Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
13

A mortandade dos galileus e a queda da torre em Siloé

131E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. 2E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? 3Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis. 4E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais 13.4 ou devedoresculpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? 5Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

A parábola da figueira estéril

6E dizia esta parábola: Um

13.6
Is 5.2
Mt 21.19
certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi procurar nela fruto, não o achando. 7E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o acho; corta-a. Por que ela ocupa ainda a terra inutilmente? 8E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; 9e, se der fruto, ficará; e, se não, depois a mandarás cortar.

A cura de uma mulher paralítica

10E ensinava no sábado, numa das sinagogas. 11E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. 12E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. 13E impôs as mãos sobre ela,

13.13
Mc 16.18
At 9.8
e logo se endireitou e glorificava a Deus. 14E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão:
13.14
Êx 20.9
Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados
13.14
Mt 12.10
Mc 3.2
Lc 6.7
14.3
e não no dia de sábado. 15Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: Hipócrita,
13.15
Lc 14.5
no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? 16E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha
13.16
Lc 19.9
de Abraão, a qual dezoito anos Satanás mantinha presa? 17E, dizendo ele isso, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele.

As parábolas do grão de mostarda e do fermento

(Mt 13.31-33; Mc 4.30-32)

18E dizia:

13.18
Mc 4.30
A que é semelhante o Reino de Deus, e a que o compararei? 19É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.

20E disse outra vez: A que compararei o Reino de Deus? 21É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou.

A porta estreita

22E percorria as cidades

13.22
Mt 9.34
Mc 6.6
e as aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. 23E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E ele lhe respondeu: 24Porfiai por entrar pela porta estreita,
13.24
Mt 7.13
Jo 7.34
8.21
13.33
Rm 9.31
porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. 25Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta,
13.25
Mt 7.23
25.10,12
Lc 6.46
Is 55.6
Sl 32.6
e começardes a estar de fora e a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois, 26então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. 27E ele vos responderá:
13.27
Mt 7.23
25.41
Lc 13.25
Digo-vos que não sei de onde vós sois;
13.27
Sl 6.9
Mt 25.41
apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. 28Ali, haverá choro e ranger de dentes,
13.28
Mt 8.11-12
13.42
24.51
quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no Reino de Deus e vós, lançados fora. 29E virão do Oriente, e do Ocidente, e do Norte, e do Sul e assentar-se-ão à mesa no Reino de Deus. 30E eis que derradeiros há
13.30
Mt 19.30
20.16
Mc 10.31
que serão os primeiros; e primeiros há que serão os derradeiros.

Jesus é avisado do ódio de Herodes

31Naquele mesmo dia, chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te. 32E lhes respondeu: Ide e dizei àquela raposa: eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e, no terceiro dia, sou

13.32
Hb 2.10
consumado. 33Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém. 34Jerusalém,
13.34
Mt 23.37
Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? 35Eis que a vossa casa se vos deixará
13.35
Lv 26.31-32
Sl 69.25
118.26
Is 1.7
Dn 9.27
Mq 3.12
Mt 21.9
Mc 11.10
Lc 19.38
Jo 12.13
deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

14

A cura de um hidrópico

141Aconteceu, num sábado, que, entrando ele em casa de um dos principais dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. 2E eis que estava ali diante dele um certo homem hidrópico. 3E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, dizendo:

14.3
Mt 12.10
É lícito curar no sábado? 4Eles, porém, calaram-se. E tomando-o, o curou e despediu. 5E disse-lhes:
14.5
Êx 23.5
Dt 22.4
Lc 13.15
Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo? 6E nada lhe podiam replicar sobre isso.

A parábola dos primeiros assentos e dos convidados

7E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes: 8Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar, para que não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu, 9e, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar. 10Mas, quando fores

14.10
Pv 25.6-7
convidado, vai e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, assenta-te mais para cima. Então, terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa. 11Porquanto, qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado,
14.11
Jó 22.29
Sl 18.27
Pv 29.23
Mt 23.12
Lc 18.14
Tg 4.6
1Pe 5.5
e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. 12E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. 13Mas, quando fizeres convite, chama os pobres,
14.13
Ne 8.10,12
aleijados, mancos e cegos 14e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.

A parábola da grande ceia

(Mt 22.1-14)

15E, ouvindo isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado

14.15
Ap 19.9
o que comer pão no Reino de Deus! 16Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos. 17E, à hora da ceia,
14.17
Pv 19.2,5
mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. 18E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. 19E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. 20E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir. 21E, voltando aquele servo, anunciou essas coisas ao seu senhor. Então, o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos. 22E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. 23E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. 24Porque eu vos digo
14.24
Mt 21.43
22.8
At 13.46
que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia.

A parábola acerca da providência

25Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: 26Se alguém vier a mim

14.26
Dt 13.6
33.9
Mt 10.37
Rm 9.13
Ap 12.11
e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27E qualquer que não levar a sua cruz
14.27
Mt 16.24
Mc 8.34
Lc 9.23
2Tm 3.12
e não vier após mim não pode ser meu discípulo. 28Pois qual de vós, querendo edificar uma torre,
14.28
Pv 24.27
não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? 29Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, 30dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. 31Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? 32De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz. 33Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

34Bom é o sal,

14.34
Mt 5.13
Mc 9.50
mas, se ele degenerar, com que se adubará? 35Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

15

As parábolas da ovelha e da dracma perdidas

151E chegavam-se a

15.1
Mt 9.10
ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores
15.2
At 11.3
Gl 2.12
e come com eles.

3E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 4Que homem dentre

15.4
Mt 18.12
vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la? 5E, achando-a, a põe sobre seus ombros, cheio de júbilo; 6e, chegando à sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha
15.6
1Pe 2.10,25
perdida. 7Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais
15.7
Lc 5.32
do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

8Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? 9E, achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. 10Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

A parábola do filho pródigo

11E disse: Um certo homem tinha dois filhos. 12E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu

15.12
Mc 12.44
por eles a fazenda. 13E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. 14E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 15E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16E desejava encher o seu estômago com as 15.16 ou alfarrobasbolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. 17E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. 19Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. 20E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando
15.20
At 2.39
Ef 2.13,17
ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. 21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu
15.21
Sl 51.4
e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. 22Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, 23e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, 24porque
15.24
Lc 15.32
Ef 2.1
5.14
Ap 3.1
este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.

25E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. 26E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. 27E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 28Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. 29Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. 30Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. 31E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. 32Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos,

15.32
Lc 15.24
porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.

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