Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
32

321Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus foram encontrar-se com ele. 2Quando Jacó os viu, disse:

— Este é o acampamento de Deus.

E deu àquele lugar o nome de Maanaim.32.2 Maanaim significa “dois acampamentos”

Jacó se reconcilia com Esaú

3Então Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom. 4E lhes deu esta ordem:

— Assim vocês falarão a meu senhor Esaú: “O seu servo Jacó manda dizer isto: ‘Como estrangeiro morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora. 5Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas. Envio este comunicado a meu senhor, para encontrar favor na sua presença.’”

6Os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo:

— Fomos até o seu irmão Esaú. Também ele está vindo para se encontrar com o senhor, e quatrocentos homens estão com ele.

7Então Jacó teve medo e ficou angustiado. Dividiu em dois grupos o povo que estava com ele, e também os rebanhos, os bois e os camelos. 8Pois pensou: “Se Esaú vier e atacar um grupo, o outro grupo escapará.”

9E Jacó orou:

— Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: “Volte para a sua terra e para a sua parentela, e eu farei bem a você”, 10sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com o teu servo. Pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois grupos. 11Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque temo que ele venha e ataque a mim e às mães com os filhos. 12Pois tu disseste: “Certamente serei bondoso com você e lhe darei uma descendência como a areia

32.12
Gn 22.17
do mar, que, de tão numerosa, não se pode contar.”

13Depois de passar ali aquela noite, Jacó separou do que tinha consigo um presente para o seu irmão Esaú: 14duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, 15trinta camelas de leite com as suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos. 16Entregou-os aos seus servos, cada rebanho à parte. Então disse aos servos:

— Vão à minha frente e deixem espaço entre rebanho e rebanho.

17Ordenou ao primeiro servo, dizendo:

— Quando Esaú, meu irmão, se encontrar com você e perguntar: “De quem você é, para onde você vai, de quem são estes animais que você vem trazendo?”, 18responda: “São do seu servo Jacó. É um presente que ele está enviando ao meu senhor Esaú. E eis que ele mesmo vem vindo atrás de nós.”

19Jacó ordenou também ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham conduzindo os rebanhos:

— É assim que vocês devem falar com Esaú, quando se encontrarem com ele. 20Também dirão: “Eis que o seu servo Jacó vem vindo atrás de nós.” Porque Jacó pensava assim: “Eu o aplacarei com o presente que me antecede. Depois eu o verei pessoalmente e talvez ele me dê boa acolhida.”

21Assim, mandou os presentes à sua frente. Ele, porém, ficou aquela noite no acampamento.

Jacó luta em Peniel

22Naquela mesma noite, Jacó se levantou, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau do Jaboque. 23Reuniu todos e fez com que passassem o ribeiro. Também fez passar tudo o que lhe pertencia. 24Jacó ficou sozinho, e um homem lutava com ele, até o romper do dia.

32.24
Os 12.3-4
25Vendo este que não podia com Jacó, tocou-lhe na articulação da coxa, de modo que a junta da coxa de Jacó se deslocou, na luta com o homem. 26Então o homem disse:

— Deixe-me ir, pois já rompeu o dia.

Jacó respondeu:

— Não o deixarei ir se você não me abençoar.

27Então o homem perguntou:

— Como você se chama?

Ele respondeu:

— Jacó.

28Então disse:

— Seu nome não será mais Jacó,

32.28
Gn 35.10
e sim Israel,32.28 Israel significa “ele luta com Deus” ou “Deus luta” pois você lutou com Deus e com os homens e prevaleceu.

29Jacó disse:

— Por favor, diga-me como você se chama.

Ele respondeu:

— Por que você pergunta pelo meu nome?

E o abençoou ali. 30Jacó deu àquele lugar o nome de Peniel,32.30 Peniel significa “a face de Deus” pois disse: “Vi Deus face a face,

32.30
Êx 24.10
e a minha vida foi salva.”

31Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel. E mancava por causa da coxa. 32Por isso, os filhos de Israel não comem, até hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque o homem tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.

33

O encontro de Esaú e Jacó

331Quando Jacó ergueu os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens. Então repartiu os filhos entre Lia, Raquel e as duas servas. 2Pôs as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos atrás deles e Raquel e José por último. 3E ele mesmo, adiantando-se, prostrou-se em terra sete vezes, até aproximar-se de seu irmão. 4Então Esaú correu ao encontro dele e o abraçou; pôs os braços em volta do pescoço dele e o beijou; e choraram. 5Daí, levantando os olhos, Esaú viu as mulheres e os meninos e disse:

— Quem são estes que estão com você?

Jacó respondeu:

— Os filhos com que Deus agraciou este seu servo.

6Então se aproximaram as servas, elas e seus filhos, e se prostraram. 7Chegaram também Lia e seus filhos e se prostraram. Por último chegaram José e Raquel e se prostraram.

8Esaú perguntou:

— Qual é o seu propósito com todos esses grupos que encontrei?

Jacó respondeu:

— É para obter favor na presença de meu senhor.

9Então Esaú disse:

— Eu tenho muitos bens, meu irmão; guarde o que você tem.

10Mas Jacó insistiu:

— Não recuse. Se alcancei favor na sua presença, peço que aceite o meu presente, porque ver o seu rosto é como contemplar o semblante de Deus; e você me acolheu tão bem. 11Portanto, aceite o meu presente, que eu lhe trouxe. Porque Deus tem sido generoso para comigo, e tenho fartura.

