Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
18

Elias se apresenta diante de Acabe

181Muito tempo depois, no terceiro ano da seca, a palavra do Senhor veio a Elias, dizendo:

— Vá apresentar-se a Acabe, porque farei cair chuva sobre a terra.

2Então Elias foi se apresentar a Acabe.

E a fome era extrema em Samaria. 3Acabe chamou Obadias, o responsável pelo palácio. Este Obadias era um homem que temia muito o Senhor. 4Assim, quando Jezabel exterminava os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas e, em grupos de cinquenta, os escondeu em cavernas, e os sustentou com pão e água. 5E Acabe disse a Obadias:

— Vá pela terra a todas as fontes de água e a todos os vales; pode ser que achemos capim, para que salvemos a vida dos cavalos e das mulas e não percamos todos os animais.

6Repartiram entre si a terra que iam percorrer; Acabe foi sozinho por um caminho, e Obadias foi sozinho por outro.

7Quando Obadias já estava a caminho, eis que Elias se encontrou com ele. Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se com o rosto em terra e disse:

— É você mesmo? É o meu senhor Elias?

8Ele respondeu:

— Sim, sou eu. Vá e diga a seu senhor: “Eis que Elias está aqui.”

9Mas Obadias disse:

— Em que pequei, para que você queira entregar este seu servo nas mãos de Acabe, e ele me mate? 10Tão certo como vive o Senhor, seu Deus, não houve nação nem reino aonde meu senhor, o rei, não mandasse homens à sua procura. E, quando diziam: “Ele não está aqui”, fazia aquele reino ou aquela nação jurar que não o haviam encontrado. 11E agora você quer que eu vá dizer ao meu senhor, o rei, que Elias está aqui? 12Pode ser que, tão logo eu me afaste de você, o Espírito do Senhor Deus o leve não sei para onde, e, se eu der a notícia a Acabe e ele não o encontrar, ele matará a mim, este seu servo, que temo o Senhor desde a minha mocidade. 13Por acaso não contaram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do Senhor, como escondi cem dos profetas do Senhor em cavernas, de cinquenta em cinquenta, e os sustentei com pão e água? 14E agora você quer que eu vá e diga ao meu senhor que Elias está aqui? Ele vai me matar!

15Elias respondeu:

— Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos,18.15 Em hebraico, Javé Sebaot a quem eu sirvo, hoje mesmo me apresentarei a ele.

16Então Obadias foi se encontrar com Acabe e lhe deu a notícia. E Acabe foi se encontrar com Elias.

17Quando Acabe viu Elias, disse:

— Então é você, o perturbador de Israel?

18Elias respondeu:

— Eu não tenho perturbado Israel. Quem tem perturbado Israel é você e a casa de seu pai, porque vocês abandonaram os mandamentos do Senhor e seguiram os baalins.

18.18
1Rs 16.31
19Agora ordene que todo o Israel venha se encontrar comigo no monte Carmelo. Convoque também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas da deusa Aserá que são sustentados por Jezabel.

Elias e os profetas de Baal no monte Carmelo

20Então Acabe enviou mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo. 21Depois, Elias se aproximou de todo o povo e disse:

— Até quando vocês ficarão pulando de um lado para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no;

18.21
Js 24.15
se é Baal, sigam-no.

Porém o povo não disse uma só palavra. 22Então Elias disse ao povo:

— Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens. 23Tragam, agora, dois novilhos. Eles que escolham para si um dos novilhos e, cortando-o em pedaços, o ponham sobre a lenha, porém não ponham fogo. Eu prepararei o outro novilho e o porei sobre a lenha, mas não porei fogo. 24Então eles invocarão o nome de seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor. E há de ser que o deus que responder com fogo esse é que é Deus.

E todo o povo respondeu:

— É uma boa proposta!

25Elias disse aos profetas de Baal:

— Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, porque vocês são muitos. Depois, invoquem o nome do deus de vocês, mas não ponham fogo na lenha.

26Pegaram o novilho que lhes foi trazido, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo:

— Ó Baal, responde-nos!

Porém não se ouviu nenhuma voz e não houve quem respondesse.

18.26
Sl 115.4
Jr 10.5
E ficaram pulando ao redor do altar que tinham feito.

27Ao meio-dia, Elias começou a zombar deles, dizendo:

— Gritem mais alto, porque ele é deus! Pode ser que esteja meditando, atendendo a necessidades ou viajando. Talvez esteja dormindo e necessite que o acordem.

28E eles clamavam em altas vozes e se cortavam com facas e com lanças, segundo o seu costume, até ficarem cobertos de sangue. 29Passado o meio-dia, eles profetizaram, até a hora do sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.

