Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

(Mt 4.18-22; Mc 1.16-20)

51E aconteceu

5.1
Mt 4.18
Mc 1.16
que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. 4E, quando acabou de falar, disse a Simão:
5.4
Jo 21.6
faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. 5E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. 6E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. 7E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. 8E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor,
5.8
2Sm 6.9
1Rs 17.18
ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador. 9Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito, 10e, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas;
5.10
Mt 4.19
Mc 1.17
de agora em diante, serás pescador de homens. 11E, levando os barcos para terra,
5.11
Mt 4.20
19.27
Mc 1.18
Lc 18.28
deixaram tudo e o seguiram.

A cura de um leproso

(Mt 8.1-4; Mc 1.40-45)

12E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que

5.12
Mc 1.40
um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele. 14E ordenou-lhe que a ninguém
5.14
Mt 8.4
Lv 14.4,10,21
o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho. 15Porém a sua fama se propagava ainda mais,
5.15
Mt 4.25
Mc 3.7
Jo 6.2
e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. 16Porém ele retirava-se
5.16
Mt 14.23
Mc 6.46
para os desertos e ali orava.

A cura de um paralítico

(Mt 9.1-8; Mc 2.1-12)

17E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18E eis que

5.18
Mc 2.3
uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21E
5.21
Mt 9.3
Mc 2.6
os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados,
5.21
Sl 32.5
Is 43.25
senão Deus? 22Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 25E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios.

A vocação de Levi

(Mt 9.9-13; Mc 2.14-17)

27E, depois

5.27
Mc 2.13
disso, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. 28E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.

29E fez-lhe Levi

5.29
Mt 9.10
Mc 2.15
Lc 15.1
um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. 30E os escribas deles e os fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 31E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. 32Eu não vim chamar
5.32
Mt 9.13
1Tm 1.15
os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.

Acerca do jejum

(Mt 9.14-17; Mc 2.18-22)

33Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam muitas vezes os discípulos de João

5.33
Mc 2.18
e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? 34E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os convidados das bodas, enquanto o esposo está com eles? 35Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão. 36E disse-lhes também uma parábola:
5.36
Mt 9.16-17
Mc 2.21
Ninguém tira um pedaço de uma veste nova para o coser em veste velha, pois que romperá a nova, e o remendo não condiz com a veste velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. 38Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. 39E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.

6

Jesus é Senhor do sábado

(Mt 12.1-8; Mc 2.23-28)

61E

6.1
Mc 2.23
aconteceu que, num sábado, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam. 2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis
6.2
Êx 20.10
o que não é lícito fazer nos sábados? 3E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez
6.3
1Sm 21.6
Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na Casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele,
6.4
Lv 24.9
os quais não lhes era lícito comer, senão só aos sacerdotes? 5E dizia-lhes: O Filho do Homem é senhor até do sábado.

A cura de um homem que tinha uma das mãos mirrada

(Mt 12.9-14; Mc 3.1-6)

6E aconteceu

6.6
Mc 3.1
Lc 13.14
14.3
Jo 9.16
também, em outro sábado, que entrou na sinagoga e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. 7E os escribas e fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. 8Mas ele, conhecendo bem os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. 9Então, Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? 10E, olhando para todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. 11E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.

A eleição dos doze

(Mt 10.1-4; Mc 3.13-19)

12E aconteceu que,

6.12
Mt 14.23
naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. 13E, quando era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: 14Simão, ao qual também chamou
6.14
Jo 1.42
Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16Judas, 6.16 ou irmãofilho de Tiago,
6.16
Jd 1
e Judas Iscariotes, que foi o traidor.

O sermão da montanha

(Mt 5—7)

17E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus

6.17
Mt 4.25
Mc 3.7
discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; 18os quais tinham vindo para o ouvir e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos. E eram curados. 19E toda
6.19
Mt 14.36
Mc 5.30
Lc 8.46
a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude que curava todos.

20E, levantando ele os olhos para os seus discípulos,

6.20
Mt 5.3
11.5
Tg 2.5
dizia:

Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.

21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome,

6.21
Is 55.1
61.3
65.13
Mt 5.4,6
porque sereis fartos.

Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.

22Bem-aventurados sereis

6.22
Mt 5.11
1Pe 2.19
3.14
Jo 16.2
quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem. 23Folgai nesse dia,
6.23
Mt 5.12
At 5.41
7.51
Cl 1.24
Tg 1.2
exultai, porque é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.

