Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
5

Naamã é curado de lepra

51Naamã,

5.1
Lc 4.27
comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por meio dele o Senhor tinha dado a vitória à Síria. Ele era herói de guerra, porém sofria de lepra.

2Tropas saíram da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Um dia a menina disse à sua senhora:

— Quem dera o meu senhor estivesse na presença do profeta que está em Samaria; ele o curaria da sua lepra.

4Então Naamã foi contar isso ao seu senhor, dizendo:

— Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel.

5O rei da Síria respondeu:

— Vá! Eu enviarei uma carta ao rei de Israel.

Então Naamã partiu e levou consigo trezentos e quarenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupa. 6Levou também ao rei de Israel a carta, que dizia: “Tão logo esta carta chegar a você, saiba que eu lhe enviei Naamã, meu servo, para que você o cure da sua lepra.”

7Quando o rei de Israel acabou de ler a carta, rasgou as suas roupas em sinal de medo e disse:

— Por acaso sou Deus, com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Como vocês podem notar e ver, ele está procurando um pretexto contra mim.

5.7
1Rs 20.7

8Mas, quando Eliseu, homem de Deus, ouviu que o rei de Israel havia rasgado as suas roupas, mandou dizer ao rei:

— Por que o senhor rasgou as suas roupas? Deixe-o vir a mim, e ele saberá que há profeta em Israel.

9Então Naamã foi com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo:

— Vá e lave-se sete vezes no Jordão, e a sua carne será restaurada, e você ficará limpo.

11Mas Naamã ficou indignado e se foi, dizendo:

— Eu pensava que ele certamente sairia para falar comigo, ficaria em pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, passaria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. 12Por acaso não são Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que eu não poderia me lavar neles e ficar limpo?

Deu meia-volta e foi embora muito irritado. 13Então os seus oficiais se aproximaram e lhe disseram:

— Meu pai, se o profeta tivesse dito alguma coisa difícil, por acaso o senhor não faria? Muito mais agora que ele apenas disse: “Lave-se e você ficará limpo.”

14Então Naamã desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua pele se tornou como a pele de uma criança, e ficou limpo.

15Depois ele voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva. Veio, pôs-se diante dele e disse:

— Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, a não ser em Israel.

5.15
1Sm 17.46
E agora, por favor, aceite um presente deste seu servo.

16Porém ele respondeu:

— Tão certo como vive o Senhor, em cuja presença estou, não aceitarei nada.

Naamã insistiu com ele para que aceitasse, mas ele recusou. 17Então Naamã disse:

— Se você não quer, então peço que seja permitido a este seu servo levar duas mulas carregadas de terra; porque este seu servo nunca mais oferecerá holocausto nem sacrifício a outros deuses, a não ser ao Senhor. 18Mas que o Senhor Deus perdoe o seu servo uma coisa: quando meu senhor, o rei, entrar no templo de Rimom para ali adorar, e ele se encostar no meu braço, e eu também tiver de me encurvar no templo de Rimom, quando assim me prostrar no templo de Rimom, que o Senhor Deus perdoe este seu servo por isso.

19Eliseu lhe disse:

— Vá em paz.

Geazi é atacado de lepra

Quando Naamã tinha se afastado certa distância, 20Geazi,

5.20
2Rs 4.12,31,36
o servo de Eliseu, homem de Deus, disse consigo:

— Eis que meu senhor foi generoso demais com este sírio Naamã, recusando o que ele trazia. Mas, tão certo como vive o Senhor, vou correr atrás dele e receberei dele alguma coisa.

21Então Geazi correu atrás de Naamã. Quando Naamã viu que alguém vinha correndo atrás dele, saltou da carruagem para ir ao encontro dele. Então perguntou:

— Está tudo bem?

22Ele respondeu:

— Sim, tudo bem. Meu senhor me mandou dizer: “Eis que agora mesmo vieram da região montanhosa de Efraim dois jovens que fazem parte do grupo dos discípulos dos profetas. Por favor, dê-lhes trinta e quatro quilos de prata e duas mudas de roupa.”

23Naamã disse:

— Tenha a bondade de levar sessenta e oito quilos.

Insistiu com ele e amarrou sessenta e oito quilos de prata em dois sacos e duas mudas de roupa. Pôs isso sobre os ombros de dois dos seus servos, para que o levassem à frente de Geazi. 24Quando ele chegou à colina, pegou os sacos que os servos traziam e os depositou na casa. Então despediu aqueles homens, que se foram. 25Ele, porém, entrou e se pôs diante de seu senhor. Eliseu perguntou:

— De onde você vem, Geazi?

Ele respondeu:

— Este seu servo não foi a lugar nenhum.

26Porém Eliseu disse:

— Você acha que eu não estava com você em espírito quando aquele homem voltou da sua carruagem, para encontrar-se com você? Será que esta era a ocasião para você aceitar prata e aceitar roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? 27Portanto, a lepra de Naamã se pegará a você e à sua descendência para sempre.

E Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, branco como a neve.

