Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
22

Deus põe Abraão à prova

221Depois dessas coisas, Deus pôs Abraão à prova

22.1
Hb 11.17-19
e lhe disse:

— Abraão!

Este lhe respondeu:

— Eis-me aqui!

2Deus continuou:

— Pegue o seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá à terra de Moriá. Ali, ofereça-o em holocausto, sobre um dos montes, que eu lhe mostrar.

3Na manhã seguinte, Abraão levantou-se de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, levou consigo dois dos seus servos e Isaque, seu filho. Rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado.

4No terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu o lugar de longe. 5Então disse aos servos:

— Esperem aqui com o jumento. Eu e o rapaz iremos até lá e, depois de termos adorado, voltaremos para junto de vocês.

6Abraão pegou a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho. Ele, por sua vez, levava nas mãos o fogo e a faca. Assim, os dois caminhavam juntos. 7Isaque rompeu o silêncio e disse a Abraão, seu pai:

— Meu pai!

Abraão respondeu:

— Eis-me aqui, meu filho!

Isaque perguntou:

— Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

8Abraão respondeu:

— Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho.

E os dois seguiam juntos.

9Chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado. Ali Abraão edificou um altar, arrumou a lenha sobre ele, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar,

22.9
Tg 2.21
em cima da lenha. 10E, estendendo a mão, pegou a faca para sacrificar o seu filho. 11Mas do céu o Anjo do Senhor o chamou:

— Abraão! Abraão!

Ele respondeu:

— Eis-me aqui!

12Então lhe disse:

— Não estenda a mão sobre o menino e não faça nada a ele, pois agora sei que você teme a Deus, porque não me negou o seu filho, o seu único filho.

13Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos. Abraão pegou o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. 14E Abraão deu àquele lugar o nome de “O Senhor Proverá”.22.14 Em hebraico, Javé Jirê Daí dizer-se até o dia de hoje: “No monte do Senhor se proverá.”

15Então do céu pela segunda vez o Anjo do Senhor chamou Abraão 16e disse:

— Porque você fez isso e não me negou o seu filho, o seu único filho, juro por mim mesmo,

22.16
Hb 6.13-14
diz o Senhor, 17que certamente o abençoarei e multiplicarei
22.17
Hb 11.12
a sua descendência como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar. Sua descendência tomará posse das cidades dos seus inimigos. 18Na sua descendência
22.18
At 3.25
serão benditas todas as nações da terra, porque você obedeceu à minha voz.

19Então Abraão voltou para onde estavam os seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência.

Descendência de Naor

20Passadas essas coisas, foram dizer a Abraão que Milca também tinha dado à luz filhos a Naor, irmão de Abraão: 21Uz, o primogênito, Buz, seu irmão, Quemuel, pai de Arã, 22Quésede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel. 23Betuel gerou Rebeca. Milca deu esses oito filhos a Naor, irmão de Abraão. 24A concubina de Naor, cujo nome era Reumá, lhe deu também à luz filhos: Teba, Gaã, Taás e Maaca.

23

A morte de Sara

231Sara viveu cento e vinte e sete anos. 2Morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã. Abraão veio lamentar Sara e chorar por ela. 3Depois, Abraão levantou-se da presença da falecida e falou aos filhos de Hete:

4— Sou estrangeiro e morador

23.4
Hb 11.13
entre vocês. Deixem-me adquirir uma sepultura
23.4
At 7.16
na terra de vocês, para que eu possa sepultar a minha falecida mulher.

5Os filhos de Hete responderam a Abraão, dizendo:

6— Escute: o senhor é um príncipe de Deus em nosso meio. Sepulte a falecida numa das nossas melhores sepulturas. Nenhum de nós se recusará a ceder a sua própria sepultura, para que você sepulte a sua falecida.

7Então Abraão se levantou e se inclinou diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete. 8E lhes falou, dizendo:

— Se é do agrado de vocês que eu sepulte a minha falecida, escutem-me e intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, 9para que ele me ceda a caverna de Macpela, que pertence a ele e que fica no extremo do seu campo. Que ele a entregue a mim pelo devido preço, para que eu tenha uma sepultura entre vocês.

10Ora, Efrom, o heteu, estava sentado no meio dos filhos de Hete. Ele respondeu a Abraão, de maneira que pudesse ser ouvido pelos filhos de Hete, a saber, por todos os que entravam pelo portão da cidade:

11— De modo nenhum, meu senhor. Escute: eu lhe dou o campo e também a caverna que nele está. Na presença dos filhos do meu povo eu lhe dou isso; sepulte a sua falecida.

12Então Abraão se inclinou diante do povo da terra 13e falou a Efrom, na presença do povo da terra, dizendo:

— Mas, se você concorda, escute: pagarei o preço do campo; aceite-o de mim, e sepultarei ali a minha falecida.

