Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
7

71Então o Senhor disse a Moisés:

— Veja, eu o constituí como Deus sobre Faraó, e o seu irmão Arão será o seu profeta. 2Você falará tudo o que eu lhe ordenar e Arão, seu irmão, falará a Faraó, para que deixe sair da sua terra os filhos de Israel. 3Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais

7.3
At 7.36
e as minhas maravilhas. 4Faraó não vai ouvir vocês; e eu porei a mão sobre o Egito e farei sair os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes manifestações de juízo. 5Os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel.

6Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes havia ordenado, assim fizeram. 7Moisés tinha oitenta anos, e Arão, oitenta e três, quando falaram com Faraó.

8O Senhor falou a Moisés e a Arão:

9— Quando Faraó lhes disser: “Façam um milagre”, você, Moisés, dirá a Arão: “Pegue o seu bordão e jogue-o diante de Faraó”; e o bordão virará uma serpente.

10Então Moisés e Arão foram até Faraó e fizeram como o Senhor lhes havia ordenado. Arão jogou o seu bordão diante de Faraó e diante dos seus oficiais, e ele virou uma serpente. 11Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores, e eles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas.

7.11
2Tm 3.8
12Pois cada um deles jogou o seu bordão, e eles viraram serpentes; mas o bordão de Arão devorou os bordões deles. 13No entanto, o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Primeira praga: águas viram sangue

14O Senhor disse a Moisés:

— O coração de Faraó está obstinado. Ele não quer deixar o povo ir. 15Vá falar com Faraó pela manhã. Ele sairá às águas e você estará à espera dele na beira do rio. Leve o bordão que virou serpente 16e diga a Faraó: “O Senhor, o Deus dos hebreus, me enviou para dizer-lhe: ‘Deixe o meu povo ir, para que me adore no deserto.’ Mas até agora você não quis ouvir. 17Assim diz o Senhor: ‘Nisto você saberá que eu sou o Senhor: com este bordão que tenho na mão ferirei as águas do rio, e elas vão virar sangue.

7.17
Ap 16.4
18Os peixes que estão no rio vão morrer, o rio vai cheirar mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio.’”

19O Senhor disse ainda a Moisés:

— Diga a Arão que pegue o seu bordão e estenda a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que virem sangue. E haverá sangue em toda a terra do Egito, tanto nas vasilhas de madeira como nas de pedra.

20Moisés e Arão fizeram como o Senhor lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio virou sangue. 21Os peixes que estavam no rio morreram, o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. 22Porém os magos do Egito fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas, de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. 23Faraó virou-se e foi para casa, sem dar atenção ao que havia acontecido. 24Todos os egípcios cavaram junto ao rio para encontrar água para beber, pois das águas do rio não podiam beber. 25Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor feriu o rio.

8

Segunda praga: rãs

81Depois o Senhor disse a Moisés:

— Vá falar com Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 2Se você não quiser deixá-lo ir, eis que castigarei com rãs todo o seu território. 3O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em sua casa, no seu quarto de dormir, sobre a sua cama, nas casas dos seus oficiais, sobre o seu povo, nos seus fornos e nas suas amassadeiras. 4As rãs virão sobre você, sobre o seu povo e sobre todos os seus oficiais.”

5O Senhor disse ainda a Moisés:

— Diga a Arão que estenda a mão com o seu bordão sobre os rios, sobre os canais e sobre as lagoas e faça subir rãs sobre a terra do Egito.

6Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs e cobriram a terra do Egito. 7Então os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas e fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito.

8Faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse:

— Peçam ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; então deixarei que o povo vá e ofereça sacrifícios ao Senhor.

9Moisés disse a Faraó:

— Tenha a bondade de me dizer quando é que devo orar por você, pelos seus oficiais e pelo seu povo, para que as rãs sejam retiradas de você e das suas casas e fiquem somente no rio.

10Faraó respondeu:

— Amanhã.

