Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
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Mordecai é odiado por Hamã

31Depois disto, o rei Assuero engrandeceu Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e lhe deu um cargo mais elevado do que o de todos os oficiais que estavam com ele. 2Todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam diante de Hamã, porque esta era a ordem do rei a respeito dele. Mordecai, porém, não se inclinava nem se prostrava. 3Então os servos do rei, que estavam à porta do rei, perguntaram a Mordecai:

— Por que você está transgredindo as ordens do rei?

4Dia após dia eles falavam com Mordecai, mas ele não lhes dava ouvidos. Então contaram isso a Hamã, para ver se as palavras de Mordecai se manteriam em pé, porque ele lhes tinha declarado que era judeu. 5Quando Hamã viu que Mordecai não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor. 6Porém julgou que era pouco, nos seus propósitos, atentar apenas contra Mordecai, porque lhe haviam declarado de que povo era Mordecai. Por isso, Hamã procurou destruir todos os judeus, povo de Mordecai, que havia em todo o reino de Assuero.

Hamã pretende matar todos os judeus

7No primeiro mês, que é o mês de nisã, no décimo segundo ano do reinado de Assuero, foi lançado o Pur, isto é, fizeram um sorteio na presença de Hamã, para determinar o dia e o mês; e foi sorteado o décimo segundo mês, que é o mês de adar. 8Então Hamã disse ao rei Assuero:

— Existe um povo espalhado e disperso entre os povos em todas as províncias do seu reino, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos. Eles não cumprem as leis do rei e por isso não convém tolerá-los. 9Se for do agrado do rei, decrete-se que sejam mortos, e eu porei nas mãos dos que executarem a obra trezentas e quarenta toneladas de prata, para que entrem nos tesouros do rei.

10Então o rei tirou da mão o seu anel-sinete e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, inimigo dos judeus, 11e lhe disse:

— Fique com essa prata e faça com esse povo o que bem quiser.

O rei decreta a morte dos judeus

12No dia treze do primeiro mês, chamaram os secretários do rei e, segundo tudo o que Hamã havia ordenado, se escreveu aos sátrapas do rei, aos governadores de todas as províncias e aos chefes de cada povo. A ordem devia ser endereçada a cada província no seu próprio modo de escrever e a cada povo na sua própria língua. Foi escrita em nome do rei Assuero e selada com o anel-sinete do rei. 13As cartas foram enviadas por meio de mensageiros a todas as províncias do rei, com instruções para que num só dia, o dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de adar, todos os judeus, tanto os jovens como os velhos, as mulheres e as crianças, fossem destruídos, mortos e aniquilados, e que os seus bens fossem saqueados. 14Uma cópia da carta, que determinava a proclamação da lei em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que se preparassem para aquele dia.

15Os mensageiros, impelidos pela ordem do rei, partiram imediatamente. E a lei foi proclamada na cidadela de Susã. O rei Assuero e Hamã se assentaram para beber, mas a cidade de Susã estava perplexa.

4

Ester promete interceder pelo seu povo

41Quando Mordecai soube tudo o que havia passado, rasgou as suas roupas, se cobriu de pano de saco e de cinza, e saiu pela cidade, clamando em alta voz e soltando gritos de amargura. 2Chegou até a porta do rei, porque ninguém vestido de pano de saco podia entrar pela porta do rei. 3Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, choro e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza.

4Então as servas de Ester e os eunucos vieram e contaram a ela o que se passava. A rainha ficou muito aflita. Mandou roupas para que Mordecai pudesse tirar a vestimenta de pano de saco e se vestisse, mas ele não aceitou. 5Então Ester chamou Hataque, um dos eunucos do rei, que este tinha escolhido para a servir, e lhe ordenou que fosse a Mordecai para saber o que se passava e por que ele estava fazendo aquilo. 6Hataque foi até a praça da cidade para encontrar-se com Mordecai junto à porta do rei. 7Mordecai contou tudo o que havia acontecido com ele. Disse também a quantia certa de prata que Hamã tinha prometido pagar aos tesouros do rei pelo aniquilamento dos judeus. 8Também lhe deu uma cópia do decreto escrito que havia sido publicado em Susã, ordenando a destruição dos judeus. Mordecai pediu a Hataque que mostrasse a cópia a Ester e a pusesse a par de tudo, a fim de que ela fosse falar com o rei e lhe pedisse misericórdia e, na sua presença, lhe suplicasse pelo povo dela.

