Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
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Paulo em Corinto

181Depois disso, deixando Atenas, Paulo foi a Corinto. 2Lá, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila,

18.2
At 18.18,26
Rm 16.3
1Co 16.19
2Tm 4.19
sua mulher, porque o imperador Cláudio havia decretado que todos os judeus deviam sair de Roma. Paulo aproximou-se deles. 3E, como tinham o mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava.
18.3
1Co 4.12
1Ts 2.9
O ofício deles era fazer tendas. 4E todos os sábados Paulo falava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos.

5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que Jesus é o Cristo. 6Como eles se opuseram e blasfemaram, Paulo sacudiu as roupas e disse-lhes:

— Que o sangue de vocês caia sobre a cabeça de vocês! Eu estou limpo dele e, a partir de agora, vou para os gentios.

7Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa dele ficava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, creram e foram batizados.

9Certa noite Paulo teve uma visão em que o Senhor lhe disse:

— Não tenha medo! Pelo contrário, fale e não fique calado, 10porque eu estou com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

11Assim, Paulo permaneceu em Corinto um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

Paulo diante de Gálio

12Quando Gálio era procônsul da Acaia, os judeus, de comum acordo, se levantaram contra Paulo e o levaram ao tribunal, 13dizendo:

— Este homem quer persuadir as pessoas a adorar a Deus de um modo contrário à lei.

14Quando Paulo ia falar, Gálio disse aos judeus:

— Se fosse, de fato, alguma injustiça ou crime de maior gravidade, ó judeus, eu teria motivo para acolher a queixa que vocês estão trazendo. 15Mas como é uma questão de palavras, de nomes e da própria lei de vocês, resolvam isso vocês mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas!

16E os expulsou do tribunal. 17Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e começaram a espancá-lo diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas.

O final da segunda viagem missionária de Paulo

18Paulo ficou ainda muitos dias em Corinto. Por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áquila. Antes de embarcar, rapou a cabeça

18.18
Nm 6.18
em Cencreia, porque tinha feito um voto. 19Quando chegaram a Éfeso, Paulo deixou ali Priscila e Áquila. Ele, porém, entrando na sinagoga, pregava aos judeus. 20Pediram-lhe que ficasse mais algum tempo, mas Paulo não quis. 21Ao se despedir, disse:

— Se Deus quiser, virei visitá-los outra vez.

E, embarcando, partiu de Éfeso. 22Chegando a Cesareia, foi logo para Jerusalém. E, tendo saudado a igreja, seguiu para Antioquia. 23Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frígia, fortalecendo todos os discípulos.

A terceira viagem missionária de Paulo. Apolo em Éfeso

24Nesse meio-tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. 25Ele era instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João. 26Apolo começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram falar, levaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus. 27Quando ele resolveu percorrer a Acaia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos para que o recebessem bem. Tendo chegado, Apolo auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido; 28porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que Jesus é o Cristo.

19

Paulo em Éfeso

191Aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso. Encontrando ali alguns discípulos, 2perguntou-lhes:

— Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?

Ao que eles responderam:

— Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo.

3Paulo perguntou:

— Então que batismo vocês receberam?

Eles responderam:

— O batismo de João.

4Paulo explicou:

— João realizou batismo

19.4
Mt 3.11
Mc 1.4,7-8
Lc 3.4,16
Jo 1.26-27
de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, a saber, em Jesus.

5Eles, tendo ouvido isto, foram batizados no nome do Senhor Jesus. 6E, quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e tanto falavam em línguas como profetizavam. 7Eram, ao todo, uns doze homens.

8Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, discutindo e persuadindo a respeito do Reino de Deus. 9Mas como alguns deles se mostravam teimosos e descrentes, falando mal do Caminho

19.9
At 9.2
diante da multidão, Paulo se afastou deles. E, levando consigo os discípulos, passou a falar diariamente na escola de Tirano. 10Paulo fez isso durante dois anos, de modo que todos os habitantes da província da Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos.

