Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
24

241Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles, 2porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam maliciosamente. 3Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma; 4e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis. 5Um varão sábio

24.5
Pv 21.22
Ec 9.16
é forte, e o varão de conhecimento consolida a força. 6Porque
24.6
Pv 11.14
15.22
20.18
com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros. 7É demasiadamente alta para o tolo toda a sabedoria; na porta não abrirá a boca.

8Aquele que cuida em fazer mal, mestre de maus intentos o chamarão. 9O pensamento do tolo é pecado, e é abominável aos homens o escarnecedor.

10Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena. 11Livra

24.11
Is 58.6-7
1Jo 3.16
os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar. 12Se disseres: Eis que o não sabemos; porventura,
24.12
Pv 21.2
aquele que pondera os corações não o considerará? E aquele que atenta para a tua alma não o saberá? Não pagará ele ao homem conforme
24.12
Jó 34.11
Rm 2.6
Ap 2.23
22.12
a sua obra? 13Come mel, meu filho, porque é bom, e o favo de mel, que é doce ao teu paladar. 14Tal será o conhecimento da sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá para ti galardão, e não será cortada a tua expectação.

15Não espies a habitação do justo, ó ímpio, nem assoles a sua câmara. 16Porque

24.16
Jó 5.19
Am 8.14
Mq 7.8
sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.

17Quando cair o teu inimigo, não te alegres,

24.17
Jó 31.29
Pv 17.5
Ob 12
nem quando tropeçar se regozije o teu coração; 18para que o Senhor isso não veja, e seja mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira. 19Não te aflijas por causa
24.19
Pv 24.1
26.17
dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios. 20Porque
24.20
Jó 18.5-6
21.17
Pv 13.19
20.20
o maligno não terá galardão algum, e a lâmpada dos ímpios se apagará.

21Teme

24.21
Rm 13.7
1Pe 2.17
ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te entremetas com os que buscam mudanças. 22Porque, de repente, se levantará a sua perdição, e a ruína deles, quem a conhecerá? 23Também estes são provérbios dos sábios.

Ter respeito a pessoas

24.23
Lv 19.15
Dt 1.17
16.19
Pv 18.5
28.21
Jo 7.24
no juízo não é bom. 24O que
24.24
Pv 17.15
Is 5.23
disser ao ímpio: Justo és, os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão. 25Mas, para os que o repreenderem, haverá delícias, e sobre eles virá a bênção do bem. 26Beija com os lábios o que responde com palavras retas.

27Prepara

24.27
1Rs 5.17-18
Lc 14.28
fora a tua obra, e apronta-a no campo, e então edifica a tua casa. 28Não sejas
24.28
Ef 4.25
testemunha sem causa contra o teu próximo; por que enganarias com os teus lábios? 29Não digas:
24.29
Pv 20.22
Mt 5.39,44
Rm 12.17,19
Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.

30Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; 31e eis que toda

24.31
Gn 3.18
estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada. 32O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. 33Um pouco
24.33
Pv 6.9
de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado, 34assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

25

Outros provérbios de Salomão que foram coligidos no tempo do rei Ezequias

251Também estes

25.1
2Rs 4.32
são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. 2A glória
25.2
Dt 29.29
Jó 29.16
Rm 11.33
de Deus é encobrir o negócio, mas a glória dos reis é tudo investigar. 3Para a altura dos céus, e para a profundeza da terra, e para o coração dos reis, não investigação alguma. 4Tira
25.4
2Tm 2.21
da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor. 5Tira
25.5
Pv 20.8
o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça. 6Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes; 7porque
25.7
Lc 14.8-10
melhor é que te digam: Sobe para aqui, do que seres humilhado diante do príncipe a quem já os teus olhos viram. 8Não
25.8
Pv 17.14
Mt 5.25
te apresses a litigar, para depois, ao fim, não saberes o que hás de fazer, podendo-te confundir o teu próximo. 9Pleiteia
25.9
Mt 5.25
18.15
a tua causa com o teu próximo mesmo e não descubras o segredo de outro; 10para que não te desonre o que o ouvir, não se apartando de ti a infâmia.

