Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
20

Acabe derrota os sírios

201Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu todo o seu exército. Estavam com ele trinta e dois reis com seus cavalos e carros de guerra. Ele subiu, cercou Samaria e lutou contra ela. 2Enviou mensageiros à cidade, a Acabe, rei de Israel, 3que lhe disseram:

— Assim diz Ben-Hadade: “A sua prata e o seu ouro são meus; as suas mulheres e os seus melhores filhos também são meus.”

4O rei de Israel respondeu:

— Seja conforme a sua palavra, ó rei, meu senhor; eu sou seu, e tudo o que tenho é seu.

5Os mensageiros voltaram a Acabe e disseram:

— Assim diz Ben-Hadade: “Quando enviei mensageiros que dissessem: ‘A sua prata, o seu ouro, as suas mulheres e os seus filhos são meus’, era para que você os entregasse para mim. 6Se amanhã a estas horas eu tiver de enviar os meus servos até você, eles vasculharão o seu palácio e as casas dos seus oficiais e meterão as mãos em tudo o que você tem de precioso e o levarão.”

7Então o rei de Israel chamou todos os anciãos da sua terra e lhes disse:

— Como vocês podem notar e ver, este homem procura o mal. Mandou exigir as minhas mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, e não os neguei a ele.

8Todos os anciãos e todo o povo lhe disseram:

— Não lhe dê ouvidos e não consinta.

9Então Acabe disse aos mensageiros de Ben-Hadade:

— Digam ao rei, meu senhor: “Farei tudo o que você pediu a este seu servo na primeira vez, porém não posso fazer o que você está pedindo agora.”

E os mensageiros se foram e deram esta resposta. 10Ben-Hadade tornou a enviar mensageiros, dizendo:

— Que os deuses me castiguem,

20.10
1Rs 19.2
se o pó de Samaria bastar para encher as mãos de todo o povo que me segue.

11Porém o rei de Israel respondeu:

— Digam ao rei Ben-Hadade: “Quem se veste para a batalha não deve se gabar como aquele que está se despindo depois da vitória.”

12Ben-Hadade ouviu esta resposta quando ele e os outros reis estavam bebendo nas tendas. Então ele disse aos seus servos:

— Preparem-se para atacar.

E eles se prepararam para atacar a cidade.

13Eis que um profeta foi até Acabe, rei de Israel, e lhe disse:

— Assim diz o Senhor: “Você viu toda esta grande multidão? Eis que hoje a entregarei nas suas mãos, e você saberá que eu sou o Senhor.”

20.13
1Rs 18.36

14Acabe perguntou:

— Por meio de quem se dará isto?

Ele respondeu:

— Assim diz o Senhor: “Pelos servos dos chefes das províncias.”

Acabe perguntou:

— Quem começará a batalha?

E o profeta respondeu:

— Você!

15Então Acabe contou os servos dos chefes das províncias, e eram duzentos e trinta e dois. Depois, contou todo o povo, todos os filhos de Israel, e eram sete mil.

16Saíram ao meio-dia. Ben-Hadade, porém, estava bebendo e embriagando-se nas tendas, ele e os reis, os trinta e dois reis que o ajudavam. 17Saíram primeiro os servos dos chefes das províncias. Ben-Hadade mandou observadores que lhe deram avisos, dizendo:

— Uns homens estão saindo de Samaria.

18Ele disse:

— Se vieram tratar de paz, prendam-nos vivos; se vieram lutar, prendam-nos vivos também.

19Os servos dos chefes das províncias e o exército que os seguia saíram da cidade, 20e cada um matou o homem contra quem lutava. Os sírios fugiram, e Israel os perseguiu. Porém Ben-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo, com alguns cavaleiros. 21O rei de Israel saiu e destroçou os cavalos e os carros de guerra dos sírios, impondo-lhes grande derrota.

22Então o profeta foi até o rei de Israel e lhe disse:

— Vá, seja forte, considere e veja o que vai fazer, porque daqui a um ano o rei da Síria voltará a atacar.

