Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
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Elifaz exorta a Jó a que busque a Deus

51Chama agora; há alguém que te responda? E para qual dos santos te virarás? 2Porque a ira destrói o louco; e o zelo mata o tolo. 3Bem vi eu

5.3
Jr 12.2-3
o louco lançar raízes; mas logo amaldiçoei a sua habitação. 4Seus filhos estão longe da salvação; e são despedaçados às portas, e não há quem os livre. 5A sua messe a devora o faminto, que até dentre os
5.5
Gn 3.17-19
1Co 10.13
espinhos a tira; e o salteador traga a sua fazenda. 6Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. 7Mas o homem
5.7
Gn 3.17-19
nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar.

8Mas quanto a mim eu buscaria a Deus, e a ele dirigiria a minha fala. 9Ele faz

5.9
Jó 9.10
37.5
coisas tão grandiosas, que se não podem esquadrinhar; e tantas maravilhas que se não podem contar. 10Ele dá
5.10
Jó 28.26
Jr 5.24
10.13
51.16
At 14.17
a chuva sobre a terra e envia água sobre os campos, 11para pôr
5.11
1Sm 2.7
os abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação. 12Ele aniquila
5.12
Ne 4.15
Is 8.10
as imaginações dos astutos, para que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito. 13Ele apanha
5.13
1Co 3.19
os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita. 14Eles, de dia,
5.14
Dt 28.29
Is 59.10
Am 8.9
encontram as trevas; e, ao meio-dia, andam como de noite, às apalpadelas. 15Mas ao necessitado livra da espada da sua boca, e da mão do forte. 16Assim, há esperança para o pobre;
5.16
1Sm 2.9
e a iniquidade tapa a sua própria boca.

17Eis que bem-aventurado é o homem a quem

5.17
Pv 3.11-12
Hb 12.5
Tg 1.12
Ap 3.19
Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do Todo-Poderoso. 18Porque
5.18
Dt 32.39
1Sm 2.6
Is 30.26
Os 6.1
ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam. 19Em seis angústias,
5.19
Pv 24.16
1Co 10.13
te livrará; e, na sétima, o mal te não tocará. 20Na fome, te livrará da morte; e, na guerra, da violência da espada. 21Do açoite da língua estarás abrigado; e não temerás a assolação, quando vier. 22Da assolação e
5.22
Is 11.9
35.9
65.25
Ez 34.25
da fome te rirás; e os animais da terra não temerás. 23Porque até
5.23
Os 2.18
com as pedras do campo terás a tua aliança; e os animais do campo estarão contigo. 24E saberás que a tua tenda está em paz; e visitarás a tua habitação, e nada te faltará. 25Também saberás que se multiplicará a tua semente, e a tua posteridade, como a erva da terra. 26Na
5.26
Pv 9.11
10.27
velhice virás à sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.

27Eis que isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o e medita nisso para teu bem.

6

Jó justifica as suas queixas

61Então, Jó respondeu e disse: 2Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança! 3Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia

6.3
Pv 27.3
dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas. 4Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim. 5Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto? 6Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? 7A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.

8Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero! 9E que

6.9
1Rs 19.4
Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo! 10Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei
6.10
Lv 19.2
Is 57.15
Os 11.9
At 20.20
as palavras do Santo. 11Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida? 12É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne? 13Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?

14Ao

6.14
Pv 17.17
que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso. 15Meus irmãos
6.15
Jr 15.18
aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam, 16que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve. 17No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar. 18Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem. 19Os caminhantes de
6.19
Gn 25.15
1Rs 10.1
Ez 27.22-23
Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles. 20Foram
6.20
Jr 14.3
envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem. 21Agora,
6.21
Jó 13.3
sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes. 22Disse-vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes? 23Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?

24Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei. 25Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição? 26Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento? 27Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo. 28Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença. 29Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai,

6.29
Pv 17.10
sim, que a minha causa é justa. 30Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?

7

71Porventura,

7.1
Jó 14.5,13-14
não tem o homem guerra sobre a terra? E não são os seus dias como os dias do jornaleiro? 2Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga, 3assim me deram
7.3
Jó 29.2
por herança meses de vaidade, e noites de trabalho me prepararam. 4Deitando-me a dormir, então, digo:
7.4
Dt 28.67
Jó 17.12
quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me voltar na cama até à alva. 5A minha carne se tem vestido de bichos
7.5
Is 14.11
e de torrões de pó; a minha pele está gretada e se fez abominável. 6Os meus
7.6
Jó 9.25
16.22
17.11
Is 38.12
Tg 4.14
dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e perecem sem esperança. 7Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem. 8Os olhos dos que agora me veem não me verão
7.8
Jó 20.9
mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais. 9Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura
7.9
2Sm 12.23
nunca tornará a subir. 10Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar
7.10
Jó 8.18
20.9
jamais o conhecerá.

11Por isso, não reprimirei a

7.11
1Sm 1.10
Jó 10.1
minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma. 12Sou eu, porventura, o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda? 13Dizendo eu:
7.13
Jó 9.27
Consolar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha ânsia! 14Então, me espantas com sonhos e com visões me assombras; 15pelo que a minha alma escolheria, antes, a estrangulação; e, antes, a morte do que estes meus ossos. 16A minha vida abomino,
7.16
Jó 10.20
14.6
pois não viverei para sempre; retira-te de mim, pois vaidade são os meus dias. 17Que é
7.17
Hb 2.6
o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, 18e cada manhã o visites, e cada momento o proves? 19Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula a minha saliva? 20Se pequei, que te farei,
7.20
Jó 16.12
Lm 3.12
ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? 21E por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá.