Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
3

A pregação de João Batista

(Mt 3.1-12; Mc 1.2-8; Jo 1.19-28)

31E, no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, e Herodes, tetrarca da Galileia, e seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, 2sendo Anás

3.2
Jo 11.49,51
18.13
At 4.6
e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. 3E percorreu toda a terra ao redor do Jordão,
3.3
Mt 3.1
Mc 1.4
Lc 1.77
pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados, 4segundo o que está escrito no livro das palavras
3.4
Is 40.3
Mt 3.3
Mc 1.3
Jo 1.23
do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. 5Todo vale se encherá, e se abaixará todo monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão; 6e toda
3.6
Sl 92.2
Is 52.10
Lc 2.11
carne verá a salvação de Deus.

7Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele:

3.7
Mt 3.7
Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? 8Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. 9E também já está posto o machado à raiz das árvores;
3.9
Mt 7.19
toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo.

10E a multidão o interrogava, dizendo:

3.10
At 2.37
Que faremos, pois? 11E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver
3.11
Lc 11.41
2Co 8.14
Tg 2.15
1Jo 3.17
duas túnicas, que reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira. 12E chegaram também
3.12
Mt 21.32
Lc 7.29
uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? 13E ele lhes disse:
3.13
Lc 19.8
Não peçais mais do que aquilo que vos está ordenado. 14E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós, que faremos? E ele lhes disse:
3.14
Êx 23.1
Lv 19.11
A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo.

15E, estando o povo em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o Cristo, 16respondeu João a todos, dizendo:

3.16
Mt 3.11
Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira,
3.17
Mq 4.12
Mt 13.30
e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.

18E assim admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo. 19Sendo, porém, o

3.19
Mt 14.3
Mc 6.17
tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito, 20acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere.

O batismo de Jesus

(Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Jo 1.32-34)

21E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu, 22e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido.

A genealogia de Jesus

(Mt 1.1-17)

23E o mesmo Jesus começava a ser de quase

3.23
Nm 4.3,35,39,43,47
trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José, de Eli, 24e Eli, de Matate, e Matate, de Levi, e Levi, de Melqui, e Melqui, de Janai, e Janai, de José, 25e José, de Matatias, e Matatias, de Amós, e Amós, de Naum, e Naum, de Esli, e Esli, de Nagai, 26e Nagai, de Maate, e Maate, de Matatias, e Matatias, de Semei, e Semei, de José, e José, de Jodá, 27e Jodá, de Joanã, e Joanã, de Resa, e Resa, de Zorobabel, e Zorobabel, de Salatiel, e Salatiel, de Neri, 28e Neri, de Melqui, e Melqui, de Adi, e Adi, de Cosã, e Cosã, de Elmadã, e Elmadã, de Er, 29e Er, de Josué, e Josué, de Eliézer, e Eliézer, de Jorim, e Jorim, de Matate, e Matate, de Levi, 30e Levi, de Simeão, e Simeão, de Judá, e Judá, de José, e José, de Jonã, e Jonã, de Eliaquim, 31e Eliaquim, de Meleá, e Meleá, de Mená, e Mená, de Matatá, e Matatá, de Natã,
3.31
Zc 12.12
2Sm 5.14
1Cr 2.10
3.5
Rt 4.18
e Natã, de Davi, 32e Davi, de Jessé, e Jessé, de Obede, e Obede, de Boaz, e Boaz, de Salá, e Salá, de Naassom, 33e Naassom, de Aminadabe, e Aminadabe, de Admim, e Admim, de Arni, e Arni, de Esrom, e Esrom, de Perez, e Perez, de Judá, 34e Judá, de Jacó, e Jacó, de Isaque, e Isaque, de Abraão, e Abraão, de Tera,
3.34
Gn 11.24
e Tera de Naor, 35e Naor, de Serugue, e Serugue, de Ragaú, e Ragaú, de Faleque, e Faleque, de Éber, e Éber, de Salá, 36e Salá, de Cainã,
3.36
Gn 11.12
e Cainã, de Arfaxade, e Arfaxade, de Sem,
3.36
Gn 5.6
11.10
e Sem, de Noé, e Noé, de Lameque, 37e Lameque, de Metusalém, e Metusalém, de Enoque, e Enoque, de Jarede, e Jarede, de Maalalel, e Maalalel, de Cainã, 38e Cainã, de Enos, e Enos, de Sete, e Sete, de Adão,
3.38
Gn 5.1-2
e Adão, de Deus.

4

A tentação de Jesus

(Mt 4.1-11; Mc 1.12-13)

41E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão

4.1
Mt 4.1
Mc 1.12
Lc 2.27
4.14
e foi levado pelo Espírito ao deserto. 2E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias,
4.2
Êx 34.28
1Rs 19.8
não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. 3E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. 4E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está
4.4
Dt 8.3
que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. 5E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. 6E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue,
4.6
Jo 12.31
14.30
Ap 13.2,7
e dou-o a quem quero. 7Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. 8E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito:
4.8
Dt 6.13
10.20
Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. 9Levou-o também a Jerusalém,
4.9
Mt 4.5
e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, 10porque está escrito:
4.10
Sl 91.11-12
Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem 11e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. 12E Jesus, respondendo,
4.12
Dt 6.16
disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. 13E, acabando o
4.13
Jo 14.30
Hb 4.15
diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.

