Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
13

Profecia contra a Babilônia

131Sentença contra a Babilônia que Isaías, filho de Amoz, recebeu numa visão.

13.1—14.23
Is 47.1-15
Jr 50.1—51.64

2Sobre um monte escalvado,

levantem um estandarte.

13.2
Is 5.26

Ergam a voz para eles,

acenem com a mão,

para que entrem

pelos portões dos príncipes.

3Eu dei ordens

aos meus consagrados,

sim, chamei os meus valentes,

os que exultam

com a minha majestade,

para que executem a minha ira.

4Já se ouve sobre os montes

um rumor como o de

uma grande multidão,

o clamor de reinos

e de nações já congregados.

O Senhor dos Exércitos reúne

as tropas de guerra.

5Eles vêm de um país remoto,

desde a extremidade dos céus:

é o Senhor e os instrumentos

da sua indignação,

13.5
Is 10.5

para destruir toda a terra.

6Lamentem, pois o Dia do Senhor

está perto;

13.6
Is 2.12
Jl 1.15

ele vem como destruição

da parte do Todo-Poderoso.

7Por isso, todas as mãos

desfalecerão,

e o coração de todos

se derreterá.

8Ficarão apavorados;

angústia e dores

tomarão conta deles,

e se contorcerão qual mulher

que está dando à luz.

Olharão espantados

uns para os outros,

com os rostos da cor do fogo.

9Eis que vem o Dia do Senhor,

dia cruel, com ira e ardente furor,

para fazer da terra uma desolação

e exterminar dela os pecadores.

10Porque as estrelas

e constelações dos céus

não darão a sua luz;

o sol, logo ao nascer, se escurecerá,

e a lua não fará resplandecer

a sua luz.

13.10
Mt 24.29
Mc 13.24-25
Lc 21.25
Ap 6.12-13
8.12

11“Castigarei o mundo

por causa da sua maldade,

e os perversos,

por causa da sua iniquidade.

Farei cessar

a arrogância dos atrevidos

e abaterei o orgulho dos violentos.

13.11
Is 2.11

12Farei com que as pessoas

sejam mais escassas

do que o ouro puro,

13.12
Is 4.1

mais raras do que o ouro de Ofir.

13Portanto, farei estremecer

os céus,

e a terra será sacudida do seu lugar,

por causa da ira

do Senhor dos Exércitos

e por causa do dia

do seu ardente furor.”

14“Cada um será como a gazela

que foge

e como o rebanho

que ninguém recolhe;

cada um voltará para o seu povo

e cada um fugirá para a sua terra.

15Quem for achado

será traspassado,

e aquele que for apanhado

será morto à espada.

16As crianças serão esmagadas

diante dos olhos deles;

13.16
Sl 137.9

as casas serão saqueadas,

e as mulheres deles, violentadas.”

17“Eis que contra os babilônios

eu despertarei os medos,

13.17
Jr 51.11

que não farão caso de prata,

nem se alegrarão com ouro.

18As suas flechas matarão os jovens;

eles não se compadecerão

dos recém-nascidos,

e os seus olhos

não pouparão as crianças.

19Babilônia, a joia dos reinos,

glória e orgulho dos caldeus,

será como Sodoma e Gomorra,

quando Deus as destruiu.

13.19
Gn 19.24

20Nunca mais será habitada,

ninguém morará nela

de geração em geração.

Os árabes não armarão ali

as suas tendas,

e os pastores não levarão

para lá os seus rebanhos.

21Porém, nela, os animais

do deserto repousarão,

13.21
Ap 18.2

e as suas casas

se encherão de corujas.

Ali habitarão os avestruzes,

e os bodes selvagens pularão ali.

22As hienas uivarão

nos seus castelos;

os chacais,

nos seus palácios de prazer.

A hora da Babilônia está chegando,

e os seus dias

não serão prolongados.”

14

A volta de Israel para a sua terra

141Porque o Senhor se compadecerá de Jacó e voltará a escolher Israel, estabelecendo-os na sua própria terra. A eles se juntarão os estrangeiros, e estes farão parte da casa de Jacó. 2Os povos os pegarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel terá esses povos por servos e servas, na terra do Senhor. Os israelitas terão como prisioneiros aqueles que os tinham aprisionado e dominarão os seus opressores.

Hino triunfal sobre a queda da Babilônia

3Povo de Israel, no dia em que Deus vier a dar-lhe descanso do sofrimento, das angústias e da dura servidão que lhe foi imposta, 4você proferirá esta sátira contra o rei da Babilônia:

“Como cessou o opressor!

Como acabou a tirania!

5O Senhor quebrou

o bastão dos ímpios

e o cetro dos dominadores,

14.5
Is 9.4

6que feriam os povos com furor,

com golpes incessantes,

e com ira dominavam as nações,

com perseguição irreprimível.

7Agora toda a terra descansa

e está sossegada.

Todos dão gritos de alegria.

8Até os ciprestes se alegram

por causa de você,

e os cedros do Líbano exclamam:

‘Desde que você caiu,

ninguém mais vem para nos cortar.’”

9“Lá embaixo, o mundo dos mortos

se agita por causa de você,

para sair ao seu encontro

quando você chegar.

Por sua causa,

ele desperta as sombras

e todos os príncipes da terra,

e faz levantar dos seus tronos

todos os reis das nações.

10Todos estes começam a falar

e se dirigem a você, dizendo:

‘Então também você

enfraqueceu como nós?

E você se tornou como um de nós?

11A sua soberba foi jogada

no abismo,

junto com o som das suas harpas.

A sua cama é de larvas

e os vermes são a sua coberta.’”

