Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
25

O sermão profético continua. A parábola das dez virgens

251Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando 25.1 ou os seus fachosas suas lâmpadas, saíram ao encontro do

25.1
Ef 5.29
Ap 19.7
21.2,9
esposo. 2E cinco delas eram prudentes,
25.2
Mt 13.47
22.10
e cinco, loucas. 3As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. 4Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 5E, tardando o esposo, tosquenejaram todas
25.5
1Ts 5.6
e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor:
25.6
Mt 24.31
Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! 7Então, todas aquelas virgens se levantaram
25.7
Lc 12.35
e prepararam as suas lâmpadas. 8E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. 10E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas,
25.10
Lc 13.25
e fechou-se a porta. 11E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo:
25.11
Mt 7.21-23
Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo
25.12
Sl 5.6
Hc 1.13
Jo 9.31
que vos não conheço. 13Vigiai, pois,
25.13
Mt 24.42,46
Mc 13.33,35
Lc 21.36
1Co 16.13
1Ts 5.6
1Pe 5.8
Ap 16.15
porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.

O sermão continua. A parábola dos dez talentos

(Lc 19.11-27)

14Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, 15e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade,

25.15
Rm 12.6
1Co 12.7,11,29
Ef 4.11
e ausentou-se logo para longe. 16E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. 17Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. 18Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. 20Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. 21E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel.
25.21
Mt 24.47
25.34,36
Lc 12.44
22.29-30
Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei;
25.21
2Tm 2.12
Hb 12.2
1Pe 1.8
entra no gozo do teu senhor. 22E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos. 23Disse-lhe o seu senhor:
25.23
Mt 25.21
Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; 25e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. 26Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; 27devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. 28Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. 29Porque a qualquer que tiver será dado,
25.29
Mt 13.12
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
Jo 15.2
e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. 30Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e
25.30
Mt 8.12
24.51
ranger de dentes.

O fim do sermão profético. A vida eterna e o castigo eterno

31E, quando o Filho do Homem vier em sua glória,

25.31
Zc 14.5
Mt 16.27
Mc 8.38
At 1.11
1Ts 4.16
2Ts 1.7
Jd 14
Ap 1.7
e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros,
25.32
Rm 14.10
2Co 5.10
Ap 20.12
Ez 20.38
34.17
Mt 13.49
como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. 33E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. 34Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:
25.34
Rm 8.17
1Pe 1.4
Ap 21.7
Mt 20.23
Mc 10.40
1Co 2.9
Hb 11.16
Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35porque tive fome,
25.35
Is 58.7
Ez 18.7
Tg 1.27
Hb 13.2
3Jo 5
e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; 36estava nu,
25.36
Tg 2
2Tm 1.16
e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. 37Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? 40E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo
25.40
Pv 14.31
19.17
Mt 10.42
Mc 9.40
Hb 6.10
que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda:
25.41
Sl 6.8
Mt 7.23
13.40
Lc 13.27
2Pe 2.4
Jd 6
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes. 44Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? 45Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando
25.45
Pv 14.31
17.5
Zc 2.8
At 9.5
a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. 46E irão estes
25.46
Dn 12.2
Jo 5.29
Rm 2.7
para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

26

A consulta dos sacerdotes e dos escribas

(Mc 14.1,2; Lc 22.1,2)

261E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos esses discursos, disse aos seus discípulos: 2Bem sabeis que, daqui a dois dias, é

26.2
Jo 13.1
a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3Depois, os príncipes dos sacerdotes, e os escribas,

26.3
Sl 2.2
Jo 11.47
At 4.25
e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás, 4e consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. 5Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.

O jantar em Betânia

(Mc 14.3-9; Jo 12.1-8)

6E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. 8E os seus discípulos, vendo isso,

26.8
Jo 12.4
indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício? 9Pois este unguento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres. 10Jesus, porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou uma boa ação para comigo. 11Porquanto
26.11
Dt 15.11
Jo 12.8
13.33
14.19
Mt 18.20
sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. 12Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. 13Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.

O preço da traição

(Mc 14.10,11; Lc 22.3-6)

14Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter

26.14
Jo 13.2,30
Mt 10.4
com os príncipes dos sacerdotes 15e disse:
26.15
Zc 11.12
Mt 27.3
Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta 26.15 ou peçasmoedas de prata. 16E, desde então, buscava oportunidade para o entregar.

A última Páscoa e a Santa Ceia

(Mc 14.12-26; Lc 22.7-23; 1Co 11.23-29)

17E,

26.17
Êx 12.6,18
no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.

20E, chegada a tarde,

26.20
Mc 14.17,21
Lc 22.14
Jo 13.21
assentou-se à mesa com os doze. 21E, enquanto eles comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22E eles, entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? 23E ele, respondendo, disse:
26.23
Sl 41.9
Lc 22.21
Jo 13.18
O que mete comigo a mão no prato, esse me há de trair. 24Em verdade o Filho do Homem vai, como acerca
26.24
Is 53
Dn 9.26
Mc 9.12
Lc 24.46
At 17.2
1Co 15.3
Jo 17.2
dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. 25E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.

