Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
18

Bildade acusa Jó de presunção e impaciência

181Então, respondeu Bildade, o suíta, e disse: 2Até quando usareis artifícios em vez de palavras? Considerai bem, e, então, falaremos. 3Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos? 4Ó tu, que despedaças

18.4
Jó 13.14
a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar?

5Na verdade,

18.5
Pv 13.9
20.20
24.20
a luz dos ímpios se apagará, e a faísca do seu lar não resplandecerá. 6A luz se escurecerá nas suas tendas, e sua lâmpada
18.6
Jó 21.7
sobre ele se apagará. 7Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derribará. 8Porque
18.8
Jó 32.10
por seus próprios pés é lançado na rede e andará nos fios enredados. 9O laço o apanhará pelo calcanhar, e prevalecerá
18.9
Jó 5.5
contra ele o salteador. 10Está escondida debaixo da terra uma corda; e uma armadilha, na vereda. 11Os assombros o espantarão em redor e o farão correr de uma parte para a outra, por onde quer que
18.11
Jó 15.21
20.25
Jr 6.25
20.3
46.5
49.29
apresse os passos. 12O seu poder será faminto,
18.12
Jó 15.23
e a destruição está pronta ao seu lado. 13Ela devorará os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros. 14
18.14
Jó 8.14
11.20
Pv 10.28
Será arrancado da sua tenda, onde estava confiado, e será levado ao rei dos terrores. 15Morará na sua tenda aquele que nada lhe era; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação. 16Por baixo, se secarão as suas raízes,
18.16
Jó 29.19
Is 5.24
Am 2.9
Ml 4.1
e, por cima, serão cortados os seus ramos. 17A sua memória
18.17
Pv 2.22
10.7
perecerá na terra, e pelas praças não terá nome. 18Da luz o lançarão nas trevas e afugentá-lo-ão do mundo. 19Não terá filho
18.19
Is 14.22
Jr 22.30
nem neto entre o seu povo, e resto nenhum dele ficará nas suas moradas. 20Do seu dia se espantarão os vindouros, e os antigos serão sobressaltados de horror. 21Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não
18.21
Jr 9.3
10.25
1Ts 4.5
2Ts 1.8
Tt 1.16
conhece a Deus.

19

Jó queixa-se da obstinação e dureza dos seus amigos

191Respondeu, porém, Jó e disse: 2Até quando entristecereis a minha alma e me quebrantareis com palavras? 3Já dez vezes

19.3
Gn 31.7
Lv 26.26
me envergonhastes; vergonha não tendes de contra mim vos endurecerdes. 4Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro. 5Se deveras vos levantais contra mim e me arguís pelo meu opróbrio, 6sabei agora que Deus é que me transtornou e com a sua rede me cercou. 7Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido; grito: Socorro! Mas não justiça. 8O meu
19.8
Jó 3.23
caminho ele entrincheirou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas. 9Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça. 10Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore. 11E fez inflamar contra mim a sua ira
19.11
Jó 13.24
Lm 2.5
e me reputou para consigo como um de seus inimigos. 12Juntas vieram as suas tropas,
19.12
Jó 30.12
e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda. 13Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem deveras me estranharam. 14Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. 15Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho; vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. 16Chamei a meu criado, e ele me não respondeu; cheguei a suplicar com a minha boca. 17O meu bafo se fez estranho a minha mulher; e a minha súplica, aos filhos do meu corpo. 18Até os rapazes
19.18
2Rs 2.23
me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim. 19Todos os homens do meu secreto conselho me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. 20Os meus ossos se
19.20
Jó 30.30
Lm 4.8
apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei com a pele dos meus dentes. 21Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim,
19.21
Jó 1.11
porque a mão de Deus me tocou. 22Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne vos não fartais?

23Quem me dera, agora, que as minhas palavras se escrevessem! Quem me dera que se gravassem num livro! 24E que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! 25Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. 26E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne

19.26
1Co 13.12
1Jo 3.2
verei a Deus. 27Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim. 28Na verdade, que devíeis dizer:
19.28
Jó 19.22
Por que o perseguimos? Pois a raiz da 19.28 Hebr. palavra ou matériaacusação se acha em mim. 29Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que um juízo.

20

Zofar descreve as calamidades que os ímpios sofrem

201Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse: 2Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso. 3Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim. 4Porventura, não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra, 5o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas, apenas de um momento? 6Ainda que a sua altura

20.6
Is 14.13-14
Ob 3-4
suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, 7como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? 8Como um sonho, voa, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite. 9O olho
20.9
Jó 7.8,10
8.18
que o viu jamais o verá, nem olhará mais para ele o seu lugar. 10Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restaurarão
20.10
Jó 13.26
20.18
a sua fazenda. 11Os seus ossos
20.11
Jó 21.26
estão cheios do vigor da sua juventude, mas deitar-se-ão com ele no pó.

12Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua, 13e o guarde, e o não deixe, antes, o retenha no seu paladar, 14contudo, a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente. 15Engoliu fazendas, mas vomitá-las-á; do seu ventre, Deus as lançará. 16Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará. 17Não verá as correntes,

20.17
Jr 17.6
os rios e os ribeiros de mel e manteiga. 18Restituirá o seu trabalho
20.18
Jó 20.10,15
e não o engolirá; conforme o poder de sua mudança, não saltará de gozo, 19porque oprimiu, desamparou os pobres e roubou a casa que não edificou; 20porquanto não sentiu sossego
20.20
Ec 5.13-14
no seu ventre, da sua tão desejada fazenda coisa nenhuma reterá. 21Nada lhe sobejará para comer; pelo que a sua fazenda não será durável. 22Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a mão dos miseráveis virá sobre ele. 23Haja, porém, ainda, de que possa encher o seu ventre, e Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira e a fará chover sobre
20.23
Nm 11.33
ele quando for comer. 24Ainda que fuja
20.24
Is 24.18
Jr 48.43
Am 5.19
das armas de ferro, o arco de aço o atravessará. 25Arrancará o dardo do seu corpo, e resplandecente
20.25
Jó 16.13
18.11
virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros. 26Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, e devorará o que ficar na sua tenda. 27Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele. 28As rendas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira, todas se derramarão. 29Esta,
20.29
Jó 17.13
31.2-3
da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe reserva.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]