23Os servos do rei da Síria lhe disseram:

— Os deuses deles são deuses dos montes, e por isso eles foram mais fortes do que nós. Mas vamos lutar contra eles na planície, e, por certo, seremos mais fortes do que eles. 24Portanto, faça o seguinte: tire os reis, cada um do seu lugar, e substitua-os por capitães, 25e forme outro exército igual em número ao que o senhor perdeu, com outros tantos cavalos e outros tantos carros de guerra. E vamos lutar contra eles na planície e, por certo, seremos mais fortes do que eles.

O rei deu ouvidos ao que disseram e assim o fez. 26Decorrido um ano, Ben-Hadade convocou os sírios e subiu a Afeca para lutar contra Israel. 27Também os filhos de Israel foram reunidos para a batalha. Eles foram providos de mantimentos e marcharam contra os sírios. Os filhos de Israel acamparam de frente para eles, como dois pequenos rebanhos de cabras, mas os sírios enchiam a terra.

28Um homem de Deus se aproximou e foi falar com o rei de Israel, dizendo:

— Assim diz o Senhor: “Porque os sírios disseram que o Senhor é deus dos montes e não dos vales, entregarei toda esta grande multidão nas suas mãos, e assim vocês saberão que eu sou o Senhor.”

29Sete dias estiveram acampados uns em frente dos outros. No sétimo dia, travou-se a batalha, e os filhos de Israel, num só dia, mataram dos sírios cem mil soldados da infantaria. 30Os restantes fugiram para Afeca e entraram na cidade, mas a muralha da cidade caiu sobre os vinte e sete mil homens que restaram. Ben-Hadade fugiu, veio à cidade e se escondia de câmara em câmara.

31Então os seus servos lhe disseram:

— Eis que temos ouvido que os reis da casa de Israel são reis clementes. Por isso, ponhamos panos de saco sobre os lombos e cordas ao redor da cabeça e vamos até o rei de Israel; pode ser que ele lhe poupe a vida.

32Então se cingiram com pano de saco pelos lombos, puseram cordas ao redor da cabeça e foram falar com o rei de Israel. Disseram:

— O seu servo Ben-Hadade manda dizer: “Poupe-me a vida.”

Acabe respondeu:

— Então ele ainda está vivo? Ele é meu irmão.

33Aqueles homens tomaram isto como um bom sinal, logo se aproveitaram dessa palavra e disseram:

— Sim, o seu irmão Ben-Hadade!

O rei disse:

— Vão e tragam-no aqui.

Então Ben-Hadade saiu para se encontrar com Acabe, e este o fez subir na sua carruagem. 34Ben-Hadade lhe disse:

— Vou restituir as cidades que o meu pai tomou do seu pai. Você poderá vender os seus produtos em Damasco, como o meu pai fez em Samaria.

E Acabe respondeu:

— Com esta aliança, deixarei que você fique livre.

Então Acabe fez uma aliança com ele e o deixou ir embora.

Um profeta condena Acabe

35Então, por ordem do Senhor, um dos discípulos dos profetas disse ao seu companheiro:

— Por favor, me esmurre.

Mas o homem se recusou a fazê-lo, 36e por isso o discípulo dos profetas lhe disse:

— Visto que você não obedeceu à voz do Senhor, eis que, tão logo você se afastar de mim, um leão o matará.

Quando ele se afastou, um leão o encontrou e o matou.

37Então o profeta encontrou outro homem e lhe disse:

— Por favor, me esmurre.

Ele o esmurrou e o feriu. 38Então o profeta partiu e ficou esperando o rei no caminho, disfarçado com uma venda sobre os olhos. 39Quando o rei ia passando, o profeta gritou:

— Este seu servo estava saindo do meio da batalha, quando um companheiro se voltou e me trouxe um homem, dizendo: “Vigie este homem. Se ele escapar, será a sua vida pela vida dele ou você pagará trinta e quatro quilos de prata.” 40Enquanto este seu servo estava ocupado daqui e dali, o homem se foi.

O rei de Israel respondeu:

— Esta é a sua sentença. Você mesmo a pronunciou.

41Então ele se apressou e tirou a venda dos olhos, e o rei de Israel reconheceu que era um dos profetas. 42E o profeta disse ao rei:

— Assim diz o Senhor: “Porque você soltou o homem que eu havia condenado, será a sua vida pela vida dele e o seu povo pelo povo dele.”

43Então o rei de Israel se dirigiu à sua casa, aborrecido e indignado, e chegou a Samaria.

