Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
6

Continuação do sermão da montanha. Esmolas, oração, jejum

61Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

2Quando, pois, deres esmola, não

6.2
Rm 12.8
faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 3Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, 4para que a tua esmola seja dada ocultamente, e teu Pai, que vê em secreto,
6.4
Lc 14.14
te recompensará publicamente.

5E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 6Mas tu, quando orares,

6.6
2Rs 4.33
entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. 7E, orando,
6.7
Ec 5.2
não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito
6.7
1Rs 18.26,29
falarem, serão ouvidos. 8Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.

9Portanto, vós orareis assim:

6.9
Lc 11.2
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. 10Venha o teu Reino.
6.10
Mt 26.39,42
At 21.14
Seja feita a tua vontade, tanto na terra
6.10
Sl 103.19
como no céu. 11O pão nosso de cada
6.11
Jó 23.12
Pv 30.8
dia dá-nos hoje. 12Perdoa-nos as nossas dívidas,
6.12
Mt 18.21
assim como nós perdoamos aos nossos devedores. 13E não nos induzas
6.13
Mt 26.41
Lc 22.40,46
1Co 10.30
2Pe 2.9
Ap 5.10
Jo 17.5
à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém! 14Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas,
6.14
Mc 11.25-26
Ef 4.32
Cl 3.13
também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. 15Se, porém,
6.15
Mt 18.35
Tg 2.13
não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

16E,

6.16
Is 58.5
quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 17Porém tu, quando jejuares, unge
6.17
Rt 3.3
Dn 10.3
a cabeça e lava o rosto, 18para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.

O tesouro no céu. O olho puro. Os dois senhores. A ansiosa solicitude pela nossa vida

19Não ajunteis tesouros na terra,

6.19
Pv 23.4
1Tm 6.17
Hb 13.5
Tg 5.1
onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. 20Mas ajuntai tesouros no céu,
6.20
Mt 19.21
Lc 12.23,34
18.22
1Tm 6.19
1Pe 1.4
onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. 21Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

22A candeia do corpo são os

6.22
Lc 11.34,36
olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. 23Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!

24Ninguém pode servir a

6.24
Lc 16.13
dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro.
6.24
Gl 1.10
1Tm 6.17
1Jo 2.15
Não podeis servir a Deus e a 6.24 ou as riquezasMamom.

25Por isso, vos digo:

6.25
Sl 55.23
Lc 12.22
Fp 4.6
1Pe 5.7
não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? 26Olhai para as aves do céu,
6.26
Jó 38.41
Sl 147.9
Lc 12.24
que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? 27E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? 28E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. 29E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? 31Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? 32(Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; 33Mas buscai primeiro o Reino de Deus,
6.33
1Rs 3.13
Sl 37.25
Mc 10.30
Lc 12.31
1Tm 4.8
e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.

34Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

7

Continuação do sermão da montanha. O hábito de julgar os outros

71Não julgueis,

7.1
Lc 6.37
Rm 2.1
14.3
1Co 4.3,5
Tg 4.11-12
para que não sejais julgados, 2porque com o juízo com que julgardes sereis julgados,
7.2
Mc 4.24
Lc 6.38
e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3E por que reparas tu no argueiro que
7.3
Lc 6.41
está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? 4Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

6Não deis aos cães as coisas santas,

7.6
Pv 7.8-9
23.9
At 13.45-46
nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem.

A bondade de Deus

7Pedi,

7.7
Mt 21.22
Mc 11.24
Lc 11.9-10
18.1
Jo 14.13
Tg 1.5-6
1Jo 3.22
e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Porque
7.8
Pv 8.17
Jr 29.12
aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre. 9E qual dentre vós é o homem que,
7.9
Lc 11.11,13
pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? 10E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? 11Se, vós, pois, sendo maus,
7.11
Gn 6.5
sabeis dar 7.11 ou boas dádivasboas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? 12Portanto,
7.12
Lc 6.31
Lv 19.18
Mt 22.40
Rm 13.8,10
Gl 5.14
1Tm 1.5
tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

Os dois caminhos

13Entrai pela porta

7.13
Lc 13.24
estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Os falsos profetas

15Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas,

7.15
Dt 13.3
Jr 23.16
Mc 13.22
Rm 16.17-18
Ef 5.6
Cl 2.8
2Pe 2.1
1Jo 4.1
Mq 3.5
At 20.29
que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. 16Por seus frutos
7.16
Mt 7.20
12.33
Lc 6.43
os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Assim,
7.17
Ne 11.19
Mt 12.33
toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. 18Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. 19Toda árvore
7.19
Mt 3.10
Lc 3.9
Jo 15.26
que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

Quem entra no Reino dos céus

21Nem todo o que me diz:

7.21
Os 8.2
Mt 25.11
Lc 6.47
13.25
At 19.13
Rm 2.13
Tg 1.22
Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não
7.22
Jo 11.51
1Co 13.2
profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? 23E, então, lhes direi abertamente:
7.23
Mt 25.12,41
Lc 13.25,27
2Tm 2.19
Sl 5.5-6,9
Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Os dois alicerces

24Todo aquele,

7.24
Lc 6.47
pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

A autoridade de Jesus

28E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso,

7.28
Mt 13.54
Mc 1.22
6.2
Lc 4.32
a multidão se admirou da sua doutrina, 29porquanto os ensinava com autoridade
7.29
Jo 7.46
e não como os escribas.

8

O leproso purificado

(Mc 1.40-45; Lc 5.12-14)

81E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. 2E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. 4Disse-lhe, então, Jesus:

8.4
Mt 9.30
Mc 5.43
Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou,
8.4
Lv 14.3,10
Lc 5.14
para lhes servir de testemunho.

O centurião de Cafarnaum

(Lc 7.1,10)

5E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe 6e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado. 7E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde. 8E o centurião, respondendo, disse: Senhor,

8.8
Lc 15.19,21
não sou digno de que entres debaixo do meu telhado,
8.8
Sl 107.20
mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, 9pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz. 10E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. 11Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente
8.11
Gn 12.3
Is 2.2
Ml 1.11
Lc 13.29
At 10.45
Rm 15.9
e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus; 12E os filhos do Reino
8.12
Mt 21.43
13.42
Lc 13.28
2Pe 2.17
Jd 13
serão lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. 13Então, disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou.

A sogra de Pedro

(Mc 1.29-31; Lc 4.38-41)

14E Jesus, entrando na casa de Pedro,

8.14
1Co 9.5
viu a sogra deste jazendo com febre. 15E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se e serviu-os.

16E, chegada a tarde,

8.16
Mc 1.32
Lc 4.40-41
trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, 17para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:
8.17
Is 53.4
1Pe 2.24
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.

Como devemos seguir a Jesus

(Lc 9.57-62)

18E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a outra margem. 19E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. 20E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 21E

8.21
Lc 9.59
outro de seus discípulos lhe disse: Senhor,
8.21
1Rs 19.20
permite-me que, primeiramente, vá sepultar meu pai. 22Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.

Jesus apazigua a tempestade

(Mc 4.35-41; Lc 8.22-25)

23E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. 24E eis que, no mar, se levantou uma tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. 25E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé?

8.26
Sl 65.8
89.9-10
107.29
Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. 27E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Os endemoninhados gadarenos

(Mc 5.1-20; Lc 8.26-39)

28E, tendo chegado à outra margem, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos. 31E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos. 32E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. 33Os porqueiros fugiram e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos endemoninhados. 34E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus, e, vendo-o,

8.34
Dt 5.25
1Rs 17.18
Lc 5.8
At 16.39
rogaram-lhe que se retirasse do seu território.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]