30Então Elias disse a todo o povo:

— Aproximem-se de mim.

E todo o povo se aproximou dele. Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas. 31Pegou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, a quem tinha vindo a palavra do Senhor, dizendo: “O seu nome será Israel.”

18.31
Gn 32.28
35.10
32Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor. Ao redor dele fez uma vala capaz de conter duas medidas de sementes 33e então armou a lenha, cortou o novilho em pedaços e os pôs sobre a lenha. 34Então disse:

— Encham quatro cântaros com água e derramem sobre o holocausto e sobre a lenha.

Disse ainda:

— Façam isso outra vez.

E eles o fizeram. Disse mais:

— Façam isso pela terceira vez.

E eles o fizeram pela terceira vez. 35A água escorria do altar e enchia também a vala aberta.

36Quando chegou a hora do sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou do altar e disse:

— Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje se fique sabendo que tu és Deus em Israel, e que eu sou o teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. 37Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que fizeste o coração deles voltar para ti.

38Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra, e ainda lambeu a água que estava na vala. 39Quando o povo viu isso, todos se prostraram com o rosto em terra e disseram:

— O Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!

40Então Elias disse:

— Prendam os profetas de Baal! Que nem um deles escape!

Eles os prenderam, e Elias os fez descer até o ribeiro de Quisom

18.40
Jz 4.7
e ali os matou.

Elias ora para que chova

41Então Elias disse a Acabe:

— Suba, vá comer e beber, porque já se ouve o barulho de abundante chuva.

42Acabe subiu para comer e beber, mas Elias subiu até o alto do Carmelo. Ali, encurvado para a terra,

18.42
Tg 5.18
pôs o rosto entre os joelhos 43e disse ao seu servo:

— Vá e olhe para o lado do mar.

Ele foi, olhou e disse:

— Não vi nada.

Então Elias disse:

— Volte.

E assim por sete vezes. 44Na sétima vez o servo disse:

— Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão de um homem.

Então Elias disse:

— Suba e diga a Acabe: “Apronte o seu carro e desça, para que a chuva não o detenha.”

45Em pouco tempo o céu escureceu, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel. 46A mão do Senhor veio sobre Elias, que cingiu os lombos e correu na frente de Acabe, até a entrada de Jezreel.

19

Elias no monte Horebe

191Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias havia feito e como havia matado todos os profetas à espada.

19.1
1Rs 18.40
2Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe:

— Que os deuses me castiguem se amanhã a estas horas eu não tiver feito com a sua vida o mesmo que você fez com a vida de cada um deles!

3Elias ficou com medo, levantou-se e, para salvar a vida, se foi e chegou a Berseba, que pertence a Judá. E ali ele deixou o seu servo. 4Ele mesmo, porém, foi para o deserto, caminhando um dia inteiro. Por fim, sentou-se debaixo de um zimbro. Sentiu vontade de morrer e orou:

— Basta, Senhor! Tira a minha vida,

19.4
Nm 11.15
Jn 4.3,8
porque eu não sou melhor do que os meus pais.

5Deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro. E eis que um anjo tocou nele e lhe disse:

— Levante-se e coma.

6Elias olhou e viu, perto da sua cabeça, um pão assado sobre pedras em brasa e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7O anjo do Senhor voltou, tocou nele e lhe disse:

— Levante-se e coma, porque a viagem será longa.

8Então Elias se levantou, comeu e bebeu. E, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe,

19.8
Êx 24.18
o monte de Deus.

9Ali entrou numa caverna,

19.9
Êx 33.22
onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor veio a ele e lhe disse:

— O que você está fazendo aqui, Elias?

10Ele respondeu:

— Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada. Só fiquei eu, e eles estão querendo tirar-me a vida.

19.10
Rm 11.3

11Então foi-lhe dito:

— Saia daí e fique diante do Senhor no monte.

Eis que o Senhor estava passando. E um grande e forte vento fendia os montes e quebrava as rochas diante do Senhor. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12Depois do terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, veio o som de um suave sussurro.

19.12
Zc 4.6
13Quando Elias ouviu isso, cobriu o rosto com o manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que veio uma voz e lhe disse:

— O que você está fazendo aqui, Elias?

14Ele respondeu:

— Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada. Só fiquei eu, e eles estão querendo tirar-me a vida.

19.14
1Rs 19.10

15Então o Senhor disse a Elias:

— Vá, volte ao seu caminho para o deserto de Damasco. Chegando lá, unja Hazael

19.15
2Rs 8.7-13
como rei da Síria. 16Unja também Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel
19.16
2Rs 9.1-3
e Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, como profeta em seu lugar. 17Quem escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; quem escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará. 18Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal,
19.18
Rm 11.4
e toda boca que não o beijou.

