Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
23

A ruína e restauração de Tiro

23123.1 ou SentençaPeso

23.1
Jr 25.22
47.4
Ez 26
27
28
Am 1.9
Zc 9.2,4
Is 23.12
de Tiro. Uivai, navios de Társis, porque está assolada, a ponto de não haver nela casa nenhuma, e de ninguém mais entrar nela; desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado. 2Calai-vos, moradores da ilha, vós a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar. 3E a sua provisão era a semente do Canal, que vinha com as muitas águas, e a ceifa do Nilo; e ela era a feira das nações. 4Envergonha-te, ó Sidom, porque o mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei jovens, nem eduquei donzelas. 5Como com as novas do Egito, assim haverá dores quando se ouvirem as de Tiro. 6Passai a Társis e uivai, moradores da ilha. 7É esta
23.7
Is 22.2
a vossa cidade, que andava pulando de alegria? Cuja antiguidade vem de dias remotos? Pois levá-la-ão os seus próprios pés para longe andarem a peregrinar.

8Quem formou este desígnio contra Tiro, a cidade coroada, cujos mercadores são príncipes e cujos negociantes são os mais nobres da terra? 9O Senhor dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de todo o ornamento e envilecer os mais nobres da terra. 10Passa como o Nilo pela tua terra, ó filha de Társis; já não há cinto ao redor de ti. 11Ele estendeu a mão sobre o mar e turbou os reinos; o Senhor deu mandado contra Canaã, para que se destruíssem as suas fortalezas. 12E disse:

23.12
Ap 18.22
Is 23.1
Nunca mais pularás de alegria, ó oprimida donzela, filha de Sidom; levanta-te, passa a Quitim e mesmo ali não terás descanso.

13Vede a terra dos caldeus, povo que ainda não era povo; a Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram as suas fortalezas e edificaram os seus paços, mas já está arruinada de todo. 14Uivai,

23.14
Is 23.1
Ez 27.25,30
navios de Társis, porque é destruída a vossa força. 15E sucederá, naquele dia, que Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias de um rei; mas, no fim de setenta anos, Tiro será como a canção de uma prostituta. 16Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta entregue ao esquecimento; toca bem, canta e repete a ária, para que haja memória de ti. 17Porque será no fim de setenta anos que o Senhor visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta e terá comércio com todos os reinos que há sobre a face da terra. 18E será
23.18
Zc 14.20-21
consagrado ao Senhor o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se fechará; mas o seu comércio será para os que habitam perante o Senhor, para que comam suficientemente e tenham vestes duráveis.

24

Predição do castigo dos israelitas e o seu bom efeito. A promessa de livramento e da ruína dos seus inimigos. Cântico de louvor pela misericórdia de Deus

241Eis que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. 2E o que suceder ao povo

24.2
Os 4.9
sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora;
24.2
Ez 7.12-13
ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura. 3De todo se esvaziará a terra e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra. 4A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. 5Na verdade, a terra
24.5
Gn 3.17
Nm 35.33
está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna. 6Por isso,
24.6
Ml 4.6
a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. 7Pranteia o mosto,
24.7
Is 16.8-9
Jl 1.10,12
e enfraquece a vide; e suspirarão todos os alegres de coração. 8Cessou o folguedo
24.8
Jr 7.34
16.9
25.10
Ez 26.13
Os 2.11
Ap 18.22
dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa. 9Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem. 10Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam, ninguém já pode entrar. 11Há lastimoso clamor nas ruas por causa do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra. 12Na cidade, só ficou a desolação, e, com estalidos, se quebra a porta. 13Porque será no interior da terra, no meio destes povos,
24.13
Is 17.5-6
como a sacudidura da oliveira e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.

14Estes alçarão a sua voz e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor clamarão desde o mar. 15Por isso, glorificai ao Senhor nos vales

24.15
Ml 1.11
e nas ilhas do mar, ao nome do Senhor, Deus de Israel. 16Dos confins da terra ouvimos cantar: glória ao Justo; mas eu digo: emagreço, emagreço, ai de mim!
24.16
Jr 5.11
Os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam perfidamente. 17O temor, e a cova, e o laço vêm sobre ti,
24.17
1Rs 19.17
Jr 48.43-44
Am 5.19
ó morador da terra. 18E será que aquele que fugir da voz do temor cairá na cova, e o que subir da cova, o laço o prenderá;
24.18
Gn 7.11
porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos da terra tremem. 19De todo será quebrantada a terra,
24.19
Jr 4.23
de todo se romperá e de todo se moverá a terra. 20De todo vacilará
24.20
Is 19.14
a terra como o ébrio e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá e nunca mais se levantará.

21E será que, naquele dia, o Senhor visitará os exércitos do alto na altura e os reis da terra, sobre a terra. 22E serão amontoados como presos em uma masmorra, e serão encerrados em um cárcere, e serão visitados depois de muitos dias. 23E a lua

24.23
Is 13.10
60.19
Ez 32.7
Jl 2.1
3.15
se envergonhará, e o sol se confundirá quando
24.23
Ap 19.4,6
Hb 12.22
o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; e, então, perante os seus anciãos haverá glória.

25

251Ó Senhor, tu és o meu Deus;

25.1
Êx 15.2
exaltar-te-ei e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza. 2Porque da cidade fizeste
25.2
Is 21.9
23.13
Jr 51.37
um montão de pedras, e da cidade forte, uma ruína, e do paço dos estranhos, que não seja mais cidade e jamais se torne a edificar. 3Pelo que te glorificará
25.3
Ap 11.13
um povo poderoso, e a cidade das nações formidáveis te temerá. 4Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade
25.4
Is 4.6
e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro. 5Como o calor em lugar seco, tu abaterás o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim o cântico dos tiranos será humilhado.

6E o Senhor dos Exércitos

25.6
Is 2.2-3
Pv 9.2
Mt 8.11
22.4
Dn 7.14
dará, neste monte, a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa com vinhos puros, com tutanos gordos e com vinhos puros, bem purificados. 7E destruirá, neste monte, a máscara do rosto com que todos os povos andam cobertos
25.7
2Co 3.15
e o véu com que todas as nações se escondem. 8Aniquilará
25.8
Os 13.14
1Co 15.54
Ap 7.17
21.4
a morte para sempre,
25.8
Ap 7.17
21.4
e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse. 9E, naquele dia, se dirá:
25.9
Gn 49.18
Tt 2.13
Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação, exultaremos e nos alegraremos. 10Porque a mão do Senhor descansará neste monte; mas Moabe será trilhado debaixo dele, como se trilha a palha no monturo. 11E Moabe estenderá as mãos por entre eles, como as estende o nadador para nadar; mas o Senhor abaterá a sua altivez, apesar da perícia das suas mãos. 12E abaixará as altas fortalezas dos teus muros e abatê-las-á, e derribá-las-á por terra, até ao pó.