Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
12

Jó defende-se das acusações de seus amigos

121Então, Jó respondeu e disse: 2Na verdade, que só vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. 3Também eu tenho

12.3
Jó 13.2
um coração como vós e não vos sou inferior; e quem não sabe tais coisas como estas? 4Eu sou irrisão para os
12.4
Jó 16.10
21.3
30.1
meus amigos; eu, que invoco a Deus, e ele me responde; o justo e o reto servem de irrisão. 5Tocha desprezível é,
12.5
Pv 14.2
na opinião do que está descansado, aquele que está pronto a tropeçar com os pés. 6As tendas
12.6
Jó 21.7
Jr 12.1
Ml 3.15
dos assoladores têm descanso, e os que provocam a Deus estão seguros; nas suas mãos Deus lhes põe tudo.

7Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber; 8ou fala com a terra, e ela to ensinará; até os peixes do mar to contarão. 9Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto, 10que está na sua mão

12.10
Nm 16.22
Dn 5.23
At 17.29
a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana? 11Porventura, o
12.11
Jó 6.30
34.3
ouvido não provará as palavras, como o paladar prova as comidas? 12Com os idosos está a
12.12
Jó 32.7
sabedoria, e na abundância de dias, o entendimento.

13Com ele está a sabedoria

12.13
Jó 9.4
11.10
36.5
Is 22.22
Ap 3.7
e a força; conselho e entendimento tem. 14Eis que ele derriba, e não se reedificará; e a quem ele encerra não se abrirá. 15Eis que ele retém
12.15
1Rs 8.35
17.1
as águas, e se secam; e as larga, e transtornam a terra. 16Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar. 17Aos conselheiros leva despojados e aos juízes faz
12.17
2Rs 15.31
Is 19.12
29.14
1Co 1.19
desvairar. 18Solta a atadura dos reis e ata o cinto aos seus lombos. 19Aos príncipes leva despojados; aos poderosos transtorna. 20Aos confiados tira a
12.20
Jó 32.9
Is 3.1-3
Dn 2.21
fala e toma o entendimento aos velhos. 21Derrama desprezo sobre os príncipes e afrouxa o cinto dos fortes. 22As profundezas das
12.22
Dn 2.22
Mt 10.26
1Co 4.5
trevas manifesta e a sombra da morte traz à luz. 23Multiplica
12.23
Is 9.3
26.15
os povos e os faz perecer; dispersa as nações e de novo as reconduz. 24Tira o coração aos chefes dos povos da terra e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho. 25Nas trevas andam às apalpadelas,
12.25
Dt 28.29
Jó 5.14
sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.

13

131Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. 2Como

13.2
Jó 12.3
vós o sabeis, o sei eu também; não vos sou inferior. 3Mas
13.3
Jó 23.3
31.35
eu falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me perante Deus. 4Vós, porém, sois
13.4
Jó 6.21
16.2
inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada. 5Tomara que vos calásseis de todo, que isso seria
13.5
Pv 17.28
a vossa sabedoria! 6Ouvi agora a minha defesa e escutai os argumentos dos meus lábios. 7Porventura,
13.7
Dt 28.29
Jó 5.14
por Deus falareis perversidade e por ele enunciareis mentiras? 8Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis por Deus? 9Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de qualquer homem? 10Certamente, vos repreenderá, se em oculto fizerdes distinção de pessoas. 11Porventura, não vos espantará a sua alteza? E não cairá sobre vós o seu temor? 12As vossas memórias são como a cinza; as vossas alturas, como alturas de lodo.

13Calai-vos perante mim, e falarei eu; e venha sobre mim o que vier.

Jó confia em Deus e deseja conhecer os seus pecados

14Por que razão tomaria

13.14
1Sm 28.21
Jó 18.4
eu a minha carne com os dentes e poria a minha 13.14 ou almavida na minha mão? 15Ainda que
13.15
Pv 14.32
Jó 27.5
ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei diante dele. 16Também isto será a minha salvação, porque o ímpio não virá perante ele. 17Ouvi com atenção as minhas razões; e com os vossos ouvidos, a minha demonstração. 18Eis que já tenho ordenado a minha causa e sei que serei achado justo. 19Quem
13.19
Is 50.8
é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito. 20Duas coisas somente
13.20
Jó 9.34
faze comigo; então, me não esconderei do teu rosto: 21Desvia a tua mão para longe de mim e não me espante o teu terror. 22Chama, pois, e eu responderei; ou, eu falarei e tu, responde-me.

23Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. 24Por que escondes

13.24
Dt 32.20
Is 8.17
o teu rosto e me
13.24
Dt 32.42
Lm 2.5
tens por teu inimigo? 25Porventura, quebrantarás a
13.25
Is 42.3
folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco? 26Por que escreves contra mim coisas amargas
13.26
Jó 20.11
e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? 27Também pões
13.27
Jó 33.11
os meus pés em cepos, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés, 28apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a veste, a qual rói a traça.

14

Jó roga o favor de Deus por causa da brevidade e miséria da vida humana

141O homem, nascido da mulher, é de bem poucos dias e cheio

14.1
Jó 5.7
Ec 2.22
de inquietação. 2Sai como
14.2
Jó 8.9
Is 40.6
Tg 1.10-11
4.14
1Pe 1.24
a flor e se seca; foge também como a sombra e não permanece. 3E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar em juízo contigo. 4(Quem do imundo tirará
14.4
Gn 5.3
Jo 3.6
Rm 5.12
Ef 2.3
o puro? Ninguém!) 5Visto que os seus dias estão
14.5
Jó 7.1
determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles. 6Desvia-te
14.6
Jó 7.1,16,19
10.20
dele, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia.

7Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará,

14.7
Jó 14.14
e não cessarão os seus renovos. 8Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, 9ao cheiro das águas, brotará e dará ramos como a planta. 10Mas, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o espírito, então, onde está? 11Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota e fica seco, 12assim o homem se deita e não se levanta; até
14.12
Is 51.6
65.17
66.22
At 3.21
Rm 8.20
2Pe 3.7,10-11
Ap 20.11
21.1
que não haja mais céus, não acordará, nem se erguerá de seu sono. 13Tomara que me escondesses 14.13 Hebr. no Sheolna sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se desviasse, e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim! 14Morrendo o homem, porventura, tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria,
14.14
Jó 13.15
14.7
até que viesse a minha mudança. 15Chamar-me-ias,
14.15
Jó 13.22
e eu te responderia; afeiçoa-te à obra de tuas mãos. 16Mas agora
14.16
Jó 10.6,14
13.27
31.4
34.21
Pv 5.21
Jr 32.19
contas os meus passos; não estás tu vigilante sobre o meu pecado? 17A minha transgressão está selada
14.17
Dt 32.34
Os 13.12
num saco, e amontoas as minhas iniquidades. 18E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se; e a rocha se remove do seu lugar. 19As águas gastam as pedras; as cheias afogam o pó da terra; e tu fazes perecer a esperança do homem. 20Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; tu, mudando o seu rosto, o despedes. 21Os seus filhos estão em honra, sem que ele o saiba; ou ficam minguados,
14.21
Ec 9.5
Is 63.16
sem que ele o perceba; 22mas a sua carne, nele, tem dores; e a sua alma, nele, lamenta.

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