Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
30

301Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã e disse a Jacó:

— Dê-me filhos, do contrário morrerei.

2Então Jacó ficou irado com Raquel e disse:

— Será que eu estou em lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?

3Então Raquel disse:

— Eis aqui Bila, minha serva;

30.3
Gn 16.2
tenha relações com ela, para que dê à luz e eu traga filhos ao meu colo por meio dela.30.3 Lit., para que dê à luz sobre os meus joelhos. Significa que Bila seria uma mãe substituta; Raquel adotaria os filhos como se fossem seus

4Assim, Raquel lhe deu Bila, sua serva, por mulher; e Jacó teve relações com ela. 5Bila ficou grávida e deu à luz um filho a Jacó. 6Então Raquel disse:

— Deus me fez justiça; ouviu a minha voz e me deu um filho.

Por isso lhe chamou Dã.30.6 em hebraico soa parecido com a palavra que significa “fazer justiça”

7Outra vez Bila, serva de Raquel, ficou grávida e deu à luz o segundo filho a Jacó. 8Raquel disse:

— Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e consegui vencer.

Por isso deu ao filho o nome de Naftali.30.8 Naftali em hebraico soa parecido com a palavra que significa “lutar”

9Quando Lia viu que ela mesma tinha cessado de ter filhos, tomou a sua serva Zilpa e a deu a Jacó por mulher. 10Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um filho. 11Lia disse:

— Afortunada!

E deu ao filho o nome de Gade.30.11 Gade em hebraico soa parecido com a palavra que significa “fortuna”

12Depois, Zilpa, serva de Lia, deu o segundo filho a Jacó. 13Então Lia disse:

— É a minha felicidade! Porque as mulheres dirão que sou feliz.

E lhe deu o nome de Aser.30.13 Aser em hebraico soa parecido com a palavra que significa “feliz”

14Nos dias da colheita do trigo, Rúben saiu e achou umas mandrágoras30.14 Acreditava-se que a raiz dessa planta ajudava as mulheres a engravidar e a ter sorte no amor no campo. Ele as trouxe para Lia, sua mãe. Então Raquel disse a Lia:

— Dê-me algumas das mandrágoras que o seu filho trouxe.

15Mas Lia respondeu:

— Você acha pouco o fato de ter tomado de mim o marido? Vai tomar também as mandrágoras de meu filho?

Raquel respondeu:

— Ele poderá ter relações com você esta noite, em troca das mandrágoras de seu filho.

16À tarde, quando Jacó voltava do campo, Lia saiu ao encontro dele e lhe disse:

— Esta noite você terá relações comigo, pois eu aluguei você pelas mandrágoras de meu filho.

E naquela noite Jacó teve relações com ela. 17Deus ouviu Lia, ela ficou grávida e deu à luz o quinto filho. 18Então Lia disse:

— Deus me recompensou, porque dei a minha serva ao meu marido.

E deu ao filho o nome de Issacar.30.18 Issacar em hebraico soa parecido com a palavra que significa “recompensa”

19E Lia engravidou mais uma vez e deu a Jacó o sexto filho. 20E disse:

— Deus me concedeu excelente dádiva. Agora meu marido vai permanecer comigo, porque lhe dei seis filhos.

E ela deu ao filho o nome de Zebulom.30.20 Zebulom em hebraico soa parecido com as palavras que significam “ficar” e “presente”

21Depois disto, deu à luz uma filha e lhe chamou Diná.

22Deus lembrou-se de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda. 23Ela engravidou e deu à luz um filho. Então disse:

— Deus tirou de mim o meu vexame.

24E deu ao filho o nome de José,30.24 José em hebraico soa parecido com a palavra que significa “dar mais” dizendo:

— Que o Senhor me dê ainda outro filho.

Jacó e Labão fazem um acordo

25Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão:

— Deixe-me voltar ao meu lugar e à minha terra. 26Dê-me os meus filhos e as mulheres, pelas quais trabalhei para o senhor, e partirei. O senhor sabe muito bem quanto e de que maneira o servi.

27Labão lhe respondeu:

— Se puder me fazer este favor, peço que fique comigo. Descobri por meio de adivinhações que o Senhor Deus me abençoou por causa de você.

28E Labão continuou:

— Fixe o seu salário, que eu pagarei.

29Então Jacó disse:

— O senhor sabe como tenho trabalhado e como cuidei do seu gado. 30Porque o pouco que o senhor tinha antes de eu chegar foi aumentado grandemente; e o Senhor Deus o abençoou com o meu trabalho. Mas quando vou começar a trabalhar também por minha própria casa?

31Labão perguntou a Jacó:

— Quanto você quer que eu lhe dê?

