Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
30

A celebração da Páscoa

301Depois disto, Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá. Escreveu também cartas para as tribos de Efraim e de Manassés para que viessem à Casa do Senhor, em Jerusalém, para celebrarem a Páscoa ao Senhor, Deus de Israel. 2Porque o rei, os seus príncipes e toda a congregação em Jerusalém tinham concordado em celebrar a Páscoa no segundo mês. 3Não puderam celebrá-la no devido tempo, porque não se tinham santificado sacerdotes em número suficiente, e o povo ainda não se havia reunido em Jerusalém.

30.2-3
Nm 9.9-11
4E isto foi aprovado pelo rei e por toda a congregação. 5Resolveram que se fizesse uma proclamação por todo o Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem celebrar a Páscoa ao Senhor, Deus de Israel, em Jerusalém; porque não a celebravam mais com grande número de participantes, conforme estava prescrito.

6Mensageiros levaram as cartas do rei e dos seus príncipes por todo o Israel e Judá, segundo a ordem do rei, dizendo:

“Filhos de Israel, voltem para o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria. 7Não sejam como os seus pais e como os seus irmãos, que foram infiéis ao Senhor, Deus de seus pais. Foi por isso que ele os entregou à desolação, como vocês estão vendo. 8Não sejam teimosos como os seus pais.

30.8
Êx 32.9
Entreguem-se ao Senhor e venham ao seu santuário, que ele santificou para sempre. Sirvam ao Senhor, o Deus de vocês, para que o furor da sua ira se afaste de vocês. 9Porque, se vocês se voltarem ao Senhor, os irmãos e os filhos de vocês acharão misericórdia diante dos que os levaram cativos, e eles voltarão a esta terra. Porque o Senhor, o Deus de vocês, é bondoso e compassivo
30.9
Êx 34.6-7
Mq 7.18
e não desviará de vocês o seu rosto, se vocês se voltarem para ele.”

10Os mensageiros foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; mas as pessoas riram e zombaram deles. 11Porém alguns de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém. 12Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem a ordem do rei e dos príncipes, segundo a palavra do Senhor.

13Uma grande multidão se reuniu em Jerusalém para celebrar a Festa dos Pães sem Fermento, no segundo mês. Era uma congregação enorme. 14Levantaram-se e tiraram os altares que havia em Jerusalém. Também tiraram todos os altares do incenso e os jogaram no vale do Cedrom. 15Então mataram os cordeiros da Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês. Os sacerdotes e os levitas se envergonharam, se santificaram e trouxeram holocaustos à Casa do Senhor. 16Tomaram os seus devidos lugares, segundo a Lei de Moisés, o homem de Deus. Os sacerdotes aspergiam o sangue que recebiam das mãos dos levitas. 17Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado, e por isso os levitas estavam encarregados de matar os cordeiros da Páscoa por todos aqueles que não estavam puros, para santificá-los ao Senhor. 18Porque uma multidão do povo, muitos de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom não se tinham purificado e, mesmo assim, comeram a Páscoa, não levando em conta o que está escrito na Lei. Porém Ezequias orou por eles, dizendo:

— Que o Senhor, que é bom, perdoe todo aquele 19que dispôs o coração para buscar o Senhor Deus, o Deus de seus pais, ainda que não segundo a purificação exigida pelo santuário.

20O Senhor ouviu a oração de Ezequias e sarou o povo. 21Os filhos de Israel que estavam em Jerusalém celebraram a Festa dos Pães sem Fermento durante sete dias, com muita alegria. Diariamente os levitas e os sacerdotes louvaram o Senhor, com instrumentos que tocaram bem alto em honra ao Senhor. 22Ezequias falou ao coração de todos os levitas que revelavam bom entendimento no serviço do Senhor. Durante sete dias, eles comeram as ofertas da festa, trouxeram ofertas pacíficas e deram graças ao Senhor, Deus de seus pais.

23Toda a congregação concordou em celebrar outros sete dias, e de fato o fizeram com muita alegria. 24Porque Ezequias, rei de Judá, deu à congregação mil novilhos e sete mil ovelhas, e os príncipes deram à congregação mil novilhos e dez mil ovelhas. E os sacerdotes se santificaram em grande número. 25Alegraram-se toda a congregação de Judá, os sacerdotes, os levitas e toda a congregação dos que vieram de Israel, bem como os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que moravam em Judá. 26Houve grande alegria em Jerusalém, porque desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não havia acontecido coisa semelhante em Jerusalém. 27Então os sacerdotes e os levitas se levantaram para abençoar o povo. A voz deles foi ouvida, e a oração que eles fizeram chegou até a santa habitação de Deus, até os céus.

31

A reforma feita por Ezequias

311Acabando tudo isto, todos os israelitas que estavam ali saíram às cidades de Judá, quebraram as estátuas, cortaram os postes da deusa Aserá e derrubaram os lugares altos e os altares em todo o território de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés, até que tudo estivesse destruído. Depois, todos os filhos de Israel voltaram para as suas cidades, cada um para a sua propriedade.