E insistiu com ele, até que o aceitou.

12Então Esaú disse:

— Vamos partir e seguir viagem. Eu irei à sua frente.

13Porém Jacó lhe disse:

— Meu senhor sabe que estes meninos são fracos, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite. Se forçados a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos. 14Passe meu senhor adiante de seu servo; eu seguirei aos poucos, no passo do gado que me vai à frente e no passo dos meninos, até chegar a meu senhor, em Seir.

15Esaú respondeu:

— Então permita que eu deixe com você alguns dessa gente que está comigo.

Jacó respondeu:

— Para quê? Basta que eu alcance favor aos olhos de meu senhor.

16Assim, naquele dia Esaú voltou para Seir, pelo caminho por onde tinha vindo. 17E Jacó foi para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez cabanas para o seu gado. Por isso, o lugar se chamou Sucote.33.17 Sucote significa “abrigos”

Jacó chega a Siquém

18Voltando de Padã-Arã, Jacó chegou são e salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, e armou a sua tenda junto da cidade. 19A parte do campo,

33.19
Js 24.32
Jo 4.5
onde tinha armado a sua tenda, ele a comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro. 20E levantou ali um altar e lhe deu o nome de “Deus, o Deus de Israel”.33.20 Em hebraico, El Elohe Israel

34

Diná e os siquemitas

341Ora, Diná, a filha que Lia teve com Jacó,

34.1
Gn 30.21
saiu para ver as filhas da terra. 2Quem a viu foi Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra. Tomando-a, ele teve relações com ela e assim a humilhou. 3Siquém se apegou a Diná, filha de Jacó, amou a jovem e lhe falou ao coração. 4Então Siquém disse a seu pai Hamor:

— Consiga-me esta jovem para que seja a minha esposa.

5Quando Jacó ficou sabendo que Diná, sua filha, havia sido desonrada por Siquém, os seus filhos estavam no campo com o gado. Por isso, calou-se e esperou até que eles voltassem. 6Então Hamor, o pai de Siquém, saiu para falar com Jacó. 7Quando os filhos de Jacó vieram do campo e ouviram o que havia acontecido, indignaram-se e ficaram muito irados, pois Siquém havia praticado uma afronta em Israel, violentando a filha de Jacó, que era algo que não se devia fazer.

8Mas Hamor falou com eles, dizendo:

— Meu filho Siquém está profundamente apaixonado pela filha de vocês. Peço que ela lhe seja dada por esposa. 9Tornem-se nossos parentes; deem as filhas de vocês para nós e vocês tomem as nossas filhas. 10Vocês habitarão em nosso meio, a terra estará ao seu dispor. Morem nela, negociem e adquiram propriedades.

11E o próprio Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná:

— Que eu obtenha este favor diante de vocês e lhes darei o que me pedirem. 12Aumentem em muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirem; deem-me, porém, a moça por esposa.

13Então os filhos de Jacó, por haver Siquém desonrado Diná, a irmã deles, responderam com astúcia a Siquém e a seu pai Hamor e lhes disseram:

14— Não podemos fazer isso, dar a nossa irmã a um homem que ainda não foi circuncidado, porque isso seria uma vergonha para nós. 15Sob uma única condição permitiremos: que vocês se tornem como nós, circuncidando todos os do sexo masculino. 16Então lhes daremos as nossas filhas, tomaremos para nós as filhas de vocês, habitaremos no meio de vocês e seremos um só povo. 17Se, porém, não ouvirem e não quiserem ser circuncidados, tomaremos a nossa filha e iremos embora.

18Tais palavras agradaram Hamor e Siquém, seu filho. 19O jovem não tardou em fazer o que foi solicitado, porque amava a filha de Jacó e era o mais honrado de toda a casa de seu pai.

20Assim, Hamor e Siquém, seu filho, vieram ao portão da sua cidade e falaram aos homens da cidade:

21— Esses homens são pacíficos em relação a nós. Portanto, deixem que morem na terra e negociem nela. A terra é bastante espaçosa para contê-los. Vamos tomar as filhas deles por esposas e dar também as nossas filhas a eles. 22Mas eles só concordarão em morar conosco, tornando-nos um só povo, se todos os homens em nosso meio se deixarem circuncidar, como eles são circuncidados. 23Não é verdade que o gado, os bens e todos os animais deles serão nossos? Portanto, vamos concordar e eles ficarão morando entre nós.

24E todos os que saíam do portão da cidade deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho. E todos os do sexo masculino foram circuncidados, todos os que saíam pelo portão da cidade.

A traição de Simeão e Levi

25No terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, pegaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram todos os homens. 26Passaram também ao fio da espada Hamor e seu filho Siquém; tiraram Diná da casa de Siquém e saíram. 27Os filhos de Jacó vieram, passaram por cima dos cadáveres, e saquearam a cidade, porque a irmã deles havia sido desonrada. 28Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade e no campo. 29Pegaram todos os bens, levaram cativas as mulheres e todas as crianças, e saquearam tudo o que havia nas casas. 30Então Jacó disse a Simeão e a Levi:

— Vocês me criaram um problema e me fizeram odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferezeus. Como somos pouca gente, eles se reunirão contra mim, e serei destruído, eu e a minha casa.

31Eles responderam:

— E que direito ele tinha de tratar a nossa irmã como se fosse prostituta?

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