Moisés disse:

— Seja conforme a sua palavra, para que você saiba que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus. 11As rãs se afastarão de você, das suas casas, dos seus oficiais e do seu povo; ficarão somente no rio.

12Então Moisés e Arão saíram da presença de Faraó. E Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs, conforme havia combinado com Faraó. 13E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés: morreram as rãs nas casas, nos pátios e nos campos. 14Os egípcios ajuntaram as rãs em montões e montões, e a terra cheirou mal. 15Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Terceira praga: piolhos

16O Senhor disse a Moisés:

— Diga a Arão que estenda o seu bordão e bata no pó da terra, para que se transforme em piolhos por toda a terra do Egito.

17Eles assim fizeram. Arão estendeu a mão com seu bordão e bateu no pó da terra, e houve muitos piolhos nas pessoas e no gado; todo o pó da terra se transformou em piolhos por toda a terra do Egito. 18E os magos fizeram o mesmo com as suas ciências ocultas para produzirem piolhos, mas não conseguiram. E havia piolhos nas pessoas e no gado. 19Então os magos disseram a Faraó:

— Isto é o dedo de Deus.

Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

Quarta praga: moscas

20O Senhor disse a Moisés:

— Levante-se de manhã cedo e apresente-se a Faraó. Eis que ele sairá às águas. Diga-lhe: Assim diz o Senhor: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 21Se você não deixar o meu povo ir, eis que eu enviarei enxames de moscas sobre você, sobre os seus oficiais, sobre o seu povo e nas suas casas. As casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem. 22Naquele dia, separarei a terra de Gósen, onde mora o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e você saiba que eu sou o Senhor no meio desta terra. 23Farei distinção entre o meu povo e o seu povo; amanhã se dará este sinal.”

24Assim fez o Senhor, e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó, às casas dos seus oficiais e sobre toda a terra do Egito. E a terra ficou arruinada com estes enxames.

25Faraó chamou Moisés e Arão e disse:

— Vão e ofereçam sacrifícios ao seu Deus, mas sem sair desta terra.

26Moisés respondeu:

— Não convém que façamos assim porque ofereceríamos ao Senhor, nosso Deus, sacrifícios que são abomináveis aos egípcios. Se oferecermos tais sacrifícios diante dos seus olhos, não é verdade que eles nos apedrejarão? 27Temos de ir caminho de três dias ao deserto e ofereceremos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, como ele nos disser.

28Então Faraó disse:

— Eu os deixarei ir, para que ofereçam sacrifícios ao Senhor, seu Deus, no deserto. Só que vocês não devem ir muito longe. E orem também por mim.

29Moisés respondeu:

— Eis que saio da sua presença e orarei ao Senhor. Amanhã, estes enxames de moscas se afastarão de Faraó, dos seus oficiais e do seu povo. Só que Faraó não deve me enganar outra vez, não deixando o povo ir para que ofereça sacrifícios ao Senhor.

30Então Moisés saiu da presença de Faraó e orou ao Senhor. 31E o Senhor fez conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se afastaram de Faraó, dos seus oficiais e do seu povo; não ficou uma só mosca. 32Mas ainda desta vez Faraó endureceu o coração e não deixou o povo ir.

9

Quinta praga: peste nos animais

91O Senhor disse a Moisés:

— Apresente-se a Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 2Porque, se você se recusar a deixá-los ir e ainda por força quiser detê-los, 3eis que a mão do Senhor trará uma terrível peste sobre o seu rebanho, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre o gado e sobre as ovelhas. 4E o Senhor fará distinção entre os rebanhos de Israel e o rebanho do Egito, para que nada morra de tudo o que pertence aos filhos de Israel. 5O Senhor designou certo tempo, dizendo: ‘Amanhã o Senhor fará isto na terra.’”