Os filhos de Ceva

11Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, 12a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal,

19.12
At 5.15
diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam. 13E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas possuídas de espíritos malignos, dizendo:

— Ordeno que saiam pelo poder de Jesus, a quem Paulo prega.

14Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. 15Mas o espírito maligno lhes respondeu:

— Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são?

16E o possuído do espírito maligno saltou sobre eles, dominando a todos e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, nus e feridos, fugiram daquela casa. 17Este fato chegou ao conhecimento de todos os moradores de Éfeso, tanto judeus como gregos. Veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. 18Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. 19Também muitos dos que haviam praticado magia, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculado o valor dos livros, verificaram que chegava a cinquenta mil denários.19.19 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho 20Assim, a palavra do Senhor crescia

19.20
At 6.7
12.24
e prevalecia poderosamente.

Paulo envia Timóteo e Erasto para a Macedônia

21Depois destas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia. Ele dizia:

— Depois de passar por Jerusalém, preciso ir também a Roma.

22Tendo enviado à Macedônia dois daqueles que o ajudavam, a saber, Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo na província da Ásia.

O tumulto em Éfeso

23Por esse tempo, houve grande tumulto em Éfeso por causa do Caminho.

19.23
At 9.2
19.9
24Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia modelos de prata do templo de Diana e que dava muito lucro aos artífices, 25convocando-os juntamente com outros do mesmo ofício, disse-lhes:

— Senhores, vocês sabem que a nossa prosperidade vem deste ofício. 26E agora vocês estão vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a província da Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando que os deuses feitos por mãos humanas não são deuses de verdade.

19.26
Sl 115.4
Is 44.10
27Não somente há o perigo de que o nosso negócio caia em descrédito, como também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja considerado sem valor, e que até venha a ser destruída a majestade daquela que toda a província da Ásia e o mundo adoram.

28Ouvindo isto, ficaram furiosos e começaram a gritar:

— Grande é a Diana dos efésios!

29A confusão se espalhou pela cidade, e todos juntos foram correndo para o teatro, arrastando consigo os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. 30Quando Paulo quis apresentar-se ao povo, os discípulos não o permitiram. 31Também algumas autoridades da província, que eram amigos de Paulo, mandaram um recado, pedindo que ele não se arriscasse indo ao teatro. 32Uns, pois, gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembleia tinha virado uma confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos. 33Então tiraram Alexandre do meio da multidão, e os judeus o empurraram para a frente. Este, acenando com a mão, queria falar ao povo. 34Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos, a uma voz, gritaram durante quase duas horas:

— Grande é a Diana dos efésios!

35O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse:

— Senhores efésios, quem não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu do céu? 36Ora, não podendo isto ser contestado, convém que vocês se mantenham calmos e não façam nada de forma precipitada; 37porque estes homens que vocês trouxeram para cá não profanaram o templo, nem blasfemam contra a nossa deusa. 38Portanto, se Demétrio e os artífices que o acompanham têm alguma queixa contra alguém, saibam que existem os tribunais e os procônsules; que se acusem uns aos outros ali. 39Mas, se vocês estão pleiteando alguma outra coisa, isso será decidido em assembleia regular. 40Porque também corremos o risco de sermos, hoje, acusados de revolta, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento.

41E, havendo dito isto, dissolveu a assembleia.

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De novo, Paulo visita a Macedônia e a Grécia

201Cessado o tumulto, Paulo mandou chamar os discípulos e, tendo-os encorajado, despediu-se e foi para a Macedônia. 2Havendo atravessado aquelas terras, fortalecendo os discípulos com muitas exortações, dirigiu-se para a Grécia, 3onde se demorou três meses. Quando estava para embarcar rumo à Síria, houve uma conspiração por parte dos judeus contra ele. Então decidiu voltar pela Macedônia. 4Acompanharam-no Sópatro, de Bereia, filho de Pirro; Aristarco e Secundo, de Tessalônica; Gaio, de Derbe; Timóteo; e também Tíquico e Trófimo, da província da Ásia. 5Estes nos precederam, ficando à nossa espera em Trôade. 6Depois dos dias dos pães sem fermento, navegamos de Filipos e, em cinco dias, nos encontramos com eles em Trôade, onde passamos uma semana.