14Efrom respondeu:

15— Meu senhor, escute: um terreno que vale quatrocentas barras de prata, que é isso entre mim e você? Sepulte ali a sua falecida.

16Abraão ouviu Efrom dizer isso e pesou-lhe a prata de que este lhe tinha falado na presença dos filhos de Hete, a saber, quatro quilos e meio de prata, segundo o peso usado entre os mercadores.

17Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia, e todo o terreno ao redor 18passaram a ser propriedade de Abraão, na presença dos filhos de Hete, a saber, de todos os que entravam pelo portão da cidade. 19Depois, Abraão sepultou Sara, a sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. 20E assim, pelos filhos de Hete, se confirmou a Abraão o direito do campo e da caverna que nele estava, como propriedade para servir de sepultura.

24

Uma esposa para Isaque

241Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2Abraão disse ao mais antigo servo da sua casa, que governava tudo o que possuía:

— Ponha a sua mão por baixo da minha coxa, 3para que eu faça com que você jure pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que você não buscará uma esposa para o meu filho entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais estou morando, 4mas que você irá à minha parentela e ali buscará uma esposa para Isaque, meu filho.

5Então o servo disse:

— Talvez a mulher não queira vir comigo para esta terra. Nesse caso, devo levar o seu filho à terra de onde o senhor veio?

6Abraão respondeu:

— Cuidado! Não faça o meu filho voltar para lá. 7O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra dos meus parentes, e que me falou, e jurou, dizendo: “À sua descendência darei esta terra”, ele enviará o seu anjo adiante de você, para que lá você encontre uma esposa para o meu filho. 8Caso a mulher não queira vir, você ficará desobrigado do seu juramento; entretanto, não leve o meu filho para lá.

9Com isso, o servo pôs a sua mão por baixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou fazer segundo o resolvido.

10O servo pegou dez dos camelos do seu senhor e, levando consigo uma parte dos bens dele, levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade onde Naor havia morado.

11Fora da cidade, fez os camelos se ajoelharem junto a um poço de água. Era de tardinha, a hora em que as moças saem para tirar água. 12Então o servo orou:

— Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, peço-te que me ajudes hoje e sejas bondoso para com o meu senhor Abraão! 13Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água. 14Concede, pois, que a moça a quem eu disser: “Incline o cântaro para que eu beba”; e ela me responder: “Beba, e darei ainda de beber aos seus camelos”, seja a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que foste bondoso para com o meu senhor.

15Antes que ele acabasse de orar, eis que surgiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo um cântaro sobre o ombro. 16A moça era muito bonita, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. Ela desceu até a fonte, encheu o seu cântaro e subiu. 17Então o servo correu ao encontro dela e disse:

— Peço que me deixe beber um pouco da água do seu cântaro.

18Ela respondeu:

— Beba, meu senhor.

E prontamente, baixando o cântaro para a mão, deu-lhe de beber. 19Depois de lhe dar de beber, disse:

— Vou tirar água também para os seus camelos, até que todos bebam.

20E, apressando-se em despejar o cântaro no bebedouro, correu outra vez ao poço para tirar mais água; ela tirou água para todos os camelos. 21O homem a observava, em silêncio, atentamente, para saber se o Senhor teria levado a bom termo a sua jornada ou não.

22Quando os camelos acabaram de beber, o homem pegou um pendente de ouro pesando seis gramas e duas pulseiras para as mãos dela, pesando cento e vinte gramas de ouro. 23Em seguida perguntou:

— Diga-me: De quem você é filha? Será que na casa de seu pai haveria lugar para eu e os que estão comigo passarmos a noite?

24Ela respondeu:

— Sou filha de Betuel, que é filho de Milca e de Naor.

25E acrescentou:

— Temos palha, muito pasto e lugar para passar a noite.

26Então o homem se inclinou e adorou o Senhor. 27E disse:

— Bendito seja o Senhor, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua bondade e a sua verdade do meu senhor. Quanto a mim, estando no caminho, o Senhor me guiou à casa dos parentes do meu senhor.

28E a moça correu e contou tudo aos da casa de sua mãe. 29Ora, Rebeca tinha um irmão, chamado Labão. Este correu ao encontro do homem junto à fonte. 30Acontece que Labão tinha visto o pendente e as pulseiras nas mãos de sua irmã e ouvido as palavras de Rebeca, sua irmã, que dizia: “Ele me falou assim e assim.” Por isso foi até onde ele estava e o encontrou em pé junto aos camelos, ao lado da fonte. 31E Labão disse:

— Entre, bendito do Senhor! Por que você está aí fora? Já preparei a casa e o lugar para os camelos.

