravilhas

e tens executado

os teus conselhos antigos,

fiéis e verdadeiros.

2Porque da cidade fizeste

um montão de pedras

e da cidade fortificada, uma ruína;

a fortaleza dos estrangeiros

já não é cidade

e jamais será reconstruída.

3Por isso, um povo forte

te glorificará,

e a cidade das nações opressoras

te temerá.

4Porque foste a fortaleza do pobre

e a fortaleza do necessitado

na sua angústia;

refúgio contra a tempestade

e sombra contra o calor.

Porque a fúria dos tiranos é como

a tempestade contra o muro,

5como o calor em lugar seco.

Tu farás cessar o tumulto

dos estrangeiros.

Como o calor se abranda

com a sombra de uma nuvem,

assim o hino triunfal dos tiranos

será silenciado.

Um banquete para todos os povos

6O Senhor dos Exércitos

dará neste monte

um banquete para todos os povos.

Será um banquete

de carnes suculentas

e vinhos envelhecidos:

carnes suculentas com tutanos

e vinhos envelhecidos

bem-clarificados.

7Neste monte ele acabará

com o pano que cobre

todos os povos

e com o véu que está posto

sobre todas as nações.

8Tragará a morte para sempre,

25.8
1Co 15.54

e, assim,

o Senhor Deus enxugará as lágrimas

25.8
Ap 7.17
21.4

de todos os rostos,

e tirará de toda a terra

o vexame do seu povo,

porque o Senhor falou.

9Naquele dia, se dirá:

“Eis que este é o nosso Deus,

em quem esperávamos,

e ele nos salvará;

este é o Senhor,

a quem aguardávamos;

na sua salvação exultaremos

e nos alegraremos.”

Deus castigará Moabe

10Porque a mão do Senhor

repousará neste monte;

mas Moabe será pisoteado

no seu lugar,

como se pisa a palha na esterqueira.

11No meio disto

Moabe estenderá os braços,

como o nadador os estende

para nadar;

mas o Senhor lhe abaterá o orgulho,

apesar da perícia dos seus braços.

12Ele derrubará as altas fortalezas

das muralhas de Moabe;

irá abatê-las e derrubá-las

até o chão, até o pó.

25.10-12
Is 15.1—16.14
Jr 48.1-47
Ez 25.8-11
Am 2.1-3
Sf 2.8-11

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