26Enquanto comiam,

26.26
Mc 14.22
Lc 22.19
1Co 11.23-25
10.16
Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo:
26.27
Mc 14.23
Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue,
26.28
Êx 24.8
Lv 17.11
Jr 31.31
Mt 20.28
Rm 5.15
Hb 9.22
o sangue do 26.28 ou Novo ConcertoNovo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29E digo-vos que, desde agora, não beberei
26.29
Mc 14.25
Lc 22.18
At 10.41
deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. 30E, tendo cantado
26.30
Mc 14.26
um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

(Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38)

31Então, Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim,

26.31
Jo 16.32
Mt 11.6
Zc 13.7
porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. 32Mas, depois de eu ressuscitar,
26.32
Mt 28.7,10,16
Mc 14.28
16.7
irei adiante de vós para a Galileia. 33Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei. 34Disse-lhe Jesus:
26.34
Mc 14.30
Lc 22.34
Jo 13.38
Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. 35Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

(Mc 14.32-42; Lc 22.39-46; Jo 18.1)

36Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 37E, levando consigo Pedro e

26.37
Mt 4.21
os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. 38Então, lhes disse:
26.38
Jo 12.27
A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando
26.39
Mc 14.36
Lc 22.42
Hb 5.7
e dizendo: Meu Pai,
26.39
Jo 12.27
5.30
6.38
Mt 20.22
Fp 2.8
se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 40E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? 41Vigiai e orai,
26.41
Mc 13.33
14.38
Lc 22.40,46
Ef 6.18
para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 42E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. 43E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados. 44E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45Então, chegou junto dos seus discípulos e disse-lhes: Dormi, agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai.

Jesus é preso

(Mc 14.43-50; Lc 22.47-53; Jo 18.2-11)

47E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo. 48E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. 49E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E

26.49
2Sm 20.9
beijou-o. 50Jesus, porém, lhe disse:
26.50
Sl 41.9
54.3
Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam. 51E eis que
26.51
Jo 18.10
um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. 52Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque
26.52
Gn 9.6
Ap 13.10
todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. 53Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze
26.53
2Rs 6.17
Dn 7.10
legiões de anjos? 54Como, pois, se cumpririam as Escrituras,
26.54
Is 53.7
Mt 26.24
Lc 24.25,44,46
que dizem que assim convém que aconteça? 55Então, disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e porretes, para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. 56Mas tudo isso aconteceu para que se cumpram as Escrituras dos profetas.
26.56
Lm 4.20
Mt 26.54
Jo 18.15
Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.

Jesus perante o Sinédrio

(Mc 14.53-65; Lc 22.63-71; Jo 18.12-14,19-24)

57E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. 58E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. 59Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, 60e não o achavam, apesar de se apresentarem

26.60
Sl 27.12
35.11
Mc 14.55
At 6.13
muitas testemunhas falsas,
26.60
Dt 19.15
mas, por fim, chegaram duas 61e disseram: Este disse: Eu posso
26.61
Mt 27.40
derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. 62E, levantando-se o
26.62
Mc 14.60
sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? 63E Jesus, porém,
26.63
Is 53.7
Mt 27.22
guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe:
26.63
Lv 5.1
1Sm 14.24
Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis
26.64
Dn 7.13
Lc 21.27
Jo 1.51
Rm 14.10
1Ts 4.15
Ap 1.7
Sl 110.1
At 7.55
em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65Então,
26.65
2Rs 18.37
19.1
o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. 66Que vos parece? E eles, respondendo, disseram:
26.66
Lv 24.16
Jo 19.7
É réu de morte. 67Então, cuspiram-lhe
26.67
Is 50.6
53.3
Mt 27.30
Lc 22.63
Jo 19.3
no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, 68dizendo:
26.68
Mc 14.65
Lc 22.64
Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?

Pedro nega a Jesus

(Mc 14.66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27)

69Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. 73E, logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, também tu és deles, pois a

26.73
Lc 22.59
tua fala te denuncia. 74Então, começou ele a
26.74
Mc 14.71
praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. 75E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera:
26.75
Mt 26.34
Mc 14.30
Lc 22.61-62
Jo 13.38
Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.

27

O suicídio de Judas

(At 1.16-19)

271E, chegando a manhã,

27.1
Sl 2.2
Mc 15.1
Lc 22.66
23.1
Jo 18.28
todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem. 2E, manietando-o, o levaram
27.2
Mt 20.19
At 3.13
e o entregaram ao governador Pôncio Pilatos.

3Então, Judas,

27.3
Mt 26.14-15
o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta 27.3 ou peçasmoedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. 5E ele, atirando para o templo as moedas de prata,
27.5
2Sm 17.23
At 1.18
retirou-se e foi-se enforcar. 6E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. 7E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. 8Por isso, foi chamado aquele campo,
27.8
At 1.19
até ao dia de hoje, Campo de Sangue. 9Então, se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias:
27.9
Zc 11.12-13
Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram. 10E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.

