Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
89

Traz-se à memória o pacto de Deus com Davi, a fim de que Deus livre o seu povo dos males presentes

Masquil de Etã, o ezraíta

891As benignidades do Senhor cantarei perpetuamente; com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração. 2Pois disse eu: a tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo: 3Fiz

89.3
1Rs 8.16
um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: 4a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração. (Selá)

5E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade também na assembleia dos santos. 6Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos? 7Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.

8Ó Senhor, Deus dos Exércitos, quem é forte como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?! 9Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar. 10Tu quebrantaste a Raabe como se fora ferida de morte; espalhaste os teus inimigos com o teu braço poderoso. 11Teus são os céus e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste. 12O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom regozijam-se em teu nome. 13Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada, a tua destra. 14Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto. 15Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo; andará, ó Senhor, na luz da tua face. 16Em teu nome se alegrará todo o dia e na tua justiça se exaltará. 17Pois tu és a glória da sua força; e pelo teu favor será exaltado o nosso 89.17 Hebr. chifrepoder. 18Porque o Senhor é a nossa defesa, e o Santo de Israel, o nosso Rei. 19Então, em visão falaste do teu santo e disseste: Socorri um que é esforçado; exaltei a um eleito do povo. 20Achei a Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi; 21com ele, a minha mão ficará firme, e o meu braço o fortalecerá. 22O inimigo não o importunará, nem o filho da perversidade o afligirá. 23E eu derribarei os seus inimigos perante a sua face e ferirei os que o aborrecem. 24E a minha fidelidade e a minha benignidade estarão com ele; e em meu nome será exaltado o seu poder. 25E porei a sua mão no mar e a sua direita, nos rios. 26Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. 27Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra. 28A minha benignidade lhe guardarei para sempre, e o meu concerto lhe será firme. 29E conservarei para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu. 30Se os seus filhos deixarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, 31se profanarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, 32então, visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniquidade, com açoites. 33Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade. 34Não quebrarei o meu concerto, não alterarei o que saiu dos meus lábios. 35Uma vez jurei por minha santidade (não mentirei a Davi). 36A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o sol perante mim; 37será estabelecido para sempre como a lua; e a testemunha no céu é fiel. (Selá)

38Mas tu rejeitaste e aborreceste; tu te indignaste contra o teu ungido. 39Abominaste o concerto do teu servo; profanaste a sua coroa, lançando-a por terra. 40Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações. 41Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se ele o opróbrio dos seus vizinhos. 42Exaltaste a destra dos seus adversários; fizeste com que todos os seus inimigos se regozijassem. 43Também embotaste o fio da sua espada e não o sustentaste na peleja. 44Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono. 45Abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de vergonha. (Selá)

46Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo? 47Lembra-te de quão breves são os meus dias; por que criarias debalde todos os filhos dos homens? 48Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma do poder do 89.48 Hebr. Sheolmundo invisível? (Selá) 49Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades, que juraste a Davi pela tua verdade? 50Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos; e de como trago no meu peito o escárnio de todos os povos poderosos, 51com o qual, Senhor, os teus inimigos têm difamado, com o qual têm difamado as pisadas do teu ungido.

52Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém!

90

A fraqueza do homem e a providência de Deus

Oração de Moisés, varão de Deus

901Senhor, tu tens sido 90.1 ou a nossa moradao nosso refúgio, de geração em geração. 2Antes

90.2
Pv 8.25-26
que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus. 3Tu reduzes o homem à destruição; e dizes:
90.3
Gn 3.19
Volvei, filhos dos homens. 4Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.

5Tu os levas como corrente de água; são como um sono; são como a erva que cresce de madrugada; 6de madrugada, cresce e floresce; à tarde, corta-se e seca.

7Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor somos angustiados. 8Diante de ti puseste as

90.8
Sl 50.21
nossas iniquidades; os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.

9Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. 10A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos. 11Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.

13Volta-te para nós, Senhor; até quando? E aplaca-te para com os teus servos. 14Sacia-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias. 15Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal. 16Apareça

90.16
Hc 3.2
a tua obra aos teus servos, e a tua glória, sobre seus filhos. 17E seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós
90.17
Is 26.12
a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

91

A segurança daquele que se refugia em Deus

911Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 2Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

3Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. 4Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel. 5Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia, 6nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. 7Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido. 8Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.

9Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. 10Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. 13Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. 15Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. 16Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.