Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
6

Jesus retira-se para Nazaré

(Mt 13.53-58; Lc 4.16-30)

61E, partindo dali,

6.1
Lc 4.16
chegou à sua terra, e os seus discípulos o seguiram. 2E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo:
6.2
Jo 6.42
De onde lhe vêm essas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3Não é este o carpinteiro, filho de Maria
6.3
Mt 12.46
Gl 1.19
e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?
6.3
Mt 11.6
E escandalizavam-se nele. 4E Jesus lhes dizia:
6.4
Mt 13.57
Jo 4.44
Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5E não
6.5
Gn 19.22
32.25
Mt 13.58
Mc 9.22
podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6E estava admirado
6.6
Is 59.16
Mt 9.35
Lc 13.22
da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.

7Chamou

6.7
Mt 10.1
3.13-14
Lc 9.1
a si os doze, e começou a enviá-los de dois a dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, 8e ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão um bordão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto; 9mas que
6.9
At 12.8
calçassem sandálias e que não vestissem duas túnicas. 10E dizia-lhes: Na casa
6.10
Mt 10.11
Lc 9.4
10.7-8
em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. 11E, quando
6.11
Mt 10.14
Lc 10.10
alguns vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos
6.11
At 13.51
18.6
vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no Dia do Juízo para Sodoma e Gomorra do que para os daquela cidade. 12E, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. 13E expulsavam muitos demônios,
6.13
Tg 5.14
e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.

A morte de João Batista

(Mt 14.1-12; Lc 3.19-20; 9.7-9)

14E ouviu isso

6.14
Lc 9.7
o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório) e disse: João, o que batizava, ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. 15Outros
6.15
Mt 16.14
Mc 8.28
diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta ou como um dos profetas. 16Herodes, porém,
6.16
Mt 14.2
Lc 3.19
ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos. 17Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela. 18Pois João dizia a Herodes: Não
6.18
Lv 18.16
20.21
te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 19E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia; 20porque Herodes temia
6.20
Mt 14.5
21.26
a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o com segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia. 21E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do
6.21
Mt 14.6
seu aniversário,
6.21
Gn 40.20
dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia, 22entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse, então, o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. 23E jurou-lhe, dizendo: Tudo
6.23
Et 5.3,6
7.2
o que me pedires te darei, até metade do meu reino. 24E, saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João Batista. 25E, entrando apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que, imediatamente, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26E o
6.26
Mt 14.19
rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. 27E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi e degolou-o na prisão. 28E trouxe a cabeça num prato e deu-a à jovem, e esta a deu à sua mãe. 29E os seus discípulos, tendo ouvido isso, foram, tomaram o seu corpo e o puseram num sepulcro.

A primeira multiplicação dos pães e peixes

(Mt 14.13-21; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14)

30E os

6.30
Lc 9.10
apóstolos ajuntaram-se a Jesus e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. 31E ele disse-lhes:
6.31
Mt 14.13
Mc 3.20
Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam, e vinham,
6.31
Mt 14.13
e não tinham tempo para comer. 32E foram sós num barco para um lugar deserto. 33E a multidão viu-os partir, e muitos os conheceram, e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se deles. 34E Jesus, saindo,
6.34
Mt 9.33
14.14
viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor;
6.34
Lc 9.11
e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35E, como o dia fosse já muito adiantado,
6.35
Mt 14.15
Lc 9.12
os seus discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado; 36despede-os, para que vão aos campos e aldeias circunvizinhas e comprem pão para si, porque não têm o que comer. 37Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe:
6.37
Nm 11.13,22
2Rs 4.43
Iremos nós e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? 38E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco
6.38
Mt 14.17
15.34
Mc 8.5
Lc 9.13
Jo 6.9
pães e dois peixes. 39E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em grupos, sobre a erva verde. 40E assentaram-se repartidos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. 41E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu,
6.41
1Sm 9.13
Mt 26.26
e abençoou, e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. 42E todos comeram e ficaram fartos, 43e levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.

Jesus anda por cima do mar

(Mt 14.22-36; Jo 6.15-21)

45E logo

6.45
Jo 6.17
obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46E, tendo-os despedido, foi ao monte para orar. 47E,
6.47
Mt 14.23
Jo 6.6,17
sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. 48E, vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite, aproximou-se deles, andando sobre o mar,
6.48
Lc 24.28
e queria passar adiante deles, 49mas, quando eles o viram andar sobre o mar, pensaram que era um fantasma e deram grandes gritos. 50Porque todos o viram e perturbaram-se; mas logo falou com eles e disse-lhes: Tende bom ânimo, sou eu; não temais. 51E subiu para o barco para estar com eles, e o vento se aquietou; e, entre si, ficaram muito assombrados e maravilhados, 52pois não tinham
6.52
Mc 8.17-18
compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava
6.52
Mc 3.5
Mc 16.14
endurecido.

53E,

6.53
Mt 14.34
quando já estavam no outro lado, dirigiram-se à terra de Genesaré e ali atracaram. 54E, saindo eles do barco, logo o reconheceram; 55e, percorrendo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, onde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos. 56E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou em aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos
6.56
Mt 9.20
Mc 5.27-28
At 19.12
na orla da sua veste, e todos os que lhe tocavam saravam.

7

A tradição dos anciãos

(Mt 15.1-20)

71E reuniram-se em volta dele os fariseus e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. 2E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. 3Porque os fariseus e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; 4e, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal, e as camas. 5Depois, perguntaram-lhe

7.5
Mt 15.1
os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem com as mãos por lavar? 6E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:
7.6
Is 29.13
Mt 15.8
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7Em vão, porém, 7.7 ou me adoramme honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. 8Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. 9E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. 10Porque Moisés disse: Honra
7.10
Êx 20.12
21.17
Lv 20.9
Dt 5.16
Pv 20.20
Mt 15.4
a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte. 11Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã,
7.11
Mt 15.5
23.18
isto é, oferta ao Senhor, 12nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, 13invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.

