Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
13

O sermão profético. O princípio de dores

(Mt 24.1-14; Lc 21.5-19)

131E, saindo ele do

13.1
Lc 21.5
templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras e que edifícios! 2E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra
13.2
Lc 19.44
que não seja derribada.

3E, assentando-se ele no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João, e André lhe perguntaram em particular: 4Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá quando

13.4
Mt 24.3
Lc 21.27
todas elas estiverem para se cumprir. 5E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém
13.5
Jr 29.8
Ef 5.6
1Ts 2.3
vos engane, 6porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 7E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis, porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. 8Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes. Isso será o princípio
13.8
Mt 24.8
de dores.

9Mas olhai por vós mesmos,

13.9
Mt 10.7,18
24.9
Ap 2.10
porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; sereis açoitados e sereis apresentados ante governadores e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. 10Mas importa que o
13.10
Mt 24.14
evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações: 11Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não
13.11
Mt 10.19
Lc 12.11
21.14
At 2.4
4.8,31
estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 12E o irmão
13.12
Mq 7.6
Mt 10.21
24.10
Lc 21.16
entregará à morte o irmão, e o pai, o filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais e os farão morrer. 13E sereis aborrecidos
13.13
Mt 10.22
24.9,13
Lc 21.17
Dn 12.12
Ap 2.10
por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.

O sermão profético continua. A grande tribulação

(Mt 24.15-28; Lc 21.20-24)

14Ora, quando vós virdes

13.14
Dn 9.27
a abominação do assolamento, que foi predito, estar onde não deve estar (quem lê, que entenda), então, os que estiverem na Judeia, que
13.14
Lc 21.21
fujam para os montes; 15e o que estiver sobre o telhado, que não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; 16e o que estiver no campo, que não volte atrás, para tomar a sua veste. 17Mas ai das
13.17
Lc 21.23
23.29
grávidas e das que criarem naqueles dias! 18Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno, 19porque, naqueles dias,
13.19
Dn 9.26
12.1
Jl 2.2
Mt 24.21
haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. 20E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias. 21E, então, se alguém vos disser: Eis aqui
13.21
Mt 24.23
Lc 17.23
21.8
o Cristo, ou: Ei-lo ali, não acrediteis. 22Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. 23Mas vós vede;
13.23
2Pe 3.17
eis que de antemão vos tenho dito tudo.

O sermão profético continua. A vinda do Filho do Homem

(Mt 24.29-31; Lc 21.25-28)

24Ora,

13.24
Dn 7.10
Sf 1.15
Lc 21.25
naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. 25E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. 26E, então, verão
13.26
Dn 7.13-14
Mt 16.27
24.30
Mc 14.62
At 1.11
1Ts 4.16
2Ts 1.7,10
Ap 1.7
vir o Filho do Homem nas nuvens, com grande poder e glória. 27E ele enviará os seus anjos e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.

28Aprendei, pois, a parábola

13.28
Mt 24.32
Lc 21.29
da figueira: quando já o seu ramo se torna tenro, e brotam folhas, bem sabeis que está próximo o verão. 29Assim também vós, quando virdes sucederem essas coisas, sabei que está perto, às portas. 30Na verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam. 31Passará o céu e a terra,
13.31
Is 40.8
mas as minhas palavras não passarão.

O sermão profético continua. A vigilância

32Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.

33Olhai, vigiai

13.33
Mt 24.42
25.13
Lc 12.40
21.24
Rm 13.11
1Ts 5.6
e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo. 34É como se um homem,
13.34
Mt 24.45
25.14
partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um, a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. 35Vigiai,
13.35
Mt 24.42,44
pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, 36para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. 37E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai.

14

A consulta dos sacerdotes

(Mt 26.3-5; Lc 22.1-2; Jo 11.45-53)

141E, dali a dois

14.1
Lc 22.1
Jo 11.55
13.1
dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo e o matariam. 2Mas eles diziam: Não na festa, para que, porventura, se não faça alvoroço entre o povo.

O jantar em Betânia

(Mt 26.6-13; Jo 12.1-8)

3E, estando ele em

14.3
Jo 12.1,3
Lc 7.37
Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento? 5Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra. 7Porque sempre tendes os
14.7
Dt 15.11
pobres convosco e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. 8Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

O preço da traição

(Mt 26.14-16; Lc 22.3-6)

10E

14.10
Lc 22.3-4
Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. 11E eles, ouvindo-o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna.