21

Acabe e a vinha de Nabote

211Depois disto, aconteceu o seguinte: Nabote, o jezreelita, possuía uma vinha ao lado do palácio que Acabe, rei de Samaria, tinha em Jezreel. 2Acabe disse a Nabote:

— Dê-me a sua vinha, para que me sirva de horta, pois está perto, ao lado do meu palácio. Em troca eu lhe darei outra, melhor. Ou, se for do seu agrado, darei em dinheiro o que ela vale.

3Porém Nabote disse a Acabe:

— Que o Senhor Deus me livre de lhe dar a herança de meus pais.

21.3
Lv 25.23
Nm 36.7
Ez 46.18

4Então Acabe voltou para casa aborrecido e indignado com o que Nabote, o jezreelita, lhe havia falado, quando disse: “Não lhe darei a herança de meus pais.” E se deitou na cama, voltou o rosto para a parede e não quis comer.

5Porém Jezabel, a esposa, foi falar com ele e perguntou:

— Que é isso que você tem? Por que está assim aborrecido e não quer comer nada?

6Acabe respondeu:

— É porque falei com Nabote, o jezreelita, e lhe disse: “Dê-me a sua vinha por dinheiro; ou, se preferir, lhe darei outra em troca.” Porém ele disse: “Não lhe darei a minha vinha.”

7Então Jezabel, sua esposa, lhe disse:

— Você está governando Israel ou não? Levante-se, venha comer e alegre o seu coração; eu lhe darei a vinha de Nabote, o jezreelita.

Jezabel ordena a morte de Nabote

8Então Jezabel escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o sinete dele e as enviou aos anciãos e aos nobres que moravam com Nabote na cidade dele. 9E nas cartas ela escreveu o seguinte: “Anunciem um dia de jejum e tragam Nabote para a frente do povo. 10Ponham sentados na frente dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: ‘Você blasfemou contra Deus e contra o rei.’ Depois, levem-no para fora e o apedrejem, para que morra.”

11Os homens daquela cidade, os anciãos e os nobres que moravam com Nabote fizeram o que Jezabel lhes ordenou, segundo estava escrito nas cartas que lhes havia mandado. 12Anunciaram um dia de jejum e deram a Nabote um lugar de destaque na frente do povo. 13Então vieram dois homens malignos, sentaram-se na frente dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, diante do povo, dizendo:

— Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei.

E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram, e ele morreu. 14Então mandaram dizer a Jezabel:

— Nabote foi apedrejado e morreu.

15Quando Jezabel ouviu que Nabote tinha sido apedrejado e estava morto, disse a Acabe:

— Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, o jezreelita, não quis dar a você por dinheiro. Porque Nabote não está mais vivo; morreu.

16Quando Acabe ouviu que Nabote estava morto, levantou-se para ir até a vinha de Nabote, o jezreelita, para tomar posse dela.

Elias ameaça Acabe e Jezabel

17Então a palavra do Senhor veio a Elias, o tesbita, dizendo:

18— Levante-se, vá encontrar-se com Acabe, rei de Israel, que mora em Samaria. Eis que ele está na vinha de Nabote, aonde foi para tomar posse dela. 19Fale com ele, dizendo: Assim diz o Senhor: “Você matou e, ainda por cima, tomou a herança?” Fale também o seguinte: Assim diz o Senhor: “No mesmo lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabote, cães lamberão o seu sangue — sim, o seu sangue.”

20Acabe perguntou a Elias:

— Então, meu inimigo, você já me achou?

Elias respondeu:

— Achei, sim, porque você já se vendeu para fazer o que é mau aos olhos do Senhor. 21Eis que trarei o mal sobre você, arrancarei a sua posteridade e exterminarei de Acabe todos do sexo masculino, quer escravo quer livre, em Israel. 22Farei com a sua casa o mesmo que fiz com a casa de Jeroboão,

21.22
1Rs 15.29
filho de Nebate, e com a casa de Baasa,
21.22
1Rs 16.3,11
filho de Aías, por causa da provocação com que você me irritou e levou Israel a pecar.

