Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
8

Segunda praga: rãs

81Depois o Senhor disse a Moisés:

— Vá falar com Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 2Se você não quiser deixá-lo ir, eis que castigarei com rãs todo o seu território. 3O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em sua casa, no seu quarto de dormir, sobre a sua cama, nas casas dos seus oficiais, sobre o seu povo, nos seus fornos e nas suas amassadeiras. 4As rãs virão sobre você, sobre o seu povo e sobre todos os seus oficiais.”

5O Senhor disse ainda a Moisés:

— Diga a Arão que estenda a mão com o seu bordão sobre os rios, sobre os canais e sobre as lagoas e faça subir rãs sobre a terra do Egito.

6Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs e cobriram a terra do Egito. 7Então os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas e fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito.

8Faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse:

— Peçam ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; então deixarei que o povo vá e ofereça sacrifícios ao Senhor.

9Moisés disse a Faraó:

— Tenha a bondade de me dizer quando é que devo orar por você, pelos seus oficiais e pelo seu povo, para que as rãs sejam retiradas de você e das suas casas e fiquem somente no rio.

10Faraó respondeu:

— Amanhã.

Moisés disse:

— Seja conforme a sua palavra, para que você saiba que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus. 11As rãs se afastarão de você, das suas casas, dos seus oficiais e do seu povo; ficarão somente no rio.

12Então Moisés e Arão saíram da presença de Faraó. E Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs, conforme havia combinado com Faraó. 13E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés: morreram as rãs nas casas, nos pátios e nos campos. 14Os egípcios ajuntaram as rãs em montões e montões, e a terra cheirou mal. 15Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Terceira praga: piolhos

16O Senhor disse a Moisés:

— Diga a Arão que estenda o seu bordão e bata no pó da terra, para que se transforme em piolhos por toda a terra do Egito.

17Eles assim fizeram. Arão estendeu a mão com seu bordão e bateu no pó da terra, e houve muitos piolhos nas pessoas e no gado; todo o pó da terra se transformou em piolhos por toda a terra do Egito. 18E os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas para produzirem piolhos, mas não conseguiram. E havia piolhos nas pessoas e no gado. 19Então os magos disseram a Faraó:

— Isto é o dedo de Deus.

Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Quarta praga: moscas

20O Senhor disse a Moisés:

— Levante-se de manhã cedo e apresente-se a Faraó. Eis que ele sairá às águas. Diga-lhe: Assim diz o Senhor: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 21Se você não deixar o meu povo ir, eis que eu enviarei enxames de moscas sobre você, sobre os seus oficiais, sobre o seu povo e nas suas casas. As casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem. 22Naquele dia, separarei a terra de Gósen, onde mora o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e você saiba que eu sou o Senhor no meio desta terra. 23Farei distinção entre o meu povo e o seu povo; amanhã se dará este sinal.”

24Assim fez o Senhor, e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó, às casas dos seus oficiais e sobre toda a terra do Egito. E a terra ficou arruinada com estes enxames.

25Faraó chamou Moisés e Arão e disse:

— Vão e ofereçam sacrifícios ao seu Deus, mas sem sair desta terra.

26Moisés respondeu:

— Não convém que façamos assim porque ofereceríamos ao Senhor, nosso Deus, sacrifícios que são abomináveis aos egípcios. Se oferecermos tais sacrifícios diante dos seus olhos, não é verdade que eles nos apedrejarão? 27Temos de ir caminho de três dias ao deserto e ofereceremos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, como ele nos disser.

28Então Faraó disse:

— Eu os deixarei ir, para que ofereçam sacrifícios ao Senhor, seu Deus, no deserto. Só que vocês não devem ir muito longe. E orem também por mim.

29Moisés respondeu:

— Eis que saio da sua presença e orarei ao Senhor. Amanhã, estes enxames de moscas se afastarão de Faraó, dos seus oficiais e do seu povo. Só que Faraó não deve me enganar outra vez, não deixando o povo ir para que ofereça sacrifícios ao Senhor.

30Então Moisés saiu da presença de Faraó e orou ao Senhor. 31E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se afastaram de Faraó, dos seus oficiais e do seu povo; não ficou uma só mosca. 32Mas ainda desta vez Faraó endureceu o coração e não deixou o povo ir.