Jesus é expulso de Nazaré

(Mt 4.12-17; 13.53-58; Mc 1.14-15; 6.1-6)

14Então,

4.14
Mt 4.12
Jo 4.43
Lc 4.1
pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia,
4.14
At 10.37
e a sua fama correu por todas as terras em derredor. 15E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.

16E, chegando a

4.16
Mt 2.23
13.54
Mc 6.1
At 13.14
17.2
Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. 17E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 18O Espírito
4.18
Is 61.1
do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, 19a apregoar 4.19 Gr. remissãoliberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. 20E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. 21Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. 22E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam
4.22
Sl 45.2
Mt 13.54
Mc 6.2
Lc 2.47
Jo 6.42
das palavras de graça que saíam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José? 23E ele lhes disse: Sem dúvida, me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo o que ouvimos ter
4.23
Mt 4.13
11.23
13.54
Mc 6.1
sido feito em Cafarnaum. 24E disse:
4.24
Mt 13.57
Mc 6.4
Jo 4.44
Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem-recebido na sua pátria. 25Em verdade vos digo
4.25
1Rs 17.9
18.1
Tg 5.17
que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; 26e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. 27E muitos leprosos havia em
4.27
2Rs 5.14
Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28E todos, na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira. 29E, levantando-se, o expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. 30Ele, porém, passando
4.30
Jo 8.59
10.39
pelo meio deles, retirou-se.

A cura de um endemoninhado em Cafarnaum

(Mc 1.21-28)

31E desceu

4.31
Mt 4.13
Mc 1.21
a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. 32E admiravam-se da sua doutrina, porque a
4.32
Mt 7.28-29
Tg 2.15
sua palavra era com autoridade. 33E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e este exclamou em alta voz, 34dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos?
4.34
Lc 1.35
4.41
Sl 16.10
Dn 9.24
Bem sei quem és: o Santo de Deus. 35E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal. 36E veio espanto sobre todos, e falavam uns e outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?

A cura da sogra de Pedro

(Mt 8.14-17; Mc 1.29-31)

37E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca.

38Ora,

4.38
Mc 1.29
levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre; e rogaram-lhe por ela. 39E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.

40E, ao pôr do sol,

4.40
Mc 1.32
todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, impondo as mãos sobre cada um deles, os curava. 41E também de muitos saíam demônios, clamando
4.41
Mc 1.34
3.11
e dizendo:
4.41
Mc 1.25,34
Lc 4.34-35
Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.

42E, sendo já dia,

4.42
Mc 1.35
saiu e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles. 43Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus, porque para isso fui enviado. 44E pregava
4.44
Mc 1.39
nas sinagogas da Galileia.

5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

(Mt 4.18-22; Mc 1.16-20)

51E aconteceu

5.1
Mt 4.18
Mc 1.16
que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. 4E, quando acabou de falar, disse a Simão:
5.4
Jo 21.6
faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. 5E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. 6E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. 7E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. 8E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor,
5.8
2Sm 6.9
1Rs 17.18
ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador. 9Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito, 10e, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas;
5.10
Mt 4.19
Mc 1.17
de agora em diante, serás pescador de homens. 11E, levando os barcos para terra,
5.11
Mt 4.20
19.27
Mc 1.18
Lc 18.28
deixaram tudo e o seguiram.

A cura de um leproso

(Mt 8.1-4; Mc 1.40-45)

12E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que

5.12
Mc 1.40
um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele. 14E ordenou-lhe que a ninguém
5.14
Mt 8.4
Lv 14.4,10,21
o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho. 15Porém a sua fama se propagava ainda mais,
5.15
Mt 4.25
Mc 3.7
Jo 6.2
e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. 16Porém ele retirava-se
5.16
Mt 14.23
Mc 6.46
para os desertos e ali orava.

A cura de um paralítico

(Mt 9.1-8; Mc 2.1-12)

17E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18E eis que

5.18
Mc 2.3
uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21E
5.21
Mt 9.3
Mc 2.6
os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados,
5.21
Sl 32.5
Is 43.25
senão Deus? 22Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 25E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios.

A vocação de Levi

(Mt 9.9-13; Mc 2.14-17)

27E, depois

5.27
Mc 2.13
disso, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. 28E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.

29E fez-lhe Levi

5.29
Mt 9.10
Mc 2.15
Lc 15.1
um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. 30E os escribas deles e os fariseus murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 31E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. 32Eu não vim chamar
5.32
Mt 9.13
1Tm 1.15
os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.

Acerca do jejum

(Mt 9.14-17; Mc 2.18-22)

33Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam muitas vezes os discípulos de João

5.33
Mc 2.18
e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? 34E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os convidados das bodas, enquanto o esposo está com eles? 35Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão. 36E disse-lhes também uma parábola:
5.36
Mt 9.16-17
Mc 2.21
Ninguém tira um pedaço de uma veste nova para o coser em veste velha, pois que romperá a nova, e o remendo não condiz com a veste velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. 38Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. 39E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.