Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
10

Oitava praga: gafanhotos

101O Senhor disse a Moisés:

— Vá falar com Faraó, porque lhe endureci o coração e o coração de seus oficiais, para que eu faça estes meus sinais no meio deles, 2e para que você possa contar aos seus filhos e aos filhos de seus filhos como zombei dos egípcios e quantos sinais fiz no meio deles, e para que vocês saibam que eu sou o Senhor.

3Moisés e Arão apresentaram-se a Faraó e lhe disseram:

— Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: “Até quando você se recusará a humilhar-se diante de mim? Deixe o meu povo ir, para que me adore. 4Se você não deixar o meu povo ir, eis que amanhã trarei gafanhotos ao seu território. 5Eles cobrirão de tal maneira a face da terra que não será possível ver o chão. Comerão o restante que escapou, o que restou depois da chuva de pedras, e comerão todas as árvores que crescem no campo. 6Os gafanhotos encherão as suas casas, as casas de todos os seus oficiais e as casas de todos os egípcios, como nunca viram os seus pais, nem os seus antepassados desde o dia em que se estabeleceram na terra até o dia de hoje.”

Moisés virou-se e saiu da presença de Faraó. 7Então os oficiais de Faraó disseram:

— Até quando este homem será um perigo para nós? Deixe essa gente ir, para que adorem o Senhor, o Deus deles. Será que o rei ainda não sabe que o Egito está arruinado?

8Então Moisés e Arão foram conduzidos à presença de Faraó, e este lhes disse:

— Vão e adorem o Senhor, o seu Deus. Mas eu gostaria de saber quem são os que irão.

9Moisés respondeu:

— Iremos com os nossos jovens, com os nossos velhos, com os filhos, com as filhas, com os nossos rebanhos e com os nossos gados. Iremos, porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.

10Então Faraó disse:

— Que o Senhor esteja de fato com vocês, se eu permitir que vocês saiam e levem junto as crianças. Vejam, vocês têm más intenções. 11Mas não é assim que vai ser. Vão somente vocês, os homens, e adorem o Senhor, pois é isso o que vocês estão pedindo.

E os expulsaram da presença de Faraó.

12Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão sobre a terra do Egito, para que venham gafanhotos sobre a terra do Egito e comam toda a vegetação da terra, tudo o que a chuva de pedras não destruiu.

13Moisés estendeu o seu bordão sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento leste todo aquele dia e toda aquela noite. Quando amanheceu, o vento leste tinha trazido os gafanhotos. 14E os gafanhotos se espalharam por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território. Eram muito numerosos. Antes destes, nunca houve tantos gafanhotos, nem depois deles virão outros assim. 15Porque cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra se escureceu. Devoraram toda a vegetação da terra e todo fruto das árvores que a chuva de pedras não havia destruído. E não restou nada verde nas árvores, nem na vegetação do campo, em toda a terra do Egito.

10.12-15
Ap 9.2-3

16Então Faraó se apressou em chamar Moisés e Arão e lhes disse:

— Pequei contra o Senhor, seu Deus, e contra vocês. 17Agora peço que me perdoem o pecado ainda esta vez e que orem ao Senhor, seu Deus, para que tire de mim esta praga mortal.

18Moisés saiu da presença de Faraó e orou ao Senhor. 19Então o Senhor fez soprar um vento oeste muito forte, que levantou os gafanhotos e os lançou no mar Vermelho. Não restou um só gafanhoto em todo o território do Egito. 20O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

Nona praga: trevas

21Então o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão para o céu, e virão trevas

10.21
Ap 16.10
sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.

22Moisés estendeu a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito durante três dias. 23Os egípcios não podiam ver uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar durante três dias. Porém todos os filhos de Israel tinham claridade nas suas casas.

24Então Faraó chamou Moisés e lhe disse:

— Vão e adorem o Senhor. Fiquem somente os seus rebanhos e o seu gado; as crianças podem ir com vocês.

25Moisés respondeu:

— Então você teria de nos providenciar os animais para os sacrifícios e holocaustos que queremos oferecer ao Senhor, nosso Deus. 26Por isso os nossos rebanhos irão conosco. Nem um casco de animal ficará para trás, porque temos de escolher alguns para oferecer em sacrifício ao Senhor, nosso Deus. E, enquanto não chegarmos lá, não saberemos com que animais teremos de adorar o Senhor.

27O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não quis deixá-los ir. 28Faraó disse a Moisés:

— Saia da minha presença e tenha cuidado para nunca mais aparecer aqui. Porque, no dia em que você tornar a ver o meu rosto, será morto.

29Moisés respondeu:

— Como queira! Nunca mais tornarei a ver o seu rosto.

11

Deus anuncia a décima praga

111O Senhor disse a Moisés:

— Trarei só mais uma praga sobre Faraó e sobre o Egito. Então ele os deixará sair daqui. E, quando deixar que vocês saiam, é certo que ele os expulsará totalmente. 2Fale, agora, aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho e que toda mulher peça à sua vizinha objetos de prata e de ouro.

3E o Senhor fez com que o seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios. Além disso, o próprio Moisés era homem famoso na terra do Egito, aos olhos dos oficiais de Faraó e aos olhos do povo.

4Moisés disse:

— Assim diz o Senhor: “Perto da meia-noite passarei pelo meio do Egito. 5E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até o primogênito da escrava que mói a farinha, e todo primogênito dos animais. 6Haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve antes, nem haverá jamais. 7Porém contra nenhum dos filhos de Israel, desde os homens até os animais, nem mesmo um cão rosnará, para que vocês saibam que o Senhor fez distinção entre os egípcios e os israelitas.”

