Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
4

A tentação de Jesus

(Mt 4.1-11; Mc 1.12-13)

41E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão

4.1
Mt 4.1
Mc 1.12
Lc 2.27
4.14
e foi levado pelo Espírito ao deserto. 2E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias,
4.2
Êx 34.28
1Rs 19.8
não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. 3E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. 4E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está
4.4
Dt 8.3
que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. 5E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. 6E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue,
4.6
Jo 12.31
14.30
Ap 13.2,7
e dou-o a quem quero. 7Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. 8E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito:
4.8
Dt 6.13
10.20
Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. 9Levou-o também a Jerusalém,
4.9
Mt 4.5
e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, 10porque está escrito:
4.10
Sl 91.11-12
Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem 11e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. 12E Jesus, respondendo,
4.12
Dt 6.16
disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. 13E, acabando o
4.13
Jo 14.30
Hb 4.15
diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.

Jesus é expulso de Nazaré

(Mt 4.12-17; 13.53-58; Mc 1.14-15; 6.1-6)

14Então,

4.14
Mt 4.12
Jo 4.43
Lc 4.1
pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia,
4.14
At 10.37
e a sua fama correu por todas as terras em derredor. 15E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.

16E, chegando a

4.16
Mt 2.23
13.54
Mc 6.1
At 13.14
17.2
Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. 17E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 18O Espírito
4.18
Is 61.1
do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, 19a apregoar 4.19 Gr. remissãoliberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. 20E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. 21Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. 22E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam
4.22
Sl 45.2
Mt 13.54
Mc 6.2
Lc 2.47
Jo 6.42
das palavras de graça que saíam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José? 23E ele lhes disse: Sem dúvida, me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo o que ouvimos ter
4.23
Mt 4.13
11.23
13.54
Mc 6.1
sido feito em Cafarnaum. 24E disse:
4.24
Mt 13.57
Mc 6.4
Jo 4.44
Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem-recebido na sua pátria. 25Em verdade vos digo
4.25
1Rs 17.9
18.1
Tg 5.17
que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; 26e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. 27E muitos leprosos havia em
4.27
2Rs 5.14
Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28E todos, na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira. 29E, levantando-se, o expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. 30Ele, porém, passando
4.30
Jo 8.59
10.39
pelo meio deles, retirou-se.

A cura de um endemoninhado em Cafarnaum

(Mc 1.21-28)

31E desceu

4.31
Mt 4.13
Mc 1.21
a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. 32E admiravam-se da sua doutrina, porque a
4.32
Mt 7.28-29
Tg 2.15
sua palavra era com autoridade. 33E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e este exclamou em alta voz, 34dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos?
4.34
Lc 1.35
4.41
Sl 16.10
Dn 9.24
Bem sei quem és: o Santo de Deus. 35E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal. 36E veio espanto sobre todos, e falavam uns e outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?

A cura da sogra de Pedro

(Mt 8.14-17; Mc 1.29-31)

37E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca.

38Ora,

4.38
Mc 1.29
levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre; e rogaram-lhe por ela. 39E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.

40E, ao pôr do sol,

4.40
Mc 1.32
todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, impondo as mãos sobre cada um deles, os curava. 41E também de muitos saíam demônios, clamando
4.41
Mc 1.34
3.11
e dizendo:
4.41
Mc 1.25,34
Lc 4.34-35
Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.

42E, sendo já dia,

4.42
Mc 1.35
saiu e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles. 43Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus, porque para isso fui enviado. 44E pregava
4.44
Mc 1.39
nas sinagogas da Galileia.

5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

(Mt 4.18-22; Mc 1.16-20)

51E aconteceu

5.1
Mt 4.18
Mc 1.16
que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. 4E, quando acabou de falar, disse a Simão:
5.4
Jo 21.6
faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. 5E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. 6E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. 7E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. 8E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor,
5.8
2Sm 6.9
1Rs 17.18
ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador. 9Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito, 10e, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas;
5.10
Mt 4.19
Mc 1.17
de agora em diante, serás pescador de homens. 11E, levando os barcos para terra,
5.11
Mt 4.20
19.27
Mc 1.18
Lc 18.28
deixaram tudo e o seguiram.

A cura de um leproso

(Mt 8.1-4; Mc 1.40-45)

12E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que

5.12
Mc 1.40
um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele. 14E ordenou-lhe que a ninguém
5.14
Mt 8.4
Lv 14.4,10,21
o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho. 15Porém a sua fama se propagava ainda mais,
5.15
Mt 4.25
Mc 3.7
Jo 6.2
e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. 16Porém ele retirava-se
5.16
Mt 14.23
Mc 6.46
para os desertos e ali orava.

A cura de um paralítico

(Mt 9.1-8; Mc 2.1-12)

17E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18E eis que

5.18
Mc 2.3
uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21E
5.21
Mt 9.3
Mc 2.6
os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados,
5.21
Sl 32.5
Is 43.25
senão Deus? 22Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 25E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios.

A vocação de Levi

(Mt 9.9-13; Mc 2.14-17)

27E, depois

5.27
Mc 2.13
disso, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. 28E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.

