Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
15

Profecia contra Moabe

151Sentença contra Moabe.

15.1—16.14
Is 25.10-12
Jr 48.1-47
Ez 25.8-11
Am 2.1-3
Sf 2.8-11

Certamente numa noite

Ar de Moabe foi arrasada,

e ela está destruída;

certamente numa noite

Quir de Moabe foi arrasada,

e ela está destruída.

2Sobe-se ao templo e a Dibom,

aos lugares altos, para chorar.

Por Nebo e por Medeba,

Moabe lamenta;

todas as cabeças são rapadas,

e toda barba é cortada.

3Nas ruas andam vestidos

de panos de saco;

nos terraços e nas praças

todos pranteiam,

desatando-se em lágrimas.

4Tanto Hesbom como Eleale

andam gritando;

até Jaza se ouve a sua voz.

Por isso, os soldados de Moabe

clamam;

a sua alma treme dentro deles.

5O meu coração clama

por causa de Moabe.

Os seus fugitivos

vão até a região de Zoar

e Eglate-Selisia;

vão chorando pela subida de Luíte

e no caminho de Horonaim

levantam gritos de desespero.

15.5
Jr 48.5,34

6Porque as águas de Ninrim

desapareceram;

seca-se o pasto, acaba-se o capim,

e não há mais nada

que esteja verde.

7Por isso, eles mesmos levam

a riqueza que adquiriram

e guardaram

para além do ribeiro dos Salgueiros.

8Porque o pranto se espalha

pelo território de Moabe;

o seu clamor chega até Eglaim;

o clamor chega até Beer-Elim.

9As águas de Dimom

estão cheias de sangue,

mas trarei ainda mais sobre Dimom:

um leão para atacar aqueles

que escaparem de Moabe

e os que permanecerem na terra.

16

O desespero dos moabitas

161Enviem cordeiros

ao dominador da terra,

desde Sela, pelo deserto,

até o monte da filha de Sião.

2Como pássaro espantado,

lançado fora do ninho,

assim são as filhas de Moabe

nos vaus do rio Arnom.

Elas dizem a Judá:

3“Dê-nos um conselho,

tome uma decisão.

Faça com que, em pleno meio-dia,

a sua sombra seja

como noite para nós.

Esconda os desterrados

e não revele onde estão os fugitivos.

4Que os desterrados de Moabe

possam morar em seu território;

sirva-lhes de esconderijo

contra o destruidor.”

Quando o homem violento tiver fim,

a destruição for desfeita

e o opressor deixar a terra,

5então um trono será estabelecido

em bondade,

e sobre ele se assentará

com fidelidade,

no tabernáculo de Davi,

alguém que julgue,

busque o juízo

e não tarde em fazer justiça.

16.5
Pv 20.28
Is 9.7

6Ouvimos falar da soberba de Moabe,

que de fato é extremamente

soberbo.

Ouvimos falar da sua arrogância,

do seu orgulho e do seu furor;

mas todo esse seu orgulho é vão.

7Por isso, Moabe pranteará

por Moabe;

todos prantearão.

Profundamente abatidos,

hão de suspirar

pelos bolos de passas

de Quir-Haresete.

8Porque os campos de Hesbom

estão murchos;

os senhores das nações destruíram

os melhores ramos

da vinha de Sibma,

que se estendiam até Jazer

e se perdiam no deserto,

ramos que se estendiam

e passavam além do mar.

16.8
Jr 48.32

9Por isso, prantearei,

com o pranto de Jazer,

pela vinha de Sibma.

Eu as regarei

com as minhas lágrimas,

ó Hesbom e Eleale,

pois sobre os seus frutos de verão

e sobre a sua colheita já caiu

o “eia” dos inimigos.

10Fugiu a alegria

e o regozijo dos pomares;

nas vinhas já não se canta,

nem há júbilo algum.

Já não se pisam as uvas nos lagares;

eu fiz cessar o “eia” dos pisadores.

11Por isso, o meu íntimo

vibra por Moabe

como se fosse harpa,

16.11
Is 15.5
Jr 48.36

e o meu coração estremece

por Quir-Heres.

12Quando Moabe se apresentar e se cansar nos lugares altos, quando entrar no seu santuário para orar, nada alcançará.

13Esta é a palavra que o Senhor há muito pronunciou contra Moabe. 14Agora, porém, o Senhor diz:

— Daqui a exatamente três anos, será humilhada a glória de Moabe, com toda a sua grande multidão; e o resto que ficar será pouco, pequeno e fraco.

17

Profecia contra Damasco e Efraim

171Sentença contra Damasco.

“Eis que Damasco

deixará de ser cidade

e será um montão de ruínas.

2As cidades de Aroer

serão abandonadas;

hão de ser para os rebanhos,

que aí se deitarão

sem haver quem os espante.

3A fortaleza de Efraim desaparecerá,

bem como o reino de Damasco;

e o restante da Síria será como

a glória dos filhos de Israel”,

diz o Senhor dos Exércitos.

17.1-3
Jr 49.23-27
Am 1.3-5
Zc 9.1

4“Naquele dia, a glória de Jacó

será diminuída,

e a gordura da sua carne

desaparecerá.

5Será como quando

o ceifeiro ajunta o trigo

e com o braço colhe as espigas;

será como quem colhe espigas

no vale dos Refains.

6Mas ainda ficarão algumas espigas,

como no sacudir da oliveira;

duas ou três azeitonas na ponta

do ramo mais alto,

e quatro ou cinco

nos ramos mais produtivos”,

diz o Senhor, o Deus de Israel.

7Naquele dia, as pessoas olharão para o seu Criador, e os seus olhos estarão voltados para o Santo de Israel.

17.7
Is 10.20
8Eles não olharão para os altares, obra de suas mãos, nem voltarão os olhos para o que os seus dedos fizeram,
17.8
Is 2.8
nem para os postes da deusa Aserá, nem para os altares do incenso.

9Naquele dia, as cidades que eles fortificaram ficarão como os lugares abandonados no bosque ou no alto das montanhas, os quais no passado foram abandonados diante da chegada dos filhos de Israel, e haverá desolação.

17.9
Is 6.11

10Porque você se esqueceu

do Deus da sua salvação

e não se lembrou da Rocha

da sua fortaleza.

Ainda que você faça

belas plantações

e plante mudas de fora,

11e, no dia em que você as plantar,

as fizer crescer,

e na manhã seguinte

as fizer florescer,

ainda assim a colheita voará

no dia da tribulação

e das dores incuráveis.

12Ai do bramido dos grandes povos

que bramam como bramam

os mares,

e do rugido das nações

que rugem como rugem

as águas impetuosas!

13As nações rugem

como as muitas águas,

mas Deus as repreenderá,

e fugirão para longe;

serão afugentadas

como a palha dos montes

diante do vento

e como pó levado pelo tufão.

14Ao anoitecer, eis que há pavor,

e, antes que amanheça o dia,

já não existem.

Este é o destino daqueles

que nos despojam

e a sorte daqueles

que nos saqueiam.

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