Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
30

As palavras de Agur

301Palavras de Agur, filho de Jaque, o oráculo.

30.1
Pv 31.1
Disse este varão a Itiel, a Itiel e a Ucal: 2Na verdade, que eu sou mais bruto do que ninguém; não tenho o entendimento do homem, 3nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo. 4Quem
30.4
Jó 38.4
Is 40.12
Jo 3.13
subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?

5Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. 6Nada acrescentes

30.6
Dt 4.2
12.32
Ap 22.18-19
às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.

7Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: 8afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza;

30.8
Mt 6.11
mantém-me do pão da minha porção acostumada; 9para
30.9
Dt 8.12,14,17
31.20
32.15
Os 13.6
que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus.

10Não calunies o servo diante de seu senhor, para que te não amaldiçoe e fiques culpado.

11Há uma geração que amaldiçoa a seu pai e que não bendiz a sua mãe. 12Há uma geração que é pura

30.12
Lc 13.11
aos seus olhos e que nunca foi lavada da sua imundícia. 13Há uma geração cujos olhos são altivos e cujas pálpebras são levantadas para cima. 14Há uma geração
30.14
Pv 12.18
Am 8.4
cujos dentes são espadas e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens. 15A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e quatro nunca dizem: Basta: 16a sepultura,
30.16
Pv 27.20
Hc 2.5
a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta.

17Os olhos

30.17
Gn 9.22
Lv 20.9
Pv 20.20
23.32
que zombam do pai ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro os arrancarão, e os pintãos da águia os comerão.

18Há três coisas que me maravilham, e a quarta não a conheço: 19o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma virgem. 20Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade.

21Por três coisas se alvoroça a terra, e a quarta não a pode suportar: 22pelo servo,

30.22
Ec 10.7
quando reina; e pelo tolo, quando anda farto de pão; 23pela mulher aborrecida, quando se casa; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.

24Estas quatro coisas são das mais pequenas da terra, mas sábias, bem-providas de sabedoria: 25as formigas

30.25
Pv 6.6
são um povo impotente; todavia, no verão preparam a sua comida; 26os coelhos são um povo débil; e, contudo, fazem a sua casa nas rochas; 27os gafanhotos não têm rei; e, contudo, todos saem e em bandos se repartem; 28a 30.28 ou lagartixaaranha, que se apanha com as mãos e está nos paços dos reis.

29Há três que têm um bom andar, e o quarto passeia muito bem: 30o leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás; 31o 30.31 ou o cão de caçacavalo de guerra, bem-cingido pelos lombos; o bode também; e o rei, a quem se não pode resistir.

32Se procedeste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal,

30.32
Jó 21.1
Mq 7.16
põe a mão na boca. 33Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda.

31

Os conselhos que a mãe do rei Lemuel deu a seu filho

311Palavras do rei Lemuel,

31.1
Pv 30.1
a profecia que lhe ensinou sua mãe. 2Como,
31.2
Is 49.15
filho meu? E como, ó filho do meu ventre? E como, ó filho das minhas promessas? 3Não dês
31.3
Ne 13.26
Pv 5.9
7.26
às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, ao que destrói os reis. 4Não é próprio dos reis,
31.4
Ec 10.17
ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. 5Para que não bebam,
31.5
Os 4.11
e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos. 6Dai bebida forte aos que perecem, e o vinho, aos amargosos de espírito; 7para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e do seu trabalho não se lembrem mais. 8Abre
31.8
1Sm 19.4
Et 4.16
Jó 29.15-16
a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. 9Abre a tua boca,
31.9
Lv 19.15
Dt 1.16
Jó 29.12
Is 1.17
Jr 22.16
julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.

Álefe.

10

31.10
Pv 12.4
18.22
19.14
Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.

Bete.

11O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.

Guímel.

12Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.

Dálete.

13Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.

Hê.

14É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.

Vau.

15Ainda de noite,

31.15
Lc 12.49
Rm 12.11
se levanta e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.

Zain.

16Examina uma herdade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.

Hete.

17Cinge os lombos de força e fortalece os braços.

Tete.

18Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.

Jode.

19Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca.

Cafe.

20

31.20
Ef 4.28
Hb 13.16
Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos.

Lâmede.

21Não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada.

Mem.

22Faz para si tapeçaria; de linho fino e de púrpura é a sua veste.

Nun.

23

31.23
Pv 12.4
Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.

Sâmeque.

24Faz panos de linho fino, e vende-os, e dá cintas aos mercadores.

Ain.

25A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.

Pê.

26Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.

Tsadê.

27Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.

Cofe.

28Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:

Rexe.

29Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior.

Chim.

30Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.

Tau.

31Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.