O chamado de Eliseu

19Elias saiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safate, que estava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a décima segunda junta. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. 20Então Eliseu deixou os bois, correu atrás de Elias e disse:

— Deixe-me beijar o meu pai e a minha mãe e, então, eu o seguirei.

19.20
Lc 9.61-62

Elias respondeu:

— Vá e volte, pois você já sabe o que fiz com você.

21Eliseu voltou para trás, pegou a junta de bois e os sacrificou. E, com os equipamentos dos bois, cozinhou a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Então se levantou, seguiu Elias, e o servia.

20

Acabe derrota os sírios

201Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu todo o seu exército. Estavam com ele trinta e dois reis com seus cavalos e carros de guerra. Ele subiu, cercou Samaria e lutou contra ela. 2Enviou mensageiros à cidade, a Acabe, rei de Israel, 3que lhe disseram:

— Assim diz Ben-Hadade: “A sua prata e o seu ouro são meus; as suas mulheres e os seus melhores filhos também são meus.”

4O rei de Israel respondeu:

— Seja conforme a sua palavra, ó rei, meu senhor; eu sou seu, e tudo o que tenho é seu.

5Os mensageiros voltaram a Acabe e disseram:

— Assim diz Ben-Hadade: “Quando enviei mensageiros que dissessem: ‘A sua prata, o seu ouro, as suas mulheres e os seus filhos são meus’, era para que você os entregasse para mim. 6Se amanhã a estas horas eu tiver de enviar os meus servos até você, eles vasculharão o seu palácio e as casas dos seus oficiais e meterão as mãos em tudo o que você tem de precioso e o levarão.”

7Então o rei de Israel chamou todos os anciãos da sua terra e lhes disse:

— Como vocês podem notar e ver, este homem procura o mal. Mandou exigir as minhas mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, e não os neguei a ele.

8Todos os anciãos e todo o povo lhe disseram:

— Não lhe dê ouvidos e não consinta.

9Então Acabe disse aos mensageiros de Ben-Hadade:

— Digam ao rei, meu senhor: “Farei tudo o que você pediu a este seu servo na primeira vez, porém não posso fazer o que você está pedindo agora.”

E os mensageiros se foram e deram esta resposta. 10Ben-Hadade tornou a enviar mensageiros, dizendo:

— Que os deuses me castiguem,

20.10
1Rs 19.2
se o pó de Samaria bastar para encher as mãos de todo o povo que me segue.

11Porém o rei de Israel respondeu:

— Digam ao rei Ben-Hadade: “Quem se veste para a batalha não deve se gabar como aquele que está se despindo depois da vitória.”

12Ben-Hadade ouviu esta resposta quando ele e os outros reis estavam bebendo nas tendas. Então ele disse aos seus servos:

— Preparem-se para atacar.

E eles se prepararam para atacar a cidade.

13Eis que um profeta foi até Acabe, rei de Israel, e lhe disse:

— Assim diz o Senhor: “Você viu toda esta grande multidão? Eis que hoje a entregarei nas suas mãos, e você saberá que eu sou o Senhor.”

20.13
1Rs 18.36

14Acabe perguntou:

— Por meio de quem se dará isto?

Ele respondeu:

— Assim diz o Senhor: “Pelos servos dos chefes das províncias.”

Acabe perguntou:

— Quem começará a batalha?

E o profeta respondeu:

— Você!

15Então Acabe contou os servos dos chefes das províncias, e eram duzentos e trinta e dois. Depois, contou todo o povo, todos os filhos de Israel, e eram sete mil.

16Saíram ao meio-dia. Ben-Hadade, porém, estava bebendo e embriagando-se nas tendas, ele e os reis, os trinta e dois reis que o ajudavam. 17Saíram primeiro os servos dos chefes das províncias. Ben-Hadade mandou observadores que lhe deram avisos, dizendo:

— Uns homens estão saindo de Samaria.

18Ele disse:

— Se vieram tratar de paz, prendam-nos vivos; se vieram lutar, prendam-nos vivos também.

19Os servos dos chefes das províncias e o exército que os seguia saíram da cidade, 20e cada um matou o homem contra quem lutava. Os sírios fugiram, e Israel os perseguiu. Porém Ben-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo, com alguns cavaleiros. 21O rei de Israel saiu e destroçou os cavalos e os carros de guerra dos sírios, impondo-lhes grande derrota.

