Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
20

O batismo de João

(Mt 21.23-27; Mc 11.27-33)

201E aconteceu, num daqueles dias, que, estando ele ensinando o povo no templo e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos 2e falaram-lhe, dizendo: Dize-nos:

20.2
At 4.7
7.27
com que autoridade fazes essas coisas? Ou quem é que te deu esta autoridade? 3E, respondendo ele, disse-lhes: Também eu vos farei uma pergunta: dizei-me, pois: 4o batismo de João era do céu ou dos homens? 5E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que o não crestes? 6E, se dissermos: dos homens, todo o povo nos apedrejará, pois
20.6
Mt 14.5
21.26
Lc 7.29
têm por certo que João era profeta. 7E responderam que não sabiam de onde era. 8E Jesus lhes disse: Tampouco vos direi com que autoridade faço isto.

A parábola dos lavradores maus

(Mt 21.33-46; Mc 12.1-12)

9E começou a dizer ao povo esta parábola: Certo homem

20.9
Mc 12.1
plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo. 10E, no devido tempo, mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio. 11E tornou ainda a mandar outro servo; mas eles, espancando também a este e afrontando-o, mandaram-no vazio. 12E tornou ainda a mandar um terceiro; mas eles, ferindo também a este, o expulsaram. 13E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez, vendo-o, o respeitem. 14Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa. 15E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha? 16Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha. E, ouvindo eles isso, disseram: Não seja assim! 17Mas ele, olhando para eles, disse: Que é isto, pois, que está escrito?
20.17
Sl 118.22
Mt 21.42
A pedra que os edificadores reprovaram, essa foi feita cabeça da esquina. 18Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele
20.18
Dn 2.34-35
Mt 21.44
sobre quem ela cair será feito em pó.

A questão do tributo

(Mt 22.15-22; Mc 12.13-17)

19E os principais dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão dele naquela mesma hora; mas temeram o povo, porque entenderam que contra eles dissera esta parábola. 20E, trazendo-o debaixo de olho, mandaram espias que se fingiam de justos, para o apanharem em alguma palavra e o entregarem à jurisdição e poder do governador. 21E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre,

20.21
Mt 22.16
12.14
nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus. 22É-nos lícito dar tributo a César ou não? 23E, entendendo ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais? 24Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César. 25Disse-lhes, então: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. 26E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.

Os saduceus e a ressurreição

(Mt 22.23-33; Mc 12.18-27)

27E, chegando-se

20.27
Mc 12.18
alguns dos saduceus,
20.27
At 23.6,8
que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe, 28dizendo: Mestre,
20.28
Dt 25.5
Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de alguém falecer, tendo mulher e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher e suscite posteridade a seu irmão. 29Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher e morreu sem filhos; 30e o segundo 31e o terceiro também a tomaram, e, igualmente, os sete. Todos eles morreram e não deixaram filhos. 32E, por último, depois de todos, morreu também a mulher. 33Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram? 34E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, 35mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento; 36porque já não podem
20.36
1Co 15.22,49,52
1Jo 3.2
mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus,
20.36
Rm 8.23
sendo filhos da ressurreição. 37E que os mortos hão de ressuscitar
20.37
Êx 3.6
também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. 38Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para
20.38
Rm 6.10-11
ele vivem todos. 39E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem. 40E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma.

Cristo, o Filho de Davi

(Mt 22.41-46; Mc 12.35-37)

41E ele lhes disse:

20.41
Mt 22.42
Mc 12.35
Como dizem que o Cristo é Filho de Davi? 42Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos:
20.42
Sl 110.1
At 2.34
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 43até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 44Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho?

Jesus censura os escribas

(Mt 23.1-12; Mc 12.38-40)

45E,

20.45
Mt 12.38
ouvindo-o todo o povo, disse Jesus aos seus discípulos: 46Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas e amam as
20.46
Lc 11.43
saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes; 47que
20.47
Mt 23.14
devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, largas orações. Estes receberão maior condenação.

21

A oferta da viúva pobre

(Mc 12.41-44)

211E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; 2e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; 3e disse: Em verdade vos

21.3
2Co 8.12
digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva, 4porque todos aqueles deram como ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha.

O sermão profético. O princípio das dores

(Mt 24.1-14; Mc 13.1-13)

5E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: 6Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em

21.6
Lc 19.44
que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada.

7E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, quando serão, pois, essas coisas? E que sinal haverá quando isso estiver para acontecer? 8Disse, então, ele:

21.8
Mt 24.4
Mc 13.5
Ef 5.6
2Ts 2.3
Vede que não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu, e o tempo está próximo; não vades, portanto, após eles. 9E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas o fim não será logo. 10Então,
21.10
Mt 24.7
lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino; 11e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu. 12Mas,
21.12
Mc 13.9
Ap 2.10
antes de todas essas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e
21.12
At 4.3
5.18
12.4
16.24
às prisões
21.12
At 25.23
e conduzindo-vos à presença de reis e governadores,
21.12
1Pe 2.13
por amor do meu nome. 13E vos acontecerá
21.13
Fp 1.28
2Ts 1.5
isso para testemunho. 14Proponde,
21.14
Mt 10.19
Mc 13.11
Lc 12.11
pois, em vosso coração não premeditar como haveis de responder, 15porque eu vos darei boca e sabedoria
21.15
At 6.10
a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem. 16E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis
21.16
Mq 7.6
Mc 13.12
entregues; e matarão
21.16
At 7.59
12.2
alguns de vós. 17E de todos sereis
21.17
Mt 10.22
odiados por causa do meu nome. 18Mas
21.18
Mt 10.30
não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. 19Na vossa paciência, possuí a vossa alma.