A última Páscoa. A Santa Ceia

(Mt 26.17-30; Lc 22.7-23; 1Co 11.23-29)

12E, no primeiro

14.12
Lc 22.7
dia da Festa dos Pães Asmos, quando sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a Páscoa? 13E enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará; segui-o. 14E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? 15E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali. 16E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a Páscoa.

17E, chegada

14.17
Mt 26.20
a tarde, foi com os doze. 18E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. 19E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura, sou eu, Senhor? E outro: Porventura, sou eu, Senhor? 20Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que mete comigo a mão no prato. 21Na verdade o
14.21
Mt 26.24
Lc 22.22
Filho do Homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.

22E, comendo eles, tomou

14.22
Mt 26.26
Lc 22.19
1Co 11.23
Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu, e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 23E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. 24E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado. 25Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele Dia em que o beber novo, no Reino de Deus. 26E, tendo cantado
14.26
Mt 26.30
o hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

(Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38)

27E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim, porque escrito

14.27
Zc 13.7
está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. 28Mas, depois que eu
14.28
Mc 16.7
houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia. 29E disse-lhe
14.29
Mt 26.33-34
Lc 22.33-34
Jo 13.37-38
Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. 30E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.

Jesus no Getsêmani

(Mt 26.36-46; Lc 22.39-46; Jo 18.1)

32E foram a um lugar chamado

14.32
Lc 22.39
Jo 18.1
Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João e começou a ter pavor e a angustiar-se. 34E disse-lhes:
14.34
Jo 12.27
A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai. 35E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36E disse:
14.36
Rm 8.15
Gl 4.6
Hb 5.7
Jo 5.30
6.38
Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. 37E, chegando, achou-os dormindo e disse a Pedro: Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora? 38Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o
14.38
Rm 7.19
Gl 5.17
espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. 40E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam o que responder-lhe. 41E voltou terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora.
14.41
Jo 13.1
Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos,
14.42
Mt 26.46
Jo 18.1-2
vamos; eis que está perto o que me trai.

Jesus é preso

(Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.2-11)

43E logo,

14.43
Lc 22.17
Jo 18.3
falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e dos anciãos, e, com ele, uma grande multidão com espadas e porretes. 44Ora, o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o e levai-o com segurança. 45E, logo que chegou, aproximou-se dele e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o. 46E lançaram-lhe as mãos e o prenderam. 47E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe uma orelha. 48E, respondendo
14.48
Mt 26.55
Lc 22.52
Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e porretes a prender-me, como a um salteador? 49Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para
14.49
Sl 22.6
Is 53.7
Lc 22.37
24.44
que as Escrituras se cumpram. 50Então, deixando-o, todos
14.50
Sl 88.8
Mc 14.27
fugiram.

51E um jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe as mãos, 52mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o Sinédrio

(Mt 26.57-68; Lc 22.63-71; Jo 18.12-14,19-27)

53E levaram Jesus

14.53
Lc 22.54
Jo 18.13
ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos, e os escribas. 54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote e estava assentado com os 14.54 ou oficiaisservidores, aquentando-se ao lume. 55E os principais
14.55
Mt 26.59
dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. 56Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes. 57E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra ele, dizendo: 58Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei
14.58
Mc 15.29
Jo 2.19
este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. 59E nem assim o testemunho deles era coerente. 60E, levantando-se
14.60
Mt 26.62
o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? 61Mas ele calou-se e nada respondeu.
14.61
Is 53.7
Mt 26.63
O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? 62E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis
14.62
Mt 24.30
26.64
Lc 22.69
o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 63E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte. 65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Pedro nega a Jesus

(Mt 26.69-75; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18)

66E, estando

14.66
Lc 22.55
Jo 18.16
Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; 67e, vendo a Pedro, que estava se aquentando, olhou para ele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. 68Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou. 69E a criada, vendo-o outra
14.69
Mt 26.71
Lc 22.58
Jo 18.25
vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais. 70Mas ele o negou outra vez.
14.70
Mt 26.73
Lc 22.59
Jo 18.26
E, pouco depois, os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és um deles, porque
14.70
At 2.7
és também galileu. 71E ele começou a imprecar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. 72E
14.72
Mt 26.75
o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.