Jacó respondeu:

— Não precisa me dar nada. Voltarei a apascentar e a guardar o seu rebanho, se o senhor concordar com isto: 32Passarei hoje por todo o seu rebanho, separando para mim todas as ovelhas salpicadas e malhadas, todos os cordeiros negros, e todas as cabras malhadas e salpicadas. Isto será o meu salário. 33Assim, a minha justiça responderá por mim, no dia de amanhã, quando o senhor vier conferir o meu salário. As cabras que não forem salpicadas e malhadas e as ovelhas que não forem negras, caso forem achadas comigo, o senhor pode considerá-las como roubadas.

34Labão disse:

— Está bem. Seja como você disse.

35Mas, naquele mesmo dia, Labão separou os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, todos os que tinham alguma brancura e todos os cordeiros pretos; e os passou às mãos de seus filhos. 36E pôs a distância de três dias de viagem entre si e Jacó. E Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão.

Jacó se enriquece

37Jacó pegou galhos verdes de álamo, de aveleira e de plátano e lhes removeu a casca, em riscas abertas, deixando aparecer a brancura dos galhos. 38Pôs esses galhos descascados em frente ao rebanho, nos canais de água e nos bebedouros, aonde os rebanhos vinham para beber água. E como acasalavam quando vinham beber, 39as ovelhas ficavam prenhes diante dos galhos e davam crias listradas, salpicadas e malhadas. 40Então Jacó separou os cordeiros e virou o rebanho para o lado dos animais listrados e dos animais pretos nos rebanhos de Labão; e pôs o seu rebanho à parte e não o juntou com o rebanho de Labão. 41E, todas as vezes que as ovelhas fortes ficavam prenhes, Jacó punha os galhos à vista do rebanho nos canais de água, para que ficassem prenhes diante dos galhos. 42Porém, quando o rebanho era fraco, não punha os galhos. Assim, os animais fracos eram de Labão, e os fortes eram de Jacó. 43E o homem se tornou mais e mais rico; teve muitos rebanhos, servas, servos, camelos e jumentos.

31

Jacó volta para a terra de seus pais

311Jacó ouvia os comentários dos filhos de Labão, que diziam:

— Jacó se apossou de tudo o que era de nosso pai. Ele juntou toda essa riqueza a partir do que era de nosso pai.

2Jacó, por sua vez, reparou que o rosto de Labão não lhe era favorável como anteriormente. 3E o Senhor disse a Jacó:

— Volte para a terra de seus pais e para a sua parentela; e eu estarei com você.

4Então Jacó mandou vir Raquel e Lia ao campo, para junto do seu rebanho, 5e lhes disse:

— Vejo que o rosto do pai de vocês não me é favorável como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo. 6Vocês mesmas sabem que com todo empenho tenho trabalhado para o pai de vocês, 7mas ele me tem enganado e por dez vezes mudou o meu salário; porém Deus não permitiu que ele me prejudicasse. 8Se ele dizia: “Os salpicados serão o seu salário”, então todos os rebanhos davam salpicados; e, se ele dizia: “Os listrados serão o seu salário”, então os rebanhos todos davam listrados. 9Assim, Deus tirou o gado do pai de vocês e o deu a mim.

10— Pois, chegado o tempo em que os animais acasalavam, levantei os olhos e vi em sonhos que os machos que cobriam as ovelhas eram listrados, salpicados e malhados. 11E o Anjo de Deus me disse em sonho: “Jacó!” E eu respondi: “Eis-me aqui!” 12Ele continuou: “Levante agora os olhos e veja que todos os machos que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados, porque vejo tudo o que Labão está fazendo com você. 13Eu sou o Deus de Betel, onde você ungiu uma coluna,

31.13
Gn 28.18
onde me fez um voto. Levante-se agora, saia desta terra e volte para a terra de sua parentela.”

14Então Raquel e Lia disseram:

— Será que ainda existe para nós parte ou herança na casa de nosso pai? 15Não é verdade que ele nos considera como estrangeiras? Pois nos vendeu e consumiu tudo o que nos era devido. 16Porque toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faça tudo o que Deus pediu que você fizesse.

17Então Jacó se levantou e, fazendo montar seus filhos e suas mulheres em camelos, 18levou todo o seu gado e todos os seus bens que chegou a possuir, o gado de sua propriedade que havia acumulado em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã. 19Enquanto Labão tinha ido fazer a tosquia das ovelhas, Raquel roubou os ídolos do lar que pertenciam a seu pai. 20E Jacó enganou Labão, o arameu, não revelando que tinha planos de fugir. 21E fugiu com tudo o que lhe pertencia. Levantou-se, passou o Eufrates e tomou o rumo dos montes de Gileade.