23— Também de Jezabel o Senhor falou: “Os cães devorarão Jezabel

21.23
2Rs 9.36
dentro das muralhas de Jezreel. 24Se alguém da casa de Acabe morrer na cidade, os cães o comerão; e se alguém morrer no campo, as aves do céu o comerão.”
21.24
1Rs 14.11
16.4

25Nunca houve ninguém igual a Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, porque Jezabel, sua esposa, o instigava. 26Ele fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme tudo o que fizeram os amorreus, que o Senhor expulsou de diante dos filhos de Israel.

27Quando Acabe ouviu estas palavras, rasgou as suas roupas, cobriu-se de pano de saco e jejuou; dormia vestido de pano de saco e andava cabisbaixo. 28Então a palavra do Senhor veio a Elias, o tesbita, dizendo:

29— Você viu como Acabe se humilhou diante de mim? Portanto, visto que ele se humilha diante de mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa.

22

As profecias dos falsos profetas

2Cr 18.1-11

221Três anos se passaram sem haver guerra entre Síria e Israel. 2Porém, no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei de Israel. 3Este perguntou aos seus servos:

— Vocês não sabem que Ramote-Gileade é nossa,

22.3
Js 21.38
e nós ficamos quietos e não a tiramos das mãos do rei da Síria?

4Então perguntou a Josafá:

— Você vai comigo à batalha contra Ramote-Gileade?

Josafá respondeu ao rei de Israel:

— Sou como você é, o meu povo é como o seu povo, e os meus cavalos são como os seus cavalos.

5Josafá disse mais ao rei de Israel:

— Consulte primeiro a palavra do Senhor.

6Então o rei de Israel reuniu os profetas, cerca de quatrocentos homens, e lhes perguntou:

— Devo ir e lutar contra Ramote-Gileade ou devo me conter?

Eles responderam:

— Vá, porque o Senhor a entregará nas mãos do rei.

7Mas Josafá perguntou:

— Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, para o consultarmos?

8O rei de Israel respondeu a Josafá:

— Há um ainda, por meio de quem podemos consultar o Senhor. Mas eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. É Micaías, filho de Inlá.

Josafá disse:

— O rei não deveria falar assim.

9Então o rei de Israel chamou um oficial e disse:

— Traga-me depressa Micaías, filho de Inlá.

10O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam assentados, cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, numa eira à entrada do portão da cidade de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles. 11Zedequias, filho de Quenaana, fez para si uns chifres de ferro e disse:

— Assim diz o Senhor: “Com estes você dará chifradas nos sírios até que estejam destruídos.”

12Todos os profetas profetizaram assim, dizendo:

— Suba a Ramote-Gileade! Você triunfará! O Senhor a entregará nas mãos do rei.

A profecia de Micaías

2Cr 18.12-27

13O mensageiro que tinha ido chamar Micaías falou-lhe, dizendo:

— Eis que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei. Portanto, que a sua palavra seja como a palavra de um deles; fale o que é bom.

14Micaías respondeu:

— Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei.

15Quando ele chegou à presença do rei, este lhe perguntou:

— Micaías, devemos ir a Ramote-Gileade para a batalha ou devemos nos conter?

Ele respondeu:

— Vá! Você triunfará! O Senhor a entregará nas mãos do rei.

16O rei lhe disse:

— Quantas vezes devo fazer você jurar que não me fale a não ser a verdade em nome do Senhor?

17Então Micaías disse:

— Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor.

22.17
Mt 9.36
Mc 6.34
E o Senhor Deus disse: “Estes não têm dono; que cada um volte em paz para a sua casa.”

18Então o rei de Israel disse a Josafá:

— Eu não disse a você que a meu respeito ele não profetiza o que é bom, mas somente o que é mau?

19Micaías prosseguiu:

— Portanto, ouça a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado no seu trono,

22.19
Is 6.1
e todo o exército do céu estava junto dele, à sua direita e à sua esquerda. 20Então o Senhor perguntou: “Quem enganará Acabe, para que vá e seja morto em Ramote-Gileade?” E um dizia uma coisa, e outro dizia outra coisa. 21Então um espírito saiu, se apresentou diante do Senhor e disse: “Eu o enganarei.” O Senhor perguntou: “Como?” 22Ele respondeu: “Sairei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei.” Então o Senhor disse: “Você conseguirá enganá-lo. Vá e faça assim.” 23E agora eis que o Senhor pôs esse espírito mentiroso na boca de todos estes seus profetas e o Senhor declarou que um mal vai lhe acontecer.

