Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
16

O fermento dos fariseus

(Mc 8.11,13)

161E, chegando-se

16.1
Mt 12.38
Lc 11.16
12.54,56
1Co 1.22
os fariseus e os saduceus para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. 2Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. 3E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos? 4Uma geração má e adúltera pede um sinal,
16.4
Mt 12.39
e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se.

5E,

16.5
Mc 8.14
passando seus discípulos para a outra banda, tinham-se esquecido de fornecer-se de pão. 6E Jesus disse-lhes:
16.6
Lc 12.1
Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. 7E eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não nos fornecemos de pão. 8E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, homens de pequena fé, sobre o não vos terdes fornecido de pão? 9Não compreendeis
16.9
Mt 14.17
Jo 6.9
ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos levantastes? 10Nem dos sete pães para quatro mil
16.10
Mt 15.34
e de quantos cestos levantastes? 11Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus? 12Então, compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus.

A confissão de Pedro

(Mc 8.27-33; Lc 9.18-22; Jo 6.66-69)

13E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? 14E eles disseram:

16.14
Mt 14.2
Lc 9.7-9
Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas. 15Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? 16E Simão Pedro, respondendo, disse:
16.16
Mt 14.33
Mc 8.29
Lc 9.20
Jo 6.69
At 8.37
Hb 1.2-3
1Jo 4.15
Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas,
16.17
Ef 2.8
1Co 2.10
Gl 1.16
porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18Pois também eu te digo que tu és 16.18 Gr. PetrosPedro
16.18
Jo 1.42
Ef 2.20
Ap 21.14
e sobre esta pedra edificarei a minha igreja,
16.18
Jó 38.17
Is 38.10
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19E eu te darei as chaves do Reino dos céus,
16.19
Mt 18.18
Jo 20.23
e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. 20Então,
16.20
Mt 17.9
Mc 8.30
Lc 9.21
mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo.

21Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos

16.21
Mt 20.17
Mc 8.31
Lc 9.22
que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. 22E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. 23Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus,
16.23
2Sm 19.22
Rm 8.7
mas as que são dos homens.

O discípulo de Jesus deve levar a sua cruz

(Mc 8.33; Mc 9.1; Lc 9.23-27)

24Então, disse Jesus aos seus discípulos:

16.24
Mt 10.38
At 14.22
1Ts 3.3
2Tm 3.12
Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; 25porque aquele que quiser salvar a sua 16.25 ou almavida
16.25
Lc 17.33
Jo 12.25
perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. 26Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua 16.26 ou vidaalma?
16.26
Sl 49.7-9
Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? 27Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai,
16.27
Mc 8.38
Lc 9.26
Dn 7.10
Zc 14.5
Jd 14
Jó 34.11
Pv 24.12
Jr 17.10
Rm 2.6
1Co 3.8
1Pe 1.17
Ap 2.23
com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras. 28Em verdade vos digo que alguns há,
16.28
Mc 9.1
Lc 9.29
dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu Reino.

17

A transfiguração

(Mc 9.2-13; Lc 9.28-36)

171Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. 2E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias. 5E, estando ele ainda a falar,

17.5
2Pe 1.17
eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia:
17.5
Mt 3.17
Mc 1.11
Lc 3.22
Is 42.1
Dt 18.15
At 13.22
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. 6E os discípulos, ouvindo isso,
17.6
2Pe 1.18
caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo. 7E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse:
17.7
Dn 8.18
9.21
10.10,18
Levantai-vos e não tenhais medo. 8E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

9E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou,

17.9
Mt 16.20
Mc 8.30
9.9
dizendo: A ninguém conteis a visão até que o Filho do Homem seja ressuscitado dos mortos. 10E os seus discípulos o interrogaram, dizendo:
17.10
Ml 4.5
Mt 11.14
Mc 9.11
Por que dizem, então, os escribas que é mister que Elias venha primeiro? 11E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro
17.11
Ml 4.6
Lc 1.16-17
At 3.21
e restaurará todas as coisas. 12Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram,
17.12
Mt 11.14
14.3,10
16.21
Mc 9.11-12
mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem. 13Então,
17.13
Mt 11.14
entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.