15

Jesus perante Pilatos

(Mt 27.1-2,11-31; Lc 23.1-25; Jo 18.26-28; 19.1-16)

151E, logo ao

15.1
Sl 2.2
Lc 22.66
23.1
Jo 18.28
At 3.13
4.26
amanhecer, os principais dos sacerdotes, e os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio tiveram conselho; e, amarrando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. 2E Pilatos
15.2
Mt 27.11
lhe perguntou: Tu és o Rei dos judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. 3E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas, porém ele nada respondia. 4E Pilatos
15.4
Mt 23.13
o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. 5Mas Jesus
15.5
Is 53.7
Jo 19.9
nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.

6Ora, no dia da festa

15.6
Mt 27.15
Lc 23.17
Jo 18.39
costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem. 7E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte. 8E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. 9E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos judeus? 10Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado. 11Mas os principais dos
15.11
Mt 27.20
At 3.14
sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás. 12E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis, pois, que faça daquele a quem chamais Rei dos judeus? 13E eles tornaram a clamar: Crucifica-o. 14Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. 15Então,
15.15
Mt 27.26
Jo 19.1,16
Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barrabás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado.

16E

15.16
Mt 27.27
os soldados o levaram para dentro do palácio, 15.16 isto é, o pretórioà sala da audiência, e convocaram toda a coorte. 17E vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. 18E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos judeus! 19E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele, e, postos de joelhos, o adoravam. 20E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes, e o levaram para fora, a fim de o crucificarem.

A crucificação

(Mt 27.32-56; Lc 23.26-49; Jo 19.17-37)

21E constrangeram um certo

15.21
Lc 23.26
Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.

22E levaram-no ao

15.22
Mt 27.33
Lc 23.33
Jo 19.17
lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira. 23E deram-lhe a
15.23
Mt 27.34
beber vinho com mirra, mas ele não o tomou. 24E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes,
15.24
Sl 22.18
Lc 23.34
Jo 19.23
lançando sobre eles sortes, para saber o que cada um levaria. 25E era a hora terceira,
15.25
Mt 27.45
Lc 23.34
Jo 19.23
e o crucificaram. 26E, por cima dele, estava
15.26
Mt 27.37
Jo 19.19
escrita a sua acusação: O Rei dos Judeus. 27E crucificaram
15.27
Mt 27.38
com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. 28E cumpriu-se
15.28
Is 53.12
Lc 22.37
a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. 29E os que passavam blasfemavam dele,
15.29
Sl 22.7
meneando a cabeça e dizendo:
15.29
Mc 14.58
Jo 2.19
Ah! Tu que derribas o templo e, em três dias, o edificas! 30Salva-te a ti mesmo e desce da cruz. 31E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo. 32O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos.

Também os que com ele foram crucificados

15.32
Mt 27.44
Lc 23.39
o injuriavam.

33E, chegada a hora sexta,

15.33
Mt 27.45
Lc 23.44
houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. 34E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz,
15.34
Sl 22.1
Mt 27.46
dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 35E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. 36E um deles correu
15.36
Mt 27.48
Jo 19.29
Sl 69.21
a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. 37E Jesus,
15.37
Mt 27.50
Lc 23.46
Jo 19.30
dando um grande brado, expirou. 38E o véu
15.38
Mt 27.51
Lc 23.45
do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. 39E o centurião
15.39
Mt 27.54
Lc 23.47
que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.

40E também ali estavam algumas mulheres,

15.40
Mt 27.55
Lc 23.49
Sl 38.11
olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé, 41as quais também o seguiam
15.41
Lc 8.2-3
e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.

A sepultura de Jesus

(Mt 27.57-66; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42)

42E,

15.42
Lc 23.50
Jo 19.38
chegada a tarde, porquanto era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43chegou José de Arimateia, senador honrado, que também
15.43
Lc 2.25,38
Mt 27.59-60
esperava o Reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44E Pilatos se admirou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. 45E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José, 46o qual comprara
15.46
Lc 23.53
Jo 19.40
um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha, e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.