24Mas ai de

6.24
Am 6.1
Tg 5.1
Mt 6.2
Lc 16.25
vós, ricos! Porque tendes a vossa consolação.

25Ai

6.25
Is 65.13
Pv 14.13
de vós, os que estais fartos, porque tereis fome!

Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis!

26Ai de vós

6.26
Jo 15.19
1Jo 4.5
quando todos os homens falarem bem de vós, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas!

27Mas a vós, que ouvis,

6.27
Êx 23.4
Pv 25.21
Mt 5.44
Lc 6.35
Rm 12.20
digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, 28bendizei os que vos
6.28
Lc 23.34
At 7.60
maldizem e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face,
6.29
1Co 6.7
Mt 5.39
oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses. 30E dá a
6.30
Dt 15.7-8,10
Pv 21.26
Mt 5.42
qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. 31E como vós quereis
6.31
Mt 7.12
que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.

32E,

6.32
Mt 5.46
se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. 33E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E, se emprestardes
6.34
Mt 5.42
àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. 35Amai, pois, a vossos inimigos,
6.35
Lc 6.27,30
Sl 37.26
Mt 5.45
e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36Sede, pois, misericordiosos,
6.36
Mt 5.48
como também vosso Pai é misericordioso.

37Não julgueis,

6.37
Mt 7.1
e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. 38Dai,
6.38
Pv 19.17
Sl 79.12
Mt 7.2
Mc 4.24
Tg 2.13
e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

39E disse-lhes uma parábola:

6.39
Mt 15.14
Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova? 40O
6.40
Mt 10.24
discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. 41E por que atentas tu
6.41
Mt 7.3
no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita,
6.42
Pv 18.17
tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.

43Porque não

6.43
Mt 7.16-17
há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. 44Porque cada
6.44
Mt 12.33
árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. 45O
6.45
Mt 12.34-35
homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

46E por que me chamais

6.46
Ml 1.6
Mt 7.21
25.11
Lc 13.25
Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? 47Qualquer que vem a mim,
6.47
Mt 7.24
e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

7

O centurião de Cafarnaum

(Mt 8.5-13)

71E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um certo centurião, a quem este muito estimava, estava doente e moribundo. 3E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. 4E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isso. 5Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; 7e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai; e ele vai; e a outro: vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz. 9E, ouvindo isso, Jesus maravilhou-se dele e, voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. 10E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.

O filho da viúva de Naim

11E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. 12E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. 14E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo:

7.14
Lc 8.54
Jo 11.43
At 9.40
Rm 4.17
Levanta-te. 15E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. 16E de todos se apoderou
7.16
Lc 1.65,68
24.19
Jo 4.19
6.14
9.17
o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. 17E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha.

João envia dois discípulos seus a Jesus

(Mt 11.2-19)

18E os discípulos de João anunciaram-lhe todas essas coisas. 19E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir ou esperamos outro? 20E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir ou esperamos outro? 21E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus; e deu vista a muitos cegos. 22Respondendo, então, Jesus,

7.22
Mt 11.4
disse-lhes: Ide e anunciai a João o que tendes visto e ouvido:
7.22
Is 35.5
os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e
7.22
Lc 4.18
aos pobres anuncia-se o evangelho. 23E bem-aventurado aquele que em mim se não escandalizar.

24E, tendo-se retirado

7.24
Mt 11.7
os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana abalada pelo vento? 25Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com vestes preciosas e em delícias estão nos paços reais. 26Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:
7.27
Ml 3.1
Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará diante de ti o teu caminho. 28E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele. 29E todo o povo que o ouviu e os publicanos,
7.29
Mt 3.5
Lc 3.12
tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. 30Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram
7.30
At 20.27
o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.

31E disse o Senhor:

7.31
Mt 11.16
A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros e dizem: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. 33Porque
7.33
Mt 3.4
Mc 1.6
Lc 1.15
veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio. 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí
7.34
Mt 11.19
um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores. 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36E rogou-lhe

7.36
Mt 26.6
Mc 14.3
Jo 11.2
um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. 38E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento. 39Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo:
7.39
Lc 15.2
Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. 41Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta. 42E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais? 43E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos. 45Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46Não me
7.46
Sl 23.5
ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. 47Por isso, te digo
7.47
1Tm 1.14
que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48E disse a ela:
7.48
Mt 9.2
Mc 2.5
Os teus pecados te são perdoados. 49E os que estavam à mesa começaram
7.49
Mt 9.3
Mc 2.7
a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50E disse à mulher:
7.50
Mc 5.34
10.52
Lc 8.48
18.42
A tua fé te salvou; vai-te em paz.