O sermão profético continua. A grande tribulação

(Mt 24.15-18; Mc 13.14-23)

20Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei, então, que é chegada a sua desolação. 21Então, os que estiverem na Judeia, que fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, que saiam; e, os que estiverem nos campos, que não entrem nela. 22Porque dias de vingança são estes, para que

21.22
Dn 9.26-27
Zc 11.1
se cumpram todas as coisas que estão escritas. 23Mas ai
21.23
Mt 24.19
das grávidas e das que criarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira sobre este povo. 24E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os
21.24
Dn 9.27
12.7
Rm 11.25
tempos dos gentios se completem.

O sermão profético continua. A volta do Filho do Homem

(Mt 24.29-35; Mc 13.24-27)

25E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; 26homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo,

21.26
Mt 24.4
porquanto os poderes do céu serão abalados. 27E, então, verão vir o Filho do Homem
21.27
Mt 24.30
Ap 1.7
14.14
numa nuvem, com poder e grande glória. 28Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça,
21.28
Rm 8.19,23
porque a vossa redenção está próxima.

29E disse-lhes uma parábola:

21.29
Mt 24.32
Mc 13.28
Olhai para a figueira e para todas as árvores. 30Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. 31Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto. 32Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. 33Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

O sermão profético continua. A vigilância

(Mt 24.36-44; Mc 13.33-37)

34E olhai

21.34
Rm 13.13
1Ts 5.6
1Pe 4.7
por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. 35Porque
21.35
2Pe 3.10
Ap 3.3
16.15
virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. 36Vigiai,
21.36
Mt 24.42
25.13
Mc 13.33
pois,
21.36
Lc 18.1
em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em
21.36
Sl 1.5
Ef 6.13
pé diante do Filho do Homem.

O pacto da traição

(Mt 26.1-5,14-16; Mc 14.10,11)

37E,

21.37
Jo 8.1-2
de dia, ensinava no templo
21.37
Lc 22.39
e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras. 38E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir.

22

221Estava,

22.1
Mt 26.2
Mc 14.1
pois, perto a Festa dos Pães Asmos, chamada de Páscoa. 2E os
22.2
Sl 2.2
Jo 11.47
At 4.27
principais dos sacerdotes e os escribas andavam procurando como o matariam, porque temiam o povo.

3Entrou,

22.3
Mt 26.14
Mc 14.10
Jo 13.2,27
porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. 4E foi e falou com os principais dos sacerdotes e com os capitães de como lho entregaria, 5os quais se alegraram
22.5
Zc 11.12
e convieram em lhe dar dinheiro. 6E ele concordou e buscava oportunidade para lho entregar sem alvoroço.

A última Páscoa. A Santa Ceia

(Mt 26.17-30; Mc 14.12-26)

7Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa. 8E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos. 9E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? 10E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. 11E direis ao pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? 12Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei os preparativos. 13E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.

14E, chegada

22.14
Mt 26.20
Mc 14.17
a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos. 15E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, 16porque vos digo que não a comerei mais
22.16
Lc 14.15
At 10.41
Ap 19.9
até que ela se cumpra no Reino de Deus. 17E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, 18porque
22.18
Mt 26.29
Mc 14.25
vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.

19E,

22.19
Mt 26.26
Mc 14.22
tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado;
22.19
1Co 11.24
fazei isso em memória de mim. 20Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo:
22.20
1Co 10.16
Este cálice é o Novo 22.20 ou PactoTestamento no meu sangue, que é derramado por vós. 21Mas
22.21
Sl 41.9
Mt 26.21,23
Mc 14.18
Jo 13.21,26
eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22E, na verdade,
22.22
Mt 26.24
o Filho do Homem vai
22.22
At 2.23
4.28
segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 23E começaram
22.23
Mt 26.22
Jo 13.22,25
a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isso.

