Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
4

A parábola do semeador

(Mt 13.1-23; Lc 8.4-15)

41E outra vez começou a

4.1
Lc 8.4
ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar. 2E ensinava-lhes
4.2
Mc 12.38
muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina: 3Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. 4E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram. 5E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda. 6Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou-se. 7E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto. 8E outra caiu em boa
4.8
Jo 15.5
Cl 1.6
terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem. 9E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

10E, quando

4.10
Mt 13.10
Lc 8.9
se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. 11E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora
4.11
1Co 5.12
Cl 4.5
1Ts 4.11
1Tm 3.7
todas essas coisas se dizem por parábolas, 12para que, vendo,
4.12
Is 6.9
Mt 13.14
Lc 8.10
Jo 12.40
At 28.26
Rm 11.8
vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. 13E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas? 14O que semeia
4.14
Mt 13.19
semeia a palavra; 15e os que estão junto ao caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada no coração deles. 16E da mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregais, que, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; 17mas não têm raiz em si mesmos; antes, são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18E os outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; 19mas os cuidados deste mundo, e os enganos das
4.19
1Tm 6.9,17
riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. 20E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um.

A parábola da candeia

(Lc 8.16-18)

21E disse-lhes:

4.21
Mt 5.15
Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do cesto ou debaixo da cama? Não vem, antes, para se colocar no velador? 22Porque nada há
4.22
Mt 10.26
Lc 12.2
encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos
4.23
Mt 11.15
4.9
para ouvir, que ouça. 24E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir.
4.24
Mt 7.2
Lc 6.38
Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada. 25Porque ao que
4.25
Mt 13.12
25.29
Lc 8.18
19.26
tem, ser-lhe-á dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

A parábola da semente

26E dizia:

4.26
Mt 13.24
O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra, 27e dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. 28Porque a terra por si mesma frutifica; primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga. 29E, quando o fruto se mostra, mete-lhe logo a
4.29
Ap 14.15
foice, porque está chegada a ceifa.

A parábola do grão de mostarda

(Mt 13.31-32; Lc 13.18-19)

30E dizia:

4.30
Lc 13.18
At 2.41
4.4
5.14
19.20
A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos? 31É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra; 32mas, tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.

33E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra,

4.33
Mt 13.34
Jo 16.12
segundo o que podiam compreender. 34E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos.

Jesus apazigua a tempestade

(Mt 8.23-27; Lc 8.22-25)

35E, naquele dia,

4.35
Lc 8.22
sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem. 36E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. 37E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia de água. 38E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada; e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? 39E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. 40E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? 41E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: Mas quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

5

O endemoninhado gadareno

(Mt 8.28-34; Lc 8.26-39)

51E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. 2E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, 3o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. 4Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar. 5E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. 6E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. 7E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. 8(Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) 9E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. 11E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. 12E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. 13E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar. 14E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido.

15E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. 16E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. 17E começaram

5.17
Mt 8.34
a rogar-lhe que saísse do seu território. 18E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que
5.18
Lc 8.38
fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 19Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. 20E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam.

A filha de Jairo. A mulher que tinha um fluxo de sangue

(Mt 9.18-26; Lc 8.40-56)

21E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar. 22E eis que chegou

5.22
Mt 9.18
Lc 8.41
um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés 23e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva. 24E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.

25E certa mulher,

5.25
Lv 15.25
Mt 9.20
que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, 26e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior, 27ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua vestimenta. 28Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei. 29E logo se lhe secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar curada daquele 5.29 ou flagelomal. 30E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra,
5.30
Lc 6.19
8.46
voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes? 31E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? 32E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera. 33Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. 34E ele lhe disse:
5.34
Mt 9.22
Mc 10.52
At 14.9
Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.

35Estando ele ainda

5.35
Lc 8.49
falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? 36E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente. 37E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, e Tiago, e João, irmão de Tiago. 38E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço e os que choravam muito e pranteavam. 39E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta,
5.39
Jo 11.11
mas dorme. 40E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair,
5.40
At 9.40
tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam e entrou onde a menina estava deitada. 41E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitá cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te. 42E logo a menina se levantou e andava, pois tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. 43E mandou-lhes
5.43
Mt 8.4
9.30
12.16
17.9
Lc 5.14
expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

6

Jesus retira-se para Nazaré

(Mt 13.53-58; Lc 4.16-30)

61E, partindo dali,

6.1
Lc 4.16
chegou à sua terra, e os seus discípulos o seguiram. 2E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo:
6.2
Jo 6.42
De onde lhe vêm essas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3Não é este o carpinteiro, filho de Maria
6.3
Mt 12.46
Gl 1.19
e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?
6.3
Mt 11.6
E escandalizavam-se nele. 4E Jesus lhes dizia:
6.4
Mt 13.57
Jo 4.44
Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5E não
6.5
Gn 19.22
32.25
Mt 13.58
Mc 9.22
podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6E estava admirado
6.6
Is 59.16
Mt 9.35
Lc 13.22
da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.