Labão segue no encalço de Jacó

22No terceiro dia, Labão foi avisado de que Jacó ia fugindo. 23Reuniu os seus parentes e saiu no encalço de Jacó, por sete dias de viagem, e o alcançou nos montes de Gileade. 24De noite, porém, Deus veio em sonhos a Labão, o arameu, e lhe disse:

— Cuidado! Não fale a Jacó nem bem nem mal.

25Labão alcançou Jacó. Este havia armado a sua tenda naqueles montes. Também Labão armou a sua tenda com os seus parentes, nos montes de Gileade. 26E Labão disse a Jacó:

— Que foi que você fez? Você me enganou e levou as minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra. 27Por que você fugiu em segredo, e me enganou, e não me disse nada? Eu o teria despedido com alegria, com cânticos, com tamborins e com harpa. 28E por que não permitiu que eu beijasse meus netos e minhas filhas? Nisso você agiu como um tolo. 29Tenho em minhas mãos poder para fazer mal a vocês, mas ontem à noite o Deus do pai de vocês me falou e disse: “Cuidado! Não fale a Jacó nem bem nem mal.” 30E agora que você partiu de vez, pois está com saudades da casa de seu pai, por que roubou os meus deuses?

31Jacó respondeu:

— Porque tive medo. Pensei assim: para que não aconteça que me tome à força as suas filhas. 32Que seja morto aquele com quem o senhor achar os seus deuses. Na presença de nossos parentes, verifique o que pertence ao senhor e, se estiver comigo, pode levar embora.

Acontece que Jacó não sabia que Raquel os havia roubado.

33Labão entrou na tenda de Jacó, na tenda de Lia e na tenda das duas servas, mas não achou nada. Tendo saído da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. 34Ora, Raquel havia pegado os ídolos do lar e, depois de colocá-los na sela de um camelo, estava sentada sobre eles. Labão apalpou toda a tenda e não os achou. 35Então Raquel disse ao pai:

— Não fique zangado, meu senhor, por eu não poder me levantar na sua presença, pois estou no meu período menstrual.

Ele procurou, mas não encontrou os ídolos do lar.

36Então Jacó ficou zangado e discutiu com Labão. Dirigiu-se a Labão, dizendo:

— Qual é a minha transgressão? Qual o meu pecado, para o senhor me perseguir com tanta fúria? 37Havendo apalpado todos os meus utensílios, quais foram os utensílios de sua casa que o senhor encontrou? Coloque-os aqui diante dos meus parentes e dos seus parentes, para que julguem entre nós dois. 38Vinte anos eu estive com o senhor. As suas ovelhas e as suas cabras nunca perderam as crias, e não comi um só carneiro do seu rebanho. 39Não lhe apresentei os animais que eram despedaçados pelas feras; assumi o prejuízo. Da minha mão o senhor o requeria, tanto o roubado de dia como de noite. 40De maneira que eu andava, de dia consumido pelo calor, de noite, pela geada; e o meu sono me fugia dos olhos. 41Vinte anos permaneci em sua casa. Catorze anos trabalhei para o senhor pelas suas duas filhas e seis anos trabalhei para conseguir o seu rebanho; dez vezes o senhor mudou o meu salário. 42Se não fosse o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque, por certo o senhor me despediria agora de mãos vazias. Mas Deus viu o meu sofrimento e o trabalho das minhas mãos e ontem à noite ele repreendeu o senhor.

A aliança entre Labão e Jacó

43Então Labão respondeu a Jacó:

— As filhas são minhas filhas, os filhos são meus netos, os rebanhos são meus rebanhos, e tudo o que você está vendo é meu. Que posso fazer hoje a estas minhas filhas ou aos filhos que elas deram à luz? 44Venha, pois, e façamos uma aliança, eu e você, que sirva de testemunho entre mim e você.

45Então Jacó tomou uma pedra e a erigiu por coluna. 46E disse aos seus parentes:

— Ajuntem pedras.

Eles foram ajuntar pedras e fizeram um montão, ao lado do qual comeram. 47Labão deu-lhe o nome de Jegar-Saaduta, mas Jacó lhe chamou Galeede.31.47 Galeede (em hebraico) e Jegar-Saaduta (em aramaico) significam “um montão para fazer lembrar” 48E Labão disse:

— Seja hoje este montão de pedras por testemunha entre mim e você.

Por isso foi chamado de Galeede 49e Mispa,31.49 Mispa em hebraico soa parecido com a palavra que significa “lugar de onde se vigia” pois disse:

— Que o Senhor vigie entre mim e você e nos julgue quando estivermos separados um do outro. 50Se você maltratar as minhas filhas e tomar outras mulheres além delas, não estando ninguém conosco, lembre-se de que Deus é testemunha entre mim e você.

