Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
38

Judá e Tamar

381Aconteceu, por esse tempo, que Judá se afastou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira. 2Ali Judá viu a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e teve relações com ela. 3A mulher ficou grávida e deu à luz um filho, e Judá lhe deu o nome de Er. 4Ela ficou grávida outra vez e deu à luz um filho, a quem ela deu o nome de Onã. 5Mais uma vez ela ficou grávida e deu à luz outro filho, a quem ela chamou de Selá. Ela estava em Quezibe quando o teve.

6Judá tomou uma esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar. 7No entanto, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, e por isso o Senhor fez com que ele morresse. 8Então Judá disse a Onã:

— Tenha relações com a mulher do seu irmão, cumpra a obrigação de cunhado e dê uma descendência ao seu irmão.

38.8
Dt 25.5-6
Mt 22.24

9Mas Onã sabia que o filho não seria considerado seu. Por isso, todas as vezes que tinha relações com a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão. 10Isso, porém, que fazia, era mau aos olhos do Senhor, e por isso fez com que também este morresse. 11Então Judá disse a Tamar, sua nora:

— Continue viúva na casa de seu pai, até que Selá, meu filho, cresça.

Pois Judá pensava assim: “É para que não morra também este, como os seus irmãos.” Assim, Tamar se foi, passando a morar na casa do pai dela.

12Algum tempo depois morreu a mulher de Judá, que era filha de Sua. Quando terminou o período de luto, Judá foi até onde estavam os tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita. 13E alguém foi dizer a Tamar:

— Eis que o seu sogro está a caminho de Timna, para tosquiar as ovelhas.

14Então ela tirou as suas roupas de viúva, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou e se sentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna. Porque ela sabia que Selá já era homem, e ela não lhe havia sido dada por mulher. 15Quando Judá a viu, pensou que se tratava de uma prostituta, pois ela havia coberto o rosto. 16Então se dirigiu a ela no caminho e lhe disse:

— Venha, quero ter relações com você!

Acontece que ele não sabia que ela era a sua nora. Ela respondeu:

— O que você me dá para ter relações comigo?

17Ele respondeu:

— Eu mando para você um cabrito do meu rebanho.

Ela perguntou:

— Você deixa comigo alguma garantia até mandar o cabrito?

18Ele respondeu:

— Que garantia posso deixar com você?

Ela disse:

— O seu selo, o seu cordão e o cajado que você tem na mão.

Ele lhe deu os objetos, teve relações com ela, e ela ficou grávida dele. 19Tamar se levantou e foi embora. Tirou o véu e pôs outra vez as suas roupas de viúva.

20Judá enviou o cabrito, por meio do adulamita, seu amigo, para reaver a garantia que tinha deixado com a mulher, mas ele não a encontrou. 21Então o amigo de Judá perguntou aos homens daquele lugar:

— Onde está a prostituta cultual que costumava ficar junto ao caminho de Enaim?

Responderam:

— Aqui não havia nenhuma prostituta cultual.

22Ele voltou a Judá e disse:

— Não encontrei a mulher. E além disso os homens do lugar me disseram que lá nunca houve nenhuma prostituta cultual.

23Judá respondeu:

— Que ela fique com aquelas coisas para si, para que não venhamos a passar vergonha. Eis que mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.

24Passados quase três meses, foram dizer a Judá:

— A sua nora Tamar se prostituiu, pois está grávida.

Ao que Judá respondeu:

— Tragam-na para fora para que seja queimada.

38.24
Lv 21.9

25Quando a estavam trazendo para fora, ela mandou dizer ao sogro:

— Eu estou grávida do homem a quem pertencem estas coisas.

E disse mais:

— Veja se reconhece de quem é este selo, este cordão e este cajado.

26Judá os reconheceu e disse:

— Ela é mais justa do que eu, porque não a dei a Selá, meu filho.

E nunca mais teve relações com ela.

27E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre. 28Ao nascerem, um pôs a mão para fora, e a parteira, tomando-a, amarrou nela um fio vermelho, dizendo:

— Este saiu primeiro.

29Mas, recolhendo ele a mão, o outro nasceu primeiro. E a parteira disse:

— Como você rompeu a saída?

