Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
4

Os inimigos pretendem retardar a edificação dos muros

41E sucedeu

4.1
Ne 2.10,19
que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus. 2E falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? 3E estava com ele Tobias,
4.3
Ne 2.10,19
o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra. 4Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e caia o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de cativeiro. 5E não cubras a sua iniquidade,
4.5
Pv 3.34
Jr 18.23
e não se risque diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram defronte dos edificadores.

6Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.

7E sucedeu que,

4.7
Ne 4.1
ouvindo Sambalate, e Tobias, e os arábios, e os amonitas, e os asdoditas que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo. 8E ligaram-se entre si todos, para virem atacar Jerusalém e para os desviarem do seu intento. 9Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles.

10Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos acarretadores, e o pó é muito, e nós não poderemos edificar o muro. 11Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disso, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. 12E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram que, de todos os lugares, tornavam a nós. 13Pelo que pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus o povo, pelas suas famílias, com as suas espadas, com as suas lanças e com os seus arcos. 14E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Não os temais;

4.14
Nm 14.9
Dt 1.29
10.17
lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas.

15E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos e que Deus tinha

4.15
Jó 5.13
18.7
dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. 16E sucedeu que, desde aquele dia, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos e as couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá. 17Os que edificavam o muro, e os que traziam as cargas, e os que carregavam, cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. 18E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo. 19E disse eu aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. 20No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará
4.20
Êx 14.14,25
Dt 1.30
3.22
20.4
Js 23.10
por nós.

21Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas. 22Também, naquele tempo, disse ao povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que, de noite, nos sirvam de guarda e, de dia, na obra. 23E nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um ia com suas armas à água.

5

Os pobres murmuram contra os ricos. Neemias repreende estes últimos

51Foi, porém, grande

5.1
Lv 25.35-37
Dt 15.7
Is 5.7
o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos. 2Porque havia quem dizia: Com nossos filhos e nossas filhas, nós somos muitos; pelo que tomemos trigo, para que comamos e vivamos. 3Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. 4Também havia quem dizia: Tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. 5Agora, pois, a nossa carne
5.5
Êx 21.7
Lv 25.39
Is 58.7
é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos, como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos, e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas.

6Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei. 7E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes:

5.7
Êx 22.25
Lv 25.36
Ez 22.12
Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento. 8E disse-lhes: Nós
5.8
Lv 25.48
resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder. 9Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus,
5.9
Lv 25.36
2Sm 12.14
Rm 2.24
1Pe 2.12
por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos? 10Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. 11Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. 12Então, disseram: Restituir-lho-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz
5.12
Ed 10.5
Jr 34.8-9
jurar que fariam conforme esta palavra.

13Também o meu regaço sacudi e disse:

5.13
Mt 10.14
At 13.51
18.6
Assim sacuda Deus a todo homem da sua casa e do seu trabalho que não cumprir esta palavra; e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram o Senhor; e o povo
5.13
2Rs 23.3
fez conforme esta palavra. 14Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá,
5.14
Ne 13.6
desde o ano vinte até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o
5.14
1Co 9.4,15
pão do governador. 15Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata; ainda também os seus moços dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do
5.15
Ne 5.9
2Co 11.9
12.13
temor de Deus. 16Antes, também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus moços se ajuntaram ali para a obra. 17Também cento e cinquenta homens dos judeus e dos magistrados e os que vinham a nós, dentre as gentes que estão à roda de nós, se
5.17
2Sm 9.7
1Rs 18.19
punham à minha mesa. 18E o que se preparava para cada dia era
5.18
1Rs 4.22
um boi e seis ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam e, de dez em dez dias, de todo o vinho muitíssimo; e nem por isso exigi
5.18
Ne 5.14-15
o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande. 19Lembra-te
5.19
Ne 13.22
de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

6

Os inimigos conspiram para surpreender e intimidar Neemias

61Sucedeu mais

6.1
Ne 2.10,19
4.1,7
que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele não havia brecha alguma, ainda que
6.1
Ne 3.1,3
até este tempo não tinha posto as portas nos portais, 2Sambalate e Gesém
6.2
Pv 26.24-25
enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale
6.2
1Cr 8.12
Ne 11.35
de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. 3E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? 4E da mesma maneira enviaram a mim quatro vezes; e da mesma maneira lhes respondi. 5Então, Sambalate, da mesma maneira, pela quinta vez, me enviou o seu moço com uma carta aberta na sua mão, 6e na qual estava escrito: Entre as gentes se ouviu e Gesém diz que tu e os
6.6
Ne 12.19
judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificais o muro; e que tu te farás rei deles segundo estas palavras; 7e que puseste profetas para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente. 8Porém eu enviei a dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coração, o inventas. 9Porque todos eles nos procuravam atemorizar, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, esforça as minhas mãos.

10E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; sim, de noite virão matar-te. 11Porém eu disse: Um homem, como eu, fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo e viva? De maneira nenhuma entrarei. 12E conheci que eis que não era Deus quem o enviara; mas essa profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. 13Para isso o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse e pecasse, para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem e assim me vituperarem. 14Lembra-te,

6.14
Ne 13.29
Ez 13.17
meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme estas suas obras, e também da profetisa Noadias e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me.

15Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco de elul, em cinquenta e dois dias. 16E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos

6.16
Ne 2.10
4.1,7
6.1
inimigos, temeram todos os gentios que havia em roda de nós e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra. 17Também, naqueles dias, alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas, que iam para Tobias, e as cartas de Tobias vinham para eles. 18Porque muitos em Judá se lhe ajuramentaram, porque era genro de Secanias, filho de Ará; e seu filho Joanã tomara a filha de Mesulão, filho de Berequias. 19Também as suas bondades contavam perante mim, e as minhas palavras lhe levavam a ele; portanto, Tobias escrevia cartas para me atemorizar.