51E Labão continuou:

— Eis aqui este montão de pedras e esta coluna que levantei entre mim e você. 52Seja o montão testemunha, e seja a coluna testemunha de que para mal não passarei para o lado de lá do montão e você não passará para o lado de cá do montão e da coluna. 53O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós.

E Jacó jurou pelo Temor de Isaque, seu pai. 54E Jacó ofereceu um sacrifício na montanha e convidou seus parentes para uma refeição. Eles comeram e passaram a noite na montanha.

55Na manhã seguinte, Labão se levantou de madrugada, beijou os seus netos e as suas filhas e os abençoou. E, partindo, voltou para a sua casa.

32

321Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus foram encontrar-se com ele. 2Quando Jacó os viu, disse:

— Este é o acampamento de Deus.

E deu àquele lugar o nome de Maanaim.32.2 Maanaim significa “dois acampamentos”

Jacó se reconcilia com Esaú

3Então Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom. 4E lhes deu esta ordem:

— Assim vocês falarão a meu senhor Esaú: “O seu servo Jacó manda dizer isto: ‘Como estrangeiro morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora. 5Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas. Envio este comunicado a meu senhor, para encontrar favor na sua presença.’”

6Os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo:

— Fomos até o seu irmão Esaú. Também ele está vindo para se encontrar com o senhor, e quatrocentos homens estão com ele.

7Então Jacó teve medo e ficou angustiado. Dividiu em dois grupos o povo que estava com ele, e também os rebanhos, os bois e os camelos. 8Pois pensou: “Se Esaú vier e atacar um grupo, o outro grupo escapará.”

9E Jacó orou:

— Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: “Volte para a sua terra e para a sua parentela, e eu farei bem a você”, 10sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com o teu servo. Pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois grupos. 11Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque temo que ele venha e ataque a mim e às mães com os filhos. 12Pois tu disseste: “Certamente serei bondoso com você e lhe darei uma descendência como a areia

32.12
Gn 22.17
do mar, que, de tão numerosa, não se pode contar.”

13Depois de passar ali aquela noite, Jacó separou do que tinha consigo um presente para o seu irmão Esaú: 14duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, 15trinta camelas de leite com as suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos. 16Entregou-os aos seus servos, cada rebanho à parte. Então disse aos servos:

— Vão à minha frente e deixem espaço entre rebanho e rebanho.

17Ordenou ao primeiro servo, dizendo:

— Quando Esaú, meu irmão, se encontrar com você e perguntar: “De quem você é, para onde você vai, de quem são estes animais que você vem trazendo?”, 18responda: “São do seu servo Jacó. É um presente que ele está enviando ao meu senhor Esaú. E eis que ele mesmo vem vindo atrás de nós.”

19Jacó ordenou também ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham conduzindo os rebanhos:

— É assim que vocês devem falar com Esaú, quando se encontrarem com ele. 20Também dirão: “Eis que o seu servo Jacó vem vindo atrás de nós.” Porque Jacó pensava assim: “Eu o aplacarei com o presente que me antecede. Depois eu o verei pessoalmente e talvez ele me dê boa acolhida.”

21Assim, mandou os presentes à sua frente. Ele, porém, ficou aquela noite no acampamento.

Jacó luta em Peniel

22Naquela mesma noite, Jacó se levantou, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau do Jaboque. 23Reuniu todos e fez com que passassem o ribeiro. Também fez passar tudo o que lhe pertencia. 24Jacó ficou sozinho, e um homem lutava com ele, até o romper do dia.

32.24
Os 12.3-4
25Vendo este que não podia com Jacó, tocou-lhe na articulação da coxa, de modo que a junta da coxa de Jacó se deslocou, na luta com o homem. 26Então o homem disse:

— Deixe-me ir, pois já rompeu o dia.

Jacó respondeu:

— Não o deixarei ir se você não me abençoar.

27Então o homem perguntou:

— Como você se chama?

Ele respondeu:

— Jacó.

28Então disse:

— Seu nome não será mais Jacó,

32.28
Gn 35.10
e sim Israel,32.28 Israel significa “ele luta com Deus” ou “Deus luta” pois você lutou com Deus e com os homens e prevaleceu.

29Jacó disse:

— Por favor, diga-me como você se chama.

Ele respondeu:

— Por que você pergunta pelo meu nome?

E o abençoou ali. 30Jacó deu àquele lugar o nome de Peniel,32.30 Peniel significa “a face de Deus” pois disse: “Vi Deus face a face,

32.30
Êx 24.10
e a minha vida foi salva.”

31Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel. E mancava por causa da coxa. 32Por isso, os filhos de Israel não comem, até hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque o homem tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.