2Ezequias estabeleceu os turnos dos sacerdotes e dos levitas, turno após turno, segundo o seu serviço: para os holocaustos e as ofertas pacíficas, para ministrarem e cantarem junto às portas dos arraiais do Senhor. 3A contribuição que o rei fazia dos seus bens era destinada para os holocaustos, para os holocaustos da manhã e os da tarde e para os holocaustos dos sábados, das Festas da Lua Nova e das festas fixas, como está escrito na Lei do Senhor.

31.3
Nm 28.1—29.39

4Além disso, ordenou ao povo que morava em Jerusalém que contribuísse com sua parte devida aos sacerdotes e aos levitas, para que estes pudessem dedicar-se à Lei do Senhor. 5Logo que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo; trouxeram também em abundância os dízimos de tudo.

31.4-5
Nm 18.21
6Os filhos de Israel e de Judá que moravam nas cidades de Judá também trouxeram dízimos das vacas e das ovelhas e dízimos das coisas que foram consagradas ao Senhor, seu Deus; e fizeram montões e montões. 7No terceiro mês, começaram a fazer os primeiros montões; e, no sétimo mês, acabaram. 8Quando Ezequias e os príncipes chegaram e viram aqueles montões, bendisseram o Senhor e o seu povo de Israel.

9Ezequias fez perguntas aos sacerdotes e aos levitas a respeito daqueles montões. 10Então o sumo sacerdote Azarias, da casa de Zadoque, respondeu:

— Desde que o povo começou a trazer estas ofertas à Casa do Senhor, temos comido e nos temos fartado delas, e ainda tem sobrado muita coisa, porque o Senhor abençoou o seu povo, e esta grande quantidade é o que sobra.

11Então Ezequias ordenou que preparassem depósitos na Casa do Senhor. 12Uma vez preparados, recolheram neles fielmente as ofertas, os dízimos e as coisas consagradas. Quem estava encarregado disto era Conanias, o levita, e Simei, seu irmão, era o seu auxiliar. 13Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaia eram supervisores sob a direção de Conanias e Simei, seu irmão, nomeados pelo rei Ezequias e por Azarias, chefe da Casa de Deus. 14O levita Coré, filho de Imna e guarda do Portão Leste, estava encarregado das ofertas voluntárias trazidas para Deus, para distribuir as ofertas do Senhor e as coisas santíssimas. 15Debaixo das suas ordens estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para com fidelidade distribuírem as porções aos seus irmãos, segundo os seus turnos, tanto aos pequenos como aos grandes. 16Faziam a distribuição aos que estavam registrados nas genealogias dos homens, de três anos para cima, e que entravam na Casa do Senhor, para a obra de cada dia pelo seu ministério nos seus cargos, segundo os seus turnos. 17O registro dos sacerdotes foi feito segundo as suas famílias, e o dos levitas de vinte anos para cima foi feito segundo os seus cargos nos seus turnos. 18Deles, foram registrados as crianças, as mulheres, os filhos e as filhas, uma grande multidão, porque com fidelidade se santificavam nas coisas sagradas. 19Dentre os sacerdotes, filhos de Arão, que moravam nos campos ao redor das suas cidades, havia, em cada cidade, homens que foram designados nominalmente para distribuir as porções a todo homem entre os sacerdotes e a todos os levitas que foram registrados.

20Foi isso o que Ezequias fez em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro aos olhos do Senhor, seu Deus. 21Em toda a obra que Ezequias realizou no serviço da Casa de Deus, na lei e nos mandamentos, para buscar o seu Deus, ele o fez de todo o coração e foi bem-sucedido.

32

Senaqueribe invade Judá

2Rs 18.13-18; Is 36.1-3

321Depois destas coisas e desta fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá e sitiou as cidades fortificadas, com a intenção de conquistá-las. 2Quando Ezequias viu que Senaqueribe tinha vindo e estava resolvido a atacar Jerusalém, 3decidiu, em consulta com os seus oficiais e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram. 4Assim, muito povo se ajuntou, e taparam todas as fontes, bem como o ribeiro que corria pelo meio da terra, pois diziam: “Por que viriam os reis da Assíria e achariam tanta água por aqui?”

5Ezequias se animou, restaurou a muralha da cidade e construiu torres sobre ela. Levantou também outra muralha por fora, fortificou Milo na Cidade de Davi e fez armas e escudos em abundância. 6Pôs oficiais de guerra à frente do povo, reuniu-os na praça junto ao portão da cidade e lhes falou ao coração, dizendo:

7— Sejam fortes e corajosos, não tenham medo, nem se assustem por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque conosco está alguém que é maior do que o que está com ele. 8Com ele está o braço de carne,

32.8
Jr 17.5
mas conosco está o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear as nossas guerras.

O povo se animou com as palavras de Ezequias, rei de Judá.

