Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
24

O sermão profético. O princípio das dores

(Mc 13.1-13; Lc 21.5-36)

241E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. 2Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo

24.2
1Rs 9.7
Jr 26.18
Mq 3.12
Lc 19.44
que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3E, estando assentado no monte das Oliveiras,

24.3
Mc 13.3
1Ts 5.1
chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? 4E Jesus, respondendo, disse-lhes:
24.4
Ef 5.6
Cl 2.8,18
2Ts 2.3
1Jo 4.1
Acautelai-vos, que ninguém vos engane, 5porque
24.5
Jr 14.14
23.21
Jo 5.43
muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 6E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. 7Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino,
24.7
2Cr 15.6
Is 19.2
Ag 2.23
Zc 14.13
e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. 8Mas todas essas coisas são o princípio das dores. 9Então, vos hão de entregar para serdes atormentados
24.9
Mt 10.17
Mc 13.9
Lc 21.21
Jo 15.20
At 4.2
1Pe 4.16
Ap 2.10
e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. 10Nesse tempo, muitos serão escandalizados,
24.10
Mt 11.6
13.57
2Tm 1.15
4.9,16
e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. 11E surgirão muitos falsos profetas
24.11
Mt 7.15
At 20.29
2Pe 2.1
1Tm 4.1
e enganarão a muitos. 12E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. 13Mas aquele que perseverar até ao fim
24.13
Mt 10.22
Mc 13.13
Hb 3.6,14
Ap 2.10
será salvo. 14E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo,
24.14
Mt 4.23
9.35
Rm 10.18
Cl 1.6,23
em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

O sermão continua. A grande tribulação

15Quando, pois, virdes que a abominação da desolação,

24.15
Mc 13.14
Lc 21.20
Dn 9.27
12.11
de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda), 16então, os que estiverem na Judeia, que fujam para os montes; 17e quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; 18e quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. 19Mas ai das grávidas
24.19
Lc 23.29
e das que amamentarem naqueles dias! 20E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado, 21porque
24.21
Dn 9.26
12.1
Jl 2.2
haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. 22E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria;
24.22
Is 65.8-9
Zc 14.2-3
mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias. 23Então, se alguém vos disser: Eis que
24.23
Mc 13.21
Lc 17.23
21.8
o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, 24porque
24.24
Dt 13.1
2Ts 2.9
Ap 13.13
Jo 6.37
Rm 8.28
2Tm 2.19
surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. 25Eis que eu vo-lo tenho predito. 26Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis. 27Porque, assim como o relâmpago
24.27
Lc 17.24
sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem. 28Pois onde estiver o cadáver,
24.28
Jó 39.30
Lc 17.37
aí se ajuntarão as águias.

O sermão continua. A vinda do Filho do Homem

29E, logo depois da aflição daqueles dias,

24.29
Dn 7.11
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.10
Am 5.20
Mc 13.24
Lc 21.25
At 2.20
Ap 6.12
o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 30Então, aparecerá no céu
24.30
Dn 7.13
Zc 12.12
Mt 16.27
Mc 13.26
Ap 1.7
o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. 31E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta,
24.31
Mt 13.41
1Co 15.52
1Ts 4.15
os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32Aprendei, pois, esta parábola da figueira:

24.32
Lc 21.29
quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. 33Igualmente, quando virdes todas essas coisas,
24.33
Tg 5.9
sabei que ele está próximo, às portas. 34Em verdade vos digo que não passará esta geração
24.34
Mt 16.28
Mc 13.30
Lc 21.32
sem que todas essas coisas aconteçam. 35O céu e a terra passarão, mas
24.35
Is 51.6
Jr 31.36
Mc 13.31
Lc 21.23
Hb 1.11
as minhas palavras não hão de passar.

O sermão continua. Exortação à vigilância

36Porém daquele Dia e hora ninguém sabe,

24.36
Mc 13.32
At 1.7
1Ts 5.2
2Pe 3.10
Zc 14.7
nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. 37E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. 38Porquanto, assim como,
24.38
Gn 6.3
Lc 17.26
1Pe 3.20
nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, 39e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40Então,
24.40
Lc 17.34
estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; 41Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. 42Vigiai, pois,
24.42
Mt 25.13
Mc 13.33
Lc 21.36
porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. 43Mas considerai isto:
24.43
Lc 12.39
1Ts 5.2
2Pe 3.10
Ap 3.3
16.15
se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. 44Por isso,
24.44
Mt 25.13
1Ts 5.6
estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.