6

Eliseu faz flutuar um machado

61Os discípulos dos profetas disseram a Eliseu:

— Eis que o lugar em que moramos com o senhor é pequeno demais para nós. 2Vamos até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós uma viga e construamos um lugar para morar.

Ele respondeu:

— Vão.

3Mas um deles disse:

— Tenha a bondade de ir com estes seus servos.

Eliseu disse:

— Eu irei.

4E foi com eles. Quando chegaram ao Jordão, cortaram madeira. 5Aconteceu que, enquanto um deles derrubava um tronco, o machado caiu na água. Ele gritou:

— Ai! Meu senhor! O machado era emprestado.

6O homem de Deus perguntou:

— Onde caiu?

Ele mostrou-lhe o lugar. Então Eliseu cortou um galho, jogou-o na água naquele lugar, e fez o ferro flutuar. 7Então disse:

— Pegue-o.

O homem estendeu a mão e o pegou.

A ação de Eliseu na guerra contra os sírios

8O rei da Síria estava em guerra contra Israel. E, em conselho com os seus oficiais, disse:

— Em tal e tal lugar estará o meu acampamento.

9Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel:

— Evite passar por tal lugar, porque os sírios estão descendo para ali.

10O rei de Israel enviou tropas ao lugar de que o homem de Deus lhe havia falado e de que o tinha avisado, e, assim, se salvou mais do que uma ou duas vezes.

11O rei da Síria ficou angustiado com este incidente. Então chamou os seus servos e perguntou:

— Vocês não vão me dizer quem dos nossos está do lado do rei de Israel?

12Um dos servos respondeu:

— Ninguém, ó rei, meu senhor. Mas o profeta Eliseu, que está em Israel, conta ao rei de Israel as palavras que o senhor fala no seu quarto de dormir.

13Então o rei disse:

— Vão e descubram onde ele está, para que eu mande prendê-lo.

E contaram ao rei:

— Eis que ele está em Dotã.

14Então o rei enviou para lá cavalos, carros de guerra e um grande exército. Eles chegaram de noite e cercaram a cidade.

15O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo e, ao sair, eis que tropas, cavalos e carros de guerra haviam cercado a cidade. Então o moço disse a Eliseu:

— Ai, meu senhor! Que faremos?

16Ele respondeu:

— Não tenha medo, porque são mais os que estão conosco do que os que estão com eles.

17E Eliseu orou e disse:

Senhor, peço-te que abras os olhos dele para que veja.

O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo,

6.17
2Rs 2.11
ao redor de Eliseu. 18E, quando os sírios desceram contra ele, Eliseu orou ao Senhor e disse:

— Peço-te que firas esta gente de cegueira.

E ele os feriu de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. 19Então Eliseu lhes disse:

— Não é este o caminho, nem esta a cidade; sigam-me, e eu os guiarei ao homem que vocês estão procurando.

E os guiou à cidade de Samaria.

20Quando eles chegaram a Samaria, Eliseu disse:

— Ó Senhor, abre os olhos destes homens para que vejam.

E o Senhor abriu os olhos deles, e viram; e eis que estavam dentro de Samaria. 21Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu:

— Meu pai, devo matá-los? Devo matá-los?

22Ele respondeu:

— Não os mate! Você mataria aqueles que fizesse prisioneiros com a sua espada e o seu arco? Ordene que lhes deem pão e água, para que comam, bebam e voltem para o seu senhor.

6.22
Rm 12.20

23Então o rei ofereceu-lhes um grande banquete, e comeram e beberam. Ele os despediu e eles voltaram para o seu senhor. E da parte da Síria não houve mais investidas na terra de Israel.

A fome em Samaria

24Depois disto, Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército, foi e sitiou a cidade de Samaria. 25Houve grande fome em Samaria. Eis que a sitiaram, a ponto de se vender a cabeça de um jumento por oitenta moedas de prata e um pouco de esterco de pomba por cinco moedas de prata.

26Quando o rei de Israel vinha passando, andando sobre a muralha, uma mulher gritou:

— Ajude-me, ó rei, meu senhor!

27Ele respondeu:

— Se o Senhor Deus não ajudar você, com que poderei eu ajudá-la? Com a eira ou com o lagar?

28E o rei acrescentou:

— Qual é o seu problema?

Ela respondeu:

— Esta mulher me disse: “Dê o seu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu.” 29Assim, cozinhamos o meu filho e o comemos. Mas no outro dia, quando eu disse a ela: “Dê o seu filho, para que o comamos”, ela o escondeu.

30Ao ouvir as palavras da mulher, o rei rasgou as suas roupas. Como ele estava andando sobre a muralha, o povo olhou e viu que, por baixo, sobre a pele, o rei estava usando pano de saco.

31Então o rei disse:

— Que Deus me castigue se até o final do dia Eliseu, filho de Safate, ainda estiver com a cabeça sobre os ombros.