A cura de um lunático

(Mc 9.14-29; Lc 9.37-45)

14E, quando chegaram à multidão, aproximou-se-lhe um homem, pondo-se de joelhos diante dele e dizendo: 15Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e, muitas vezes, na água; 16e trouxe-o aos teus discípulos e não puderam curá-lo. 17E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. 18E repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele; e, desde aquela hora, o menino sarou.

19Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Porque não pudemos nós expulsá-lo? 20E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pequena fé;

17.20
Mt 21.21
Mc 11.23
Lc 17.6
1Co 12.9
13.2
porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá — e há de passar; e nada vos será impossível. 21Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

22Ora, achando-se eles na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, 23e matá-lo-ão,

17.23
Mt 16.21
Mc 8.31
9.29-30
10.33
Lc 9.22,44
18.31
e, ao terceiro dia, ressuscitará. E eles se entristeceram muito.

Jesus paga o tributo

24E,

17.24
Mc 9.32
Êx 30.13
38.26
chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as didracmas e disseram: O vosso mestre não paga as didracmas? 25Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos ou os impostos? Dos seus filhos ou dos alheios? 26Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos. 27Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o e dá-o por mim e por ti.

18

O maior no Reino dos céus

(Mc 9.33-37; Lc 9.46-48)

181Naquela mesma hora, chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no Reino dos céus? 2E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles 3e disse: Em verdade vos digo que,

18.3
Sl 131.2
Mc 10.14
Lc 18.16
1Co 14.20
1Pe 2.2
se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus. 4Portanto,
18.4
Mt 20.27
23.11
aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. 5E qualquer que receber em meu nome
18.5
Mt 10.42
Lc 9.48
uma criança tal como esta a mim me recebe.

6Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos

18.6
Mc 9.41
Lc 17.1-2
que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.

7Ai do mundo, por causa dos escândalos.

18.7
Lc 17.1
1Co 11.19
Porque é mister que venham escândalos,
18.7
Mt 26.24
mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! 8Portanto,
18.8
Mt 5.29-30
Mc 9.42,44
se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. 9E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.

10Vede, não desprezeis algum destes pequeninos,

18.10
Sl 34.7
Zc 13.7
Hb 1.14
Et 1.14
Lc 1.19
porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus. 11Porque
18.11
Lc 9.56
Jo 3.17
o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido. 12Que vos parece?
18.12
Lc 15.4
Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? 13E, se, porventura, a acha, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. 14Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca.

O perdão do pecado de um irmão

15Ora,

18.15
Lv 19.17
Lc 17.3
se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir,
18.15
Tg 5.20
1Pe 3.1
ganhaste a teu irmão. 16Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo
18.16
Dt 17.6
Jo 8.17
2Co 13.1
Hb 10.28
um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. 17E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja,
18.17
Rm 16.17
1Co 5.9
2Ts 3.6,14
2Jo 10
considera-o como um gentio e publicano. 18Em verdade vos digo
18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
1Co 5.4
que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19Também vos digo
18.19
Mt 5.24
que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem,
18.19
1Jo 3.22
5.14
isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 20Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

21Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei?

18.21
Lc 17.4
Até sete? 22Jesus lhe disse: Não te digo que até sete,
18.22
Mt 6.14
Mc 11.25
Cl 3.13
mas até setenta vezes sete.

A parábola do credor incompassivo

23Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; 24e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. 25E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele,

18.25
2Rs 4.1
Ne 5.8
e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. 26Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 27Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. 28Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem 18.28 ou denáriosdinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. 29Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 30Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. 32Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. 33Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? 34E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. 35Assim vos fará também meu Pai celestial,
18.35
Pv 21.13
Mt 6.12
Mc 11.26
Tg 2.13
se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.