22Então o profeta foi até o rei de Israel e lhe disse:

— Vá, seja forte, considere e veja o que vai fazer, porque daqui a um ano o rei da Síria voltará a atacar.

23Os servos do rei da Síria lhe disseram:

— Os deuses deles são deuses dos montes, e por isso eles foram mais fortes do que nós. Mas vamos lutar contra eles na planície, e, por certo, seremos mais fortes do que eles. 24Portanto, faça o seguinte: tire os reis, cada um do seu lugar, e substitua-os por capitães, 25e forme outro exército igual em número ao que o senhor perdeu, com outros tantos cavalos e outros tantos carros de guerra. E vamos lutar contra eles na planície e, por certo, seremos mais fortes do que eles.

O rei deu ouvidos ao que disseram e assim o fez. 26Decorrido um ano, Ben-Hadade convocou os sírios e subiu a Afeca para lutar contra Israel. 27Também os filhos de Israel foram reunidos para a batalha. Eles foram providos de mantimentos e marcharam contra os sírios. Os filhos de Israel acamparam de frente para eles, como dois pequenos rebanhos de cabras, mas os sírios enchiam a terra.

28Um homem de Deus se aproximou e foi falar com o rei de Israel, dizendo:

— Assim diz o Senhor: “Porque os sírios disseram que o Senhor é deus dos montes e não dos vales, entregarei toda esta grande multidão nas suas mãos, e assim vocês saberão que eu sou o Senhor.”

29Sete dias estiveram acampados uns em frente dos outros. No sétimo dia, travou-se a batalha, e os filhos de Israel, num só dia, mataram dos sírios cem mil soldados da infantaria. 30Os restantes fugiram para Afeca e entraram na cidade, mas a muralha da cidade caiu sobre os vinte e sete mil homens que restaram. Ben-Hadade fugiu, veio à cidade e se escondia de câmara em câmara.

31Então os seus servos lhe disseram:

— Eis que temos ouvido que os reis da casa de Israel são reis clementes. Por isso, ponhamos panos de saco sobre os lombos e cordas ao redor da cabeça e vamos até o rei de Israel; pode ser que ele lhe poupe a vida.

32Então se cingiram com pano de saco pelos lombos, puseram cordas ao redor da cabeça e foram falar com o rei de Israel. Disseram:

— O seu servo Ben-Hadade manda dizer: “Poupe-me a vida.”

Acabe respondeu:

— Então ele ainda está vivo? Ele é meu irmão.

33Aqueles homens tomaram isto como um bom sinal, logo se aproveitaram dessa palavra e disseram:

— Sim, o seu irmão Ben-Hadade!

O rei disse:

— Vão e tragam-no aqui.

Então Ben-Hadade saiu para se encontrar com Acabe, e este o fez subir na sua carruagem. 34Ben-Hadade lhe disse:

— Vou restituir as cidades que o meu pai tomou do seu pai. Você poderá vender os seus produtos em Damasco, como o meu pai fez em Samaria.

E Acabe respondeu:

— Com esta aliança, deixarei que você fique livre.

Então Acabe fez uma aliança com ele e o deixou ir embora.

Um profeta condena Acabe

35Então, por ordem do Senhor, um dos discípulos dos profetas disse ao seu companheiro:

— Por favor, me esmurre.

Mas o homem se recusou a fazê-lo, 36e por isso o discípulo dos profetas lhe disse:

— Visto que você não obedeceu à voz do Senhor, eis que, tão logo você se afastar de mim, um leão o matará.

Quando ele se afastou, um leão o encontrou e o matou.

37Então o profeta encontrou outro homem e lhe disse:

— Por favor, me esmurre.

Ele o esmurrou e o feriu. 38Então o profeta partiu e ficou esperando o rei no caminho, disfarçado com uma venda sobre os olhos. 39Quando o rei ia passando, o profeta gritou:

— Este seu servo estava saindo do meio da batalha, quando um companheiro se voltou e me trouxe um homem, dizendo: “Vigie este homem. Se ele escapar, será a sua vida pela vida dele ou você pagará trinta e quatro quilos de prata.” 40Enquanto este seu servo estava ocupado daqui e dali, o homem se foi.

O rei de Israel respondeu:

— Esta é a sua sentença. Você mesmo a pronunciou.

41Então ele se apressou e tirou a venda dos olhos, e o rei de Israel reconheceu que era um dos profetas. 42E o profeta disse ao rei:

— Assim diz o Senhor: “Porque você soltou o homem que eu havia condenado, será a sua vida pela vida dele e o seu povo pelo povo dele.”

43Então o rei de Israel se dirigiu à sua casa, aborrecido e indignado, e chegou a Samaria.