12“Veja como você caiu do céu,

14.12
Ap 8.10

ó estrela da manhã, filho da alva!

Veja como você

foi lançado por terra,

você que debilitava as nações!

13Você pensava assim:

‘Subirei ao céu,

14.13
Ez 28.2

exaltarei o meu trono

acima das estrelas

e me assentarei

no monte da congregação,

nas extremidades do Norte.

14Subirei acima

das mais altas nuvens

e serei semelhante ao Altíssimo.’”

15“Mas você descerá

ao mundo dos mortos,

14.15
Mt 11.23
Lc 10.15

no mais profundo do abismo.

16Os que virem você

olharão atentamente

e perguntarão:

‘É este o homem

que fazia a terra tremer

e que abalava os reinos?

14.16
Jr 50.23

17Que transformava

o mundo num deserto

e arrasava as suas cidades?

Que não deixava os seus prisioneiros

voltarem para casa?’”

18“Todos os reis das nações,

sim, todos jazem com honra,

cada um em seu túmulo.

19Mas você é lançado fora

da sua sepultura,

como um renovo abominável,

coberto de mortos

traspassados à espada

e que descem à cova de pedras,

como um cadáver pisoteado.

20Você não se reunirá

com eles na sepultura,

porque você destruiu

a sua própria terra

e matou o seu próprio povo.

A descendência dos malfeitores

jamais será nomeada.”

14.20
Sl 21.10
37.28

21“Preparem a matança

dos filhos dele

por causa da maldade de seus pais,

para que esses não se levantem,

tomem posse da terra,

e encham o mundo de cidades.”

22— Eu me levantarei contra eles, diz o Senhor dos Exércitos. Acabarei com o nome e os sobreviventes da Babilônia, com os seus descendentes e a sua posteridade, diz o Senhor. 23Farei dela a habitação de ouriços

14.23
Is 13.21
e um lugar de pântanos. Vou varrê-la com a vassoura da destruição, diz o Senhor dos Exércitos.

Profecia contra os assírios

24O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo:

“Como pensei, assim será,

e, como determinei,

assim acontecerá.

14.24
Is 46.10-11

25Esmagarei a Assíria na minha terra

e nas minhas montanhas a pisarei,

para que o seu jugo

se afaste de Israel,

e a sua carga

se desvie dos ombros dele.

14.25
Is 10.27

26Este é o plano que foi elaborado

para toda a terra;

14.26
Is 23.9

e esta é a mão que está estendida

sobre todas as nações.”

27Pois, se o Senhor dos Exércitos

o determinou,

quem poderá invalidá-lo?

14.27
Is 43.13

Se a mão dele está estendida,

quem a fará voltar atrás?

Profecia contra os filisteus

28No ano em que o rei Acaz morreu,

14.28
2Rs 16.20
2Cr 28.27
foi pronunciada esta sentença:

29“Não se alegrem,

todos vocês da Filístia,

por estar quebrada

a vara que os feria.

Porque da raiz da cobra

sairá uma víbora,

e o seu fruto

será uma serpente voadora.

30Os primogênitos dos pobres

serão apascentados,

e os necessitados

se deitarão em segurança.

Porém farei morrer de fome

a sua raiz, ó Filístia,

e os seus sobreviventes

serão mortos.

31Uive, ó portão!

14.31
Is 3.26
13.6
Grite, ó cidade!

Todos vocês da Filístia,

tremam de medo!

Porque do Norte vem fumaça,

14.31
Jr 1.14

e ninguém há que se afaste

das suas fileiras.”

14.28-31
Jr 47.1-7
Ez 25.15-17
Jl 3.4-8
Am 1.6-8
Sf 2.4-7
Zc 9.5-7

32Que resposta se dará, então,

aos mensageiros daquele povo?

“O Senhor fundou Sião,

e nela os aflitos do seu povo

encontram refúgio.”

15

Profecia contra Moabe

151Sentença contra Moabe.

15.1—16.14
Is 25.10-12
Jr 48.1-47
Ez 25.8-11
Am 2.1-3
Sf 2.8-11

Certamente numa noite

Ar de Moabe foi arrasada,

e ela está destruída;

certamente numa noite

Quir de Moabe foi arrasada,

e ela está destruída.

2Sobe-se ao templo e a Dibom,

aos lugares altos, para chorar.

Por Nebo e por Medeba,

Moabe lamenta;

todas as cabeças são rapadas,

e toda barba é cortada.

3Nas ruas andam vestidos

de panos de saco;

nos terraços e nas praças

todos pranteiam,

desatando-se em lágrimas.

4Tanto Hesbom como Eleale

andam gritando;

até Jaza se ouve a sua voz.

Por isso, os soldados de Moabe

clamam;

a sua alma treme dentro deles.

5O meu coração clama

por causa de Moabe.

Os seus fugitivos

vão até a região de Zoar

e Eglate-Selisia;

vão chorando pela subida de Luíte

e no caminho de Horonaim

levantam gritos de desespero.

15.5
Jr 48.5,34

6Porque as águas de Ninrim

desapareceram;

seca-se o pasto, acaba-se o capim,

e não há mais nada

que esteja verde.

7Por isso, eles mesmos levam

a riqueza que adquiriram

e guardaram

para além do ribeiro dos Salgueiros.

8Porque o pranto se espalha

pelo território de Moabe;

o seu clamor chega até Eglaim;

o clamor chega até Beer-Elim.

9As águas de Dimom

estão cheias de sangue,

mas trarei ainda mais sobre Dimom:

um leão para atacar aqueles

que escaparem de Moabe

e os que permanecerem na terra.

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