11Como maçãs de ouro em 25.11 ou obra de filigranasalvas de prata, assim é a palavra dita a

25.11
Pv 15.23
Is 50.4
seu tempo. 12Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido ouvinte. 13Como frieza
25.13
Pv 13.17
de neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque alegra a alma dos seus senhores. 14Como nuvens e ventos que não trazem chuva,
25.14
Pv 20.6
Jd 12
assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas. 15Pela longanimidade se persuade o príncipe,
25.15
1Sm 25.24
Pv 15.1
16.14
e a língua branda quebranta os ossos.

16Achaste mel? Come o que te basta; para que, porventura, não te fartes dele e o venhas a vomitar. 17Retira o pé da casa do teu próximo, para que se não enfade de ti e te aborreça.

18Martelo, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo. 19Como dente quebrado e pé deslocado, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia. 20O que entoa canções junto ao coração aflito é como aquele que se despe num dia de frio e como vinagre sobre 25.20 ou sodasalitre. 21Se

25.21
Êx 23.4-5
Mt 5.44
Rm 12.20
o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e, se tiver sede, dá-lhe água para beber, 22porque, assim, brasas lhe amontoarás sobre a cabeça;
25.22
2Sm 16.12
e o Senhor to pagará. 23O vento norte afugenta a chuva, e a língua fingida, a face irada. 24Melhor
25.24
Pv 19.13
21.9,19
é morar num canto de umas águas-furtadas do que com a mulher rixosa numa casa ampla. 25Como água fria para uma alma cansada, assim são as boas-novas de terra remota. 26Como fonte turva e manancial corrupto, assim é o justo que cai diante do ímpio. 27Comer
25.27
Pv 25.16
27.2
muito mel não é bom; assim, a investigação da própria glória não é glória. 28Como a cidade
25.28
Pv 16.32
derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

26

261Como a neve no verão

26.1
1Sm 12.17
e como a chuva na sega, assim não é conveniente ao louco a honra. 2Como o pássaro no seu vaguear, e como a andorinha no seu voo,
26.2
Nm 23.8
Dt 23.5
assim a maldição sem causa não virá. 3O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos tolos. 4Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele. 5Responde
26.5
Mt 21.24,27
ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos. 6Os pés corta e o dano bebe quem manda mensagens pelas mãos de um tolo. 7Como as pernas do coxo, que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos. 8Como o que prende a pedra preciosa na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo. 9Como o espinho que entra na mão do ébrio, assim é o provérbio na boca dos tolos. 10Como um besteiro que a todos espanta, assim é o que assalaria os tolos e os transgressores. 11Como o cão que torna ao seu vômito,
26.11
2Pe 2.22
assim é o tolo que reitera a sua estultícia. 12Tens visto
26.12
Pv 29.20
Lc 18.11
Rm 12.16
Ap 3.17
um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança no tolo do que nele. 13Diz o preguiçoso:
26.13
Pv 22.13
Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. 14Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso, na sua cama. 15O preguiçoso
26.15
Pv 19.24
esconde a mão no seio; enfada-se de a levar à sua boca. 16Mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem. 17O que, passando, se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas. 18Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, 19assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. 20Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo
26.20
Pv 22.10
maldizente, cessará a contenda. 21Como o
26.21
Pv 15.18
29.22
carvão é para o borralho, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas. 22As palavras
26.22
Pv 18.8
do maldizente são como deliciosos bocados, que descem ao íntimo do ventre. 23Como o caco coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes e o coração maligno. 24Aquele que aborrece dissimula com os seus lábios, mas no seu interior encobre o engano. 25Quando
26.25
Jr 9.8
te suplicar com a sua voz, não te fies nele, porque sete abominações no seu coração. 26Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá na congregação. 27O que faz uma cova nela cairá; e o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará. 28A língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]