Jesus perante Pilatos

(Mc 15.1-20; Lc 23.1-25; Jo 18.28—19.16)

11E foi Jesus apresentado ao governador, e o governador o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos judeus? E disse-lhe

27.11
Jo 18.37
1Tm 6.13
Jesus: Tu o dizes. 12E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos,
27.12
Mt 26.63
Jo 19.9
nada respondeu. 13Disse-lhe, então, Pilatos:
27.13
Mt 26.62
Jo 19.10
Não ouves quanto testificam contra ti? 14E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o governador estava muito maravilhado.

15Ora,

27.15
Mc 15.6
Lc 21.17
Jo 18.30
por ocasião da festa, costumava o governador soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. 16E tinham, então, um preso bem-conhecido, chamado Barrabás. 17Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado Cristo? 18Porque sabia que por inveja o haviam entregado. 19E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele. 20Mas os
27.20
Mc 15.11
Lc 23.18
Jo 18.40
At 3.14
príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus. 21E, respondendo o governador, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás. 22Disse-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado! 23O governador, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado!

24Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto

27.24
Dt 21.6
crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso. 25E, respondendo todo o povo, disse: O
27.25
Dt 19.10
Js 2.19
2Sm 1.16
1Rs 2.32
At 5.28
seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. 26Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado
27.26
Is 53.5
Mc 15.15-16
Lc 23.16,24-25
Jo 19.1-2,16
açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

27E logo os soldados do governador, conduzindo Jesus 27.27 ou ao pretórioà audiência, reuniram junto dele toda a coorte. 28E, despindo-o, o cobriram com uma capa

27.28
Lc 23.11
Jo 19.2
escarlate. 29E, tecendo uma coroa
27.29
Sl 69.20
Is 53.3
de espinhos, puseram-lha na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus! 30E, cuspindo
27.30
Is 50.6
Mt 26.67
nele, tiraram-lhe a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. 31E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado.

A crucificação

(Mc 15.21-41; Lc 23.26-49; Jo 19.17-37)

32E, quando saíam,

27.32
Nm 15.35
1Rs 21.13
At 7.57
Hb 13.12
encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.

33E, chegando ao

27.33
Mc 15.22
Lc 23.33
Jo 19.17
lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, 34deram-lhe a beber vinho misturado
27.34
Sl 69.21
Mt 27.48
com fel; mas ele, provando-o, não quis beber. 35E, havendo-o crucificado, repartiram
27.35
Mc 15.24
Lc 23.34
Jo 19.24
as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram
27.35
Sl 22.18
entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes. 36E, assentados, o 27.36 ou vigiavamguardavam ali. 37E, por cima da sua cabeça, puseram
27.37
Mt 27.54
escrita a sua acusação:
27.37
Mc 15.26
Lc 23.38
Jo 19.19
Este é Jesus, O Rei dos Judeus. 38E foram crucificados
27.38
Is 53.12
Mc 15.27
Lc 23.32-33
Jo 19.18
com ele dois salteadores, um, à direita, e outro, à esquerda. 39E os que passavam
27.39
Sl 22.7
109.25
Mc 15.29
Lc 23.35
blasfemavam dele, meneando a cabeça 40e dizendo:
27.40
Mt 26.61,63
Jo 2.19
Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz. 41E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: 42Salvou os outros e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nele; 43confiou em Deus;
27.43
Sl 22.7-8
livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus. 44E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores
27.44
Mc 13.32
Lc 23.39
que com ele estavam crucificados.

45E, desde a hora

27.45
Am 8.9
Mc 15.33
Lc 23.44
sexta, houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. 46E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz,
27.46
Hb 5.7
dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é,
27.46
Sl 22.1
Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 47E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Este chama por Elias. 48E logo um deles, correndo, tomou uma esponja,
27.48
Sl 69.21
Mc 15.36
Lc 23.36
Jo 19.29
e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber. 49Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo. 50E Jesus,
27.50
Mc 15.37
Lc 23.46
clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.

51E eis que o véu do templo

27.51
Êx 26.31
2Cr 3.14
Mc 15.38
Lc 23.45
se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as 27.51 ou rochaspedras. 52E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; 53E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos. 54E o centurião
27.54
Mt 27.36
Mc 15.39
Lc 23.47
e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor e disseram: Verdadeiramente, este era o Filho de Deus.

55E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia,

27.55
Lc 8.2-3
para o servir, 56entre as quais estavam Maria Madalena,
27.56
Mc 15.40
e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

A sepultura de Jesus

(Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42)

57E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. 58Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. 59E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, 60e o pôs no seu sepulcro novo,

27.60
Is 53.9
que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se. 61E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro.

62E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, 63dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse:

27.63
Mt 16.21
26.61
Mc 8.31
10.34
Lc 9.22
24.6
Jo 2.19
Depois de três dias, ressuscitarei. 64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. 65E disse-lhes Pilatos: 27.65 ou Levai a guardaTendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. 66E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda,
27.66
Dn 6.17
selando a pedra.