O rei da Assíria afronta Ezequias e o Senhor

2Rs 18.19-37; Is 36.4-22

9Depois disto, quando Senaqueribe, rei da Assíria, com todo o seu exército sitiava Laquis, ele enviou os seus servos a Ezequias, rei de Judá, e a todo o povo de Judá que estava em Jerusalém, dizendo:

10— Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: “Em que vocês confiam, vocês que estão aí em Jerusalém, que está sitiada? 11Por acaso, não é Ezequias quem está incitando vocês, para que morram de fome e de sede, dizendo: ‘O Senhor, nosso Deus, nos livrará das mãos do rei da Assíria?’ 12Não é Ezequias o mesmo que removeu os lugares altos e os altares do Senhor, dizendo a Judá e a Jerusalém: ‘Diante de um só altar vocês devem se prostrar e apenas sobre ele devem queimar incenso?’ 13Vocês não sabem o que eu e os meus pais fizemos com todos os povos das outras terras? Será que os deuses das nações daquelas terras puderam de alguma forma livrar o seu país das minhas mãos? 14De todos os deuses daquelas nações que os meus pais destruíram, qual deles foi capaz de livrar o seu povo das minhas mãos? Então como o Deus de vocês será capaz de livrá-los das minhas mãos? 15Portanto, não deixem agora que Ezequias os engane, nem que os incite assim. Não acreditem nele! Porque nenhum deus de nação alguma nem de reino algum foi capaz de livrar o seu povo das minhas mãos, nem das mãos de meus pais. Muito menos o Deus de vocês será capaz de livrá-los das minhas mãos!”

16Os servos de Senaqueribe falaram ainda mais contra o Senhor Deus e contra Ezequias, seu servo. 17Senaqueribe escreveu também cartas para blasfemar do Senhor, Deus de Israel, e para falar contra ele, dizendo: “Assim como os deuses das nações de outras terras não livraram o seu povo das minhas mãos, assim também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos.” 18Os servos gritaram bem alto, em hebraico, ao povo de Jerusalém, que estava sobre a muralha, para os atemorizar e os perturbar, para tomarem a cidade. 19Falaram do Deus de Jerusalém como falavam dos deuses dos povos da terra, que são obras das mãos dos homens.

A destruição do exército dos assírios

2Rs 19.35-37; Is 37.36-38

20Então o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, oraram por causa disso e clamaram ao céu.

32.1-20
2Rs 18.13—19.19
Is 36.1—37.20
21E o Senhor enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes,
32.21
2Rs 19.35-37
Is 37.36-38
os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra. Quando ele entrou no templo de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram à espada. 22Assim o Senhor livrou Ezequias e os moradores de Jerusalém das mãos de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os inimigos; e lhes deu paz por todos os lados. 23Muitos traziam presentes a Jerusalém ao Senhor e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que, depois disto, foi exaltado à vista de todas as nações.

A doença de Ezequias

2Rs 20.1-11; Is 38.1-8

24Por esse tempo, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal. Então orou ao Senhor, que lhe falou e lhe deu um sinal. 25Mas Ezequias não correspondeu aos benefícios que lhe foram feitos, pois o seu coração se exaltou. Por isso veio grande ira sobre ele e sobre Judá e Jerusalém. 26Porém Ezequias se humilhou por se ter exaltado o seu coração, ele e os moradores de Jerusalém; e a ira do Senhor não veio sobre eles nos dias de Ezequias.

27Ezequias teve riquezas e glória em grande abundância. Construiu depósitos para guardar a prata, o ouro, as pedras preciosas, as especiarias, os escudos e todos os objetos de valor. 28Também construiu armazéns para a colheita do cereal, do vinho e do azeite, estrebarias para toda espécie de animais e currais para os rebanhos. 29Edificou cidades e teve ovelhas e vacas em abundância, porque Deus lhe tinha dado muitos bens. 30Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom e as canalizou para o oeste da Cidade de Davi. Ezequias prosperou em toda a sua obra. 31Mas, quando os embaixadores dos príncipes da Babilônia lhe foram enviados para se informarem a respeito do prodígio que tinha acontecido na terra, Deus o desamparou, para prová-lo e para saber tudo o que havia no coração dele.

32.24-31
2Rs 20.1-19
Is 38.1—39.8

A morte de Ezequias

2Rs 20.20-21

32Quanto aos demais atos de Ezequias e às suas obras de misericórdia, está tudo escrito na Visão do Profeta Isaías, filho de Amoz, e no Livro da História dos Reis de Judá e de Israel. 33Ezequias morreu e foi sepultado na subida para os túmulos dos filhos de Davi. Todo o povo de Judá e os moradores de Jerusalém lhe prestaram honras na sua morte. E Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.

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