32Então o homem entrou na casa. Descarregaram os camelos e lhes deram forragem e pasto. Também trouxeram água para que ele e os homens que estavam com ele lavassem os pés. 33Puseram comida diante dele. Porém ele disse:

— Não vou comer enquanto não disser o que tenho para dizer.

Labão respondeu:

— Diga.

34Então ele disse:

— Sou servo de Abraão. 35O Senhor tem abençoado muito o meu senhor, e ele se tornou um grande homem. O Senhor lhe deu ovelhas e bois, prata e ouro, servos e servas, camelos e jumentos. 36Sara, mulher do meu senhor, já era idosa quando lhe deu à luz um filho, a quem o meu senhor deu tudo o que tem. 37E meu senhor me fez jurar, dizendo: “Não busque uma esposa para o meu filho entre as mulheres dos cananeus, em cuja terra estou morando. 38Pelo contrário, vá à casa de meu pai e à minha família e ali busque uma esposa para o meu filho.” 39Respondi ao meu senhor: “Talvez a mulher não queira me acompanhar.” 40Ele me disse: “O Senhor, em cuja presença eu ando, enviará o seu Anjo com você e levará a bom termo a sua jornada, para que, da minha família e da casa de meu pai, você traga uma esposa para o meu filho. 41Você estará desobrigado do seu juramento, caso você for até a minha família e eles não quiserem dar a moça a você; neste caso, você estará desobrigado do juramento.”

42— Hoje, pois, quando cheguei à fonte, eu disse: “Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, leva a bom termo a jornada em que sigo. 43Eis-me agora junto à fonte de água. A moça que sair para tirar água, a quem eu disser: ‘Dê-me um pouco de água do seu cântaro’, 44e ela me responder: ‘Beba, e também tirarei água para os seus camelos’, seja essa a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor.”

45— Antes que eu acabasse de orar em meu íntimo, eis que veio Rebeca trazendo o seu cântaro sobre o ombro. Ela desceu à fonte e tirou água. E eu lhe disse: “Peço que me dê de beber.” 46Ela prontamente baixou o cântaro do ombro e disse: “Beba, e também darei de beber aos seus camelos.” Bebi, e ela deu de beber aos camelos. 47Daí lhe perguntei: “De quem você é filha?” Ela respondeu: “Filha de Betuel, que é filho de Naor e Milca.” Então lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos. 48E, prostrando-me, adorei o Senhor e louvei o Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido por um caminho direito, a fim de encontrar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente. 49Agora, pois, se estiverem dispostos a usar de bondade e de fidelidade para com o meu senhor, digam; do contrário, digam também, para que eu siga o meu caminho, para a direita ou para a esquerda.

50Labão e Betuel responderam:

— Isto procede do Senhor. Nada temos a dizer, nem a favor nem contra. 51Aqui está Rebeca; leve-a com você e que ela seja a mulher do filho do seu senhor, segundo a palavra do Senhor Deus.

52Quando o servo de Abraão ouviu tais palavras, prostrou-se em terra diante do Senhor. 53Tirou joias de ouro e de prata e vestidos e os deu a Rebeca. Também deu ricos presentes ao irmão e à mãe dela. 54Depois, comeram e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram a noite. De madrugada, quando se levantaram, o servo disse:

— Permitam que eu volte ao meu senhor.

55Mas o irmão e a mãe da moça disseram:

— Deixe que ela fique conosco mais alguns dias, pelo menos dez; e depois poderá ir.

56Ele, porém, lhes disse:

— Não me detenham, pois o Senhor me tem levado a bom termo na jornada; deixem que eu volte ao meu senhor.

57Disseram:

— Vamos chamar a moça para ver o que ela diz.

58Chamaram, pois, Rebeca e lhe perguntaram:

— Você quer ir com este homem?

Ela respondeu:

— Sim, quero.

59Então deixaram que Rebeca, a irmã deles, partisse, junto com a sua ama, com o servo de Abraão e os homens que estavam com ele. 60Abençoaram Rebeca e lhe disseram:

— Que você, nossa irmã, seja a mãe de milhares de milhares, e que a sua descendência tome posse das cidades dos seus inimigos.

24.60
Gn 22.17

61Então Rebeca se levantou com as suas servas e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo de Abraão tomou Rebeca e partiu.

62Ora, Isaque veio de Beer-Laai-Roi, porque morava na terra do Neguebe. 63Ao cair da tarde, Isaque saiu para meditar no campo. Erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. 64Também Rebeca levantou os olhos e, vendo Isaque, desceu do camelo, 65e perguntou ao servo:

— Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?

O servo respondeu:

— É o meu senhor.

Então ela pegou o véu e se cobriu.

66O servo contou a Isaque todas as coisas que havia feito. 67Isaque a conduziu até a tenda de Sara, a mãe dele. Ele tomou Rebeca, e esta se tornou sua mulher. Ele a amou; e assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.