O sermão continua. A parábola dos dois servos

45Quem é, pois, o servo fiel e prudente,

24.45
Lc 12.42
At 20.28
1Co 4.2
Hb 3.5
que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? 46Bem-aventurado aquele servo que o Senhor,
24.46
Ap 16.15
quando vier, achar servindo assim. 47Em verdade vos digo
24.47
Mt 25.21,23
Lc 22.29
que o porá sobre todos os seus bens. 48Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, 49e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, 50virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, 51e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas;
24.51
Mt 8.12
25.30
ali haverá pranto e ranger de dentes.

25

O sermão profético continua. A parábola das dez virgens

251Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando 25.1 ou os seus fachosas suas lâmpadas, saíram ao encontro do

25.1
Ef 5.29
Ap 19.7
21.2,9
esposo. 2E cinco delas eram prudentes,
25.2
Mt 13.47
22.10
e cinco, loucas. 3As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. 4Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 5E, tardando o esposo, tosquenejaram todas
25.5
1Ts 5.6
e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor:
25.6
Mt 24.31
Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! 7Então, todas aquelas virgens se levantaram
25.7
Lc 12.35
e prepararam as suas lâmpadas. 8E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. 10E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas,
25.10
Lc 13.25
e fechou-se a porta. 11E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo:
25.11
Mt 7.21-23
Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo
25.12
Sl 5.6
Hc 1.13
Jo 9.31
que vos não conheço. 13Vigiai, pois,
25.13
Mt 24.42,46
Mc 13.33,35
Lc 21.36
1Co 16.13
1Ts 5.6
1Pe 5.8
Ap 16.15
porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.

O sermão continua. A parábola dos dez talentos

(Lc 19.11-27)

14Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, 15e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade,

25.15
Rm 12.6
1Co 12.7,11,29
Ef 4.11
e ausentou-se logo para longe. 16E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. 17Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. 18Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. 20Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. 21E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel.
25.21
Mt 24.47
25.34,36
Lc 12.44
22.29-30
Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei;
25.21
2Tm 2.12
Hb 12.2
1Pe 1.8
entra no gozo do teu senhor. 22E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos. 23Disse-lhe o seu senhor:
25.23
Mt 25.21
Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; 25e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. 26Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; 27devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. 28Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. 29Porque a qualquer que tiver será dado,
25.29
Mt 13.12
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
Jo 15.2
e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. 30Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e
25.30
Mt 8.12
24.51
ranger de dentes.

O fim do sermão profético. A vida eterna e o castigo eterno

31E, quando o Filho do Homem vier em sua glória,

25.31
Zc 14.5
Mt 16.27
Mc 8.38
At 1.11
1Ts 4.16
2Ts 1.7
Jd 14
Ap 1.7
e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros,
25.32
Rm 14.10
2Co 5.10
Ap 20.12
Ez 20.38
34.17
Mt 13.49
como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. 33E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. 34Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:
25.34
Rm 8.17
1Pe 1.4
Ap 21.7
Mt 20.23
Mc 10.40
1Co 2.9
Hb 11.16
Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 35porque tive fome,
25.35
Is 58.7
Ez 18.7
Tg 1.27
Hb 13.2
3Jo 5
e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; 36estava nu,
25.36
Tg 2
2Tm 1.16
e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. 37Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? 40E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo
25.40
Pv 14.31
19.17
Mt 10.42
Mc 9.40
Hb 6.10
que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda:
25.41
Sl 6.8
Mt 7.23
13.40
Lc 13.27
2Pe 2.4
Jd 6
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes. 44Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? 45Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando
25.45
Pv 14.31
17.5
Zc 2.8
At 9.5
a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. 46E irão estes
25.46
Dn 12.2
Jo 5.29
Rm 2.7
para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

26

A consulta dos sacerdotes e dos escribas

(Mc 14.1,2; Lc 22.1,2)

261E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos esses discursos, disse aos seus discípulos: 2Bem sabeis que, daqui a dois dias, é

26.2
Jo 13.1
a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3Depois, os príncipes dos sacerdotes, e os escribas,

26.3
Sl 2.2
Jo 11.47
At 4.25
e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás, 4e consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. 5Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.

O jantar em Betânia

(Mc 14.3-9; Jo 12.1-8)

6E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. 8E os seus discípulos, vendo isso,

26.8
Jo 12.4
indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício? 9Pois este unguento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres. 10Jesus, porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou uma boa ação para comigo. 11Porquanto
26.11
Dt 15.11
Jo 12.8
13.33
14.19
Mt 18.20
sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. 12Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. 13Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.

O preço da traição

(Mc 14.10,11; Lc 22.3-6)

14Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter

26.14
Jo 13.2,30
Mt 10.4
com os príncipes dos sacerdotes 15e disse:
26.15
Zc 11.12
Mt 27.3
Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta 26.15 ou peçasmoedas de prata. 16E, desde então, buscava oportunidade para o entregar.

A última Páscoa e a Santa Ceia

(Mc 14.12-26; Lc 22.7-23; 1Co 11.23-29)

17E,

26.17
Êx 12.6,18
no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.

