Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
25

Outros provérbios de Salomão que foram coligidos no tempo do rei Ezequias

251Também estes

25.1
2Rs 4.32
são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. 2A glória
25.2
Dt 29.29
Jó 29.16
Rm 11.33
de Deus é encobrir o negócio, mas a glória dos reis é tudo investigar. 3Para a altura dos céus, e para a profundeza da terra, e para o coração dos reis, não investigação alguma. 4Tira
25.4
2Tm 2.21
da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor. 5Tira
25.5
Pv 20.8
o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça. 6Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes; 7porque
25.7
Lc 14.8-10
melhor é que te digam: Sobe para aqui, do que seres humilhado diante do príncipe a quem já os teus olhos viram. 8Não
25.8
Pv 17.14
Mt 5.25
te apresses a litigar, para depois, ao fim, não saberes o que hás de fazer, podendo-te confundir o teu próximo. 9Pleiteia
25.9
Mt 5.25
18.15
a tua causa com o teu próximo mesmo e não descubras o segredo de outro; 10para que não te desonre o que o ouvir, não se apartando de ti a infâmia.

11Como maçãs de ouro em 25.11 ou obra de filigranasalvas de prata, assim é a palavra dita a

25.11
Pv 15.23
Is 50.4
seu tempo. 12Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido ouvinte. 13Como frieza
25.13
Pv 13.17
de neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque alegra a alma dos seus senhores. 14Como nuvens e ventos que não trazem chuva,
25.14
Pv 20.6
Jd 12
assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas. 15Pela longanimidade se persuade o príncipe,
25.15
1Sm 25.24
Pv 15.1
16.14
e a língua branda quebranta os ossos.

16Achaste mel? Come o que te basta; para que, porventura, não te fartes dele e o venhas a vomitar. 17Retira o pé da casa do teu próximo, para que se não enfade de ti e te aborreça.

18Martelo, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo. 19Como dente quebrado e pé deslocado, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia. 20O que entoa canções junto ao coração aflito é como aquele que se despe num dia de frio e como vinagre sobre 25.20 ou sodasalitre. 21Se

25.21
Êx 23.4-5
Mt 5.44
Rm 12.20
o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e, se tiver sede, dá-lhe água para beber, 22porque, assim, brasas lhe amontoarás sobre a cabeça;
25.22
2Sm 16.12
e o Senhor to pagará. 23O vento norte afugenta a chuva, e a língua fingida, a face irada. 24Melhor
25.24
Pv 19.13
21.9,19
é morar num canto de umas águas-furtadas do que com a mulher rixosa numa casa ampla. 25Como água fria para uma alma cansada, assim são as boas-novas de terra remota. 26Como fonte turva e manancial corrupto, assim é o justo que cai diante do ímpio. 27Comer
25.27
Pv 25.16
27.2
muito mel não é bom; assim, a investigação da própria glória não é glória. 28Como a cidade
25.28
Pv 16.32
derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

26

261Como a neve no verão

26.1
1Sm 12.17
e como a chuva na sega, assim não é conveniente ao louco a honra. 2Como o pássaro no seu vaguear, e como a andorinha no seu voo,
26.2
Nm 23.8
Dt 23.5
assim a maldição sem causa não virá. 3O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos tolos. 4Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele. 5Responde
26.5
Mt 21.24,27
ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos. 6Os pés corta e o dano bebe quem manda mensagens pelas mãos de um tolo. 7Como as pernas do coxo, que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos. 8Como o que prende a pedra preciosa na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo. 9Como o espinho que entra na mão do ébrio, assim é o provérbio na boca dos tolos. 10Como um besteiro que a todos espanta, assim é o que assalaria os tolos e os transgressores. 11Como o cão que torna ao seu vômito,
26.11
2Pe 2.22
assim é o tolo que reitera a sua estultícia. 12Tens visto
26.12
Pv 29.20
Lc 18.11
Rm 12.16
Ap 3.17
um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança no tolo do que nele. 13Diz o preguiçoso:
26.13
Pv 22.13
Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. 14Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso, na sua cama. 15O preguiçoso
26.15
Pv 19.24
esconde a mão no seio; enfada-se de a levar à sua boca. 16Mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem. 17O que, passando, se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas. 18Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, 19assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. 20Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo
26.20
Pv 22.10
maldizente, cessará a contenda. 21Como o
26.21
Pv 15.18
29.22
carvão é para o borralho, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. 22As palavras
26.22
Pv 18.8
do maldizente são como deliciosos bocados, que descem ao íntimo do ventre. 23Como o caco coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes e o coração maligno. 24Aquele que aborrece dissimula com os seus lábios, mas no seu interior encobre o engano. 25Quando
26.25
Jr 9.8
te suplicar com a sua voz, não te fies nele, porque sete abominações no seu coração. 26Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá na congregação. 27O que faz uma cova nela cairá; e o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará. 28A língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína.

27

271Não presumas do

27.1
Lc 12.19-20
Tg 4.13
dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia. 2Louve-te
27.2
Pv 25.27
o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro, e não os teus lábios. 3Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas. 4Cruel é o furor e a impetuosa ira,
27.4
1Jo 3.12
mas quem parará perante a inveja? 5Melhor
27.5
Pv 28.23
Gl 2.14
é a repreensão aberta do que o amor encoberto. 6Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são 27.6 ou profusosenganosos. 7A alma farta pisa o favo de mel,
27.7
Jó 6.7
mas à alma faminta todo amargo é doce. 8Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lugar. 9O óleo e o perfume alegram o coração; assim a doença do amigo, com o conselho cordial. 10Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade;
27.10
Pv 17.17
18.24
melhor é o vizinho perto do que o irmão longe. 11Sê sábio,
27.11
Sl 127.5
Pv 10.1
23.15,24
filho meu, e alegra o meu coração, para que tenha alguma coisa que responder àquele que me desprezar. 12O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena. 13Quando alguém fica por fiador do estranho,
27.13
Êx 22.26
Pv 20.16
toma-lhe tu a sua roupa e penhora-o pela estranha. 14O que bendiz ao seu amigo em alta voz, madrugando pela manhã, por maldição se lhe contará. 15O gotejar
27.15
Pv 19.13
contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa, um e outro são semelhantes. 16Aquele que a contivesse, conteria o vento; e a sua destra acomete o óleo. 17Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. 18O
27.18
1Co 9.7,13
que guarda a figueira comerá do seu fruto; e o que vela pelo seu senhor será honrado. 19Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. 20O
27.20
Pv 30.16
Ec 1.8
6.7
Hc 2.5
27.20 Hebr. Sheol e Abaddoninferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem. 21O
27.21
Pv 17.3
crisol é para a prata, e o forno, para o ouro, e o homem é provado pelos louvores. 22Ainda que pisasses
27.22
Pv 23.35
Is 1.5
Jr 5.3
o tolo com uma mão de gral entre grãos de cevada pilada, não se iria dele a sua estultícia. 23Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado. 24Porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração? 25Quando se mostrar a erva, e aparecerem os renovos, então, ajunta as ervas dos montes. 26Os cordeiros serão para te vestires, e os bodes, para o preço do campo. 27E haverá bastante leite de cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas criadas.