14E, chamando

7.14
Mt 15.10
outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, vós todos, e compreendei. 15Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem. 16Se alguém
7.16
Mt 11.15
tem ouvidos para ouvir, que ouça. 17Depois,
7.17
Mt 15.15
quando deixou a multidão e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola. 18E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, 19porque não entra no seu coração, mas no ventre e é lançado fora, ficando puras todas as comidas? 20E dizia: O que sai do homem, isso é que contamina o homem. 21Porque
7.21
Gn 6.5
do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, 22os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 23Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.

A mulher cananeia

(Mt 15.21-28)

24E, levantando-se dali, foi para os territórios de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, queria que ninguém o soubesse, mas não pôde esconder-se, 25porque uma mulher cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés. 26E a mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio. 27Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos, porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 28Ela, porém, respondeu e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. 29Então, ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio saiu de tua filha. 30E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, pois o demônio já tinha saído.

Cura de um surdo e gago de Decápolis

31E ele,

7.31
Mt 15.29
tornando a sair dos territórios de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galileia, pelos confins de Decápolis. 32E trouxeram-lhe um surdo, que
7.32
Mt 9.32
Lc 11.14
falava dificilmente, e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele. 33E, tirando-o à parte de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo,
7.33
Mc 8.23
Jo 9.6
tocou-lhe na língua. 34E, levantando os olhos ao céu,
7.34
Mc 6.41
Jo 11.41
17.1
suspirou
7.34
Jo 11.33,38
e disse: Efatá, isto é, abre-te. 35E logo
7.35
Is 35.5-6
Mt 11.5
se lhe abriram os ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente. 36E ordenou-lhes
7.36
Mc 5.43
que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lho proibia, tanto mais o divulgavam. 37E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.

8

A segunda multiplicação dos pães e peixes

(Mt 15.29-39)

81Naqueles dias, havendo mui grande multidão

8.1
Mt 15.32
e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos e disse-lhes: 2Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não têm o que comer. 3E, se os deixar ir em jejum para casa, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe. 4E os seus discípulos responderam-lhe: Donde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto? 5E
8.5
Mt 15.34
Mc 6.38
perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete. 6E ordenou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães e tendo dado graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles; e puseram-nos diante da multidão. 7Tinham também uns poucos peixinhos; e, tendo dado graças,
8.7
Mt 14.19
Mc 6.41
ordenou que também lhos pusessem diante. 8E comeram e saciaram-se; e, dos pedaços que sobejaram, levantaram sete cestos. 9E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os.

O fermento dos fariseus

(Mt 16.1-12)

10E, entrando logo no barco com os seus discípulos, foi para as regiões de Dalmanuta.

11E saíram

8.11
Mt 12.38
Jo 6.30
os fariseus e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu. 12E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se dará sinal algum. 13E, deixando-os, tornou a entrar no barco e foi para o outro lado.

14E eles

8.14
Mt 16.5
se esqueceram de levar pão e no barco não tinham consigo senão um pão. 15E ordenou-lhes,
8.15
Mt 16.6
Lc 12.1
dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. 16E arrazoavam entre si, dizendo: É porque não temos
8.16
Mt 16.7
pão. 17E Jesus, conhecendo isso, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? Não considerastes, nem
8.17
Mc 6.52
compreendestes ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais 19quando parti
8.19
Mt 14.20
Mc 6.43
Lc 9.17
Jo 6.13
os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Disseram-lhe: Doze. 20E,
8.20
Mt 15.37
Mc 8.8
quando parti os sete entre os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? E disseram-lhe: Sete. 21E ele lhes disse:
8.21
Mc 6.52
8.17
Como não entendeis ainda?

Cura de um cego de Betsaida

22E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego e rogaram-lhe que lhe tocasse. 23E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos

8.23
Mc 7.33
e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. 24E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens, pois os vejo como árvores que andam. 25Depois, tornou a pôr-lhe as mãos nos olhos, e ele, olhando firmemente, ficou restabelecido e já via ao longe e distintamente a todos. 26E mandou-o para sua casa, dizendo:
8.26
Mt 8.4
Mc 5.43
Não entres na aldeia.

A confissão de Pedro

(Mt 16.13-23; Lc 9.18-22; Jo 6.66-69)

27E saiu Jesus

8.27
Lc 9.18
e os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? 28E eles responderam:
8.28
Mt 14.2
João Batista; e outros, Elias; mas outros, um dos profetas. 29E ele lhes disse: Mas vós quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse:
8.29
Mt 16.16
Jo 6.69
11.27
Tu és o Cristo. 30E
8.30
Mt 16.20
admoestou-os, para que a ninguém dissessem aquilo dele.

31E começou

8.31
Mt 16.21,28
Lc 9.22,27
a ensinar-lhes que importava que o Filho do Homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos, e pelos príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que, depois de três dias, ressuscitaria. 32E dizia abertamente estas palavras. E Pedro o tomou à parte e começou a repreendê-lo. 33Mas ele, virando-se e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens.

Cada um deve levar a sua própria cruz

(Mt 16.24-28; Lc 9.23-27)

34E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes:

8.34
Mt 10.38
16.24
Lc 9.23
14.27
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. 35Porque
8.35
Jo 12.25
qualquer que quiser salvar a sua 8.35 ou almavida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. 36Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? 37Ou que daria o homem pelo resgate da sua 8.37 ou vidaalma? 38Porquanto qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar
8.38
Mt 10.33
Lc 9.26
12.9
Rm 1.16
2Tm 1.8
2.12
de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.

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