20E, chegada a tarde,

26.20
Mc 14.17,21
Lc 22.14
Jo 13.21
assentou-se à mesa com os doze. 21E, enquanto eles comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22E eles, entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? 23E ele, respondendo, disse:
26.23
Sl 41.9
Lc 22.21
Jo 13.18
O que mete comigo a mão no prato, esse me há de trair. 24Em verdade o Filho do Homem vai, como acerca
26.24
Is 53
Dn 9.26
Mc 9.12
Lc 24.46
At 17.2
1Co 15.3
Jo 17.2
dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. 25E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.

26Enquanto comiam,

26.26
Mc 14.22
Lc 22.19
1Co 11.23-25
10.16
Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo:
26.27
Mc 14.23
Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue,
26.28
Êx 24.8
Lv 17.11
Jr 31.31
Mt 20.28
Rm 5.15
Hb 9.22
o sangue do 26.28 ou Novo ConcertoNovo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29E digo-vos que, desde agora, não beberei
26.29
Mc 14.25
Lc 22.18
At 10.41
deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. 30E, tendo cantado
26.30
Mc 14.26
um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

(Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38)

31Então, Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim,

26.31
Jo 16.32
Mt 11.6
Zc 13.7
porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. 32Mas, depois de eu ressuscitar,
26.32
Mt 28.7,10,16
Mc 14.28
16.7
irei adiante de vós para a Galileia. 33Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei. 34Disse-lhe Jesus:
26.34
Mc 14.30
Lc 22.34
Jo 13.38
Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. 35Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

(Mc 14.32-42; Lc 22.39-46; Jo 18.1)

36Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 37E, levando consigo Pedro e

26.37
Mt 4.21
os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. 38Então, lhes disse:
26.38
Jo 12.27
A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando
26.39
Mc 14.36
Lc 22.42
Hb 5.7
e dizendo: Meu Pai,
26.39
Jo 12.27
5.30
6.38
Mt 20.22
Fp 2.8
se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 40E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? 41Vigiai e orai,
26.41
Mc 13.33
14.38
Lc 22.40,46
Ef 6.18
para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 42E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. 43E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados. 44E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45Então, chegou junto dos seus discípulos e disse-lhes: Dormi, agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai.

Jesus é preso

(Mc 14.43-50; Lc 22.47-53; Jo 18.2-11)

47E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo. 48E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. 49E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E

26.49
2Sm 20.9
beijou-o. 50Jesus, porém, lhe disse:
26.50
Sl 41.9
54.3
Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam. 51E eis que
26.51
Jo 18.10
um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. 52Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque
26.52
Gn 9.6
Ap 13.10
todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. 53Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze
26.53
2Rs 6.17
Dn 7.10
legiões de anjos? 54Como, pois, se cumpririam as Escrituras,
26.54
Is 53.7
Mt 26.24
Lc 24.25,44,46
que dizem que assim convém que aconteça? 55Então, disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e porretes, para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. 56Mas tudo isso aconteceu para que se cumpram as Escrituras dos profetas.
26.56
Lm 4.20
Mt 26.54
Jo 18.15
Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.

Jesus perante o Sinédrio

(Mc 14.53-65; Lc 22.63-71; Jo 18.12-14,19-24)

57E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. 58E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. 59Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, 60e não o achavam, apesar de se apresentarem

26.60
Sl 27.12
35.11
Mc 14.55
At 6.13
muitas testemunhas falsas,
26.60
Dt 19.15
mas, por fim, chegaram duas 61e disseram: Este disse: Eu posso
26.61
Mt 27.40
derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. 62E, levantando-se o
26.62
Mc 14.60
sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? 63E Jesus, porém,
26.63
Is 53.7
Mt 27.22
guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe:
26.63
Lv 5.1
1Sm 14.24
Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis
26.64
Dn 7.13
Lc 21.27
Jo 1.51
Rm 14.10
1Ts 4.15
Ap 1.7
Sl 110.1
At 7.55
em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65Então,
26.65
2Rs 18.37
19.1
o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. 66Que vos parece? E eles, respondendo, disseram:
26.66
Lv 24.16
Jo 19.7
É réu de morte. 67Então, cuspiram-lhe
26.67
Is 50.6
53.3
Mt 27.30
Lc 22.63
Jo 19.3
no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, 68dizendo:
26.68
Mc 14.65
Lc 22.64
Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?

Pedro nega a Jesus

(Mc 14.66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27)

69Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. 73E, logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, também tu és deles, pois a

26.73
Lc 22.59
tua fala te denuncia. 74Então, começou ele a
26.74
Mc 14.71
praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. 75E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera:
26.75
Mt 26.34
Mc 14.30
Lc 22.61-62
Jo 13.38
Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.

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