Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
2

21Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

2Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas.

3Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento;

2.3
Ap 22.1-2
e o seu fruto é doce ao meu paladar. 4Levou-me 2.4 Hebr. casa do vinhoà sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor. 5Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. 6A
2.6
Ct 8.3
sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.

7Conjuro-vos,

2.7
Ct 3.5
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

8Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. 9O meu amado

2.9
Ct 2.17
é semelhante ao gamo ou ao filho do corço; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades. 10O meu amado fala e me diz:

Levanta-te,

2.10
Ct 2.13
amiga minha, formosa minha, e vem. 11Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou e se foi. 12Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. 13A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma.
2.13
Ct 2.10
Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. 14Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face,
2.14
Ct 8.13
faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível.

15Apanhai-me

2.15
Ez 13.4
Lc 13.32
as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. 16O meu amado
2.16
Ct 6.3
7.10
é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. 17Antes
2.17
Ct 4.6
que refresque o dia e caiam as sombras,
2.17
Ct 2.9
8.14
volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos corços sobre os montes de Beter.

3

31De noite

3.1
Is 26.9
busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei. 2Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei. 3Acharam-me
3.3
Ct 5.7
os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? 4Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. 5Conjuro-vos,
3.5
Ct 2.7
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

O cortejo nupcial. O esposo exprime o seu amor pela esposa

6Quem é esta

3.6
Ct 8.5
que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra, de incenso e de toda a sorte de pós aromáticos? 7Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel. 8Todos armados de espadas, destros na guerra; cada um com a sua espada à cinta, por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano. 10Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior revestido com amor pelas filhas de Jerusalém. 11Saí, ó filhas de Sião, e contemplai o rei Salomão com a coroa com que o coroou sua mãe no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.

4

41Eis que

4.1
Ct 1.15
5.12
és formosa, amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças, o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade. 2Os
4.2
Ct 6.6
teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma estéril entre elas. 3Os teus lábios são como um fio de escarlata, e o teu falar é doce;
4.3
Ct 6.7
a tua fronte é qual pedaço de romã 4.3 ou atrás do teu véuentre as tuas tranças. 4O teu pescoço
4.4
Ct 7.4
é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela, todos broquéis de valorosos. 5Os teus dois peitos
4.5
Pv 5.19
Ct 7.3
são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.

6Antes

4.6
Ct 2.17
que refresque o dia e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.

7Tu és toda formosa,

4.7
Ef 5.27
amiga minha, e em ti não mancha. 8Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana,
4.8
Dt 3.9
desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos. 9Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço. 10Que belos são os teus amores, irmã minha! Ó esposa minha! Quanto melhores são os teus amores
4.10
Ct 1.2
do que o vinho! E o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias! 11Favos de mel manam dos teus lábios,
4.11
Gn 27.27
Pv 24.13-14
Ct 5.1
Os 14.6-7
minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro das tuas vestes é como o cheiro do Líbano. 12Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. 13Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: o cipreste e o nardo, 14o nardo e o açafrão, o cálamo e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. 15És a fonte
4.15
Jo 4.10
7.38
dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!

16Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!