Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
140

O salmista ora para que seja livre de inimigos potentes e injustos

Salmo de Davi para o cantor-mor

1401Livra-me, ó Senhor, do homem mau; guarda-me do homem violento; 2os quais pensam o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra. 3Aguçaram a língua como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá)

4Guarda-me, ó Senhor, das mãos do ímpio e guarda-me do homem

140.4
Rm 3.13
violento, os quais se propuseram desviar os meus passos. 5Os soberbos
140.5
Jr 18.22
armaram-me laços e cordas; estenderam a rede à beira do caminho; armaram-me laços corrediços. (Selá)

6Eu disse ao Senhor: tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó Senhor. 7Senhor Deus, 140.7 ou forçafortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha. 8Não cumpras, ó Senhor, ao ímpio os seus desejos; não deixes ir por diante o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá)

9Quanto aos que, cercando-me, levantam a cabeça, cubra-os a maldade dos seus lábios. 10Caiam sobre eles brasas vivas, sejam lançados no fogo em covas profundas, para que se não tornem a levantar. 11Não terá firmeza na terra o homem de língua; o mal perseguirá o homem violento, até que seja desterrado.

12Sei que o Senhor 140.12 ou manterásustentará a causa do oprimido e o direito do necessitado. 13Assim, os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença.

141

O salmista ora para que seja preservado no meio da tentação

Salmo de Davi

1411Senhor, a ti clamo! Escuta-me! Inclina os teus ouvidos à minha voz, quando a ti clamar. 2Suba a minha

141.2
Ap 3.4
5.8
oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde.

3Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios. 4Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de coisas más com aqueles que praticam a iniquidade; e não coma eu das suas delícias. 5Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que a minha cabeça não rejeitará; porque continuarei a orar a despeito das maldades deles. 6Quando os seus juízes forem arremessados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis. 7Como quando alguém lavra e sulca a terra, são os nossos ossos espalhados à boca da sepultura.

8Mas os meus olhos te contemplam, ó Deus, Senhor; em ti confio; não desampares a minha alma. 9Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniquidade. 10Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

142

Oração no meio de grande perigo

Masquil de Davi. Oração que fez quando estava na caverna

1421Com a minha voz clamei ao Senhor; com a minha voz ao Senhor supliquei. 2Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia. 3Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então, conheceste a minha vereda.

No caminho em que eu andava, ocultaram um laço. 4Olhei para a minha direita e vi; mas não havia quem me conhecesse; refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.

5A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: tu és o meu refúgio e a minha porção na terra dos viventes. 6Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. 7Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.