Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
6

Hamã é forçado a honrar Mordecai

61Naquela noite, o rei não pôde dormir. Então mandou buscar o Livro dos Feitos Memoráveis, que foi lido diante do rei. 2Achou-se escrito que Mordecai é quem havia denunciado Bigtã e Teres,

6.2
Et 2.21-22
os dois eunucos do rei, guardas da porta, que tinham planejado matar o rei Assuero. 3Então o rei perguntou:

— Que honras e distinções foram conferidas a Mordecai por ter feito isso?

Os servos do rei que o serviam responderam:

— Ele não recebeu nenhuma recompensa!

4O rei perguntou:

— Quem está no pátio?

Ora, Hamã tinha entrado no pátio exterior do palácio real, para pedir ao rei que Mordecai fosse pendurado na forca que ele, Hamã, lhe havia preparado. 5Os servos do rei lhe disseram:

— Hamã está no pátio.

Então o rei mandou que ele entrasse. 6Hamã entrou. E o rei lhe perguntou:

— O que você acha que deveria ser feito ao homem a quem o rei deseja honrar?

Então Hamã pensou assim: “A quem mais o rei poderia querer honrar a não ser a mim?” 7Por isso ele respondeu ao rei:

— Quanto ao homem a quem o rei gostaria de honrar, 8que sejam trazidos os trajes reais, que o rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado e sobre cuja cabeça tenha sido colocada uma coroa real. 9Que os trajes e o cavalo sejam entregues a um dos mais nobres oficiais do rei, para que se encarregue de vestir aquele a quem o rei deseja honrar. Depois, que o leve a cavalo pela praça da cidade, proclamando em voz alta: “É isto que se faz ao homem a quem o rei deseja honrar.”

10Então o rei disse a Hamã:

— Vá depressa, pegue os trajes e o cavalo, e faça com o judeu Mordecai tudo o que você falou. Ele está sentado junto à porta do rei. E não omita coisa nenhuma de tudo o que você falou.

11Hamã pegou os trajes e o cavalo, vestiu Mordecai, e o levou a cavalo pela praça da cidade, proclamando em voz alta: “É isto que se faz ao homem a quem o rei deseja honrar.”

12Depois disto, Mordecai voltou para a porta do rei, enquanto Hamã foi correndo para casa, angustiado e de cabeça coberta. 13Hamã contou a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo o que tinha acontecido com ele. Então os seus amigos, que eram sábios, e Zeres, sua mulher, disseram:

— Se Mordecai, diante do qual você já começou a cair, é da descendência dos judeus, você não conseguirá fazer nada contra ele. Você certamente será derrotado.

14Enquanto estes ainda falavam com ele, os eunucos do rei chegaram e, sem demora, levaram Hamã ao banquete que Ester havia preparado.

7

Ester denuncia Hamã

71O rei foi com Hamã ao banquete da rainha Ester. 2No segundo dia, durante o banquete do vinho, o rei perguntou a Ester:

— Qual é o seu pedido, rainha Ester? Você será atendida. O que você quer? Até a metade do reino lhe será dado.

3Então a rainha Ester disse:

— Se eu tiver obtido o seu favor, ó rei, e se for do agrado do rei, que a minha vida seja a resposta ao meu pedido e que, como desejo, eu possa ter o meu povo. 4Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para sermos destruídos, mortos e aniquilados de vez. Se ainda nos tivessem vendido como escravos e escravas, eu me calaria, pois não valeria a pena incomodar o rei por uma coisa dessas.

5Então o rei Assuero perguntou à rainha Ester:

— Quem é esse cujo coração o instigou a fazer uma coisa dessas? Onde está esse homem?

6Ester respondeu:

— O adversário e inimigo é este malvado Hamã.

Então Hamã ficou apavorado diante do rei e da rainha. 7O rei, no seu furor, se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio. Hamã, porém, ficou para rogar por sua vida à rainha Ester, pois viu que o mal contra ele já estava determinado pelo rei. 8Quando o rei voltou do jardim do palácio para a casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído sobre o divã em que se achava Ester. Então o rei disse:

— Será que ele queria desonrar a rainha diante de mim, aqui no meu palácio?

Quando o rei acabou de dizer estas palavras, cobriram o rosto de Hamã. 9Então Harbona, um dos eunucos que serviam o rei, disse:

— Eis que existe junto à casa de Hamã a forca de vinte e dois metros de altura que ele preparou para Mordecai, aquele que havia falado em defesa do rei.

Então o rei disse:

— Que ele seja enforcado nela!

10E assim enforcaram Hamã na forca que ele tinha preparado para Mordecai. Então o furor do rei se aplacou.

8

Os judeus são autorizados a resistir

81Naquele mesmo dia, o rei Assuero deu à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus. E Mordecai foi trazido à presença do rei, porque Ester revelou que ele era seu parente. 2O rei pegou o seu anel-sinete, que havia tomado de Hamã, e o deu a Mordecai. E Ester pôs Mordecai por administrador da casa de Hamã.

3Ester voltou a falar com o rei. Ela se lançou aos pés dele e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que ele havia arquitetado contra os judeus. 4O rei estendeu o cetro de ouro para Ester. Então ela se levantou, pôs-se em pé diante do rei 5e disse:

— Se for do agrado do rei, se eu achei favor diante dele, se isto parecer justo aos olhos do rei e se nisto lhe agrado, que se escreva uma ordem revogando os decretos concebidos por Hamã, filho de Hamedata, o agagita, os quais ele escreveu para aniquilar os judeus que se encontram em todas as províncias do rei. 6Pois como poderei ver a desgraça que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a destruição da minha parentela?

7Então o rei Assuero disse à rainha Ester e ao judeu Mordecai:

— Eis que dei a Ester a casa de Hamã, que foi pendurado numa forca, porque tinha planejado matar os judeus. 8E agora, em nome do rei, escrevam aos judeus o que bem lhes parecer e selem o documento com o anel-sinete do rei. Porque os decretos feitos em nome do rei e que foram selados com o seu anel-sinete não podem ser revogados.

9Então foram chamados imediatamente os secretários do rei, aos vinte e três dias do mês de sivã, que é o terceiro mês. E, segundo tudo o que Mordecai ordenou, foi redigido um decreto para os judeus, para os sátrapas, para os governadores e para os oficiais das províncias que se estendem da Índia até a Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada uma no seu próprio modo de escrever, e a cada povo na sua própria língua; e também aos judeus segundo o seu próprio modo de escrever e na sua própria língua. 10Escreveu-se em nome do rei Assuero, e se selou com o anel-sinete do rei. As cartas foram enviadas por meio de mensageiros montados em ginetes criados nas estrebarias do rei. 11Nas cartas, o rei permitia aos judeus de cada cidade que se reunissem e se organizassem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viesse contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens, 12num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de adar. 13Uma cópia da carta, que determinava a proclamação da lei em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que os judeus se preparassem para aquele dia,

8.13
Et 3.14
para se vingarem dos seus inimigos. 14Os mensageiros, montados em ginetes que se usavam no serviço do rei, partiram imediatamente, impelidos pela ordem do rei. E a lei foi publicada na cidadela de Susã.

15Então Mordecai saiu da presença do rei com trajes reais em azul-celeste e branco, com uma grande coroa de ouro e um manto de linho fino e púrpura. E a cidade de Susã exultou e se alegrou. 16Para os judeus houve felicidade, alegria, júbilo e honra. 17Também em cada província e em cada cidade aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e júbilo, banquetes e festas. E muitos que eram dos povos da terra se tornaram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.