Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
10

A excelência da sabedoria

101Assim como a mosca morta

faz o óleo do perfumador

exalar mau cheiro,

assim também uma pequena tolice

pode ter mais peso

do que a sabedoria e a honra.

2O coração do sábio

se inclina para o bem,

mas o coração do tolo

se inclina para o mal.

3Quando o tolo vai pelo caminho,

falta-lhe o entendimento;

e, assim, mostra a todos

que é mesmo um tolo.

10.3
Pv 13.16

4Se aquele que governa

ficar indignado contra você,

não deixe o seu lugar,

porque o ânimo sereno

acalma grandes ofensas.

10.4
Pv 25.15

5Ainda há um mal que vi debaixo do sol, um erro cometido pelos que governam: 6os tolos colocados em muitos postos elevados, enquanto os ricos ocupam os postos inferiores. 7Vi servos andando a cavalo e príncipes andando a pé como se fossem servos.

10.7
Pv 19.10

8Quem abre uma cova

acaba caindo nela,

10.8
Pv 26.27

e quem arromba um muro

será mordido por uma cobra.

9Quem arranca pedras

será ferido por elas,

e o que racha lenha

se expõe ao perigo.

10Se o machado está embotado

e ninguém o afia,

é preciso redobrar a força;

mas com sabedoria

se obtém êxito.

11Se a cobra morder

antes de estar encantada,

de nada adianta

o trabalho do encantador.

12As palavras do sábio

lhe trazem favor,

mas o tolo é destruído

pelo que diz;

10.12
Pv 18.7

13as primeiras palavras

de sua boca são tolice,

e as últimas, loucura perversa.

14O tolo multiplica as palavras,

mas o ser humano não sabe

o que vai acontecer.

Quem poderá lhe dizer

o que será depois dele?

10.14
Ec 6.12
8.7

15O trabalho do tolo o fatiga,

pois nem sabe ir à cidade.

16Ai de você, ó terra

cujo rei é criança

e cujos príncipes se banqueteiam

já de manhã.

17Feliz é você, ó terra

cujo rei é filho de nobres

e cujos príncipes se sentam

à mesa a seu tempo

para refazer as forças

e não para se embriagar.

18Por causa da preguiça

o teto desaba,

e por causa dos braços cruzados

a casa tem goteiras.

19As festas são feitas para rir,

o vinho alegra a vida,

e o dinheiro dá conta de tudo.

20Nem em pensamento

fale mal do rei,

e não fale mal do rico

nem mesmo quando você

estiver sozinho em seu quarto,

porque as aves do céu

poderiam levar a sua voz,

e o que tem asas

poderia contar

o que você falou.

11

A conduta prudente do sábio

111Lance o seu pão sobre as águas,

porque depois de muitos dias

você o achará.

2Reparta com sete

e até mesmo com oito,

porque você não sabe

que mal sobrevirá à terra.

3Se as nuvens estão cheias,

derramam chuva sobre a terra;

se uma árvore cair para o sul

ou para o norte,

no lugar em que cair, aí ficará.

4Quem somente observa o vento

nunca semeará,

e o que olha para as nuvens

nunca fará a colheita.

5Assim como você não conhece o caminho do vento, nem sabe como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não entende as obras de Deus, que faz todas as coisas.

11.5
Ec 8.17
6Semeie a sua semente de manhã e à tarde não fique de braços cruzados, porque você não sabe qual irá prosperar: se esta, se aquela ou se ambas serão igualmente boas. 7Doce é a luz, e agradável aos olhos é ver o sol. 8Mesmo que alguém viva muitos anos, deve alegrar-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, que serão muitos, e que tudo o que virá é vaidade.

A mocidade

9Alegre-se, jovem, na sua mocidade, e que o seu coração lhe dê muita alegria nos dias da sua juventude. Ande nos caminhos que satisfazem ao seu coração e agradam aos seus olhos; saiba, porém, que de todas estas coisas Deus lhe pedirá contas. 10Afaste do seu coração a mágoa e remova de seu corpo a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.

12

A velhice

121Lembre-se do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que venham os dias maus, e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho neles prazer.” 2Lembre-se do Criador antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas, e as nuvens voltem depois da chuva. 3Lembre-se dele antes do dia em que tremerem os guardas da casa, os seus braços, e se curvarem os homens que no passado eram fortes, as suas pernas, e cessarem os moedores da sua boca, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas, os seus olhos. 4Faça isso antes que as portas da rua se fechem e o ruído das pedras do moinho se torne difícil de ouvir; quando você se levantar à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, começarem a desaparecer; 5quando você tiver medo do que é alto e se espantar no caminho; quando florescer como a amendoeira, e o gafanhoto lhe for um peso; e quando você perder o apetite. Porque o ser humano vai à morada eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça. 6Lembre-se do seu Criador, antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, 7e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu.

8Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.

Conclusão

9O Pregador, além de sábio, ainda ensinou ao povo o conhecimento; e, atentando e examinando, compôs muitos provérbios. 10O Pregador procurou achar palavras agradáveis e escrever com retidão palavras de verdade. 11As palavras dos sábios são como aguilhões, e as coleções de sentenças são como pregos bem-fixados; elas provêm de um único Pastor.

12Além do mais, meu filho, leve em conta o seguinte: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

12.12
Ec 1.18

13De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os seus mandamentos,

12.13
Ec 5.7
Dt 10.12
porque isto é o dever de cada pessoa. 14Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.