E lhe deram o nome de Perez.38.29 Perez significa “abrir caminho” 30Depois nasceu o irmão, em cuja mão estava o fio vermelho. E lhe deram o nome de Zera.38.30 Zera parece estar relacionado com uma palavra hebraica que significa “vermelho”

39

José na casa de Potifar

391José foi levado para o Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. 2O Senhor Deus estava com José,

39.2
At 7.9
que veio a ser homem próspero e estava na casa de seu dono egípcio. 3Potifar viu que o Senhor estava com José e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. 4Assim, José achou favor diante dos olhos de seu dono e o servia. E ele pôs José por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. 5E, desde que Potifar o fez mordomo de sua casa e encarregado de tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. 6Potifar confiou tudo o que tinha às mãos de José, de maneira que não se preocupava com nada, a não ser com o pão que comia.

José tinha um belo porte e boa aparência. 7Assim, depois de algum tempo, a mulher de Potifar pôs os olhos em José e lhe disse:

— Venha para a cama comigo.

8Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu dono:

— Escute! O meu senhor não se preocupa com nada do que existe nesta casa, porque eu estou aqui; tudo o que tem ele passou às minhas mãos. 9Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?

10Ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela. 11Aconteceu, porém, que, certo dia, José entrou na casa para fazer o seu serviço, e ninguém dos de casa se achava presente. 12Então ela o pegou pela roupa e lhe disse:

— Venha para a cama comigo.

Ele, porém, deixando a roupa nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. 13Quando notou que José tinha fugido para fora, mas havia deixado a roupa nas mãos dela, 14chamou pelos homens de sua casa e lhes disse:

— Vejam! Meu marido nos trouxe este hebreu para nos humilhar. Ele entrou no meu quarto, querendo me levar para a cama, mas eu gritei bem alto. 15Quando ele ouviu que eu levantava a voz e gritava, deixou a roupa ao meu lado e saiu, fugindo para fora.

16Ela conservou junto de si a roupa de José, até que o dono dele voltasse para casa. 17Então lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse:

— O escravo hebreu, que você nos trouxe, entrou no meu quarto para me humilhar. 18Mas, quando levantei a voz e gritei, ele deixou a roupa ao meu lado e fugiu para fora.

19Quando o dono ouviu as palavras de sua mulher, que lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ele ficou irado. 20E o dono de José o tomou e o lançou na prisão, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali José ficou na prisão. 21O Senhor, porém, estava com José,

39.21
At 7.9
foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro. 22Este confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere. E José fazia tudo o que se devia fazer ali. 23O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José, porque o Senhor estava com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava.

40

José na prisão interpreta dois sonhos

401Passadas estas coisas, aconteceu que o copeiro e o padeiro do rei do Egito ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2O Faraó indignou-se contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe, 3e mandou prendê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava. 4O comandante da guarda os deixou aos cuidados de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão.

5E os dois sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com o seu próprio significado, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. 6Quando José chegou pela manhã, viu-os, e eis que estavam preocupados. 7Então perguntou aos oficiais de Faraó, que estavam com ele no cárcere da casa do seu senhor:

— Por que vocês estão com a cara triste hoje?

8Eles responderam:

— Tivemos um sonho, e não há quem o interprete.

José lhes disse:

— Não pertencem a Deus as interpretações?

40.8
Dn 2.27-28
Contem-me o sonho que tiveram.

O sonho do copeiro-chefe

9Então o copeiro-chefe contou o seu sonho a José. Ele disse:

— Em meu sonho havia uma videira diante de mim. 10E na videira havia três ramos. Ao brotar a videira, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. 11O copo de Faraó estava na minha mão. Peguei as uvas e as espremi no copo de Faraó, e o entreguei a Faraó.

12Então José disse:

— Esta é a interpretação do sonho: os três ramos são três dias. 13Dentro de três dias, Faraó vai reabilitar você e reintegrá-lo no seu cargo, e você lhe dará o copo na mão dele, segundo o costume antigo, quando era seu copeiro. 14Porém lembre-se de mim, quando tudo lhe correr bem. Peço que você seja bondoso para comigo e fale a meu respeito com Faraó, e me tire desta prisão; 15porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus;

40.15
Gn 37.26-28
e aqui nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra.

O sonho do padeiro-chefe

16Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José:

— Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão branco estavam sobre a minha cabeça. 17No cesto mais alto havia todo tipo de comida que um padeiro faz para Faraó. E as aves comiam do cesto que estava sobre a minha cabeça.

18Então José disse:

— Esta é a interpretação do sonho: os três cestos são três dias. 19Dentro de três dias, Faraó vai mandar cortar a sua cabeça e pendurá-lo numa árvore, e as aves comerão a sua carne.

20No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, ele deu um banquete a todos os seus servos. E, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. 21Reintegrou o copeiro-chefe no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó, 22mas mandou enforcar o padeiro-chefe, como José havia interpretado. 23Porém o copeiro-chefe não se lembrou de José; esqueceu-se dele.

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