24Então Zedequias, filho de Quenaana, chegou, deu uma bofetada em Micaías e perguntou:

— Por onde é que passou o Espírito do Senhor ao sair de mim para falar com você?

25Micaías respondeu:

— Eis que você o verá no dia em que estiver correndo de quarto em quarto, tentando se esconder!

26Então o rei de Israel disse:

— Prenda Micaías e leve-o de volta a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei. 27E diga: “Assim diz o rei: Metam este homem na cadeia e o ponham a pão e água, até que eu volte em paz.”

28Micaías disse:

— Se o rei de fato voltar em paz, é porque o Senhor não falou por meio de mim.

22.28
Dt 18.22

E acrescentou:

— Que todos os povos ouçam isto!

A morte de Acabe

2Cr 18.28-34

29O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, foram atacar Ramote-Gileade. 30O rei de Israel disse a Josafá:

— Eu vou me disfarçar e entrar no combate, mas você use os seus trajes reais.

E assim o rei de Israel se disfarçou e entrou no combate.

31Ora, o rei da Síria havia ordenado aos trinta e dois capitães dos seus carros de guerra que não lutassem nem contra pequeno nem contra grande, mas somente contra o rei de Israel. 32Quando os capitães dos carros viram Josafá, disseram:

— Aquele certamente é o rei de Israel.

E se dirigiram até ele para o atacar. Porém Josafá gritou. 33Quando os capitães dos carros de guerra viram que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo. 34Então um homem entesou o arco e, atirando ao acaso, atingiu o rei de Israel por entre as juntas da sua armadura. Então o rei Acabe disse ao condutor do seu carro:

— Dê a volta e leve-me para fora do combate, porque estou gravemente ferido.

35A batalha se intensificou naquele dia. Quanto ao rei, seguraram-no em pé no seu carro de guerra de frente para os sírios, mas à tarde ele morreu. O sangue corria da ferida para o fundo do carro. 36Ao pôr do sol, fez-se ouvir um grito pelo acampamento, que dizia:

— Cada um para a sua cidade, e cada um para a sua terra!

37Morto o rei, levaram-no a Samaria, onde o sepultaram. 38Quando lavaram o carro de guerra junto à cisterna de Samaria, os cães lamberam o sangue do rei, segundo a palavra que o Senhor tinha dito;

22.38
1Rs 21.19
as prostitutas banharam-se naquelas águas.

39Quanto aos demais atos de Acabe, a tudo o que fez, ao palácio de marfim

22.39
Am 3.15
que construiu e a todas as cidades que edificou, não está tudo escrito no Livro da História dos Reis de Israel? 40Assim, Acabe morreu, e Acazias, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado e a morte de Josafá

2Cr 20.31-37

41Josafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano do reinado de Acabe, rei de Israel. 42Josafá tinha trinta e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Azuba e era filha de Sili. 43Josafá andou em todos os caminhos de Asa, seu pai; não se desviou deles e fez o que era reto aos olhos do Senhor.

22.43
1Rs 15.14
44Os lugares altos, porém, não foram destruídos; neles, o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso. 45Josafá viveu em paz com o rei de Israel.

46Quanto aos demais atos de Josafá, ao poder que mostrou e como guerreou, não está tudo escrito no Livro da História dos Reis de Judá?

47Também exterminou da terra os restantes dos prostitutos cultuais que ficaram nos dias de Asa, seu pai.

48Nessa época não havia rei em Edom, porém somente um governador. 49Josafá fez grandes navios, para irem a Ofir em busca de ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber. 50Então Acazias, filho de Acabe, disse a Josafá:

— Deixe que os meus servos naveguem com os seus.

Porém Josafá não quis.

51Josafá morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Acazias, de Israel

52Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel em Samaria, no décimo sétimo ano do reinado de Josafá, rei de Judá; e reinou dois anos sobre Israel. 53Fez o que era mau aos olhos do Senhor, pois andou nos caminhos de seu pai, bem como nos caminhos de sua mãe e nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar. 54Ele serviu a Baal, e o adorou, como o seu pai havia feito antes dele, provocando o Senhor, Deus de Israel, à ira.