32Eliseu estava sentado em sua casa, juntamente com os anciãos. O rei enviou um homem à sua frente. Mas, antes que o mensageiro chegasse, Eliseu disse aos anciãos:

— Vocês estão vendo como aquele filho de um assassino mandou alguém para cortar a minha cabeça? Quando o mensageiro vier, fechem a porta e empurrem-no com ela. Não é fato que logo depois dele se ouvirá o barulho dos passos de seu senhor?

33Enquanto Eliseu ainda falava com eles, chegou o rei, que disse:

— Eis que este mal vem do Senhor Deus. Que mais poderia eu esperar do Senhor?

7

71Então Eliseu disse:

— Ouçam a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor: “Amanhã, a estas horas mais ou menos, junto ao portão de Samaria, uma medida da melhor farinha será vendida por uma moeda de prata, e duas medidas de cevada serão vendidas por uma moeda de prata.”

2Porém o capitão em cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus:

— Mesmo que o Senhor Deus fizesse janelas no céu, será que isso poderia acontecer?

O profeta respondeu:

— Eis que você verá isso com os seus próprios olhos, mas não comerá disso.

O exército dos sírios foge

3Quatro homens leprosos estavam à entrada do portão da cidade.

7.3
Nm 5.2
Eles disseram uns aos outros:

— Para que vamos ficar aqui sentados até morrer? 4Se decidirmos entrar na cidade, há fome na cidade, e morreremos lá; se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamos então para o arraial do sírios e nos entreguemos a eles. Se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, apenas morreremos.

5Ao anoitecer, eles se levantaram para ir até o arraial dos sírios. Quando chegaram às imediações do arraial, eis que lá não havia ninguém. 6Porque o Senhor tinha feito com que no arraial dos sírios se ouvisse um ruído de carros de guerra e de cavalos e o ruído de um grande exército, de maneira que disseram uns aos outros:

— Eis que o rei de Israel contratou os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós.

7Por isso, ao anoitecer, eles se levantaram e fugiram, abandonando as suas tendas, os seus cavalos e os seus jumentos, e deixando o arraial como estava. Fugiram para salvar a sua vida.

8Assim, quando aqueles leprosos chegaram às imediações do arraial, entraram numa tenda, comeram e beberam; depois levaram dali prata, ouro e roupas; então se foram e esconderam tudo. Voltaram, entraram em outra tenda, e dali também levaram o que havia e esconderam.

9Então disseram uns aos outros:

— Não é certo o que estamos fazendo. Este dia é um dia de boas-novas, e nós nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã, seremos tidos por culpados. Vamos agora mesmo anunciar isto no palácio real.

10Assim, eles foram e gritaram para os porteiros da cidade, anunciando o seguinte:

— Fomos ao arraial dos sírios, e lá não vimos nem ouvimos ninguém. Encontramos apenas os cavalos e os jumentos amarrados, e as tendas como estavam.

11Então os porteiros gritaram e fizeram anunciar a notícia no interior do palácio real. 12O rei se levantou de noite e disse a seus servos:

— Deixem que eu explique a vocês o que os sírios nos fizeram. Eles sabem que nós estamos famintos. Por isso, saíram do arraial e se esconderam no campo, pensando assim: “Quando eles saírem da cidade, nós os apanharemos vivos e entraremos na cidade.”

13Então um dos servos do rei tomou a palavra e disse:

— Vamos enviar alguns homens com cinco dos cavalos que ainda restam na cidade e ver o que acontece. Se morrerem, apenas terão a mesma sorte da multidão dos israelitas que já morreram.7.13 O texto hebraico não é claro, possibilitando diferentes traduções

14Assim, pegaram dois carros de guerra com cavalos, e o rei enviou os homens atrás do exército dos sírios, dizendo:

— Vão ver o que está acontecendo.

15Eles foram atrás dos sírios até o Jordão, e eis que todo o caminho estava cheio de roupas e de armas que os sírios, na sua pressa, tinham jogado fora. Os mensageiros voltaram e anunciaram isto ao rei.

16Então o povo saiu e saqueou o arraial dos sírios. E assim uma medida da melhor farinha era vendida por uma moeda de prata, e duas medidas de cevada, por uma moeda de prata, segundo a palavra do Senhor.

7.16
2Rs 7.1

17O capitão em cujo braço o rei tinha se apoiado foi encarregado pelo rei de guardar o portão da cidade, mas o povo o atropelou junto ao portão e ele morreu, como o homem de Deus tinha dito quando o rei foi falar com ele.

7.17
2Rs 7.2
18Assim se cumpriu o que o homem de Deus tinha falado ao rei: “Amanhã, a estas horas mais ou menos, junto ao portão de Samaria, duas medidas de cevada serão vendidas por uma moeda de prata, e uma medida da melhor farinha será vendida por uma moeda de prata.” 19Aquele capitão havia respondido ao homem de Deus: “Mesmo que o Senhor Deus fizesse janelas no céu, será que isso poderia acontecer, segundo essa palavra?” Ao que o profeta havia respondido: “Eis que você verá isso com os seus próprios olhos, mas não comerá disso.” 20E assim aconteceu com ele, porque o povo o atropelou junto ao portão, e ele morreu.

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