6E o Senhor o fez no dia seguinte, e todo o rebanho dos egípcios morreu; porém, do rebanho dos israelitas, não morreu um único animal. 7Faraó mandou verificar, e eis que do rebanho de Israel não havia morrido nem um sequer. Mas o coração de Faraó se endureceu, e ele não deixou o povo ir.

Sexta praga: úlceras

8Então o Senhor disse a Moisés e a Arão:

— Peguem mãos cheias de cinza de um forno, e que Moisés atire essa cinza para o ar diante de Faraó. 9Ela se transformará em pó fino sobre toda a terra do Egito e em tumores que se arrebentem em úlceras nas pessoas e nos animais, por toda a terra do Egito.

10Eles pegaram cinza de um forno e se apresentaram a Faraó. Moisés atirou a cinza para o ar, e ela se transformou em tumores

9.10
Ap 16.2
que se arrebentavam em úlceras nas pessoas e nos animais. 11Os magos não puderam permanecer diante de Moisés, por causa dos tumores, porque havia tumores nos magos e em todos os egípcios. 12Porém o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moisés.

Sétima praga: chuva de pedras

13O Senhor disse a Moisés:

— Levante-se de manhã cedo, apresente-se a Faraó e diga-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me adore. 14Pois desta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o seu coração, sobre os seus oficiais e sobre o seu povo, para que você saiba que em toda a terra não há ninguém que seja semelhante a mim. 15Pois eu já poderia ter estendido a mão para ferir você e o seu povo com peste, e você teria sido cortado da terra. 16Mas, em verdade, foi para isso que eu o mantive:

9.16
Rm 9.17
para mostrar a você o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. 17Você ainda vai se levantar contra o meu povo, para não deixá-lo ir? 18Eis que amanhã, por este tempo, farei cair uma forte chuva de pedras, como nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até hoje. 19Agora, pois, mande recolher o seu gado e tudo o que você tem no campo. Todas as pessoas e os animais que estiverem no campo e não forem levados para casa morrerão ao cair sobre eles a chuva de pedras.”

20Aqueles oficiais de Faraó que temiam a palavra do Senhor fizeram com que os seus servos e o seu gado fugissem para as casas; 21aqueles, porém, que não se importavam com a palavra do Senhor deixaram que os seus servos e o seu gado ficassem no campo.

22Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão para o céu, e cairá chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre as pessoas, sobre animais e sobre toda planta do campo na terra do Egito.

23E Moisés estendeu o seu bordão para o céu e o Senhor deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra. E o Senhor fez cair chuva de pedras sobre a terra do Egito. 24De maneira que havia chuva de pedras e fogo

9.24
Ap 8.7
16.21
misturado com a chuva de pedras tão grave, como nunca houve em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação. 25Por toda a terra do Egito a chuva de pedras destruiu tudo o que havia no campo, tanto pessoas como animais. A chuva de pedras destruiu também todas as plantas do campo e quebrou todas as árvores do campo. 26Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não houve chuva de pedras.

27Então Faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse:

— Desta vez pequei. O Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios. 28Orem ao Senhor, pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Eu os deixarei ir, e vocês não ficarão mais aqui.

29Moisés respondeu:

— Quando eu sair da cidade, estenderei as mãos ao Senhor. Os trovões cessarão, e já não haverá chuva de pedras, para que você saiba que a terra é do Senhor. 30Mas quanto a você e aos seus oficiais, eu sei que ainda não temem o Senhor Deus.

31O linho e a cevada foram destruídos, pois a cevada já estava na espiga e o linho estava em flor. 32Porém o trigo e o centeio não sofreram dano, porque ainda não haviam nascido.

33Moisés saiu da presença de Faraó e da cidade e estendeu as mãos ao Senhor. Cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais chuva sobre a terra. 34Quando Faraó viu que cessaram as chuvas, as pedras e os trovões, tornou a pecar e endureceu o coração, ele e os seus oficiais. 35E assim Faraó, de coração endurecido, não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito a Moisés.