7Chamou

6.7
Mt 10.1
3.13-14
Lc 9.1
a si os doze, e começou a enviá-los de dois a dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, 8e ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão um bordão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto; 9mas que
6.9
At 12.8
calçassem sandálias e que não vestissem duas túnicas. 10E dizia-lhes: Na casa
6.10
Mt 10.11
Lc 9.4
10.7-8
em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. 11E, quando
6.11
Mt 10.14
Lc 10.10
alguns vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos
6.11
At 13.51
18.6
vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no Dia do Juízo para Sodoma e Gomorra do que para os daquela cidade. 12E, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. 13E expulsavam muitos demônios,
6.13
Tg 5.14
e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.

A morte de João Batista

(Mt 14.1-12; Lc 3.19-20; 9.7-9)

14E ouviu isso

6.14
Lc 9.7
o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório) e disse: João, o que batizava, ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. 15Outros
6.15
Mt 16.14
Mc 8.28
diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta ou como um dos profetas. 16Herodes, porém,
6.16
Mt 14.2
Lc 3.19
ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos. 17Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela. 18Pois João dizia a Herodes: Não
6.18
Lv 18.16
20.21
te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 19E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia; 20porque Herodes temia
6.20
Mt 14.5
21.26
a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o com segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia. 21E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do
6.21
Mt 14.6
seu aniversário,
6.21
Gn 40.20
dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia, 22entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse, então, o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. 23E jurou-lhe, dizendo: Tudo
6.23
Et 5.3,6
7.2
o que me pedires te darei, até metade do meu reino. 24E, saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João Batista. 25E, entrando apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que, imediatamente, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26E o
6.26
Mt 14.19
rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. 27E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi e degolou-o na prisão. 28E trouxe a cabeça num prato e deu-a à jovem, e esta a deu à sua mãe. 29E os seus discípulos, tendo ouvido isso, foram, tomaram o seu corpo e o puseram num sepulcro.

A primeira multiplicação dos pães e peixes

(Mt 14.13-21; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14)

30E os

6.30
Lc 9.10
apóstolos ajuntaram-se a Jesus e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. 31E ele disse-lhes:
6.31
Mt 14.13
Mc 3.20
Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam, e vinham,
6.31
Mt 14.13
e não tinham tempo para comer. 32E foram sós num barco para um lugar deserto. 33E a multidão viu-os partir, e muitos os conheceram, e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se deles. 34E Jesus, saindo,
6.34
Mt 9.33
14.14
viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor;
6.34
Lc 9.11
e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35E, como o dia fosse já muito adiantado,
6.35
Mt 14.15
Lc 9.12
os seus discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado; 36despede-os, para que vão aos campos e aldeias circunvizinhas e comprem pão para si, porque não têm o que comer. 37Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe:
6.37
Nm 11.13,22
2Rs 4.43
Iremos nós e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? 38E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco
6.38
Mt 14.17
15.34
Mc 8.5
Lc 9.13
Jo 6.9
pães e dois peixes. 39E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em grupos, sobre a erva verde. 40E assentaram-se repartidos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. 41E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu,
6.41
1Sm 9.13
Mt 26.26
e abençoou, e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. 42E todos comeram e ficaram fartos, 43e levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.

Jesus anda por cima do mar

(Mt 14.22-36; Jo 6.15-21)

45E logo

6.45
Jo 6.17
obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46E, tendo-os despedido, foi ao monte para orar. 47E,
6.47
Mt 14.23
Jo 6.6,17
sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. 48E, vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite, aproximou-se deles, andando sobre o mar,
6.48
Lc 24.28
e queria passar adiante deles, 49mas, quando eles o viram andar sobre o mar, pensaram que era um fantasma e deram grandes gritos. 50Porque todos o viram e perturbaram-se; mas logo falou com eles e disse-lhes: Tende bom ânimo, sou eu; não temais. 51E subiu para o barco para estar com eles, e o vento se aquietou; e, entre si, ficaram muito assombrados e maravilhados, 52pois não tinham
6.52
Mc 8.17-18
compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava
6.52
Mc 3.5
Mc 16.14
endurecido.

53E,

6.53
Mt 14.34
quando já estavam no outro lado, dirigiram-se à terra de Genesaré e ali atracaram. 54E, saindo eles do barco, logo o reconheceram; 55e, percorrendo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, onde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos. 56E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou em aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos
6.56
Mt 9.20
Mc 5.27-28
At 19.12
na orla da sua veste, e todos os que lhe tocavam saravam.