29E fez-lhe Levi

5.29
Mt 9.10
Mc 2.15
Lc 15.1
um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. 30E os escribas deles e os fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 31E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. 32Eu não vim chamar
5.32
Mt 9.13
1Tm 1.15
os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.

Acerca do jejum

(Mt 9.14-17; Mc 2.18-22)

33Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam muitas vezes os discípulos de João

5.33
Mc 2.18
e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? 34E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os convidados das bodas, enquanto o esposo está com eles? 35Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão. 36E disse-lhes também uma parábola:
5.36
Mt 9.16-17
Mc 2.21
Ninguém tira um pedaço de uma veste nova para o coser em veste velha, pois que romperá a nova, e o remendo não condiz com a veste velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. 38Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. 39E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.

6

Jesus é Senhor do sábado

(Mt 12.1-8; Mc 2.23-28)

61E

6.1
Mc 2.23
aconteceu que, num sábado, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam. 2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis
6.2
Êx 20.10
o que não é lícito fazer nos sábados? 3E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez
6.3
1Sm 21.6
Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na Casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele,
6.4
Lv 24.9
os quais não lhes era lícito comer, senão só aos sacerdotes? 5E dizia-lhes: O Filho do Homem é senhor até do sábado.

A cura de um homem que tinha uma das mãos mirrada

(Mt 12.9-14; Mc 3.1-6)

6E aconteceu

6.6
Mc 3.1
Lc 13.14
14.3
Jo 9.16
também, em outro sábado, que entrou na sinagoga e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. 7E os escribas e fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. 8Mas ele, conhecendo bem os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. 9Então, Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? 10E, olhando para todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. 11E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.

A eleição dos doze

(Mt 10.1-4; Mc 3.13-19)

12E aconteceu que,

6.12
Mt 14.23
naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. 13E, quando era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: 14Simão, ao qual também chamou
6.14
Jo 1.42
Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16Judas, 6.16 ou irmãofilho de Tiago,
6.16
Jd 1
e Judas Iscariotes, que foi o traidor.

O sermão da montanha

(Mt 5—7)

17E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus

6.17
Mt 4.25
Mc 3.7
discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; 18os quais tinham vindo para o ouvir e serem curados das suas enfermidades, como também os atormentados dos espíritos imundos. E eram curados. 19E toda
6.19
Mt 14.36
Mc 5.30
Lc 8.46
a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude que curava todos.

20E, levantando ele os olhos para os seus discípulos,

6.20
Mt 5.3
11.5
Tg 2.5
dizia:

Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.

21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome,

6.21
Is 55.1
61.3
65.13
Mt 5.4,6
porque sereis fartos.

Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.

22Bem-aventurados sereis

6.22
Mt 5.11
1Pe 2.19
3.14
Jo 16.2
quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem. 23Folgai nesse dia,
6.23
Mt 5.12
At 5.41
7.51
Cl 1.24
Tg 1.2
exultai, porque é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.

24Mas ai de

6.24
Am 6.1
Tg 5.1
Mt 6.2
Lc 16.25
vós, ricos! Porque tendes a vossa consolação.

25Ai

6.25
Is 65.13
Pv 14.13
de vós, os que estais fartos, porque tereis fome!

Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis!

26Ai de vós

6.26
Jo 15.19
1Jo 4.5
quando todos os homens falarem bem de vós, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas!

27Mas a vós, que ouvis,

6.27
Êx 23.4
Pv 25.21
Mt 5.44
Lc 6.35
Rm 12.20
digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, 28bendizei os que vos
6.28
Lc 23.34
At 7.60
maldizem e orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te ferir numa face,
6.29
1Co 6.7
Mt 5.39
oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses. 30E dá a
6.30
Dt 15.7-8,10
Pv 21.26
Mt 5.42
qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. 31E como vós quereis
6.31
Mt 7.12
que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.

32E,

6.32
Mt 5.46
se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. 33E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E, se emprestardes
6.34
Mt 5.42
àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. 35Amai, pois, a vossos inimigos,
6.35
Lc 6.27,30
Sl 37.26
Mt 5.45
e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36Sede, pois, misericordiosos,
6.36
Mt 5.48
como também vosso Pai é misericordioso.

37Não julgueis,

6.37
Mt 7.1
e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. 38Dai,
6.38
Pv 19.17
Sl 79.12
Mt 7.2
Mc 4.24
Tg 2.13
e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

39E disse-lhes uma parábola:

6.39
Mt 15.14
Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova? 40O
6.40
Mt 10.24
discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. 41E por que atentas tu
6.41
Mt 7.3
no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? 42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita,
6.42
Pv 18.17
tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.

43Porque não

6.43
Mt 7.16-17
há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. 44Porque cada
6.44
Mt 12.33
árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. 45O
6.45
Mt 12.34-35
homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

46E por que me chamais

6.46
Ml 1.6
Mt 7.21
25.11
Lc 13.25
Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? 47Qualquer que vem a mim,
6.47
Mt 7.24
e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.