Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
32

321Reinará

32.1
Jr 23.5
Zc 9.9
um rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo. 2E será aquele varão como um esconderijo contra o vento,
32.2
Is 4.6
25.4
e como um refúgio contra a tempestade, e como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta. 3E os olhos dos que veem não olharão para
32.3
Is 29.18
35.5-6
trás; e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos. 4E o coração dos imprudentes entenderá a sabedoria; e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. 5Ao louco nunca mais se chamará nobre; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. 6Porque o louco fala loucamente, e o seu coração pratica a iniquidade, para usar de hipocrisia, e para proferir erros contra o Senhor, e para deixar vazia a alma do faminto, e para fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida. 7Também todos os instrumentos do avarento são maus; ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega a falar retamente. 8Mas o nobre projeta coisas nobres e, pela nobreza, está em pé.

9Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz; e vós, filhas que estais tão seguras, inclinai os ouvidos às minhas palavras. 10Porque daqui a um ano e dias vireis a ser turbadas, ó mulheres que estais tão seguras; porque a vindima se acabará, e a colheita não virá. 11Tremei, mulheres que estais em repouso, e turbai-vos, vós que estais tão seguras; despi-vos, e ponde-vos nuas, e cingi com panos de saco os vossos lombos. 12Feri os peitos sobre os campos desejáveis e sobre as vides frutuosas. 13Sobre a terra

32.13
Is 34.13
Os 9.6
do meu povo virão espinheiros e sarças, como também sobre todas as casas de alegria,
32.13
Is 22.2
na cidade que anda pulando de prazer. 14Porque
32.14
Is 27.10
o palácio será abandonado, o ruído da cidade cessará; Ofel e as torres da guarda servirão de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses e para pasto dos gados, 15até que se derrame sobre nós o Espírito
32.15
Jl 2.28
Is 29.17
35.2
lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque. 16E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. 17E o efeito
32.17
Tg 3.18
da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre. 18E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso, 19ainda que caia saraiva, e caia o bosque,
32.19
Is 30.30
Zc 11.2
e a cidade seja inteiramente abatida. 20Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas e
32.20
Is 30.24
que dais liberdade ao pé do boi e do jumento.

33

Os inimigos do povo de Deus serão destruídos. Jerusalém será restaurada à sua glória e felicidade

331Ai de ti

33.1
Hc 2.8
Ap 13.10
despojador que não foste despojado e que ages perfidamente contra os que não agiram perfidamente contra ti! Acabando tu de despojar, serás despojado; e, acabando tu de tratar perfidamente, perfidamente te tratarão. 2Senhor, tem misericórdia de nós!
33.2
Is 25.9
Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação em tempos de tribulação. 3Ao ruído do tumulto, fugirão os povos; à tua exaltação as nações serão dispersas. 4Então, ajuntar-se-á o vosso despojo como se apanha o pulgão; como os gafanhotos saltam, ali saltará. 5O Senhor é exalçado, pois habita nas alturas; encheu a Sião de retidão e de justiça. 6E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do Senhor será o seu tesouro.

7Eis que os seus embaixadores estão clamando de fora; e os mensageiros de paz estão chorando amargamente. 8As estradas estão desoladas,

33.8
Jz 5.6
2Rs 18.14-17
cessam os que passam pelas veredas; ele rompeu a aliança, desprezou as cidades e a homem nenhum estima. 9A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha, Sarom se tornou como um deserto, Basã e Carmelo foram sacudidos. 10Agora, me levantarei, diz o Senhor; agora, me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado. 11Concebestes
33.11
Is 59.4
palha, produzireis pragana, e o vosso espírito vos devorará como fogo. 12E os povos serão como os incêndios de cal,
33.12
Is 9.18
como espinhos cortados arderão no fogo. 13Ouvi,
33.13
Is 49.1
vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós que estais vizinhos, conhecei o meu poder.

14Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? 15O que

33.15
Sl 15.2
anda em justiça e que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, que sacode das suas mãos todo o presente; que tapa os ouvidos para não ouvir falar de sangue
33.15
Sl 119.37
e fecha os olhos para não ver o mal, 16este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.

17Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe. 18O teu coração considerará em assombro, dizendo:

33.18
1Co 1.20
Onde está o escrivão? Onde está o 33.18 ou que pesa o tributopagador? Onde está o que conta as torres? 19Não verás
33.19
Dt 28.49-50
Jr 5.13
mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender. 20Olha
33.20
Sl 48.13
para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derribada,
33.20
Is 54.2
cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. 21Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. 22Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador;
33.22
Tg 4.12
o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará. 23As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então, a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. 24E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.

34

341Chegai-vos, nações, para ouvir; e vós, povos, escutai;

34.1
Dt 32.1
ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz. 2Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. 3E os mortos serão arremessados,
34.3
Jl 2.20
e do seu corpo subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão. 4E todo o exército
34.4
Ez 32.7-8
Jl 2.31
3.15
Mt 24.29
2Pe 3.10
Ap 6.14
dos céus se 34.4 ou consumirágastará, e os céus se enrolarão como um livro,
34.4
Is 14.12
Ap 6.13
e todo o seu exército cairá como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.

5Porque

34.5
Jr 46.10
49.7
Ml 1.4
a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá e sobre o povo do meu anátema, para exercer juízo. 6A espada do Senhor está cheia de sangue, está cheia da gordura de sangue de cordeiros e de bodes, da gordura dos rins de carneiros;
34.6
Is 63.1
Jr 49.13
Sf 1.7
porque o Senhor tem sacrifício em Bozra e grande matança na terra de Edom. 7E os unicórnios descerão com eles, e os bezerros, com os touros; e a sua terra beberá sangue até se fartar, e o seu pó de gordura se encherá.

8Porque será o dia da vingança

34.8
Is 63.4
do Senhor, ano de retribuições, pela luta de Sião. 9E os seus ribeiros
34.9
Dt 29.23
se transformarão em pez, e o seu pó, em enxofre, e a sua terra, em pez ardente. 10Nem de noite nem de dia, se apagará;
34.10
Ap 14.11
18.18
19.3
Ml 1.4
para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada, e de século em século ninguém passará por ela. 11Mas o pelicano e a coruja a
34.11
Is 14.23
Sf 2.14
Ap 18.2
possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela, e ele estenderá sobre ela cordel de confusão e nível de vaidade. 12Eles chamarão ao reino os seus nobres, mas nenhum haverá, e todos os seus príncipes não serão coisa nenhuma. 13E, nos seus palácios,
34.13
Is 13.21
32.13
Os 9.6
crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas; e será uma habitação de dragões e sala para os filhos do avestruz. 14E 34.14 ou as feras do desertoos cães bravos se encontrarão com 34.14 ou as criaturas que uivamos gatos bravos; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão e acharão lugar de repouso para si. 15Ali, se aninhará a mélroa, e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros.

16Buscai no livro

34.16
Mt 3.16
do Senhor e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a sua própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará. 17Porque ele mesmo lançou as sortes por eles, e a sua mão lhes repartiu a terra com o cordel; para sempre a possuirão, de geração em geração habitarão nela.