Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
1

A esposa anela pelo seu esposo

11Cântico de cânticos, que é de Salomão.

2Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho. 3Para

1.3
Jo 14.2
Ef 2.6
Fp 3.12-14
cheirar são bons os teus unguentos; como unguento derramado é o teu nome; por isso, as virgens te amam. 4Leva-me tu, correremos após ti. O rei me introduziu nas suas recâmaras.

Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; os retos te amam.

5Eu sou morena e agradável, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão. 6Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim. Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha que me pertence não guardei. 7Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o recolhes pelo meio-dia, pois por que razão seria eu como a que erra ao pé dos rebanhos de teus companheiros?

8Se tu o não sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas das ovelhas e apascenta 1.8 ou os teus cabritosas tuas cabras junto às moradas dos pastores. 9Às éguas dos carros de Faraó te comparo,

1.9
2Cr 1.16-17
Ct 2.2,10,13
4.1,7
5.2
6.4
Jo 15.14-15
ó amiga minha. 10Agradáveis são as tuas
1.10
Ez 16.11-13
faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares. 11Enfeites de ouro te faremos, com pregos de prata.

12Enquanto o rei está assentado à sua mesa, dá o meu nardo o seu cheiro. 13O meu amado é para mim um ramalhete de mirra; morará entre os meus seios. 14Como um 1.14 ou canteiro de flores de alfenacacho de Chipre nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado.

15Eis que és formosa,

1.15
Ct 4.1
5.12
ó amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.

16Eis que és gentil e agradável, ó amado meu; o nosso leito é viçoso. 17As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas, de cipreste.

2

21Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

2Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas.

3Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento;

2.3
Ap 22.1-2
e o seu fruto é doce ao meu paladar. 4Levou-me 2.4 Hebr. casa do vinhoà sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor. 5Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. 6A
2.6
Ct 8.3
sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.

7Conjuro-vos,

2.7
Ct 3.5
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

8Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. 9O meu amado

2.9
Ct 2.17
é semelhante ao gamo ou ao filho do corço; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades. 10O meu amado fala e me diz:

Levanta-te,

2.10
Ct 2.13
amiga minha, formosa minha, e vem. 11Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou e se foi. 12Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. 13A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma.
2.13
Ct 2.10
Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. 14Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face,
2.14
Ct 8.13
faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível.

15Apanhai-me

2.15
Ez 13.4
Lc 13.32
as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. 16O meu amado
2.16
Ct 6.3
7.10
é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. 17Antes
2.17
Ct 4.6
que refresque o dia e caiam as sombras,
2.17
Ct 2.9
8.14
volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos corços sobre os montes de Beter.