9

Quinta praga: peste nos animais

91O Senhor disse a Moisés:

— Apresente-se a Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 2Porque, se você se recusar a deixá-los ir e ainda por força quiser detê-los, 3eis que a mão do Senhor trará uma terrível peste sobre o seu rebanho, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre o gado e sobre as ovelhas. 4E o Senhor fará distinção entre os rebanhos de Israel e o rebanho do Egito, para que nada morra de tudo o que pertence aos filhos de Israel. 5O Senhor designou certo tempo, dizendo: ‘Amanhã o Senhor fará isto na terra.’”

6E o Senhor o fez no dia seguinte, e todo o rebanho dos egípcios morreu; porém, do rebanho dos israelitas, não morreu um único animal. 7Faraó mandou verificar, e eis que do rebanho de Israel não havia morrido nem um sequer. Mas o coração de Faraó se endureceu, e ele não deixou o povo ir.

Sexta praga: úlceras

8Então o Senhor disse a Moisés e a Arão:

— Peguem mãos cheias de cinza de um forno, e que Moisés atire essa cinza para o ar diante de Faraó. 9Ela se transformará em pó fino sobre toda a terra do Egito e em tumores que se arrebentem em úlceras nas pessoas e nos animais, por toda a terra do Egito.

10Eles pegaram cinza de um forno e se apresentaram a Faraó. Moisés atirou a cinza para o ar, e ela se transformou em tumores

9.10
Ap 16.2
que se arrebentavam em úlceras nas pessoas e nos animais. 11Os magos não puderam permanecer diante de Moisés, por causa dos tumores, porque havia tumores nos magos e em todos os egípcios. 12Porém o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moisés.

Sétima praga: chuva de pedras

13O Senhor disse a Moisés:

— Levante-se de manhã cedo, apresente-se a Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 14Pois desta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o seu coração, sobre os seus oficiais e sobre o seu povo, para que você saiba que em toda a terra não há ninguém que seja semelhante a mim. 15Pois eu já poderia ter estendido a mão para ferir você e o seu povo com peste, e você teria sido cortado da terra. 16Mas, em verdade, foi para isso que eu o mantive:

9.16
Rm 9.17
para mostrar a você o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. 17Você ainda vai se levantar contra o meu povo, para não deixá-lo ir? 18Eis que amanhã, por este tempo, farei cair uma forte chuva de pedras, como nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até hoje. 19Agora, pois, mande recolher o seu gado e tudo o que você tem no campo. Todas as pessoas e os animais que estiverem no campo e não forem levados para casa morrerão ao cair sobre eles a chuva de pedras.”

20Aqueles oficiais de Faraó que temiam a palavra do Senhor fizeram com que os seus servos e o seu gado fugissem para as casas; 21aqueles, porém, que não se importavam com a palavra do Senhor deixaram que os seus servos e o seu gado ficassem no campo.

22Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão para o céu, e cairá chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre as pessoas, sobre animais e sobre toda planta do campo na terra do Egito.

23E Moisés estendeu o seu bordão para o céu e o Senhor deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra. E o Senhor fez cair chuva de pedras sobre a terra do Egito. 24De maneira que havia chuva de pedras e fogo

9.24
Ap 8.7
16.21
misturado com a chuva de pedras tão grave, como nunca houve em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação. 25Por toda a terra do Egito a chuva de pedras destruiu tudo o que havia no campo, tanto pessoas como animais. A chuva de pedras destruiu também todas as plantas do campo e quebrou todas as árvores do campo. 26Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não houve chuva de pedras.

27Então Faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse:

— Desta vez pequei. O Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios. 28Orem ao Senhor, pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Eu os deixarei ir, e vocês não ficarão mais aqui.

29Moisés respondeu:

— Quando eu sair da cidade, estenderei as mãos ao Senhor. Os trovões cessarão, e já não haverá chuva de pedras, para que você saiba que a terra é do Senhor. 30Mas quanto a você e aos seus oficiais, eu sei que ainda não temem o Senhor Deus.

31O linho e a cevada foram destruídos, pois a cevada já estava na espiga e o linho estava em flor. 32Porém o trigo e o centeio não sofreram dano, porque ainda não haviam nascido.

33Moisés saiu da presença de Faraó e da cidade e estendeu as mãos ao Senhor. Cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais chuva sobre a terra. 34Quando Faraó viu que cessaram as chuvas, as pedras e os trovões, tornou a pecar e endureceu o coração, ele e os seus oficiais. 35E assim Faraó, de coração endurecido, não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito a Moisés.

