Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
33

Os inimigos do povo de Deus serão destruídos. Jerusalém será restaurada à sua glória e felicidade

331Ai de ti

33.1
Hc 2.8
Ap 13.10
despojador que não foste despojado e que ages perfidamente contra os que não agiram perfidamente contra ti! Acabando tu de despojar, serás despojado; e, acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão. 2Senhor, tem misericórdia de nós!
33.2
Is 25.9
Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação em tempos de tribulação. 3Ao ruído do tumulto, fugirão os povos; à tua exaltação as nações serão dispersas. 4Então, ajuntar-se-á o vosso despojo como se apanha o pulgão; como os gafanhotos saltam, ali saltará. 5O Senhor é exalçado, pois habita nas alturas; encheu a Sião de retidão e de justiça. 6E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do Senhor será o seu tesouro.

7Eis que os seus embaixadores estão clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente. 8As estradas estão desoladas,

33.8
Jz 5.6
2Rs 18.14-17
cessam os que passam pelas veredas; ele rompeu a aliança, desprezou as cidades e a homem nenhum estima. 9A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha, Sarom se tornou como um deserto, Basã e Carmelo foram sacudidos. 10Agora, me levantarei, diz o Senhor; agora, me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado. 11Concebestes
33.11
Is 59.4
palha, produzireis pragana, e o vosso espírito vos devorará como fogo. 12E os povos serão como os incêndios de cal,
33.12
Is 9.18
como espinhos cortados arderão no fogo. 13Ouvi,
33.13
Is 49.1
vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder.

14Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? 15O que

33.15
Sl 15.2
anda em justiça e que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para não ouvir falar de sangue
33.15
Sl 119.37
e fecha os olhos para não ver o mal, 16este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.

17Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe. 18O teu coração considerará em assombro, dizendo:

33.18
1Co 1.20
Onde está o escrivão? Onde está o 33.18 ou que pesa o tributopagador? Onde está o que conta as torres? 19Não verás
33.19
Dt 28.49-50
Jr 5.13
mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender. 20Olha
33.20
Sl 48.13
para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derribada,
33.20
Is 54.2
cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. 21Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. 22Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador;
33.22
Tg 4.12
o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará. 23As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então, a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. 24E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.