Paulo em Trôade

7No primeiro dia da semana, nós nos reunimos a fim de partir o pão. Paulo, que pretendia viajar no dia seguinte, falava aos irmãos e prolongou a mensagem até a meia-noite. 8Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos. 9Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante a prolongada mensagem de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo. Quando o levantaram, estava morto. 10Mas Paulo desceu, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse:

— Não fiquem alvoroçados, pois ele está vivo.

11Subindo de novo, Paulo partiu o pão e comeu. E lhes falou ainda muito tempo até o amanhecer. E, assim, partiu. 12Então conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados.

Paulo embarca em Assôs e vai para Mileto

13Nós, porém, prosseguindo, embarcamos e navegamos para Assôs, onde devíamos receber Paulo, porque assim nos havia sido determinado, devendo ele ir por terra. 14Quando se reuniu conosco em Assôs, nós o recebemos a bordo e fomos a Mitilene. 15Dali, navegando, no dia seguinte passamos diante de Quios. Levamos mais um dia até Samos e, um dia depois, chegamos a Mileto. 16Paulo já tinha resolvido não aportar em Éfeso, pois não queria demorar-se na província da Ásia. Ele tinha pressa, pois queria, caso lhe fosse possível, passar o dia de Pentecostes em Jerusalém.

Em Mileto, Paulo fala aos presbíteros da igreja de Éfeso

17De Mileto, Paulo enviou uma mensagem a Éfeso, pedindo aos presbíteros da igreja que se encontrassem com ele. 18E, quando chegaram, Paulo lhes disse:

— Vocês sabem como me conduzi entre vocês em todo o tempo, desde o primeiro dia em que entrei na província da Ásia, 19servindo o Senhor com toda a humildade, com lágrimas e com as provações que me sobrevieram pelas ciladas dos judeus. 20Vocês sabem que jamais deixei de anunciar o que fosse proveitoso e de ensinar isso a vocês publicamente e também de casa em casa, 21testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. 22E, agora, impelido pelo Espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali vai me acontecer, 23exceto que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que prisões e sofrimentos estão à minha espera. 24Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira

20.24
2Tm 4.7
e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.

25— E agora eu sei que todos vocês, em cujo meio passei pregando o Reino, não mais verão o meu rosto. 26Portanto, no dia de hoje testifico diante de vocês que estou limpo do sangue de todos, 27porque jamais deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus.

20.27
At 20.20
28Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho no qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem
20.28
1Pe 5.2-3
a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.
20.28
Ef 1.7
1Pe 1.19
29Eu sei que, depois da minha partida, aparecerão no meio de vocês lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. 30E que até mesmo entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás de si.
20.30
2Pe 2.1
31Portanto, vigiem, lembrando que, durante três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês.

32— Agora, pois, eu os entrego aos cuidados de Deus e à palavra da sua graça, que tem poder para edificá-los e dar herança entre todos os que são santificados. 33De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem roupas; 34vocês mesmos sabem que estas minhas mãos serviram para o que era necessário a mim e aos que estavam comigo. 35Em tudo tenho mostrado a vocês que, trabalhando assim, é preciso socorrer os necessitados e lembrar das palavras do próprio Senhor Jesus: “Mais bem-aventurado é dar do que receber.”

Paulo ora com eles

36Tendo dito isso, ajoelhando-se, Paulo orou com todos eles. 37Então houve grande pranto entre todos, e, abraçando Paulo, o beijavam, 38entristecidos especialmente pela palavra que ele tinha dito: que não mais veriam o seu rosto.

20.38
At 20.25
E eles o acompanharam até o navio.

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