10

Oitava praga: gafanhotos

101O Senhor disse a Moisés:

— Vá falar com Faraó, porque lhe endureci o coração e o coração de seus oficiais, para que eu faça estes meus sinais no meio deles, 2e para que você possa contar aos seus filhos e aos filhos de seus filhos como zombei dos egípcios e quantos sinais fiz no meio deles, e para que vocês saibam que eu sou o Senhor.

3Moisés e Arão apresentaram-se a Faraó e lhe disseram:

— Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Até quando você se recusará a humilhar-se diante de mim? Deixe o meu povo ir, para que me adore. 4Se você não deixar o meu povo ir, eis que amanhã trarei gafanhotos ao seu território. 5Eles cobrirão de tal maneira a face da terra que não será possível ver o chão. Comerão o restante que escapou, o que restou depois da chuva de pedras, e comerão todas as árvores que crescem no campo. 6Os gafanhotos encherão as suas casas, as casas de todos os seus oficiais e as casas de todos os egípcios, como nunca viram os seus pais, nem os seus antepassados desde o dia em que se estabeleceram na terra até o dia de hoje.”

Moisés virou-se e saiu da presença de Faraó. 7Então os oficiais de Faraó disseram:

— Até quando este homem será um perigo para nós? Deixe essa gente ir, para que adorem o Senhor, o Deus deles. Será que o rei ainda não sabe que o Egito está arruinado?

8Então Moisés e Arão foram conduzidos à presença de Faraó, e este lhes disse:

— Vão e adorem o Senhor, o seu Deus. Mas eu gostaria de saber quem são os que irão.

9Moisés respondeu:

— Iremos com os nossos jovens, com os nossos velhos, com os filhos, com as filhas, com os nossos rebanhos e com os nossos gados. Iremos, porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.

10Então Faraó disse:

— Que o Senhor esteja de fato com vocês, se eu permitir que vocês saiam e levem junto as crianças. Vejam, vocês têm más intenções. 11Mas não é assim que vai ser. Vão somente vocês, os homens, e adorem o Senhor, pois é isso o que vocês estão pedindo.

E os expulsaram da presença de Faraó.

12Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão sobre a terra do Egito, para que venham gafanhotos sobre a terra do Egito e comam toda a vegetação da terra, tudo o que a chuva de pedras não destruiu.

13Moisés estendeu o seu bordão sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento leste todo aquele dia e toda aquela noite. Quando amanheceu, o vento leste tinha trazido os gafanhotos. 14E os gafanhotos se espalharam por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território. Eram muito numerosos. Antes destes, nunca houve tantos gafanhotos, nem depois deles virão outros assim. 15Porque cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra se escureceu. Devoraram toda a vegetação da terra e todo fruto das árvores que a chuva de pedras não havia destruído. E não restou nada verde nas árvores, nem na vegetação do campo, em toda a terra do Egito.

10.12-15
Ap 9.2-3

16Então Faraó se apressou em chamar Moisés e Arão e lhes disse:

— Pequei contra o Senhor, seu Deus, e contra vocês. 17Agora peço que me perdoem o pecado ainda esta vez e que orem ao Senhor, seu Deus, para que tire de mim esta praga mortal.

18Moisés saiu da presença de Faraó e orou ao Senhor. 19Então o Senhor fez soprar um vento oeste muito forte, que levantou os gafanhotos e os lançou no mar Vermelho. Não restou um só gafanhoto em todo o território do Egito. 20O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

Nona praga: trevas

21Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão para o céu, e virão trevas

10.21
Ap 16.10
sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.

22Moisés estendeu a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito durante três dias. 23Os egípcios não podiam ver uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar durante três dias. Porém todos os filhos de Israel tinham claridade nas suas casas.

24Então Faraó chamou Moisés e lhe disse:

— Vão e adorem o Senhor. Fiquem somente os seus rebanhos e o seu gado; as crianças podem ir com vocês.

25Moisés respondeu:

— Então você teria de nos providenciar os animais para os sacrifícios e holocaustos que queremos oferecer ao Senhor, nosso Deus. 26Por isso os nossos rebanhos irão conosco. Nem um casco de animal ficará para trás, porque temos de escolher alguns para oferecer em sacrifício ao Senhor, nosso Deus. E, enquanto não chegarmos lá, não saberemos com que animais teremos de adorar o Senhor.

27O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não quis deixá-los ir. 28Faraó disse a Moisés:

— Saia da minha presença e tenha cuidado para nunca mais aparecer aqui. Porque, no dia em que você tornar a ver o meu rosto, será morto.

29Moisés respondeu:

— Como queira! Nunca mais tornarei a ver o seu rosto.