Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
1

João Batista

(Mt 3.1-12; Lc 3.1-18; Jo 1.6-8,19-36)

11Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho

1.1
Mt 14.33
Lc 1.35
Jo 1.34
de Deus.

2Como está escrito no profeta Isaías:

1.2
Ml 3.1
Mt 11.10
Lc 7.27
Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 3Voz do que clama no
1.3
Is 40.3
Mt 3.3
Lc 3.4
Jo 1.15
deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4Apareceu João batizando no deserto
1.4
Mt 3.1
Lc 3.3
Jo 3.23
e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados. 5E toda a província da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele;
1.5
Mt 3.5
e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.

6E João andava

1.6
Mt 3.4
Lv 11.22
vestido de pelos de camelo e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre, 7e pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu,
1.7
Mt 3.11
Jo 1.27
At 13.25
do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias. 8Eu, em verdade, tenho-vos
1.8
At 1.5
2.4
10.45
11.16
19.4
Is 44.3
Jl 2.28
1Co 12.13
batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

O batismo e a tentação de Jesus

(Mt 3.13-17; 4.1-11; Lc 3.21-22; 4.1-13; Jo 1.32)

9E aconteceu,

1.9
Mt 13.18
Lc 3.21
naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galileia, foi batizado por João, no rio Jordão. 10E, logo que saiu
1.10
Mt 3.16
Jo 1.32
da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. 11E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu
1.11
Sl 2.7
Mt 3.17
Mc 9.7
Filho amado, em quem me comprazo.

12E logo

1.12
Mt 4.1
Lc 4.1
o Espírito o impeliu para o deserto. 13E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras,
1.13
Mt 4.11
e os anjos o serviam.

Vocação dos primeiros apóstolos

(Mt 4.12-25; Lc 5.1-11; Jo 1.35-51)

14E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus 15e dizendo:

1.15
Dn 9.25
Gl 4.4
Ef 4.10
O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos
1.15
Mt 3.12
4.17
e crede no evangelho.

16E, andando junto ao mar da Galileia,

1.16
Mt 4.18
Lc 5.4
viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. 18E,
1.18
Mt 19.27
Lc 5.11
deixando logo as suas redes, o seguiram. 19E, passando dali
1.19
Mt 4.21
um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, 20e logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os empregados, foram após ele.

A cura do endemoninhado de Cafarnaum

(Lc 4.31-37)

21Entraram em

1.21
Mt 4.13
Cafarnaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. 22E maravilharam-se
1.22
Mt 7.28
da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas. 23E
1.23
Lc 4.33
estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: 24Ah! Que temos
1.24
Mt 8.29
contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. 25E repreendeu-o Jesus,
1.25
Mc 1.34
dizendo: Cala-te e sai dele. 26Então, o espírito imundo, agitando-o
1.26
Mc 9.19
e clamando com grande voz, saiu dele. 27E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! 28E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.

A cura da sogra de Pedro

(Mt 8.14-17; Lc 4.38-41)

29E

1.29
Lc 4.38
logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André, com Tiago e João. 30E a sogra de Simão estava deitada, com febre; e logo lhe falaram dela. 31Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão e levantou-a; e a febre a deixou, e servia-os.

32E, tendo chegado a

1.32
Mt 8.16
Lc 4.40
tarde, quando já estava se pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos e os endemoninhados. 33E toda a cidade se ajuntou à porta. 34E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades
1.34
Mc 3.12
Lc 4.41
At 16.17
e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.

35E, levantando-se de manhã muito cedo,

1.35
Lc 4.42
estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36E seguiram-no Simão e os que com ele estavam. 37E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam. 38E ele lhes disse:
1.38
Lc 4.43
Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue, porque para
1.38
Is 61.1
Jo 16.28
17.4
isso vim. 39E pregava nas sinagogas deles, por toda a
1.39
Mt 4.23
Lc 4.44
Galileia, e expulsava os demônios.

A cura de um leproso

(Mt 8.1-4; Lc 5.12-14)

40E aproximou-se dele

1.40
Lc 5.12
um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 41E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! 42E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. 43E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que
1.44
Lv 14.3-4,10
Lc 5.14
Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. 45Mas,
1.45
Lc 5.15
tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos;
1.45
Mt 2.13
e de todas as partes iam ter com ele.

2

O paralítico de Cafarnaum

(Mt 9.1-8; Lc 5.18-36)

21E, alguns

2.1
Lc 5.18
dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. 2E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra. 3E vieram ter com ele, conduzindo um paralítico, trazido por quatro. 4E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. 5E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. 6E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seu coração, dizendo: 7Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 8E Jesus,
2.8
Jó 14.4
Is 42.25
conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9Qual é mais fácil?
2.9
Mt 9.4
Dizer ao paralítico:
2.9
Mt 9.5
Estão perdoados os teus pecados, ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? 10Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), 11a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa. 12E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.

A vocação de Levi

(Mt 9.9-13; Lc 5.27-32)

13E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava. 14E, passando,

2.14
Mt 9.9
Lc 5.27
viu Levi, filho de Alfeu, sentado na 2.14 ou recebedoriaalfândega e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.

15E aconteceu

2.15
Mt 9.10
que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores, porque eram muitos e o tinham seguido. 16E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 17E Jesus, tendo ouvido isso, disse-lhes:
2.17
Mt 9.12-13
18.11
Dt 5.31-32
19.10
1Tm 1.15
Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.

O jejum

(Mt 9.14-17; Lc 5.33-39)

18Ora, os discípulos de

2.18
Lc 5.33
João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos? 19E Jesus disse-lhes: Podem, porventura, os filhos 2.19 Gr. da câmara nupcialdas bodas jejuar, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. 20Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. 21Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. 22E ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo rompe os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser posto em odres novos.

Jesus é senhor do sábado

(Mt 12.1-8; Lc 6.1-5)

23E

2.23
Lc 6.1
aconteceu que, passando ele num sábado pelas searas, os seus discípulos, caminhando,
2.23
Dt 23.25
começaram a colher espigas. 24E os fariseus lhe disseram: Vês? Por que fazem no sábado o que não é lícito? 25Mas ele disse-lhes:
2.25
1Sm 21.6
Nunca lestes o que fez Davi, quando estava em necessidade e teve fome, ele e os que com ele estavam? 26Como entrou na Casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu
2.26
Êx 29.32-33
Lv 24.9
1Sm 21.6
os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, dando também aos que com ele estavam? 27E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado. 28Assim,
2.28
Mt 12.8
o Filho do Homem até do sábado é senhor.

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