8E Moisés continuou:

— Então todos esses seus oficiais descerão a mim e se inclinarão diante de mim, dizendo: “Saiam daqui, você e todo o povo que o segue.” E, depois disto, sairei.

E, enfurecido, Moisés se retirou da presença de Faraó. 9Então o Senhor disse a Moisés:

— Faraó não vai ouvir vocês, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.

10Moisés e Arão fizeram todas essas maravilhas diante de Faraó. Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não permitiu que os filhos de Israel saíssem da sua terra.

12

A instituição da Páscoa

121O Senhor disse a Moisés e a Arão na terra do Egito:

2— Este mês será para vocês o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. 6Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. 7Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem.

8— Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. 9Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. 10Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. 11É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor. 12Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e matarei na terra do Egito todos os primogênitos, tanto das pessoas como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor.

13— O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.

12.1-13
Lv 23.5
Nm 9.1-5
28.16
Dt 16.1-2
14Este dia lhes será por memorial, e vocês o celebrarão como festa ao Senhor; de geração em geração vocês celebrarão este dia por estatuto perpétuo.

A Festa dos Pães sem Fermento

15— Sete dias vocês comerão pães sem fermento. Logo no primeiro dia, tirem o fermento das suas casas, pois todo aquele que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até o sétimo dia, será eliminado de Israel. 16No primeiro dia vocês terão santa convocação, e também no sétimo dia terão santa convocação. Não façam nenhum trabalho nesses dias, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso poderão fazer. 17Guardem a Festa dos Pães sem Fermento, porque nesse mesmo dia tirei os exércitos de vocês da terra do Egito. Portanto, vocês guardarão este dia de geração em geração por estatuto perpétuo. 18Vocês comerão pães sem fermento desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, até a tarde do dia vinte e um do mesmo mês. 19Por sete dias, não se ache nenhum fermento em suas casas, porque todo aquele que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o estrangeiro como o natural da terra. 20Não comam nada que tenha fermento. Em todas as suas habitações, comam somente pães sem fermento.

12.14-20
Êx 23.15
34.18
Lv 23.6-8
Nm 28.17-25
Dt 16.3-8

A primeira Páscoa

21Moisés chamou todos os anciãos de Israel e lhes disse:

— Escolham e peguem cordeiros para as famílias de vocês, e matem esses animais para celebrar a Páscoa. 22Peguem ramos de hissopo, molhem no sangue que estiver na bacia e marquem a viga superior da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia. E que nenhum de vocês saia da porta da sua casa até pela manhã. 23Porque o Senhor passará para matar os egípcios. Quando, porém, enxergar o sangue na viga superior da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará por cima da porta e não permitirá que o Destruidor entre na casa de vocês para matá-los. 24Portanto, guardem isto por estatuto para vocês e para os seus filhos, para sempre. 25E, quando estiverem na terra que o Senhor lhes dará, como prometeu, observem este rito. 26Quando os seus filhos perguntarem: “Que rito é este?”, 27respondam: “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor,

12.27
Hb 11.28
que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando matou os egípcios e livrou as nossas casas.”

Então o povo se inclinou e adorou. 28E os filhos de Israel foram e fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés e Arão.

Décima praga: morte dos primogênitos

29Aconteceu que, à meia-noite, o Senhor matou todos os primogênitos

12.29
Êx 4.22-23
na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do prisioneiro que estava na cadeia, e todos os primogênitos dos animais. 30Faraó levantou-se de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e houve grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse um morto. 31Então, naquela mesma noite, Faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse:

— Levantem-se e saiam do meio do meu povo, vocês e os filhos de Israel! Vão e adorem o Senhor, como vocês disseram. 32Levem também com vocês as suas ovelhas e o seu gado, como vocês pediram. Vão embora e abençoem também a mim.

33Os egípcios insistiram com o povo para que saísse da terra o mais depressa possível, pois diziam:

— Todos vamos morrer.

34O povo pegou a sua massa de pão, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em trouxas com as suas roupas, sobre os ombros. 35Os filhos de Israel fizeram conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e roupas. 36E o Senhor fez com que o seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios.

12.35-36
Êx 3.21-22

A saída dos israelitas do Egito

37Assim, os filhos de Israel partiram de Ramessés para Sucote. Eram cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças. 38Saiu também com eles um misto de gente, ovelhas, gado, muitos animais. 39E assaram pães sem fermento da massa que levaram do Egito, pois a massa não tinha levedado, porque eles foram expulsos do Egito. Não puderam deter-se e não haviam preparado para si provisões.

40Ora, o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.

12.40
Gn 15.13
Gl 3.17
41Aconteceu que, ao final dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. 42Esta noite será dedicada ao Senhor, porque, nela, os tirou da terra do Egito. Esta é a noite do Senhor, que todos os filhos de Israel devem comemorar de geração em geração.

Instruções sobre a Páscoa

43O Senhor disse a Moisés e a Arão:

— Esta é a ordenança da Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela. 44Porém todo escravo comprado por dinheiro, depois de ser circuncidado, comerá da Páscoa. 45O estrangeiro e o assalariado não comerão dela. 46O cordeiro deverá ser comido numa só casa. Não levem nada da carne para fora da casa nem lhe quebrem osso nenhum.

12.46
Nm 9.12
Sl 34.20
Jo 19.36
47Toda a congregação de Israel o fará. 48Porém, se algum estrangeiro se hospedar com você e quiser celebrar a Páscoa do Senhor, que primeiro sejam circuncidadas todas as pessoas do sexo masculino; depois poderá observar a Páscoa, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. 49A mesma lei será aplicada ao natural da terra e ao estrangeiro que estiver entre vocês.

50Assim fizeram todos os filhos de Israel; como o Senhor havia ordenado a Moisés e a Arão, assim fizeram. 51Naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel do Egito, segundo os seus exércitos.