9Hataque voltou e transmitiu a Ester as palavras de Mordecai. 10Então Ester falou com Hataque e mandou que ele entregasse a seguinte mensagem a Mordecai: 11“Todos os servos do rei e o povo das províncias do rei sabem que, para qualquer homem ou mulher que, sem ser chamado, entrar no pátio interior para falar com o rei, não há outra sentença que não a de morte, a não ser que o rei estenda para essa pessoa o cetro de ouro, para que viva. E eu, nestes trinta dias, não fui chamada para comparecer diante do rei.”

12Estas palavras de Ester foram transmitidas a Mordecai. 13Então Mordecai pediu que respondessem a Ester: “Não pense que, por estar no palácio real, você será a única, entre todos os judeus, que conseguirá escapar. 14Porque, se você ficar calada agora, de outro lugar virá socorro e livramento para os judeus, mas você e a casa de seu pai perecerão. Mas quem sabe se não foi para uma conjuntura como esta que você foi elevada à condição de rainha?”

15Então Ester pediu que levassem a Mordecai a seguinte resposta: 16“Vá e reúna todos os judeus que estiverem em Susã, e jejuem por mim. Não comam nem bebam nada durante três dias, nem de noite nem de dia. Eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei falar com o rei, ainda que seja contra a lei; se eu tiver de morrer, morrerei.”

17Então Mordecai foi e fez tudo o que Ester lhe havia ordenado.

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Ester convida o rei e Hamã para um banquete

51No terceiro dia, Ester se aprontou com os seus trajes reais e se pôs no pátio interior do palácio real, em frente à residência do rei. O rei estava sentado no seu trono real, voltado para a porta da residência. 2Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, ela alcançou favor diante dele,

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Et 2.17
e o rei estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão. Ester se aproximou e tocou na ponta do cetro. 3Então o rei perguntou:

— O que é que você tem, rainha Ester? Qual é o seu pedido? Até a metade do reino lhe será dado.

4Ester respondeu:

— Se for do seu agrado, venha hoje com Hamã ao banquete que preparei para o rei.

5Então o rei disse:

— Peçam a Hamã que venha depressa, para que possamos atender ao pedido de Ester.

Assim, o rei e Hamã foram ao banquete que Ester havia preparado. 6Enquanto bebiam vinho, o rei disse a Ester:

— Qual é o seu pedido? Peça, e lhe será dado. O que você quer? Será dado, mesmo que seja metade do reino.

7Ester respondeu:

— Meu pedido e o meu desejo são o seguinte: 8se achei favor diante do rei, e se for do agrado do rei conceder o meu pedido e cumprir o meu desejo, então que o rei venha com Hamã ao banquete que vou preparar para eles amanhã. Então farei o pedido que o rei me concede.

9Naquele dia, Hamã saiu alegre e animado. Mas ficou furioso ao encontrar Mordecai junto à porta do rei e ver que ele não se levantava nem tremia diante dele. 10Porém Hamã se conteve e foi para casa. Depois mandou vir os seus amigos e Zeres, sua mulher. 11Hamã falou sobre a glória das suas riquezas, a multidão de seus filhos, tudo em que o rei o tinha engrandecido e como o tinha exaltado sobre os oficiais e servos do rei. 12E Hamã acrescentou:

— A própria rainha Ester a ninguém mais convidou para vir com o rei ao banquete que tinha preparado, a não ser a mim. E também para amanhã estou convidado por ela, juntamente com o rei. 13Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mordecai sentado junto à porta do rei.

14Então Zeres, a mulher de Hamã, e todos os amigos dele disseram:

— Mande fazer uma forca de vinte e dois metros de altura e, pela manhã, diga ao rei que nela enforquem Mordecai. Então vá alegre com o rei ao banquete.

A sugestão foi bem-aceita por Hamã, que mandou levantar a forca.