O maior será como o menor

(Mt 20.25-28)

24E houve

22.24
Mc 9.34
Lc 9.46
também entre eles contenda sobre qual deles parecia ser o maior. 25E
22.25
Mt 20.25
Mc 10.42
ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. 26Mas não
22.26
Mt 20.26
1Pe 5.3
sereis vós assim; antes, o maior entre vós
22.26
Lc 9.48
seja como o menor; e quem governa, como quem serve. 27Pois
22.27
Lc 12.37
qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu,
22.27
Mt 20.28
Jo 13.13-14
Fp 2.7
porém, entre vós, sou como aquele que serve. 28E vós sois os que tendes permanecido comigo nas
22.28
Hb 4.15
minhas tentações. 29E
22.29
Mt 24.47
Lc 12.32
2Co 1.7
2Tm 2.12
eu vos destino o Reino, como meu Pai mo destinou, 30para
22.30
Mt 8.11
19.28
Lc 14.15
Ap 19.9
3.21
1Co 6.2
que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.

Pedro é avisado

(Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Jo 13.36-38)

31Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu

22.31
1Pe 5.8
para vos
22.31
Am 9.9
cirandar como trigo. 32Mas
22.32
Jo 17.9,11,15
21.15-17
eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. 33E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. 34Mas
22.34
Mt 26.34
Mc 14.30
Jo 13.38
ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces.

As duas espadas

35E disse-lhes: Quando

22.35
Mt 10.9
Lc 9.3
10.4
vos mandei sem bolsa, alforje ou sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Eles responderam: Nada. 36Disse-lhes, pois: Mas, agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua veste e compre-a; 37porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito:
22.37
Is 53.12
Mc 15.28
E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento. 38E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta.

Jesus no Getsêmani

(Mt 26.36-46; Mc 14.32-42)

39E, saindo,

22.39
Mc 14.32
Lc 21.37
foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. 40E, quando chegou àquele lugar, disse-lhes:
22.40
Mt 6.13
26.41
Mc 14.38
Lc 22.46
Orai, para que não entreis em tentação. 41E
22.41
Mt 26.39
Mc 14.35
apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, 42dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice;
22.42
Jo 5.30
6.38
todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. 43E apareceu-lhe um
22.43
Mt 4.11
Jo 12.27
Hb 5.7
anjo do céu, que o confortava. 44E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão. 45E, levantando-se da oração, foi ter com os seus discípulos e achou-os dormindo de tristeza. 46E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos,
22.46
Lc 22.40
e orai para que não entreis em tentação.

Jesus é preso

(Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11)

47E, estando ele ainda a falar,

22.47
Mc 14.43
Jo 18.3
surgiu uma multidão; e um dos doze, que se chamava Judas, ia adiante dela e chegou-se a Jesus para o beijar. 48E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem? 49E, vendo os que estavam com ele o que ia suceder, disseram-lhe: Senhor, feriremos à espada? 50E
22.50
Mt 26.51
Mc 14.47
Jo 18.10
um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51E, respondendo Jesus, disse: Deixai-os; basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. 52E
22.52
Mt 26.55
Mc 14.48
disse Jesus aos principais dos sacerdotes, e capitães do templo, e anciãos que tinham ido contra ele: Saístes com espadas e porretes, como para deter um salteador? 53Tenho estado todos os dias convosco no templo e não estendestes as mãos contra mim,
22.53
Jo 12.27
mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.

Pedro nega a Jesus

(Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Jo 18.15-18,25-27)

54Então, prendendo-o,

22.54
Mt 26.57
Jo 18.15
o levaram e o meteram em casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe. 55E,
22.55
Mc 14.66
Jo 18.17-18
havendo-se acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles. 56E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele. 57Porém ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço. 58E,
22.58
Mt 26.71
Mc 14.69
Jo 18.25
um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem, não sou. 59E,
22.59
Mt 26.73
Mc 14.70
Jo 18.26
passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é galileu. 60E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. 61E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro,
22.61
Mt 26.34,75
Mc 14.72
Jo 13.38
e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes. 62E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente.

Jesus perante o Sinédrio

(Mt 26.57-68; Mc 14.53-65; Jo 18.12-27)

63E os homens que detinham Jesus zombavam dele, ferindo-o. 64E, vendando-lhe os olhos, feriam-no no rosto e perguntavam-lhe, dizendo: Profetiza-nos: quem é que te feriu? 65E outras muitas coisas diziam contra ele, blasfemando.

66E

22.66
Mt 27.1
At 4.26
22.5
logo que foi dia, ajuntaram-se os anciãos do povo, e os principais dos sacerdotes, e os escribas, e o conduziram ao seu concílio, 67e lhe perguntaram:
22.67
Mt 26.63
Mc 14.61
Se tu és o Cristo, dize-nos. Ele replicou: Se vo-lo disser, não o crereis; 68e também, se vos perguntar, não me respondereis, nem me soltareis. 69Desde
22.69
Mt 26.64
Mc 14.62
Hb 1.3
8.1
agora, o Filho do Homem se assentará à direita do poder de Deus. 70E disseram todos: Logo, és tu o Filho de Deus? E ele lhes disse:
22.70
Mt 26.64
Mc 14.62
Vós dizeis que eu sou. 71Então, disseram:
22.71
Mt 26.65
Mc 14.63
De que mais testemunho necessitamos? Pois nós mesmos o ouvimos da sua boca.