Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
34

341Chegai-vos, nações, para ouvir; e vós, povos, escutai;

34.1
Dt 32.1
ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz. 2Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. 3E os mortos serão arremessados,
34.3
Jl 2.20
e do seu corpo subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão. 4E todo o exército
34.4
Ez 32.7-8
Jl 2.31
3.15
Mt 24.29
2Pe 3.10
Ap 6.14
dos céus se 34.4 ou consumirágastará, e os céus se enrolarão como um livro,
34.4
Is 14.12
Ap 6.13
e todo o seu exército cairá como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.

5Porque

34.5
Jr 46.10
49.7
Ml 1.4
a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá e sobre o povo do meu anátema, para exercer juízo. 6A espada do Senhor está cheia de sangue, está cheia da gordura de sangue de cordeiros e de bodes, da gordura dos rins de carneiros;
34.6
Is 63.1
Jr 49.13
Sf 1.7
porque o Senhor tem sacrifício em Bozra e grande matança na terra de Edom. 7E os unicórnios descerão com eles, e os bezerros, com os touros; e a sua terra beberá sangue até se fartar, e o seu pó de gordura se encherá.

8Porque será o dia da vingança

34.8
Is 63.4
do Senhor, ano de retribuições, pela luta de Sião. 9E os seus ribeiros
34.9
Dt 29.23
se transformarão em pez, e o seu pó, em enxofre, e a sua terra, em pez ardente. 10Nem de noite nem de dia, se apagará;
34.10
Ap 14.11
18.18
19.3
Ml 1.4
para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada, e de século em século ninguém passará por ela. 11Mas o pelicano e a coruja a
34.11
Is 14.23
Sf 2.14
Ap 18.2
possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela, e ele estenderá sobre ela cordel de confusão e nível de vaidade. 12Eles chamarão ao reino os seus nobres, mas nenhum haverá, e todos os seus príncipes não serão coisa nenhuma. 13E, nos seus palácios,
34.13
Is 13.21
32.13
Os 9.6
crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas; e será uma habitação de dragões e sala para os filhos do avestruz. 14E 34.14 ou as feras do desertoos cães bravos se encontrarão com 34.14 ou as criaturas que uivamos gatos bravos; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão e acharão lugar de repouso para si. 15Ali, se aninhará a mélroa, e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros.

16Buscai no livro

34.16
Mt 3.16
do Senhor e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará. 17Porque ele mesmo lançou as sortes por eles, e a sua mão lhes repartiu a terra com o cordel; para sempre a possuirão, de geração em geração habitarão nela.

35

A grandeza e glória do Reino do Messias

351O deserto

35.1
Is 55.12
e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. 2Abundantemente florescerá
35.2
Is 32.15
e também regurgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus. 3Confortai
35.3
Jó 4.3-4
Hb 12.12
as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes. 4Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

5Então, os olhos

35.5
Is 29.18
32.3-4
42.7
Jo 9.6-7
Mt 11.5
Mc 7.32
dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. 6Então, os coxos
35.6
Mt 9.32-33
11.5
12.22
15.30
21.14
Jo 5.8-9
7.38-39
At 3.2
8.7
14.8
Is 32.4
saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. 7E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas;
35.7
Is 34.13
e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.

8E ali haverá um alto caminho, um caminho que se chamará O Caminho Santo;

35.8
Is 52.1
Jl 3.17
Ap 21.27
o imundo não passará por ele, mas será para o povo de Deus; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. 9Ali, não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele. 10E os resgatados do Senhor voltarão
35.10
Is 51.11
65.19
Ap 7.17
21.4
e virão a Sião com júbilo; e alegria eterna haverá sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.

36

Senaqueribe cerca Jerusalém. A oração de Ezequias. O exército dos assírios é destruído

361E aconteceu,

36.1
2Rs 18.13,17
2Cr 32.1
no ano décimo quarto do rei Ezequias, que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortes de Judá e as tomou. 2Então, o rei da Assíria enviou Rabsaqué, desde Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias com um grande exército; e ele parou junto ao cano do tanque mais alto, junto ao caminho do campo do lavandeiro. 3Então, saiu a ele Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o chanceler.

4E Rabsaqué

36.4
2Rs 18.19
lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta que tu manifestas? 5Bem posso eu dizer: teu conselho e poder para a guerra são apenas vãs palavras; em quem, pois, agora, confias, que contra mim te rebelas? 6Eis que confias naquele
36.6
Ez 29.6-7
bordão de cana quebrada, a saber, no Egito, que, se alguém se apoiar nele, lhe entrará pela mão e lha furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam. 7Mas, se me disseres: No Senhor, nosso Deus, confiamos, porventura, não é esse aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar vos inclinareis? 8Ora, pois, dá, agora, reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles. 9Como, não podendo tu voltar o rosto a um só príncipe dos mínimos servos do meu senhor, confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros? 10E subi eu, agora, sem o Senhor contra esta terra, para destruí-la? O Senhor mesmo me disse: Sobe contra esta terra e destrói-a.

11Então, disse Eliaquim, e Sebna, e Joá a Rabsaqué: Pedimos-te que fales aos teus servos em siríaco, porque bem o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre os muros. 12Mas Rabsaqué disse: Porventura, mandou-me o meu senhor ao teu senhor e a ti, para dizer estas palavras? E não, antes, aos homens que estão assentados sobre os muros, para que comam convosco o seu esterco e bebam a sua urina?

13Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei da Assíria. 14Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar. 15Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no Senhor, dizendo: Infalivelmente, nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria. 16Não deis ouvidos a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria: Aliai-vos comigo e saí a mim,

36.16
Zc 3.10
e coma cada um da sua vide e da sua figueira e beba cada um da água da sua cisterna, 17até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas. 18Não vos engane Ezequias, dizendo: O Senhor nos livrará. Porventura, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? 19Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Porventura, livraram eles a Samaria das minhas mãos? 20Quais são eles, dentre todos os deuses desses países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o Senhor livrasse a Jerusalém das minhas mãos?

21Mas eles calaram-se e não lhe responderam palavra, porque havia mandado do rei, dizendo: Não lhe respondereis. 22Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o chanceler, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué.